MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 4 de março de 2014

REAL COLÉGIO MILITAR FEZ ONTEM 211 ANOS


O Colégio Militar, que devia continuar a chamar-se Real, comemora hoje (03/03/2014) os 211 anos da sua fundação.
O processo de criação do Colégio Regimental da Artilharia da Corte, também conhecido por Colégio da Feitoria, e que deu origem ao actual Colégio Militar, prolongou-se entre 1802 e 1803, tendo sido fixada, mais tarde, a data oficial de 3 de Março de 1803 de modo a assinalar a efeméride.


Foi fundado pelo então Coronel António Teixeira Rebelo, comandante do Regimento de Artilharia da Corte sito no Forte da Feitoria, em Oeiras, com o objectivo de educar os filhos dos oficiais daquele regimento. Preocupado com a ocupação e educação das crianças e jovens familiares da sua guarnição e de civis da região, cria, desse modo, uma escola cujos agentes de ensino seriam os próprios militares do seu Regimento. Os alunos eram inicialmente cerca de vinte.


Em 1805, o Príncipe Regente, futuro D. João VI, manda conceder uma pensão aos educandos daquela escola; e, no ano seguinte, ele próprio visita as instalações da Feitoria, atraído pela fama do pequeno colégio, e ordena que seja aumentada aquela pensão e concedida uma gratificação mensal aos professores. Sempre interessado pelo colégio, o mesmo soberano confere, em 1807, um louvor a Teixeira Rebelo e aos seus colaboradores.


1807 é igualmente o ano em que Teixeira Rebelo deixa o comando do Regimento de Artilharia da Corte, sendo nomeado inspector dos Corpos de Artilharia. O Governo, certamente interessado no prosseguimento da acção educativa de Teixeira Rebelo, autorizou-o a manter-se nas suas funções directivas do Colégio, dando-se os primeiros passos para a autonomização da escola.


Em 1813, o colégio passa a ter existência oficialmente autónoma, adoptando a designação de Real Colégio Militar, com Teixeira Rebelo como director, entretanto promovido a Marechal de Campo.


O Real Colégio Militar foi transferido em 1814 do Forte da Feitoria para o edifício onde desde 1618 funcionara o Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres, no sítio da Luz, em Lisboa, aí permanecendo até 1835.


Entre 1835 e 1859, o colégio mudou várias vezes de local (para o sítio de Rilhafoles, no centro de Lisboa, e para o Convento de Mafra). Em 1859 voltou para a Luz, onde ainda hoje se mantém. Desde essa época que os alunos do Colégio Militar recebem o epíteto de "Meninos da Luz".


Com a implantação da República em 1910, o colégio perdeu o título de "Real", passando a denominar-se Colégio Militar.


Na memória de Portugal ficará sempre o seu Real Colégio Militar.
O 211º Aniversário é hoje celebrado, contribuído por uma tão grande entrega de todo o Batalhão Colegial e de quem o integrou na sua história, ao serviço de Portugal.
É também nele que se inspira a JMP na dedicação certa ao valor pátrio.

Um grande ZACATRAZ neste 3 de Março!


 

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