COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

domingo, 31 de março de 2013

DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

A PAIXÃO DE JESUS CRISTO

Enterro de Cristo, pintura portuguesa do séc. XVI da autoria de
Gregório Lopes.
O filho do grão rei, que a monarquia
tem lá nos céus e que de si procede,
hoje mudo e submisso à fúria cede
de um povo, que foi seu, que à morte o guia.

De trevas, de pavor se veste o dia,
inchado o mar o seu limite excede,
convulsa a terra por mil bocas pede
vingança de tão nova tirania.

Sacrílegio mortal, que espanto ordenas,
que ignoto horror, que lúgubre aparato!...
Tu julgas teu juiz!... Teu Deus condenas!

Ah! Castigai, Senhor, o mundo ingrato;
caiam-lhe as maldições, chovam-lhe as penas,
também eu morra, que também vos mato.
Barbosa du Bocage.

SOU PORTUGUÊS POR AMOR

sábado, 30 de março de 2013

SÁBADO SANTO OU SÁBADO DA ALELUIA E A VIGÍLIA PASCAL


O grande Sábado Santo, é um dia de serena esperança e preparação orante para a ressurreição. Os cristãos dos primeiros séculos jejuavam neste dia como em sexta feira santa, era o tempo em que o esposo os tinha deixado (Mt. 2, 19).

O Ofício Divino é rezado perante o altar desnudado, presidido pela cruz e tem um acento de meditação e repouso. A piedade cristã ora perante a imagem da Virgem das Dores, «ela no grande Sábado, recolheu a fé de toda a Igreja… só ela entre todos os discípulos esperou vigilante a ressurreição do Senhor». (Missa da Virgem Maria). 

VIGÍLIA PASCAL

A Vigília Pascal é uma vasta celebração da Palavra de Deus que continua com o baptismo e continua com a Eucaristia. Os símbolos são abundantes e de uma grande riqueza espiritual – o ritual do fogo e da luz que evoca a ressurreição de Jesus e a marcha de Israel no deserto guiado pela coluna de fogo; a liturgia da Palavra com Salmo e oração, percorrendo as etapas da história da salvação; a liturgia da iniciação cristã que incorpora novos filhos na Igreja; a renovação das promessas do baptismo e aspersão com a água benta que recorda a água do nosso baptismo; por fim a Eucaristia que proclama a ressurreição do Senhor, esperando a sua última vinda (1 Cor. 11, 26).

A liturgia convoca de novo os fiéis para o «dia que fez o Senhor» na missa do dia. A piedade cristã realiza a procissão de Cristo ressuscitado, ornamentando as estradas, estalando foguetes, tocando sinos e ao som da música entoa o «Regina coeli» à mãe de Jesus. O Aleluia, que fora suprimido na Quaresma, aparece repetidas vezes em sinal de alegria e vitória, de forma que o Aleluia pascal se tornou a aclamação própria do mistério pascal.

A magnífica liturgia pascal põe em relevo uma nota escatológica que indica a meta para onde nos dirigimos seguindo Cristo e que São Paulo apresenta na carta aos Coríntios: «Sempre que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a tua morte Senhor, até que venhas» (1Cor. 11, 26).

ASSIM VAI A REPÚBLICA PORTUGUESA!


MONARQUIA JÁ!

SS.AA.RR. OS DUQUES DE BRAGANÇA PRESENTES NA CERIMÓNIA DE CONDECORAÇÃO DO ARQUIDUQUE JÓZSEF ÁRPÁD VON HABSBURG-LOTHRINGEN

SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança estiveram, no dia 15 de Fevereiro de 2013, na cerimónia de condecoração do Arquiduque József Árpád von Habsburg-Lothringen, que decorreu na residência oficial do Embaixador da Hungria em Lisboa. O Arquiduque foi condecorado com a Cruz da Ordem da Hungria, a mais alta condecoração húngara, pela contribuição que deu ao longo de décadas para o melhoramento daquele país e dos seus cidadãos na Europa.
Fonte: Revista CARAS / Joana Dias Pereira

ESTA NÃO SE ENSINA NAS ESCOLAS: MONARQUIA VS REPÚBLICA


sexta-feira, 29 de março de 2013

SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO DO SENHOR

 
A Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor é constituída por uma liturgia austera e sóbria. O centro da celebração é uma «sinaxis» (assembleia litúrgica) não eucarística que na liturgia antiga se chamava «missa dos presantificados». Os paramentos são vermelhos e a liturgia desenvolve-se em três momentos – a liturgia da Palavra, com a leitura do IV cântico do poema do Servo de Deus (Is. 52, 13), a carta aos Hebreus com a passagem do Sumo Sacerdote «causa de salvação para os que lhe obedecem» (Heb. 4, 14), e a Paixão segundo São João, o teólogo místico que vê na cruz a exaltação de Cristo. Às leituras segue-se a oração universal; - a adoração da cruz com a antífona de origem bizantina «adoramos Senhor a vossa cruz… pelo madeiro veio a alegria a todo o mundo» e os impropérios nos quais Jesus reprova a ingratidão do seu povo; - a comunhão com o Pão eucarístico consagrado na tarde de quinta feira santa. A piedade popular gosta de participar na procissão do Enterro do Senhor e comove-se com a presença da Senhora da Soledade acompanhando o seu Filho morto.

A Sexta-feira é um dia de intenso luto e dor mas iluminado pela esperança cristã. A devoção à Paixão do Senhor está fortemente arreigada na piedade cristã. A peregrina Eteria, ao descrever as cerimónias em Jerusalém, por volta do ano 400, diz: «dificilmente podeis acreditar que toda a gente, velhos e jovens, chorem durante essas três horas, pensando no muito que o Senhor sofreu por nós».
 
A Igreja apresenta grande austeridade, nada distrai o nosso olhar do altar e da cruz, o povo cristão fica vigilante junto à cruz do Senhor e da Virgem da Soledade. 

204º ANIVERSÁRIO DA TRAGÉDIA DA PONTE DAS BARCAS

Seguindo a tradição secular de no dia 29 de Março sufragar as almas que padeceram no desastre da ponte das barcas, aquando das segundas invasões francesas, vai a Irmandade das Almas de São José retomar esta iniciativa de romar até ao local onde se deu o desastre que vitimou milhares de portuenses e cuja memória o povo não esqueceu e ali sufragar as vitimas de tão trágico acidente.
Esta romagem ao local do incidente que ocorreu no ano de 1809 foi interrompido em 1910, contudo sempre na igreja de São José das Taipas se rezou neste dia e sempre recordamos tão nefasto desastre.

Assim, este ano retomamos tão ancestral tradição e no local, em procissão desde a capela da Lada , teremos uma celebração da palavra que será acompanhada por cânticos próprios interpretados pelo barítono Pedro Telles acompanhado pelo maestro Jairo Grossi, no final a fadista Aida Soares e o guitarrista Augusto Manim interpretarão a Avé Maria com poema de Fernando Pessoa.

Convidamos a estar presente nesta iniciativa de carácter religioso e cultural , pedindo a sua divulgação, por forma a dar a conhecer que no Porto as “ alminhas da Ponte “ não são só uma baixo relevo de Teixeira Lopes ( pai) mas também um local onde a memória de um povo recorda os horrores da guerra peninsular e aqueles que perdem a vida , nos dias de hoje, naquelas águas profundas do rio Douro.
Segue programa e cartaz desta iniciativa

Invocação às Alminhas da Ponte

204º aniversário

29 de Março 2013

18h30m – Cais da Ribeira – Porto

18h30m – concentração na capela da Lada e romagem ao local do desastre – alminhas da ponte

18h45m – celebração da palavra – presidida pelo Rev. Padre Jardim

19h30m deposição de coroa de flores junto das “ alminhas da Ponte”


Participação:

Baritono Pedro Telles
Maestro Jairo Grossi
Fadista Aida Soares
Guitarrista Augusto Mandim

Serão interpretadas as seguintes obras :

Pie jesus – Gabriel Fauré
Libera me – Gabriel Fauré
Ave Maria – Gounod
Ave Maria – poema de Fernando Pessoa – musica de João Veiga
 
Irmandade das Almas de São José das Taipas

A INVESTIDURA E ABDICAÇÃO DA RAINHA JULIANA

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CÂMARA DAS CALDAS ABANDONA O (DES)ACORDO ORTOGRÁFICO

(Clicar na imagem para ampliar.)

É com uma enorme alegria que a Nova Casa Portuguesa partilha uma notícia do passado dia 6 de Março, publicada no Diário de Leiria, dando conta da revogação da aplicação do (des)acordo ortográfico por parte da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. À imagem do que fizemos há uns meses atrás em relação ao município da Covilhã, saudámos agora os líderes autárquicos e restantes deputados que patrioticamente votaram em favor desta medida. 
 
A luta contra a destruição e bastardização da Língua Portuguesa é uma obrigação de todos os portugueses.

quinta-feira, 28 de março de 2013

QUINTA-FEIRA SANTA, INÍCIO DO TRÍDUO PASCAL

 
O tríduo pascal começa com a missa vespertina da ceia do Senhor, em Quinta-Feira Santa, alcança o seu apogeu na vigília pascal e termina com as vésperas do domingo de Páscoa. Todo este espaço de tempo forma uma unidade que inclui os sofrimentos e a glória da ressurreição. O bispo de Milão, Santo Ambrósio, refere nos seus escritos os «três santos dias» e o bispo de Hipona, Santo Agostinho, nas suas cartas chama-os «os três sacratíssimos dias da Crucifixão, sepultura e ressurreição de Cristo».

A Quinta-Feira Santa está marcada pela instituição da Escritura, «verdadeiro sacrifício vespertino» (cf. 141, 2). O ritual proíbe a celebração da Eucaristia sem fiéis e recomenda a concelebração, que confere à cerimónia litúrgica uma nota de eclesialidade eucarística e de unidade entre Eucaristia e sacerdócio. A cerimónia sugestiva e humilde do Lava-Pés orienta-se também para a Eucaristia.

Os textos litúrgicos mostram a entrega de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. Jesus celebra a Páscoa judia mas oferece o seu corpo e sangue em lugar do cordeiro imolado no Templo, para selar a Nova Aliança. O Lava-Pés é sinal do «amor até ao fim» (Jo. 13, 1). A transladação solene do Santíssimo Sacramento, é um sinal de continuidade entre o sacrifício e a adoração da presença sacramental. 

FALECEU O DR. JOSÉ PEDRO COSTA ALEMÃO TEIXEIRA

Notícia muito triste:

Partiu ontem para Deus o Dr. JOSÉ PEDRO COSTA ALEMÃO TEIXEIRA.

Para além de relevante actividade pública e social, Dr. JOSÉ PEDRO COSTA ALEMÃO (como era mais conhecido) foi sempre um Monárquico militante, tendo sido um dos Fundadores da Real Associação de Coimbra, de que foi o 1.º Presidente da Assembleia Geral.

O corpo do Dr. JOSÉ PEDRO COSTA ALEMÃO está no Centro Funerário de Nossa Senhora de Lurdes, em Coimbra, onde se celebrará hoje (dia 28 de Março), pelas 14h30, Missa de corpo presente, seguindo depois o funeral para o complexo funerário da Figueira da Foz

Que Deus o tenha na Sua Companhia !

Com os melhores cumprimentos,
Joaquim Costa e Nora


IMPRENSA: ST. JULIAN'S SCHOOL ENTREGA PRÉMIOS INFANTE D. HENRIQUE

Fonte: Jornal "Oje" de 26 de Março de 2013

NÃO, AO ACORDO ORTOGRÁFICO

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Tenho dado alguma atenção a este fenómeno triste que é o Acordo Ortográfico e estive a ver um pouco os argumentos prós. É engraçado que o que mais interessa é a questão da Língua Portuguesa ser uma Língua Internacional. Mas ela sempre o foi, mesmo sem o Acordo!
- não vejo o Francês ou o Inglês, por exemplo, que têm uma projecção enorme no mundo, terem sido uniformizados, porque certos iluminados meteram na cabeça que tinha que ser assim. E no entanto, não deixaram de ser Línguas Internacionais. E quando falo em Línguas Internacionais, falo nas Comunidades Francófonas e Anglófonas. Entre outras!!!

As línguas são parte integrante da Soberania das Nações e não se deve, portanto, brincar com elas. Nós não precisamos do Acordo Ortográfico para nada. O Português tal como é escrito em Portugal não pode de um momento para o outro, ser objecto de alterações que descaracterizam por completo as suas regras mais básicas.

A Comunidade Lusófona é rica na sua diversidade e não na uniformização do que bem entenderem.

- Tenho visto argumentos extraordinários das pessoas que são a favor. Aparentemente o mais importante é a “facilitação na escrita”.

1. Eu não me fascino por facilitismos descaracterizadores da Língua, isto é, eu não olho para o Acordo Ortográfico como se fosse uma espécie de tesouro perdido.

2. Para mim, a Língua Portuguesa evoluiu naturalmente em Portugal, mas também foi evoluindo no Brasil, em Angola, em Moçambique e noutros países onde é falada.

3. E quando vejo, como no vídeo anterior com o título “uma facada na cultura portuguesa”, acrescentaria até que é uma facada na cultura diversa da lusofonia!

4. A Commonwealth – países que fizeram parte do Império Britânico, alguns mantiveram a Monarquia outros não, é uma Comunidade rica na sua Unidade na Diversidade.

5. Tal também assim é no conjunto dos Países de Língua Francesa ou Hispânica.

6. E Portugal e os Países membros da CPLP não podem ser especiais neste domínio. A Língua é um dos elementos fundamentais que nos define como um povo soberano e com uma cultura própria da qual emerge a nossa Identidade Nacional. É o mesmo para o Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Moçambique, Timor Leste, etc.

Quer me parecer que o Acordo Ortográfico é uma tentativa de aplicar na escrita a forma como cada um fala. E já agora, num nível mais pessoal, permitam-me dizer que eu próprio, até na oralidade vou contra o Acordo Ortográfico.

Eu digo “Egipto” e não “Egito”. Eu digo “contracepção” e não “contraceção”, entre outros exemplos….

Finalmente, a Língua na sua escrita tem as suas regras próprias e não é por se viver em Liberdade e Democracia que devemos começar a escrever como nos dá na gana. Não! Isto não acontece com o Francês ou o Inglês ou o Castelhano ou outra língua.

Pelo que espero, sinceramente que esta brincadeira que é extremamente perigosa acabe rapidamente.

Ser contra o Acordo Ortográfico não é só uma questão patriótica. Mas sim, é uma questão de respeito pela riqueza da própria Lusofonia!

quarta-feira, 27 de março de 2013

BATALHA DOS ATOLEIROS

A Batalha dos Atoleiros ocorreu a 6 de Abril de 1384 e foi a primeira de uma série de batalhas em que Portugal venceu as forças do Reino de Castela. A batalha deu-se no actual município português de Fronteira distrito de Portalegre, a cerca de 60Km da fronteira com Castela, entre as forças portuguesas que contavam com 1500 homens, comandados por Nuno Álvares Pereira, e as forças castelhanas constituídas por 5.000 homens.
(Fresco de Jaime Martins Barata)

MANIFESTAÇÃO MONÁRQUICA FRENTE À UNIVERSIDADE DO PORTO

Manifestação monárquica frente à Universidade do Porto, durante a "Monarquia do Norte" (19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919).
Após o assassinato de Sidónio Pais, a 14 de Dezembro de 1918, alguns monárquicos aproveitaram a situação de instabilidade vivida no país para restaurar o regime derrubado a 5 de Outubro de 1910. Assim, a 19 de Janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, gerando focos de resistência ao poder republicano em vários pontos do país.
No Porto, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Éden-Teatro como local para interrogatórios.
Os monárquicos mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte das Beiras. A revolta acabou por cair a 13 de Fevereiro, com a entrada no Porto das tropas fiéis à República.
[Fontes – foto: site do Clube Filatélico de Portugal; texto: Infopédia; texto. Porto Desaparecido]

terça-feira, 26 de março de 2013

O PENSAMENTO É O AGIR DE UM MONÁRQUICO

«Um só monárquico faz mais do que muitos republicanos» - Aline Gallasch-Hall de Beuvink.

Esta é uma frase que para um monárquico não consubstancia uma mera construção retórica. Esta é uma frase sentida e objectivamente verdadeira e cujo cristalino quilate da sua beleza, simbólico e reconfortante, só é superado pela sagacidade da autora que a proferiu.
O pensamento e o agir de um cidadão monárquico são, indesmentível e diametralmente, opostos ao de um cidadão republicano ou de um cidadão que não conhece sequer o que é ser monárquico em Portugal (a maioria). Há um refinamento distintivo. Traduzem trilhos diferentes. Os 870 anos de História são dados, os quais podem ser consultados e tiradas as devidas ilações.
De facto um cidadão monárquico, ou seja, muitos portugueses antes de 1910 e poucos assumidos após aquela data, mas hoje também um norueguês, um sueco, um holandês, um dinamarquês, um inglês, um canadiano, um japonês, etc, não pensam realmente como um português republicano, um venezuelano, um congolês, um iraniano, um etíope, etc. Há de facto diferenças e, cada vez mais, face ao actual cenário de crise, importa considerar essas diferenças bem como as realidades de todas essas nacionalidades. Essa consideração deve refletir os resultados de excelência que as Monarquias Constitucionais têm ao nível do desenvolvimento humano, na percepção de corrupção, da liberdade de imprensa e da democracia. Temos de questionar se queremos continuar a pertencer ao grupo das repúblicas e, assim, continuar a afundar-nos ou, em alternativa, pertencer ao grupo das Monarquias enquanto modelo dos países mais desenvolvidos do mundo, precisamente, por aqueles motivos enunciados. Sempre há uma alternativa e importa reter isto.
Presentemente, enquanto muitos ainda se envergonham de assumir o seu gosto pela Monarquia portuguesa, os poucos que se assumem destemidamente, traduzem uma realidade de um contra muitos (estes últimos os ditos republicanos). Por isso, quando eram muitos (monárquicos) contra muitos mais, fossem quem fossem, éramos quase imbatíveis. Fomos um Império, por mais de 500 anos, pois tínhamos uma forma de pensar e de agir colectiva completamente diferente daquela que nos foi sendo impingida pelo republicanismo, ou seja, pelo caos e corrupção de 1910 a 1926, pela ditadura de 1926 a 1974 e pela apatia e corrupção de 1974 a 2013. Por isso é que, no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, vencemos (com cerca de 7.300 homens), no Campo de S. Jorge, em Aljubarrota, unidos enquanto povo em torno do Rei dos Portugueses, os castelhanos (com cerca de 29.500 homens) numa cifra de 1 para 4; Ou aguentámos as ofensivas, entre 1640 e 1668, 28 anos portanto, do Império Espanhol na Guerra da Restauração. Uma vez mais o povo português soube estar firmemente ao lado do seu Rei, o Rei de Portugal, unidos e destemidos em prol da sua autodeterminação e liberdade.
Por isso preocupo-me especialmente perante esta crise, que é grave, mas não mais grave que outras por que passamos. Preocupo-me especialmente por ainda estarmos em república, ou seja, num contexto de liderança completamente diferente daquele de quando tínhamos Reis que se colocavam à frente para proteger Portugal e os portugueses e não políticos que, complicadamente, enredados em teias complexas de interesses económicos, não nos dão garantia, absolutamente nenhuma, de bom agoiro. Neste formato não vislumbro um bom cenário ou, na melhor hipótese, apenas a repousante retoma na enfastiante mediania dos últimos anos. Enquanto monárquico não é isso que quero para o meu (grande) País.
Vivemos um problema de paradigma e nesse contexto não se pedem pseudo reformas de circunstância conjuntural, pedem-se sim roturas de regime e alterações de formato estrutural. Pede-se que se tire proveito das circunstâncias adversas, para repensar um regime que é dominado por políticos, por interesses económicos, por lóbis e não por magistraturas.
Referendo ao regime, pelo bem da Democracia e dos portugueses!

CHEGOU A PRIMAVERA, HÁ ANDORINHAS ENTRE NÓS

Na sua coluna de opinião no Público, Miguel Esteves Cardoso delicia-nos com uma prosa poética, descrevendo a chegada da Primavera e de tudo o que ela representa, com todos os seus signos e metáforas. O regresso das andorinhas, animal totémico da Cultura Portuguesa por excelência, deu mote a uma crónica bem mais profunda do que nos poderá à partida parecer. Vale a pena ler e analisar. Afinal, os mitos e tradições podem transformar-se, mas permanecem perenemente entre nós, tal como os ciclos da natureza, desafiando a imortalidade e o tempo.   

segunda-feira, 25 de março de 2013

17º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., DOM AFONSO DE SANTA MARIA, PRÍNCIPE DA BEIRA

Armas: Nuno A. G. Bandeira em www.monarchia.org
Fotomontagem: Maria Menezes

Dom Afonso de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael de Herédia de Bragança, filho primogénito de S.A.R., Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa e de S.A.R., Dona Isabel de Herédia de Bragança, Duquesa de Bragança, nasceu numa segunda-feira, 25 de Março de 1996, às 7h38 da manhã, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. 

Ostenta os títulos de 9º Príncipe da Beira e de 20º Duque de Barcelos.

A Real Associação da Beira Litoral envia votos de Feliz Aniversário ao nosso príncipe. Que tenha sempre muita felicidade, saúde, paz, alegria e que todos os Seus desejos se realizem.
Que Deus O proteja e guarde.

VIVA O PRÍNCIPE DA BEIRA!
 
VIVA A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA!

VIVA PORTUGAL!

O PAPEL DO REI


O conceito de monarquia actual difere em género, número e grau do adoptado após a Revolução Francesa, na Convenção de Viena, no começo do século XIX. Não cabe no mundo de hoje pensarmos nem em direito divino, nem em regimes absolutistas, sejam monárquicos ou republicanos.

Ao rei cabe a representação do Estado, sem actuação específica em actos de governo. Assim como num regime republicano parlamentarista.

Então, qual a diferença?

Bem, num regime republicano parlamentarista o chefe de Estado continua sendo submetido às urnas e isso todos nós sabemos o que significa. Em primeiro lugar, sua vinculação a uma corrente de pensamento político idealmente aglutinada em um partido. Em segundo lugar, participação na luta surda, às vezes suja, de uma disputa eleitoral. E a população escolhe o que lhe parece melhor, aquele quem os especialistas de comunicação venderam melhor a imagem. Não necessariamente preparado para o papel que a sociedade lhe delegou.

Numa monarquia, o rei é treinado, desde sua infância, para exercer o papel de chefe de Estado. Em situações normais, por cerca de 50 anos. E não só ele, mas toda a cadeia sucessória é treinada para exercer esse papel. Em realidade, os membros da linha sucessória são servidores do Estado desde que nascem.
 
O Chefe de Estado tem que representar todos os cidadãos, independentemente de coloração política ou partidária.

Conheci pessoalmente D Pedro de Alcântara, neto da Princesa Isabel, por ocasião da campanha do plebiscito, assim como seu filho D Joãozinho. Não tenho qualquer dúvida de qualquer um dos dois tinha sido preparado desde menino para assumir o trono brasileiro, mesmo sabendo que essa hipótese era absolutamente improvável e proibida constitucionalmente até 1988 por cláusula pétrea.

Deles, especialmente de D Pedro com quem tive mais contacto, colhi lições de visão histórica e estratégica, geopolítica, patriotismo, conhecimento humanístico e de respeito às instituições. Mas não consegui tirar uma opinião que fosse sobre algum ato de governo, mesmo considerando o momento político conturbado que estávamos atravessando.

Bem, se é assim, para que serve um rei? Qual seu papel?
 
Governos são transitórios; Estados, permanentes. Todos os actos que comprometam o Estado e sua composição (território, população, cultura e soberania), tais como acordos internacionais, são submetidos ao rei. Pode o rei vetá-los? Não, absolutamente não. Mas pode tomar algumas acções como consultar a população sobre seu desejo, tanto directamente, por um plebiscito, como dissolver o congresso e convocar novas eleições parlamentares para manter ou renovar a composição de forças das correntes de opinião.

Esse poder, in extremis, é a mais inexpugnável defesa do direito dos cidadãos. É a efectiva garantia de que a vontade da maioria será executada pelo governo, não somente prometida nas campanhas eleitorais.

Num regime parlamentar, os mandatos de governo podem ser interrompidos a qualquer momento pelo chefe de Estado. A diferença maior entre um sistema republicano e um monárquico é que neste o chefe do Estado não tem comprometimento com facções políticas e naquele é oriundo de uma facção. Ou seja, o presidente tenderá a aguardar o momento político mais favorável à sua facção. O rei não tem motivos para isso.

A monarquia, portanto, é muito mais isenta.

O Brasil teve 3 monarcas, sendo o primeiro de um reino unido. Nos mais de 70 anos de monarquia o Brasil consolidou-se a ponto de ainda não ter sido destruído por mais de 100 anos de república.
 
A constituição mais duradoura que tivemos foi a do império, 65 anos. Adaptou-se a todas as transformações sociais e manteve a estabilidade. E só caiu por um golpe de estado promovido por intelectuais contaminados pelo pensamento positivista de Comte. Sem apoio ou participação da população, que sequer foi consultada.

A liberdade política era tanta que nenhum ataque pessoal ao imperador , nem as cruéis caricaturas que o retratavam como "imperador-banana" foi reprimido ou contestado judicialmente. A imprensa experimentou absoluta liberdade de expressão e, no campo político, o império não considerava antagónico o fato da existência de um Partido Republicano.

Eu não tenho dúvida de que todas as revoluções republicanas, com excepção da Intentona Comunista de 1935, teriam sido evitadas com a dissolução do congresso e convocação de novas eleições. De Floriano a Collor. De Getúlio a Lula.

Exemplificando: quando FHC optou pela redução da presença do estado na economia com alienação de seu património estratégico a estrangeiros, certamente o rei teria consultado a população sobre sua concordância com tal plataforma de governo.

Entretanto, há quem afirme que monarquia é sistema ultrapassado, um retrocesso. Assim venderam à população desinformada no plebiscito de 1993.

Bem, não é o que pensam os povos da Suécia, Dinamarca, Espanha, Japão, Inglaterra e seu reino unido, Bélgica, Holanda, Noruega.

in: http://fregablog.blogspot.pt/2007/11/o-papel-do-rei.html

domingo, 24 de março de 2013

ESTA REPÚBLICA FALIU-NOS


TV MONARQUIA PORTUGUESA - CELEBRAÇÃO DE PARCERIA

É com o maior prazer e satisfação que anunciamos a todos quantos nos seguem a celebração de parceria entre a TV Monarquia Portuguesa e o Diário de Santo Estevão.

Esta parceria é a primeira a ser firmada no âmbito da vontade em alargar a nossa rede de informação, cobertura e influencia e que nos irá permitir estar "mais próximo" daquilo que se passa no Algarve.

Esta é portanto uma parceria a nível da informação e comunicação que muito nos apraz dar a conhecer.

Um grande bem haja ao Diário de Santo Estevão, que para além de ter sido o primeiro meio de comunicação social a nos dar formalmente apoio e a endereçar-nos uma entrevista foi mesmo o responsável pela ideia da realização desta parceria que, estamos certos, irá dar muitos e bons frutos.

Para eles um grande obrigado