A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A HEREDITARIEDADE E O REI TRADICIONAL

O que nunca poderão fazer os partidos, o que não pode fazer-se, nem mesmo conservar-se, embora se encontre feito quando mandam muitos, não é nada que não possa fazer um Rei hereditário. Isso é o mínimo que se lhe exige, pois move-o um impulso de cumprimento do dever. Não procura a sua glória, não tenta salvar uma situação, não se trata de qualquer interesse.

O engrandecimento da Pátria e o engrandecimento de um Rei e da sua família encontram-se e identificam-se.

Ninguém pode assegurar a qualquer eleito que quem o vier substituir, por muito amigo que seja, vai continuar a sua obra e não a vai destruir, ou reflectir sobre a imperfeição ou desonestidade do antecessor, nem que seja para justificar os seus próprios erros.

O Rei está livre deste inconveniente, o seu sucessor é o seu sangue, sai de si!

A prosperidade e a grandeza da Pátria são garantidas pelo mais seguro e identificado continuador da edificação. A glória e o bem da Pátria, o interesse por ela e o seu engrandecimento são a glória, o bem e o interesse do Rei e da sua família; a glória e a prosperidade, ou as vergonhas e as amarguras da Pátria serão a herança do seu filho e de toda a família. Assim o único caminho do Rei é prestar bem o seu serviço em favor da coisa pública.

O poder ocasional está naturalmente dependente das solicitações, das atracções, dos vínculos, antipatias, preferências ou pessoal condição de quem o exerce em cada momento.

A um Rei nada disso o move, não têm interesse de classe, de família, ou lugar para sobrepor à prosperidade e benefícios comuns. Na pessoa do Rei e na sua família encontramos um interesse comum ao da Pátria, as suas conveniências e preocupações são com o futuro.

O Rei leva uma coroa na cabeça e atrás de si um país!

O carácter hereditário da sucessão dá à soberania o que nenhum outro exercício de poder pode alcançar: a vinculação do interesse do bem particular do Rei, ao interesse do bem público.

Guilherme Koehler
Publicado no Grupo “A Monarquia Sem Tabus” (Nem correntes, Nem mordaças)


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