28.º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

BALANÇO DE MIGUEL VILLAS-BOAS

1483177_326846410787139_338687618_n 

Com o aproximar do fim do ano, e volvidos já mais de 6 meses sobre o início do projecto “Plataforma de Cidadania Monárquica”, que abracei de corpo e alma e de que tenho a honra de ser um dos 4 fundadores, o balanço só pode ser mais do que positivo. Graças à sã camaradagem e ao empenho de cada um dos associados e colegas na PCM, quase que podia dizer, – não fosse a inexistência de um estabelecimento físico – que: “- é bom de mais ir para o “trabalho!”. É contagiante a criatividade que se vive neste “empresa” que tem como desígnio a Restauração da Monarquia democrática em Portugal. Sei que não será um processo de todo fácil, antes pelo contrário, mas, mesmo assim, nunca esmoreci um pouco que fosse o entusiasmo inicial. Manifestamente Monárquico, é natural que assim seja, mas se não tivesse sido assim “educado” e depois confesso por vontade própria, não seria indispensável ser um indivíduo de poderosa imaginação para admitir que a implantação se tratou de um tremendo equívoco republicano.

O regímen republicano logo desde o início mostrou-se incompatível com as idiossincrasias próprias do “Ser Português” e mostrou uma ignorância árida da história da Nação Portuguesa ignorando, também, a natureza do seu Povo, pelo que foi superado pelos seus defeitos originários. O conhecimento prático do homem é essencial para qualquer movimento, pelo que não poderiam ignorar que nas últimas eleições realizadas em Portugal, em 1910, durante a Monarquia, os partidos monárquicos obtiveram 93% dos votos expressos e os republicanos 7%. Assim, os inábeis políticos provaram apenas a sua incapacidade e deixaram cair a res publica, assim como já antes provocaram a queda da Monarquia. Não houve qualquer progresso histórico, as instituições não adquiriram qualquer vigor democrático que já não existisse na Era da Monarquia. Cada vez mais nos interrogamos sobre o destino de Portugal, misturando preocupações actuais com memórias do seu passado.

Por análise histórica e em comparação com os actuais índices de desenvolvimento e democracia a solução para o presente impasse só pode ser o regime da Monarquia Constitucional Parlamentar.

Só o Rei terá uma superior consciência dos problemas nacionais, pois a educação de um Príncipe é orientada da forma que se entende ser a mais adequada ao melhor desempenho do seu futuro ofício de Rei, de forma a reinar da forma mais útil e favorável para o País. É nesta especialização, na defesa da plena independência do País face ao estrangeiro, na autonomia da chefia do Estado de calendários e lutas eleitorais com a tranquilidade e a legitimidade para actuar como moderador entre as várias facções políticas ou demais grupos da sociedade civil, mas, também, na relação instantânea e afinidade natural que se estabelece entre o Rei e o seu Povo, que se vislumbram as principais vantagens do Rei, que será, consequentemente, o melhor intérprete da vontade nacional e o derradeiro protector dos cidadãos e da sua Nação.

É com a expectativa de um Regresso o mais breve possível da Monarquia como forma de governo para Portugal, que iniciarei o novo ano sempre tendo em mente as sábias palavras de Bertold Brecht que lembrou: “Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”. Assim, responsabilidade, também, é dizer o que se pensa, e dizer o que se pensa não é um exagero de personalidade, nem uma simples defesa de propaganda. Numa democracia a neutralidade é perigosa, pois esvazia a acção cívica, e sem diferenciação, com todos em uníssono a cantar a mesma melodia, as liberdades começam a sumir-se lentamente e a própria democracia a esmorecer.

Assim continuarei, temerário, mas sem deslumbramento, na defesa daquilo em que acredito, de “batalha em batalha” com a “Caneta”, eloquente, até que sejam reconhecidos os direitos desta grande franja da sociedade em que me incluo, que são os Monárquicos!

Pelo Rei, Pela Monarquia, Por Portugal!

* Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica

Sem comentários:

Enviar um comentário