MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FIGURAS DA RESTAURAÇÃO: D. FILIPA DE VILHENA

“Senhora resoluta e briosa, teve conhecimento de todos os preparativos da revolução de 1 de Dezembro de 1640, e aconselhou a seus filhos que a ela aderissem e partilhassem os perigos de seus irmãos em fidalguia e em nacionalidade. Na madrugada de 1 de Dezembro, mostrando realmente uma resolução mais que humana, cingiu ela própria as armas aos seus 2 filhos, e mandou-os combater pela pátria, dizendo-lhes que não voltassem senão honrados com os louros da vitória.”

Esta heróica senhora, cujo nome ficou célebre na história do país, n. em Lisboa onde também fal. em 1 de Abril de 1651. Era filha de D. Jerónimo Coutinho, que foi nomeado vice-rei da Índia, mas não aceitou a nomeação.


Casou com o 5.º conde de Atouguia, D. Luís de Ataíde, que morreu, deixando-a com 2 filhos: D. Jerónimo de Ataíde e D. Francisco Coutinho. Senhora resoluta e briosa, teve conhecimento de todos os preparativos da revolução de 1 de Dezembro de 1640, e aconselhou a seus filhos que a ela aderissem e partilhassem os perigos de seus irmãos em fidalguia e em nacionalidade. Na madrugada de 1 de Dezembro, mostrando realmente uma resolução mais que humana, cingiu ela própria as armas aos seus 2 filhos, e mandou-os combater pela pátria, dizendo-lhes que não voltassem senão honrados com os louros da vitória. Não foi ela só que procedeu assim nessa madrugada célebre. O mesmo fez D. Mariana de Lencastre. Não se sabe, porém, o motivo porque mais se gravou no espírito popular o nome de D. Filipa de Vilhena. Talvez por seu filho primogénito, conde de Atouguia, que não era uma criança como a tradição, corroborada pela peça de Garrett o faz acreditar, mas sim um homem feito; que pouco tempo depois foi nomeado governador de Peniche e alcançou daí a anos a nomeação de vice-rei do Brasil, ter conquistado uma certa celebridade conquistada pelo seu próprio merecimento. O drama de Garrett, intitulado D. Filippa de Vilhena, ainda mais contribuiu para idealizar esta figura feminina, que ficou sendo como um símbolo enérgico do patriotismo. 


D. Filipa de Vilhena foi chamada ao paço pela nova rainha de Portugal D. Luísa de Gusmão, e recebeu o cargo de camareira-mor e de aia do príncipe D. Afonso, mais tarde el-rei D. Afonso VI.

http://www.arqnet.pt/dicionario/vilhenafilipa.html

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