A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

MUDAR PARA MELHOR

Se o Povo quiser mudar de ares, se tiver um gesto de reprovação democrática do torpe e traiçoeiro caminho seguido até aqui [mais corrupção que progresso, mais desigualdade que justiça], escolherá a Monarquia por aclamação, mal tenha a oportunidade para se pronunciar e a lucidez para se pronunciar. A mim nada me repugna mais que saber estar a pagar, mesmo no ápice da minha pobreza e a de milhões, as pompas dos soares, as mordomias dos sampaios, sendo que cada vez que um presidente se torna ex-presidente transforma-se em ónus e despesa duplicada, triplicada, ao depauperado Erário, depois de uma vida de partidarização e favorecimento descarado à sua facção. Excluo deste rol Eanes porque foi o único abnegado, apartidário e por isso digno dos ex-presidentes: recusou as prebendas que a elite política engendrou para si mesma, uma vez fora do activo. Um Rei é livre. Não tem nem pode ter facção. Serve somente Portugal por quem dá a vida durante toda a vida. E se há coisa de que Portugal vai necessitar neste século é de Liberdade: um sentido de independência mais vincado e mais forte, dada a aglutinação federalista de fortes sobre fracos nesta União Europeia Frankenstein.
A Democracia é fantástica porque permite precisamente mudanças em paz, transformações serenas. Acomoda abstenções massivas e humilhantes na eleição de sucessivos governos e autarquias, com quase metade das populações a abster-se do exercício democrático do voto, direito que custou muito sangue a adquirir. Permite que o mesmo Povo, abstémio no voto de governos, parlamentos e autarquias, se pronuncie esmagadoramente numa questão que realmente lhe importe. Os timorenses tiveram o seu referendo.
Nós ainda não tivemos verdadeiramente um Referendo ao Regime. Ai que quando o tivermos!

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