23º CONGRESSO DA CAUSA REAL

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

S.A.R., O DUQUE DE BRAGANÇA RECEBE PRÉMIO MERECIDO

Foto da visita de Sua Alteza à Associação Famílias no dia 19 de Janeiro de 2013, com Dr. Carlos Aguiar Gomes, Presidente da Associação Famílias.

A Associação Famílias entregou ontem, pelas 16h00, a S.A.R., Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, o Prémio Pro-Família. A cerimónia decorreu na sede da instituição, na rua de Guadalupe n.º 73 – S. Vicente. Segundo a Associação Famílias, esta será uma oportunidade de apresentar todo o trabalho desenvolvido pela Instituição há já 25 anos a uma personalidade que é conhecida pelo seu empenho em causas sociais relevantes.
Cesmion, 23 de Fevereiro de 2013.

Mais fotos AQUI de Sua Alteza àquela Instituição a 19 de Janeiro de 2013.

POR UMA LIDERANÇA LEGÍTIMA!

"Pouco depois do 5 de Outubro, António José de Almeida (líder dos republicanos moderados) perguntou, melodramaticamente, se 300 000 republicanos chegavam para manter em respeito 5 milhões de portugueses. A pergunta era boa. Sobretudo porque, na melhor das hipóteses, os republicanos não passavam de 100 000."
 
O excerto acima, escrito por Vasco Pulido Valente, põe em evidência a minoria republicana em 1910. O actual regime não foi proclamado, foi imposto. Imposto pela prepotência dos "iluminados" da carbonária, ajudados pela apatia das forças monárquicas daquela época. A verdade é que a república Portuguesa não emanou da sociedade, e, como tal, nasceu ilegítima. Para ilustrar melhor o ridículo da dita "revolução", proponho outra citação, desta vez do antropólogo inglês Martin Page, autor de uma obra admirável sobre a História Portuguesa: "Nessa altura, um grupo de homens de negócios alemães tinha acabado de chegar à estação ferroviária do Rossio, em visita oficial. (...) O chefe da delegação empresarial alemã amarrou um lenço branco ao guarda-chuva e atravessou as ruas à frente do grupo. Os republicanos, pensando que ele era uma entidade oficial, proclamaram a rendição do regime."
    
Poderão argumentar: apesar da característica anti-social do seu nascimento, a república teve a capacidade de sobreviver até aos dias de hoje, ganhando a aceitação social, e, consequentemente, a sua legitimidade. Surgem então as perguntas: Quantos Portugueses se dizem republicanos, por convicção e não por conveniência ou preguiça de pensar sobre o assunto? Quantas vezes é que a opção de regresso à monarquia foi dada à sociedade portuguesa? Pois é, ninguém em Portugal escolheu a república! Ninguém quis a república e ninguém sequer sabe o que é a república! Em 1910, o número de republicanos era insignificante, assim como o é hoje.
    
O regime levantado, no século passado, sobre o acto criminoso do regicídio, caracterizou-se, desde o princípio, pela apropriação do aparelho de estado por parte de selectos grupos. Primeiro, foi a ala radical do PRP (Partido Republicano Português), liderada por Afonso Costa e depois foi Salazar, com os seus protegidos. Hoje em dia, a cena política é dominada por partidos corruptos, sob a supervisão de um presidente vindo desses mesmos partidos. O exercício da política em Portugal está corrompido pelo individualismo exacerbado de quem vê a carreira pública como uma simples escada para o enriquecimento pessoal. Nos últimos 100 anos, desapareceu o sentimento patriótico colectivo, o que tem tido consequências devastadoras. Não podemos tolerar mais hipocrisia no parlamento. Precisamos do nosso Rei, para que possamos ter um exemplo de patriotismo que nos permita remar todos para o mesmo lado: o do sucesso nacional.
    
Portugal foi fundado pela coragem dos primeiros reis e a nossa sociedade foi construída à volta deles. A imposição da república eliminou essa importante base social. O regresso da monarquia, que se confunde com o próprio país, é essencial para que os Portugueses voltem a ter um Chefe de Estado e um regime nos quais acreditam e confiam. Viva o Rei, o líder legítimo da nação Portuguesa!
 

REAIS EM BICICLETA

Já sabíamos de comunicações anteriores que  S.A. O infante Dom Affonso, era “um distincto velocipedista”, mas não tínhamos visto o quanto. Admirado fiquei por saber que também a Rainha Mãe participava nestes passeios.Nesta foto temos partindo da esquerda: José de Mello , José de Sena , a Marquesa de Belas, Dom Afonso , Benjamim Pinto, a Rainha Mãe Dona Maria Pia (com cerca dos seus 50 anos) e Alfredo Albuquerque num passeio na Serra de Sintra.
 
Dizem-me que este passeio foi na estrada de Cascais para Colares, depois Malveira, Alcabideche a caminho da Penha Longa, almoço no pinhal e depois Estoril voltando pela estrada de Sintra.
Ao que parece que estes passeios eram frequentes nos idos de 1893.

HOJE: "D. MANUEL II, UM PATRIOTA NO EXÍLIO"



quintA-FEIRA, dia 28 DE FEVEREIRO, às 17h30 (instituto D. Antão de almada, no palácio da independência)

Convites
Sociedade  Histórica  da  Independência  de  Portugal

Esta quinta-feira, dia 28 de Fevereiro, às 17h30, no instituto D. Antão de Almada, no Palácio da Independência, em Lisboa, terá lugar a conferência “D. Manuel II, um patriota no exílio”, a cargo da Senhora Dra. D. Maria de Jesus Caimoto Duarte, associada da Real Associação de Lisboa. Esta é uma interessante iniciativa do Núcleo Feminino da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e da Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas. A entrada é livre.
Real Associação de Lisboa

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

REALMENTES: MOVIMENTO MONÁRQUICO DA NOVA GERAÇÃO

Real Manifesto

Em 1910, o nosso futuro, o de Portugal, foi gravemente comprometido. Passámos por uma 1ª república politica e socialmente caótica, por uma ditadura militar, pelo Estado Novo e pela iminência de uma ditadura de extrema esquerda. Depois, veio a esperança: o crescimento económico, promovido pelo fim do isolamento salazarista, e a consequente entrada na acolhedora Comunidade Europeia. Ficámos loucos com os fundos europeus, construímos auto-estradas que ligam nada a lado nenhum, deixámos subsídios substituírem ordenados, enfim, bebemos o dinheiro europeu. A nós, meras pessoas em formação, podem-nos apontar muitos defeitos, entre eles, a ingenuidade. Mas a verdade é que sabemos que, depois da festa, vem a ressaca. Hoje, Portugal está novamente no buraco.
 
Não julgamos nem condenamos as gerações anteriores, porque não fazemos generalizações. Mas, como não desistimos do nosso Portugal, somos obrigados a levantar a voz para garantir a nossa sobrevivência. Não queremos viver sob este regime podre, imposto por meia dúzia de pseudointelectuais assassinos, há mais de 100 anos. Queremos de volta a nossa pátria, fundada sobre os nossos valores, os nossos costumes, a nossa garra e a nossa família.
 
Os argumentos são tantos, que até faz confusão. Não usaremos os passados, apenas os futuros. Isto é, sabemos que a fundação de um novo Estado social e democrático de direito, monárquico e parlamentar, é a única forma de garantir a nossa soberania, hoje ameaçada por todos os lados. Não nos acusem de autoritarismo! As democracias mais avançadas do Mundo são monarquias, segundo a revista republicana The Economist. É evidente que o nosso país anda à deriva desde o dia do regicídio. A volta do nosso Rei, um líder acima de tudo simbólico, que seja a personificação dos valores nacionais e cuja vida seja inteiramente dedicada ao sucesso Português, permitirá a imposição do interesse colectivo sobre os interesses políticos internos. O Chefe de Estado não pode pertencer a partidos, tem que pertencer ao povo, a nós, a Portugal.
 
A restauração monárquica é o primeiro passo para o regresso à prosperidade, mas, actualmente, a constituição proíbe essa possibilidade. É nosso direito e, principalmente, nosso dever, como Portugueses e futuros líderes deste país, combater a demagogia republicana. O nosso movimento, o “Realmentes”, tem como objectivo afirmar-se como uma frente de batalha agressiva, destinada a derrubar a república, com a força da juventude. Juntem-se a nós, sigam o nosso blog e a página no facebook, e, sobretudo, divulguem a causa monárquica. Falem de nós às vossas famílias e aos vossos amigos. Queremos crescer para poder ser ouvidos.
 
Para concluir, fazemos um primeiro apelo a quem nos considera irrealistas (desta vez sem trocadilhos). Vejam entrevistas e intervenções do Sr. D. Duarte, o nosso pretendente ao trono, e comparem-nas com intervenções de Cavaco Silva, Jorge Sampaio e outros. Vejam aquilo que Sua Alteza já fez pelo nosso país, mesmo não tendo qualquer cargo oficial (basta um acesso à wikipedia). Nós somos o Realmentes, o nosso blog é o www.blogrealmentes.blogspot.pt e temos uma página no facebook. Queremos que todos se considerem parte do movimento e o divulguem, para podermos combater todos juntos pela nossa causa!
 

 Parabéns ao "Realmentes" que hoje aparece nas páginas do facebook e da blogosfera com uma mensagem que aplaudimos e num espírito de serviço e de renovação, em prol de Portugal. Desejamos-lhe a melhor sorte!
 
 
 
Saúdo, com grande expectativa, a concretização deste novo projecto em prol do nosso país e do nosso ideal. Vem ajudar a rejuvenescer a imagem do movimento monárquico português e à renovação fundamental da nossa mensagem, para que possa ser disseminada a novos públicos, de uma forma simples, transparente e desempoeirada. Os meus sinceros parabéns. A Causa Real, naquilo que puder ajudar, está à Vossa disposição.

Luís Lavradio,
Presidente da Causa Real


 

MILITARES REÚNEM-SE A 6 DE MARÇO COM "TODOS OS CENÁRIOS" SOBRE A MESA

Membros das Forças Armadas vão reunir-se a 6 de Março para debater a "descaracterização e desarticulação" dos vários ramos e os anunciados cortes de 218 milhões de euros e de 8000 efectivos, com "todos os cenários em cima da mesa".

"Todos os cenários são possíveis e estão em cima da mesa. Não está posta de parte qualquer outra forma de protesto", disse à Lusa o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Lima Coelho, uma das três associações militares que convocou o encontro nacional.

Sobre a manifestação "Que se Lixe a 'Troika'", convocada para sábado, em Lisboa, Lima Coelho considera que "os militares, enquanto cidadãos e exclusivamente nessa condição, não só devem como têm de participar porque não estão fora do esforço nacional e das consequências que estes cortes estão a trazer".

A reunião de militares da próxima semana, organizada também pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e pela Associação de Praças (AP), vai decorrer a partir das 15 horas, no Pavilhão dos Desportos de Almada, no Feijó, visando os "problemas dos militares no activo, na reserva e na reforma".

"Acima de tudo, os militares estão com os cidadãos de onde emanam e não contra os cidadãos, muito pelo contrário. Entendo que é importante que os militares participem, lado a lado, com os seus concidadãos na demonstração das preocupações que a todos nos afectam", afirmou Lima Coelho.

Para o militar, as futuras mexidas nos "montantes de pensões, funcionamento da assistência social complementar, no sistema de saúde" são causa da referida "descaracterização e desarticulação das Forças Armadas".

"Vejo que o sr. general Loureiro dos Santos, em boa hora, também se refere a estas questões. Ainda hoje vimos o comunicado produzido pelos Chefes do Estado-Maior, que vem trazer a público a preocupação que se vive no seio das Forças Armadas", disse.

Na sexta-feira, o general Loureiro dos Santos manifestou, em representação de oficiais-generais e superiores na reserva e na reforma dos três ramos militares, reunidos num jantar em Lisboa, "profunda preocupação" com o futuro das Forças Armadas, declarando temer a sua "desarticulação".

Posteriormente, um comunicado do Conselho de Chefes de Estado-Maior comprometia-se "a pugnar para que as Forças Armadas mantenham a serenidade, a coesão e a disciplina", enquanto a Associação de Oficiais das Forças Armadas advertiu que "as tensões sociais poderão culminar em justos protestos" e que os militares não serão "um instrumento de repressão sobre os concidadãos".


Lima Coelho afirmou ainda recusar-se a "alimentar" aquilo que considera ser uma "comissão liquidatária das Forças Armadas".

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, anunciou recentemente um corte superior a 200 milhões de euros nas Forças Armadas, a partir de 2014, podendo ser reduzidos 40 milhões em 2013, bem como a intenção de reduzir o número de efectivos de 38 mil para 30 mil até 2020.



OS FILHOS DA NAÇÃO!

 
Os filhos da nação são aquilo que temos, melhores ou piores, não temos outros. Convinha portanto ensiná-los o melhor possível, convinha acabar com as mentiras e com a propaganda, que em nada contribuem para respectiva formação.
 
Na escola, os filhos da nação continuam a ser enganados pelos professores, também eles já enganados pelos professores dos professores! Logo desde tenra idade! Ao nível da terceira classe! Assim, por exemplo, quando se ensina qual o significado das cores da bandeira nacional (o verde e o encarnado) lá vem a mentira piedosa e ridícula: - que o verde significa a ‘esperança’ e que o encarnado significa o ‘sangue derramado pelos portugueses’! Como se a esperança não fosse comum a todos os povos, como se o sangue derramado fosse um exclusivo português! Como se a esperança e o sangue fossem sinais distintivos da nossa identidade!
 
Claro que não são. E ficamos sem perceber por que razão o verde da esperança há-de ser mais pequeno que o encarnado do sangue! Com historietas deste género não é de admirar que as criancinhas se tornem obtusas e ainda mais infantis quando crescerem.
 
E a verdade pura e dura sobre a bandeira já a expliquei aqui inúmeras vezes: - trata-se de uma bandeira partidária, imposta aos portugueses pelo partido republicano em 1910, e as cores são nem mais nem menos que as cores da bandeira da carbonária, braço armado da maçonaria. O que simbolizam essas cores?! Pois bem, o verde (mais pequeno) simboliza Portugal numa idealizada união ibérica. O encarnado simboliza Castela, nessa mesma união. Nada mais simples. Custa assim tanto dizer a verdade?! Claro que custa, porque quer o verde quer o encarnado nada têm a ver com as cores de Portugal. Nada tem a ver com o azul e branco que o Fundador (Afonso Henriques) ostentava. Azul e branco que são de facto as cores e o símbolo da nossa independência.
Tudo o resto é propaganda enganosa.
 
Saudações monárquicas
 
 
Nota básica: “O símbolo é o nada que é tudo”. Quando o renegamos, ficamos sem nada, e o fim está próximo.
 
JSM


Fonte:Interregno

DA EDUCAÇÃO DE PRÍNCIPES, 1ª PARTE - DE XENOFONTE A S. TOMÁS

 D. Afonso de Santa Maria, futuro Afonso VII de Portugal se houver Restauração da Monarquia

Em 2010 o filho mais velho dos Duques de Bragança trocou Portugal pela Inglaterra para prosseguir os estudos. A Educação de Príncipes (herdeiros à Coroa) longe de ser um tema do passado ou uma regalia de uma classe social é uma reafirmação da importância que a formação tem no futuro do Estado e no futuro das gerações mais novas.

A preocupação sobre a importância da educação começou muito cedo em Portugal, sendo mesmo anterior à nacionalidade cedo extravasa os limites do Paço Real para tentar tornar-se uma necessidade, com a II Dinastia, entre a Nobreza.Com o tempo a literatura que era destinada ao futuro Soberano acabaria por tornar-se fonte normativa da estrutura do Estado e bibliografia obrigatória para todos os que se debruçavam sobre as Funções do Estado

A educação de Príncipes, 1º parte

A educação de Príncipes é hoje entre a maioria da população um tema digno de novelas de ficção onde não poucas correntes políticas vão encontrar argumentos para reforçar a distância de oportunidades entre classes sociais.

Mas a realidade está longe de ser a superfície de um lago calmo. A educação do Herdeiro do Trono, longe de ser um privilégio de uma “casta” é uma função estrutural do Estado onde se prepara o futuro Soberano para as exigências do cargo, função formativa que não dista muito da arena de combate político das diferentes ideologias que se avizinham.Um bom exemplo será a Dissertação a favor da Monarquia (1799) do Marquês de Penalva onde se percebe a influência que o status quo Institucional tenta imprimir no futuro Soberano (D. João VI).Tal como no Séc XVIII também hoje a preparação formativa  dos descendentes da Família Real é um assunto levando com enorme seriedade pois se a maioria dos cidadão se forma para precaver o seu futuro , um Príncipe forma-se para precaver o futuro de um Estado inteiro.

Nos princípios do século IX começou a desenvolver-se, na Europa, um novo género literário (Este género literário foi desenvolvido pelos egípcios desde a III Dinastia mas na Europa o modelo é o Cyropaedia, de Xenofonte)— Livros de educação de Príncipes — em que se procurava ministrar a instrução necessária para os Príncipes desempenharem bem a sua missão .
 
O primeiro país onde este género de trabalhos se desenvolveu foi a França, com a Via Regia escrita em 813 pelo abade Smaragdo de Verdum. Seguiu-se-lhe o De institutione regia, dedicado por Jonas, bispo de Orléans a Pepino de Aquitânia, o Líber institutionis de auctoribus christianis, de Sedulio de Liege e os De regis persona et régio ministério e De ordine Palatti de Hincmar de Reims. Inspirando-se em Santo Agostinho e S. Isidoro ocupavam-se esses livros da «origem e fim da sociedade civil, deveres de o soberano e relações entre o poder civil e o eclesiástico».
 
Mas, com o início da luta entre o Império e o Papado, começa aquele género literário, inicialmente com fins didácticos, e particulares, a preocupar juristas e moralistas, em face da necessidade de se definir a constituição da sociedade e do poder e, consequentemente, a organização do Estado.

Alguns pensadores medievais escreveram por isso obras onde, não obstante essa mesma finalidade didáctica, — ministrar conselhos morais e políticos a um determinado príncipe, — tratavam também aquelas questões de maneira mais elevada, e com um carácter mais acentuado de universalidade. Com esta orientação, as obras mais importantes pelo conteúdo e que maior influência exerceram, foram o Secretum Secretorum de autor anónimo, o De eruditione filiorum nobilium, escrito por Vicente de Beauvais em meados do século XII para Margarida, mulher de S. Luís, rei de França e os De Regimine Principum de S. Tomás de Aquino e de Frei Gil de Roma.
 
Atribui-se, embora falsamente, a Aristóteles o Secretum Secretorum , obra essencialmente de feição ético-política.
 
Das suas quatro partes, segundo o comentário de Roger Bacon, a primeira ocupa-se de conselhos aos príncipes e a terceira tem largas considerações sobre a arte de governar.
 
Esta obra, que exerceu grande influência nos pensadores portugueses, foi conhecida desde cedo em Portugal. Com efeito, a tradução árabe, que é atribuída a Ibn Yahya al-Batrik, (f 815), foi vertida, em parte, para latim por Joannes Hispalensis e dedicada, ao que parece, a D. Teresa, mulher do Conde D. Henrique. Na livraria de D. Duarte existiam os Segredos de Aristóteles em português e a eles se referem o próprio monarca e Gomes Eanes de Zurara.
 
Já no séc XX, Armando Sousa Gomes daria a conhecer a existência, embora não indique aonde, de um manuscrito português do Segredo dos Segredos, cuja tradução atribui ao Infante D. Henriques.
 
Afonso X, o Sábio, mandou traduzi-lo para castelhano, correndo com o título Poridade de poridades e Libro de los ensenamientos y castigos que Aristóteles envio a Alejandro . Em francês tem vários títulos: Livre de moeurs du gouvernement dês seigneurs, appelé lês Secrets dês Secrets de Aristote; Lê gouvernement dês Princes; Livre du gouvernement de róis et de princes e Lê secret dês secrets d’ Aristoqui enseigne à connoiíre Ia complexion dês hommes et dês femmes . E sabe-se que também foi traduzido em muitas outras línguas .

S. Tomás de Aquino dedicou a Hugo II, rei de Chipre, por volta de 1265-1266, o De Regimine Principum ad Regem Cypri,  livro que haveria de ter uma extraordinária fortuna, pela profunda influência que exerceu em toda a Europa Medieval.
 
«A concepção de S. Tomás acerca do Estado estriba-se precisamente na ordem moral, apoia-se em fundamentos éticos e metafísicos, em normas universais que, finalmente, tiram a sua força, eternamente válida, da própria essência de Deus. Explica a sociedade como uma consequência das necessidades que têm os homens de agrupar-se mediante um intercâmbio de afectos e serviços; o poder público, vis regitiva, parte integrante do Estado é, portanto, também uma exigência e ordem natural moral… Da origem da sociedade civil e do poder inerente a ela, deduz seus fins… As doutrinas de S. Tomás sobre os fins do Estado, as formas de governo legítimo, as maneiras de lutar contra o poder ilegítimo, o conceito da propriedade, diferença entre o poder civil e o eclesiástico, a guerra lícita, o prémio celeste e terrestre do bom governante, expõem-se sinteticamente neste trabalho, ...» Angeles Galino Carrillo- Los Tratados sobre education de Princípes, Madrid 1948

Desconhece-se qualquer versão desta obra em português . Foi traduzida para castelhano em 1625 por Rufino Blanco e dedicada ao Conde de Clivares. Foi reeditada em 1728. E, além da publicada pelo Padre Getino (2;!), parece haver outra de Carbonero y Sol .
 
Frei Gil de Roma, (1247-1316) — também conhecido por Egidio Romano ou Egidio Columna  — escreveu para educação de Filipe o Belo, por volta de 1285, o De Regimine Principum Libri III  que tanta influência havia, de exercer nos pensadores peninsulares.

TV MONARQUIA PORTUGUESA - INFORMAÇÃO

A TV Monarquia Portuguesa informa que a partir de hoje e durante uma semana iremos levar até vós o filme A menina da rádio.

Apesar de estar incluída na grelha normal, iremos efectuar uma emissão sempre que possível por volta das 21:30 horas.

«A Menina da Rádio» estreia a 3 de Junho de 1944 no cinema S. Luiz.

Argumento: Cipriano Lopes e Rosa Gonçalves, lojistas na mesma rua, detestam-se comercialmente. Os respectivos filhos, Geninha e Óscar Gonçalves, amam-se apaixonadamente, e ambos gostam de música, tendência partilhada por Cipriano, e odiada por Rosa. Um dia, para raiva de Rosa, Cipriano cria o Rádio Clube da Estrela, onde Geninha provaria seus dotes musicais, e Óscar provaria seus dotes como compositor. Mas, as coisa complicam-se com e entrada em cena de Teresa Valdemar e Fernando Verdial, vedetas da Emissora Nacional.

Intérpretes:
António Silva - Cipriano Lopes;
Maria Matos - D. Rosa Gonçalves;
Maria Eugénia - Geninha;
Ribeirinho - Fortunato;
Óscar de Lemos - Óscar;
Fernando Curado Ribeiro - Fernando Verdial;
Teresa Casal - Teresa Waldemar;
Maria Olguim - Maria do Ó;
Manuel Santos Carvalho - Leitão;
Aida Ultz - Aidinha Seabra;
Silvestre Alegrim - Guarda Nocturno;
Vital dos Santos - Sales.
Realização - Arthur Duarte

Esperemos que gostem.

A equipa da TV Monarquia Portuguesa

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SS.AA.RR. OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA NA PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS



SS.AA.RR. os Duques de Bragança participaram ontem na Procissão do Senhor dos Passos da Graça, que pela primeira vez em 25 anos fez o seu percurso original, de São Roque à Graça.

 

 
Dom Carlos e a rainha Dona Amélia à entrada da Igreja de São Roque, recebidos pela Real Irmandade dos Passos da Graça, para a visita à imagem do Senhor dos Passos
 
Procissão de 2012

A Procissão do Senhor dos Passos da Graça teve início em 1587 por iniciativa de Luís Álvares de Andrade ao instituir uma irmandade com o intuito de colocar em prática, na sua cidade de Lisboa, o que o Marquês de Tarifa tinha começado em Sevilha, celebrando os Passos de Jesus Cristo em sua Paixão sagrada, imitando os passos que Ele mesmo tinha dado com a Sua Cruz até ao Calvário.
 

Além de ser considerada como a primeira procissão de Passos em antiguidade e a principal da quaresma da cidade de Lisboa ao longo dos tempos, veio este ano retomar o seu percurso original de São Roque à Graça, percurso este realizado pela ultima vez em 1987 por ocasião da comemoração dos seus 400 anos

As imagens saíram da Igreja de São Roque, com destino à Igreja da Graça.
A procissão foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás.




Créditos fotográficos: Maria Menezes, SAR O Senhor Dom Duarte de BragançaAugusto Abel Dias
 

JÁ COMEÇOU O PRIMEIRO CURSO DE FORMAÇÃO PARA JOVENS MONÁRQUICOS

Decorreu esta manhã (Sábado, 23 de Fevereiro) a primeira sessão do 1º Curso de Formação para Jovens Monárquicos organizado pela Real Associação de Lisboa. Foram oradores o Nuno Pombo e o Samuel de Paiva Pires, e foi uma sessão bastante participada. No próximo sábado teremos a segunda sessão, a cargo de Miguel Cabral de Moncada e Dom Vasco Telles da Gama.

Um desafio para todas as outras Reais Associações!




José Craveiro Lopes Lobão


 UMA MANHÃ BEM PASSADA

Há poucas coisas que me arranquem da cama num Sábado de manhã, e menos ainda as que me levem a fazê-lo com prazer. Mas uma delas é, sem dúvida, ter o privilégio de ser um dos primeiros oradores do Curso de Formação Monárquica para jovens que hoje se iniciou, a convite do Nuno Pombo, Presidente da Real Associação de Lisboa, e poder aprender com o Nuno e também com os jovens formandos que se revelaram uma audiência interessada e interessante. Gabando o estoicismo destes para me ouvirem falar, ao longo de cerca de uma hora, sobre alguns conceitos teóricos, ideias e autores, devo confessar que a discussão elevada e intelectualmente muito estimulante que se gerou me alegrou de sobremaneira o espírito. Não é todos os dias que nos deparamos com uma audiência de jovens de grande qualidade - o facto de ali estarem num Sábado de manhã era desde logo um bom indício. É um óptimo sinal, de que se manterá viva e de boa saúde a tradição monárquica portuguesa, reserva política, moral e cultural da nação.


publicado por Samuel de Paiva Pires em Real Associação de Lisboa 

VÃO TODOS CHEGANDO À MESMA CONCLUSÃO

"Concordo com o Carlos Novais: Duarte de Bragança tem vindo, com o tempo, a revelar qualidades pessoais crescentes, que seriam insuspeitas há uns ano e que fazem dele um homem capaz de representar um país com elevação e sem dificuldade para si, nem desprestígio para os representados. Seria um bom rei, em suma. E eu, que nos últimos anos tenho vindo a descobrir os encantos da monarquia constitucional, ao ponto de hoje a considerar, de longe, a forma de estado mais compatível com o parlamentarismo e com a democracia liberal, não me desagradaria que Duarte de Bragança e a sua família desempenhassem, entre nós, esse papel."

Nuno Castelo-Branco



A força de um símbolo
Rui A., Símbolo:

«Concordo com o Carlos Novais: Duarte de Bragança tem vindo, com o tempo, a revelar qualidades pessoais crescentes, que seriam insuspeitas há uns ano e que fazem dele um homem capaz de representar um país com elevação e sem dificuldade para si, nem desprestígio para os representados. Seria um bom rei, em suma. E eu, que nos últimos anos tenho vindo a descobrir os encantos da monarquia constitucional, ao ponto de hoje a considerar, de longe, a forma de estado mais compatível com o parlamentarismo e com a democracia liberal, não me desagradaria que Duarte de Bragança e a sua família desempenhassem, entre nós, esse papel. Acontece, porém, que o grande mérito da figura do rei, como chefe de estado constitucional, é que ele não tem que dizer nada, não deve dizer nada, não pode ter uma ideia sobre a política do país. Esse é, de resto, o segredo do seu poder: ser um símbolo vivo da comunidade. Como tal, ele tem de respeitar a pluralidade de opiniões e de sensibilidades, e, para tanto, só não manifestando as suas é que consegue manter-se equidistante e respeitado de e por todos. Também a questão da legitimidade não sufragada pelo voto democrático fica assim resolvida: os símbolos são; não se elegem nem são sufragados. E, por ser um símbolo e não um agente político activo, o rei consegue, na monarquia constitucional, granjear o respeito e a consideração de quase toda a sociedade. Mas, para tanto, tem que estar politicamente calado e não fazer pronunciamentos ou comentários políticos.

A força de um símbolo pode ser grande e poderosa. Então, se ele for um símbolo vivo e se, para além de desempenhar o elevado cargo que a Constituição lhe atribui, for um símbolo e um exemplo de vida para as pessoas comuns, terá muito mais força e muito mais poder do que qualquer chefe de estado republicano dotado de poderes de intervenção política. Será certamente muito mais constrangedor, perante o próprio, o país e os cidadãos eleitores, um primeiro-ministro ter de justificar a falência de um país, ou as suas promessas eleitorais desrespeitadas, a alguém que simboliza o país e a quem necessariamente deve respeito, até por nunca terem, nem nunca puderem vir a ter, qualquer disputa política, do que perante alguém que ele considera seu adversário, a quem só deve contas por escassa meia dúzia de milhares de votos em relação ao candidato derrotado.»

publicado por Samuel de Paiva Pires em Real Associação de Lisboa