MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CONVITE PARA APRESENTAÇÃO DO 1º DE DEZEMBRO, AMANHÃ EM LISBOA

Este convite é para a apresentação do 1º de Dezembro deste ano e seu rico programa (http://www.1do12aovivo.com/) coordenada por uma extraordinária equipa participada por generosos voluntários que muito têm trabalhado para mais uma vez para o cumprir e bem, através do reconhecimento da nobre Sociedade Histórica da Independência de Portugal que o promove e dirige há mais de 150 anos.

ENCONTRO DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE COM O PRESIDENTE TAUR MATAN RUAK



Encontro do Presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, com o Duque de Bragança, D. Duarte, na segunda-feira (28/10), no Palácio Presidencial Nicolau Lobato em Díli, Timor-Leste. Vídeo cedido pela Presidência da República de Timor-Leste

REPORTAGEM DO "JORNAL DO CENTRO" SOBRE A VISITA DO DUQUE PAUL VON OLDENBURG A VISEU

ESTÁ NA HORA DA MONARQUIA!

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Mudou a hora, mas o que realmente importa é que mude o regime!
 
O País precisa de uma mudança profunda nas instituições que supostamente representam os cidadãos: não servem o País figuras que apenas discursam, mas não fazem a diferença; não-emotivos de papel secundário, que mostrem falsas indignações, e que por isso apenas ficam na galeria dos portugueses justamente esquecidos!
 
O republicanismo português reclama sempre uma complacência para as suas ideias que não possui quando ataca com radicalismo os que pensam de maneira diferente. Encapotando a história, é que foi enganando os portugueses com as suas falsas filantropias e generosidades, e instalando os seus filhos e saqueando o País, livre e impunemente.
 
Nem a irmandade maçónica, nem os seus primos “carbonários”, nem nenhum dos seus compadres se podem reclamar os defensores dos mais pobres, que aliás desprezam intelectualmente. Lembravam Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão nas intemporais “Farpas”: “O Povo às vezes tem-se revoltado por conta alheia. Por conta própria – nunca; nem mesmo lho consentiriam aqueles que o têm revoltado por interesse seu.”
 
Sem luz ao fundo do túnel, na partidocracia nada de novo: “…um dos chefes da oposição, fez no seu relatório uma exposição sombria sobre a administração do País. Aí confessa: que não há boa fé política, nem dignidade política; que não há partidos com ideias, mas fracções com invejas; que o País está caótico, desorganizado, entregue ao abandono, que cada reforma cai sucessivamente com cada governo; que as leis são um aparato de eloquência parlamentar e não uma eficácia de organização civil, etc. Numa palavra característica – que o País está na última decadência administrativa.
 
Registemos esta preciosa declaração do chefe da oposição, guardamo-la como uma jóia, – em algodão.
 
Na reforma da administração, o Sr. …, ministro…, termina com uma frase em que expõe que a administração, como está, é uma confusão vergonhosa, uma desorientação territorial, um abandono mortal.
 
Numa palavra definitiva – que o País está na última decadência administrativa.
 
Registamos esta confissão sincera do Sr. Ministro…: guardamo-la como um bicho precioso, – em espírito de vinho.
 
Resultado: o ministro e o chefe da oposição – declaram oficialmente – o país num estado deplorável de administração, – segundo confessa o governo e segundo confessa a oposição.
 
E que ficamos nesse estado!
 
A confrontação destas duas opiniões diz tanto, fala tanto, convence tanto – que levamos os nossos comentários para longe, discretamente, e deixamos as duas Senhoras Opiniões notáveis, só contigo, ó leitor contribuinte, para que lhes dês o braço…”, mais uma vez clarificavam o seu presente e o nosso, os mesmos dois vultos das Letras portuguesas na sua inolvidável obra “As Farpas”.
 
De facto, volvido mais de um século, continua o concurso de ideias tão avalizadas, que nem de longe se aproximam do desvendar da fórmula de salvação nacional da Nação de Navegadores – mergulhada em tal caos que quase se afunda.
 
Um País virado para o Atlântico foi integrado numa União Europeia, que podia ter avisado que a condição para ver as vontades nacionais atendidas por sua parte era não ser Estado de pleno direito da agregação comunitária. É evidente que sentiríamos falta das auto-estradas vazias – trilho tão apreciado pelo gado escapadiço -, dos Ferraris amarelos e, sobretudo, dos políticos que conseguiram, qual self-made-man, subir os degraus da abastança em tão curto espaço de tempo.
 
Está na hora do País acordar da letargia que dura há 103 anos e exigir um referendo que possa levar a uma mudança, essa sim positiva!
 
E se está na Hora da Mudança, está na HORA DA MONARQUIA!

D. DUARTE ANDA DE MOTORIZADA, 28-05-2001

OS MERCADOS DAS QUINTAS-FEIRAS

O antigo mercado das quintas-feiras na Vila do Touro
O antigo mercado das quintas-feiras na Vila do Touro

No tempo da Monarquia, as semanas de trabalho eram cortadas pelo meio com a concessão de um dia votado a uma semiparalização das actividades agrícolas. Era à quinta-feira.


As administrações autárquicas aproveitavam-no para a realização de mercados.

No território actualmente sob a jurisdição da Câmara do Sabugal nas quatro quintas-feiras, que cada mês normalmente conta, era o seguinte o calendário:

Na primeira, o Sabugal, porque tradicional cabeça de município, dia aproveitado não apenas para a veniaga, mas também para tratar de assuntos correntes nas várias administrações e em diversos serviços.

Na segunda, o lugar eleito era Alfaiates, sede de município até às reformas de Mouzinho e seus asseclas, localidade situada na segunda linha de fronteira, por isso convidativo para castelhanos e centro duma região pecuniariamente muito rica e grande produtora de feijão, produto tradicionalmente vendido em feira, para cuja aquisição se deslocavam os grandes armazenistas.

Na terceira semana, o local escolhido era Vila do Touro, também antiga sede de concelho, com uma área de influência que se estendia a terras já da jurisdição guardense.

O ciclo encerrava-se em Pousafoles, de seu nome completo a Pousafoles do Bispo, povoação que se situa também na extrema do concelho e que foi importante pelo fabrico de chapéus, outrora artigo de grande voga.

Os moradores da área nordeste frequentavam um outro mercado – o da Miusela, que também recaía numa quinta-feira.

De meio descanso era também o último dia do mês, igualmente aproveitado para mercado.

Exemplo típico é no nosso concelho, o do mercado da Bismula, já mais do que bicentenário. Generalista, ganhou fama pelas exposições de vacas, cabras, ovelhas e bois de reprodução. O burgo também possuía a melhor caudelaria da região, com um burro de enorme corpulência que era chegado a éguas de meio concelho e até de terras de Almeida e Espanha pela qualidade das mulas que gerava.

Então nos dias de mercado as éguas eram um corrupio.

«O Concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire
Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ENTREVISTA DE S.A.R., D. DUARTE AO "MENSAGEIRO BRAGANÇA"

D. Duarte de Bragança, que seria o rei de Portugal caso não tivesse havido a revolução do 5 de Outubro de 1910, esteve em Bragança para participar na inauguração da nova sede da autarquia. E esteve à conversa com o Mensageiro, onde deu algumas receitas para o momento de crise que o pais atravessa.
Mensageiro de Bragança: Esteve presente na inauguração do novo edifício da Câmara de Bragança. O que lhe pareceu?
D. Duarte de Bragança: Achei, de facto, uma homenagem muito merecida ao Sr. Presidente [Jorge Nunes]. É uma pessoa esforçada, que conseguiu governar bem o concelho.
MB.: O que lhe parecem as últimas propostas do Governo?
DDB.: O Estado gasta 80 por cento do seu orçamento com os funcionários públicos. Certamente não serão necessários tantos. Não faz sentido andarmos nesta fantasia de que os lugares são todos inamovíveis, que todos os direitos adquiridos são inamovíveis. Não é possível.
MB.: Como vê a situação actual do país? Há alguma solução?
DDB.: Acho que há muitas soluções, mas é preciso ter coragem e ajudar quem quer produzir riqueza, quem quer trabalhar, e não encorajar a preguiça, o desperdício e a desonestidade. Dez por cento da riqueza portuguesa foi perdida para a corrupção nos últimos 30 anos. O dinheiro foi muito mal investido e permitiu o enriquecimento ilícito. Veja lá, estádios de futebol, Centro Cultural de Belém, pontes e viadutos por todo o lado. Andámos a viver de uma forma totalmente disparatada e agora temos de fazer dieta.
MB.: Como vê a situação do interior trasmontano?
DDB.: O Estado sempre tem favorecido as zonas do litoral, onde há mais votos. Devia abrir serviços do Estado no Interior. Se os funcionários não quisessem vir, então não há lugar para eles. Quem quer o lugar, vem. A própria indústria encorajada pelo Estado devia ser sempre no Interior. Dois terços dos hospitais públicos construídos nos últimos anos foram equipados com cerâmicas importadas. Todo o nosso modelo de desenvolvimento foi errado. Gastámos o que não devíamos onde não devíamos.

PELA MONARQUIA? NATURALMENTE!

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“Tanto nas eras remotas como nos hodiernos tempos, Deus de Afonso Henriques, como somos valentes e terríveis! Ó Camões! Ó Albuquerque! Ó Castro! Ó Barros e Cunha! Ó Melício! Como a gente é forte!!” – Eça de Queiroz in “As Farpas”.

Na sua génese, sensivelmente, todas as sociedades principiaram por se organizar em estruturas políticas monárquicas. Evidentemente, que até às monarquias contemporâneas – que caminham de braço dado com a democracia -, houve uma evolução, mas, também, outros regimes que existiram na antiguidade não atribuíam mais direitos aos seus cidadãos que as antigas formas de governo monárquica.

Por ser uma instituição quase da origem dos tempos, existe uma instantaneidade, uma relação imediata entre o Monarca e os cidadãos de pleno direito do seu País. O Rei, mais do que uma pessoa, é uma Instituição que encarna uma carga emblemática que faz o indivíduo sentir-se parte de um todo porque o Monarca é o primeiro depositário da tradição dos antepassados dos homens e dos costumes da Nação. O Rei não é uma personagem distante enclausurada numa redoma de luxo e privilégios, antes move-se, sem receio, no meio da multidão, auscultando as dificuldades do seu Povo e sentindo com ele, para depois dar voz aos seus anseios junto das instâncias governativas, enredadas em partidarismo, e que, não raras vezes, ignoram as questões maiores como o supremo interesse do seu Povo e que por isso perante os que governam não possuem qualquer autoridade natural.

Assim, entre o Rei e o Povo existe uma relação quase familiar e natural. Por ser livre, o Rei gozará sempre da plena liberdade de meios para garantir o bem público, porque sem as amarras de qualquer calendário político ou constrangimento partidário e ideológico poderá exercer com plena autonomia o seu Poder Moderador de forma a atingir consensos tão raros entre as forças partidárias e diversas energias sociais, visando a Coroa, tão-só, a consecução do interesse público e não do interesse individual do Chefe de Estado, não estando o Monarca confinado a ser um árbitro parcial, por consequência do alinhamento político.

Deste modo, o Rei será o dínamo da sociedade.

Por isso somos: Por PORTUGAL! Pelo REI! Pela MONARQUIA!

SENHORES PRESIDENTES, DÊEM LÁ O EXEMPLO!

Os ex-Presidentes da República não querem comungar das dores dos portugueses e abdicar da subvenção vitalícia que recebem do Estado.

FOTO-MONTAGEM: CHEFES DE ESTADO MUNDIAIS EM 1889

Yohannes IV of Etiopia da Etiopia, Tewfik Pasha do Egito, Sultão Abdülhamit II da Turquia, Naser al-Din Shah Qajar da Persia, Christian IX da Dinamarca, Luís I de Portugal, William III da Holanda, Dom Pedro II do Brasil, Milan Obrenović IV da Servia, Leopold II da Belgica, Alexander III da Russia, Wilhelm I imperador alemão (falecido em 1888), Franz Joseph I da Áustria, Victoria do Reino Unido, Jules Grévy da França, Papa Leão XIII, Imperador Meiji do Japão, Guangxu Imperador da China, Umberto I da Itália, Alfonso XII da Espanha, Oscar II da Suécia e Chester A. Arthur dos Estados Unidos da América.


NÃO SE LÊ DE OLHOS ENXUTOS...

"(...) António Sardinha, que se mantivera republicano, abandona em 1912 as suas ilusões políticas. Em carta de 30 de Dezembro desse ano, para Luís de Almeida Braga, dá-lhe conta da sua conversão. É um documento que, na verdade, como diz Almeida Braga, não se lê de olhos enxutos. A sua beleza moral retrata vivamente o nobre coração do querido e malogrado Mestre.

Apesar de ser fácil a sua consulta, não resisto a transcrever aqui uma parte dessa carta, em que António Sardinha, depois de participar ao amigo o seu casamento, lhe diz ter-se convertido ao Catolicismo e à Monarquia.

“Casei-me, Luís, é verdade! Mas com que tristeza, ao entrar no meu lar, eu reparei que levava as mãos vazias, que os meus vinte e cinco anos não tinham como os vossos a grandeza duma abnegação, a auréola dum sacrifício. E admirei-vos, admirei-te! Vós sois no niilismo moral que nos abafa o fermento sagrado que há-de levedar uma Pátria. De cá vos saúdo, como te saudei no momento supremo em que deixava de ser um ponto, uma pausa, para me tornar o anel duma cadeia infinita.

(…) Corri depois o nosso Portugal e lá estive em Chaves rezando com minha mulher sobre a campa rasa dos Mártires. Bendito sangue, que foi uma sementeira de milagre!

Recordas-te, Luís, de um dia me dizeres na tua casa, ao fim da jeropiga e entremeando um cavaco com a senhora Teresa (passei a Valpaços, a terra dela), que o erro jacobino havia de morrer em mim, por incompatível com a sinceridade que eu lhe consagrava, e que os meus olhos se abririam para as verdades eternas? Pois, meu amigo, meu Irmão, leste fundo na minha alma e com alegria te conto a minha conversão à Monarquia e ao Catolicismo, — as únicas limitações que o homem, sem perda de dignidade e orgulho, pode ainda aceitar. E eu abençoo, eu abençoo esta República trágico cómica que me vacinou a tempo pela lição da experiência, que livrou a minha existência dum desvio fatal. Rapazes, saibam lá que em Portugal a crença monárquica prospera, saibam que, se repudiamos a miséria partidária dos bandos antigos, muito mais repudiamos a oligarquia criminosa que nos escorcha!

A Monarquia que venha reinstalar a paz neste pobre país, que se reorganizem os fundamentos sociais por um acto de inteligência e força, senão pulverizar-nos-emos numa vergonhosa derrocada!” (...)

Leão Ramos Ascensão, in 'O Integralismo Lusitano'

Publicado por Guilherme Koehler no Grupo “A Monarquia Sem Tabus” (Nem correntes, Nem mordaças)
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

COMUNICADO DA DIRECÇÃO NACIONAL DA JMP



Relativamente aos insultos dirigidos ao presidente da república, a Direcção Nacional da JMP toma seguinte posição:

1. O passado político de Cavaco Silva, bem como a sua “colagem” a este Governo, são provas vivas de que a debilidade do regime republicano nunca esteve tão evidenciada. Um Chefe de Estado com um passado fortemente ligado aos partidos será sempre alvo de críticas por parte daqueles que não pertencem ao seu quadrante político, manchando a credibilidade do mais alto magistrado da Nação.

2. “O presidente de todos os portugueses” não pode pôr-se a jeito. Deve lembrar-se que jurou ser o presidente de todos, mesmo que isso seja naturalmente impossível.

3. O mais alto representante dos portugueses não pode estar sujeito a esta enxurrada de insultos, provenientes da esquerda à direita, uma vez que é a própria Pátria que se vê insultada.

4. A única forma de garantir a dignidade da Chefia de Estado reside na Instituição Real, herdeira da responsabilidade de representar os portugueses e a única detentora da independência e imparcialidade necessárias para o exercício desta função.

5. Nos últimos dias muito se tem ouvido falar em “presidência da república” e “subir na vida”. Pois bem, a JMP recorda que a Chefia de Estado nunca deve ser um lugar a atingir como prémio da ambição política desmedida. Esse factor é mais um que contribui para os insultos a que temos assistido.

A Direcção Nacional da JMP
Lisboa, 29 de Outubro de 2013


ACORDO ENTRE A PLATAFORMA DE CIDADANIA MONÁRQUICA E A TV MONARQUIA PORTUGUESA


A 27 de Outubro de 2013, os Responsáveis pela Plataforma de Cidadania Monárquica e pela TV Monarquia Portuguesa firmaram um acordo, votado favoravelmente por ambas as Equipas Coordenadoras por unanimidade, no sentido de haver uma cooperação entre ambas.

Esta cooperação insere-se no facto de se entender que há muito mais do que nos une do que nos separa, e por isso, a partilha do talento e da imaginação e/ou criatividade é e será sempre uma mais-valia.

O acordo irá incidir sobretudo a nível da partilha de trabalhos de realização mutua nomeadamente a nível de artigos, gráfico e audio-visual, naquilo que poderá constituir uma importante sinergia de ideias e esforços em prol da Monarquia, em prol de Portugal.

Por isso, trata-se de um acordo que agrada a ambas as partes, que entendem que esta cooperação será benéfica para os objectivos que se propõem, e que são um trabalho militante firme na defesa do Ideal Real, com Lealdade a SAR O Senhor Dom Duarte de Bragança, e por isso mesmo com vista à Transição Democrática para uma Monarquia Parlamentar.

Subscrevem as Equipas Coordenadoras

Pela Plataforma de Cidadania Monárquica:

David Garcia
César Braia
João Pinto
Miguel Villas-Boas

Pela TV Monarquia Portuguesa:

Jose Peres Bastos
Manuel Beninger
José António Moreira
César Braia
Fábio Reis Fernandes

FOTONOTÍCIA: DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA


Diário do Alentejo de 18 de Outubro de 2013

ARQUITECTO RIBEIRO TELLES DE ANTOLOGIA


"Vejo o meu país como uma comunidade, uma comunidade tem de ter uma História e uma finalidade, finalidade que é o homem na sua máxima liberdade."

Publicado por João Távora, em  Blogue da Causa Real

JÁ NAS LIVRARIAS: "EXPLORADORES PORTUGUESES E REIS AFRICANOS"


Alcançar o interior de África era o objectivo de todos. Exploradores portugueses, em rivalidade com os seus congéneres britânicos e de outras nações, procuravam realizar o velho sonho de ligar Angola a Moçambique, dando a conhecer os mistérios dos seus povos e da sua geografia. Um desafio avassalador, dificultado pela fome, sede, cansaço extremo e doença. A milhares de quilómetros do seu mundo, envolvidos em querelas de vida ou de morte, no meio de estranhos com quem o mal-entendido era a regra, estes homens temiam morrer ou, no mínimo, enlouquecer.

Ao longo do século XIX, diversas viagens de exploração levaram homens como Serpa Pinto ou Capelo e Ivens a alcançar o estatuto de heróis, que ainda hoje perdura no imaginário colectivo. Outros houve que caíram no esquecimento, apesar de terem vivido aventuras igualmente extraordinárias.

Nas faustosas capitais dos poderosos reinos africanos, cujos soberanos detinham um estatuto sagrado e um poder de vida e morte sobre os seus súbditos, há muito tempo que se ouvia falar do longínquo Muene Puto, o rei de Portugal. Ao chegarem a estes impérios, os exploradores portugueses despertavam enorme curiosidade. Mas rapidamente se viam envolvidos numa teia de exigências, caprichos régios e intrigas palacianas da qual se libertavam com muita dificuldade.

Frederico Delgado Rosa e Filipe Verde trazem-nos um livro de grande originalidade sobre a história da exploração de África no século XIX. Amplamente ilustrada, esta obra recupera os relatos empolgantes destas viagens, que são hoje uma janela sobre um mundo desaparecido, em prelúdio da partilha de África pelas potências europeias.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE É O GRANDE EMBAIXADOR DA LUSOFONIA

A Lusofonia, que parece que muita boa gente quer esquecer. 
D. Duarte tem sido o seu grande embaixador.

1997: VISITA DE D. DUARTE A TIMOR-LESTE

REAL DE LISBOA DEBATE OS PROBLEMAS DA CAPITAL

Iniciado um novo ciclo autárquico, é altura de lembrar o muito que ainda há a fazer em Lisboa. Contamos com a participação e a opinião de todos.

EM 1920, D. MIGUEL II CEDE OS SEUS DIREITOS AO FILHO D. DUARTE NUNO

 
Eu, Dom Miguel II de Portugal, Duque de Bragança, etc., filho de El-Rei Dom Miguel I, querendo acima de tudo o bem estar e a prosperidade da Nação Portuguesa, tendo respeito a que o estado em que Portugal se encontra, exige uma acção política em que a juventude venha dar o entusiasmo da sua idade aos Princípios Tradicionais, que Eu sempre defendi e encarno, e reconhecendo que melhor assegurarei os interesses da Dinastia que represento, não continuando a manter pessoalmente os direitos à coroa de Portugal e seus Domínios, que de El-Rei meu Pai herdei com a honra do seu nome e a tradição das suas virtudes, hei por bem, de moto próprio e de livre vontade, ceder todos os meus direitos à coroa de Portugal e à sua soberania em a Pessoa do meu muito querido e amado Filho, o Infante Dom Duarte Nuno de Bragança, e em seus legítimos descendentes, visto encontrar-se afastado da sucessão, por sua espontânea renúncia, o meu muito querido e amado Filho primogénito D. Miguel, Duque de Viseu. E atendendo assim ao sossego e tranquilidade pública, e para evitar o embaraço e perturbação que sempre causa ao estado político a incerteza da pessoa que há de suceder no governo do Reino, mais me apraz determinar que, se o dito meu filho Dom Duarte Nuno falecer sem deixar filho ou filha legítima, lhe suceda pela ordem respectiva do nascimento, aquela de suas irmãs, que por então se mantiver solteira, ou seja casada com português e conserve os direitos à coroa de Portugal. E em fé e verdade de assim o querer e mandar, e para que tenha seu cumprido efeito, sob o selo das minhas Armas o escrevi e firmei.

Em Bronnbach, aos 31 de Julho de 1920.

(a) Dom Miguel de Bragança.

domingo, 27 de outubro de 2013

S.A.R., DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA EM TIMOR-LESTE PARA ANALISAR PERSPECTIVAS DE COLABORAÇÃO

Dili, 24 Out (Lusa) - O Herdeiro da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança, disse hoje à agência Lusa que está em Timor-Leste a visitar amigos e a analisar as perspectivas de progresso, nomeadamente no sector do turismo e agrícola.
 
Dom Duarte Pio de Bragança chegou na quarta-feira a Dili, mas só hoje iniciou uma visita que termina na próxima segunda-feira, com um encontro com o Presidente timorense, Taur Matan Ruak.
 
"Primeiro vim rever os amigos, ver a situação e quais são as perspectivas de progresso para as quais eu possa eventualmente conseguir pessoas que possam colaborar", afirmou à agência Lusa, depois de um encontro com o chefe da diplomacia timorense, José Luís Guterres.
 
Segundo Dom Duarte Pio de Bragança, em Timor-Leste "há dois campos que interessam muito".
 
"Um é favorecer o turismo aproveitando um pouco a força turística de Bali, para trazer alguns turistas cá e gostava muito de poder colaborar com a população rural para introduzir algumas culturas, ver o que se está a fazer e ver em que campo se pode fazer uma cooperação", afirmou, acrescentando que está a registar uma fundação em Dili para desenvolver aquela cooperação.
 
Dom Duarte Pio de Bragança recebeu o ano passado, durante uma cerimónia no parlamento de Timor-Leste, a nacionalidade timorense.
 
"Fiz esta viagem toda com o meu passaporte timorense e acho piada que alguns alfandegários olham para mim com um ar muito espantado", disse à Lusa.
 
MSE // MLL - Lusa
Página Global, 24 de Outubro de 2013

A 3ª REPÚBLICA COLOCOU PORTUGAL NA BANCARROTA


Entrevista de S.A.R. o Duque de Bragança ao jornal "O Clarim", por motivo da sua recente visita a Macau:

À entrada do Clube Militar somos recebidos por Luíz de Oliveira Dias, representante de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, em Macau. «O Senhor D. Duarte ainda não chegou, mas está quase a chegar», avisa de pronto. De facto, poucos minutos depois, chega o pretendente à Coroa Portuguesa, que logo se mostra disponível para a entrevista previamente marcada, com a condição de não «roubarmos» muito tempo ao convidado de honra do jantar que naquela agremiação irá ter lugar. Estão inscritas 61 pessoas, a maioria simpatizantes da causa monárquica. Por mais de uma ocasião tentamos iniciar a curta entrevista, mas a enorme e legítima vontade dos presentes em cumprimentarem e trocarem algumas palavras com «o rei» faz atrasar um pouco a conversa, que começa em «media res», pois que antes de ligarmos o gravador já D. Duarte nos disse o que veio fazer a Macau e o porquê, de seguida, voltar a Timor, país do qual é cidadão nacional desde o ano passado.

O CLARIM – Senhor D. Duarte, trago à lapela as armas do antigo Leal Senado de Macau. Tem a conhecida inscrição «Não há outra mais leal» – menção ao facto de Macau nunca ter reconhecido a Dinastia dos Filipes. Sente que a Comunidade Portuguesa continua leal a Portugal e até, de certa forma, à Casa Real Portuguesa?
 
D. DUARTE PIO – Vejo em todas as famílias macaenses uma ligação muito profunda a Portugal e em muitas delas uma forte ligação à Casa Real. Infelizmente muitas famílias macaenses abandonaram a cidade; foram para o Canadá e para outros países e lugares. O papel das famílias macaenses e dos portugueses em Macau pode ser fundamental para tornar mais profícua as ligações de amizade entre Portugal e a China, nomeadamente no campo económico.

CL – Disse há pouco que está em Macau para participar na MIF, a convite de um grupo de empresários...
 
D. D.P. – Vim a convite da Associação de Jovens Empresários Portugal-China...

CL – Até porque a Casa Real pode, à sua maneira, contribuir para o incremento das relações económicas entre Portugal e o resto do mundo!?
 
D. D.P. – Em primeiro lugar é importante as pessoas pensarem por que estão em crise. Deve-se muito ao próprio sistema republicano de chefia de Estado, em que os presidentes estão ligados ao sistema partidário e têm muita dificuldade em fazer aquilo que os reis costumam fazer na Europa: quando vêem que um Governo está a disparatar, vão tentando exercer influência para o levar para o bom caminho, fazendo ver os problemas. Quando perguntaram à Rainha da Dinamarca para que servia a rainha, respondeu que serve para proteger o povo dos maus Governos. Efectivamente é esse o papel dos reis na Europa – para além de dar bons exemplos, exercer uma boa influência sobre os países, servir de unidade nacional, etc. Veja, por exemplo, como os ingleses, os dinamarqueses e os suecos comemoram os acontecimentos reais. Nos 60 anos do Rei da Suécia havia um milhão de pessoas no largo em frente ao palácio real a festejar.

CL – Que balanço faz dos 103 anos da República Portuguesa?
 
D. D.P. – Os primeiros dezasseis anos da República foram de uma violência incrível – muitas mortes, perseguições a toda a gente que não estava ao lado do Partido Republicano, uma grande perseguição à Igreja e aos católicos, igrejas roubadas, casas paroquiais roubadas. A 2ª República, que durou quarenta e tal anos, recuperou a economia, recuperou a dignidade nacional, mas não foi capaz de criar um sistema político viável. O sistema político estabelecido pelo professor Salazar não era viável no mundo de hoje e mesmo já naquela época. Ao contrário de Franco, que organizou o regresso da Monarquia, Salazar nunca se decidiu. Depois, a 2ª revolução republicana foi desastrosa. As pessoas ainda acham que merece fazer um feriado no 25 de Abril e, no entanto, quais foram as consequências!? Centenas de milhares de mortos em África – em Timor então foram 200 mil mortos, – a economia portuguesa recuou dez anos e, provavelmente, a questão de Macau não foi bem resolvida. Estou até convencido que o Primeiro-Ministro Deng Xiaoping tinha uma outra alternativa de transição muito mais interessante. A 3ª República, ao fim destes anos, gastou todo o dinheiro que recebeu e colocou outra vez o País na bancarrota. Três Repúblicas que falharam. As pessoas deviam começar a pensar se não será culpa do sistema republicano.

CL – Qual a solução?
 
D. D.P. – O Estado tem de ser mais económico. Não se pode gastar 50 por cento dos recursos nacionais, nem se pode gastar 80 por cento do Orçamento do Estado para pagar a funcionários públicos. Tem de se criar um sistema em que o Estado seja baratinho a manter, e que as empresas portuguesas e as pessoas que trabalham possam receber aquilo que merecem e possam ser competitivas a nível internacional. E depois da economia estabilizada ver o que está por pagar. Não é possível continuar nesta situação absurda em que temos vivido.

CL – Macau, Timor e outras antigas possessões ultramarinas podem também ser parte da solução...
 
D. D.P. – Os livros de História e a política oficial da República Popular da China misturam a presença portuguesa com o colonialismo inglês e outras formas de colonialismo. É importante Macau lembrar aos governantes da China que não tem nada a ver uma coisa com outra. Portugal foi o único país europeu que não fez guerra à China; sempre recusou participar em acções violentas e agressões contra a China em que entraram outros países europeus, incluindo os alemães e os austríacos. A política portuguesa foi sempre pouco clara, no sentido de salvar a face da China e não comprometer a posição portuguesa. O Imperador da China considerava Portugal um país vassalo e o Rei de Portugal considerava o Imperador da China um irmão em pé de igualdade. Este convívio profícuo e vantajoso durou 500 anos.

JOSÉ MIGUEL ENCARNAÇÃO

 
"Alteza Real,

Para estas dezenas de portugueses que trabalham aqui na China – em Macau – as visitas de Vossa Alteza Real são, acima de tudo, uma confirmação da esperança. Da esperança no futuro da nossa Pátria e, agora sobretudo, da recuperação da crise que nos vai devastando, causada pela inépcia e a desonestidade de muitos dos políticos que sucessivamente nos têm desgraçado. É que Vossa Alteza Real representa e personifica os valores da nossa História que, ao longo dos oito séculos que os Reis nos governaram, fizeram a nossa grandeza e o nosso prestígio internacional. E que apenas cem anos de República bastaram para nos hipotecarem a soberania, a independência e a respeitabilidade internacional. Culpa dos homens? Sem dúvida, mas, sobretudo, culpa do Regime.

Meu senhor, os príncipes são educados para servir, como Vossa Alteza Real um dia disse. Por isso aqui está hoje, sempre servindo Portugal e a afirmar-nos que podemos sempre contar com Vossa Alteza e toda a Família Real. É nesse mesmo espírito com que lhe dizemos pode contar também com a nossa fidelidade.

Agradecer-lhe a alegria que nos deu agora, peço a todos me acompanhem num brinde pelas felicidades de Vossa Alteza e para que volte bem e volte depressa.

Viva o Rei!"



LUIZ DE OLIVEIRA DIAS
Representante de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, em Macau.


A EVOLUÇÃO DO MAPA DA EUROPA: DE 1000 A.C. ATÉ HOJE

DO MINHO A TIMOR

 AMPLIAR
 
Assim era o Portugal do tempo dos nossos pais!

GRUPO CORAL "OS AMIGOS DE CANTE E DE ALVITO" CANTAM PARA S.A.R. O SENHOR D. DUARTE

Grupo Coral "Os Amigos de Cante e de Alvito" cantam para S.A.R. Dom Duarte, Duque de Bragança, e para a população de Beja.
Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo

INTERIOR DO REAL TEATRO DE SÃO JOÃO, CERCA DE 1900



Vista dos camarotes, tribunas e plateia do antigo teatro de São João. Projecto original de Vicenzo Mazzoneschi, o primitivo São João foi inaugurado em 1798 e foi a principal sala de espectáculos da cidade até à noite de 11 para 12 de Abril de 1908, quando foi completamente destruído por um incêndio.


*** O Real Teatro de São João será um dos nomes invocados no passeio temático intitulado "Antigos teatros do Porto", a realizar na manhã de sábado, dia 19 de Outubro. Informações e inscrições: http://www.facebook.com/events/219033104926341/ ***



Veja mais fotos de edifícios desaparecidos: http://goo.gl/ll8Dlo



[Foto Guedes; CMP, Arquivo Histórico Municipal]