PORTUGAL!

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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 12 de abril de 2014

FERNANDO PESSOA ACERCA DA REPÚBLICA

 


Uma oferta para o jornal Público e para certos "jornalistas"

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A situação de Portugal, uma vez proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos.

É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, e não temos sequer mais liberdade. Na Monarquia era possível insultar por escrito impresso o próprio Rei. Na República não é possível, porque até era perigoso insultar verbalmente o Sr. Afonso Costa.
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Bibliografia: Fernando Pessoa – Textos dispersos e publicados, escritos entre 1910 e 1935.



" Não há Portugal: há uma mistura ignóbil de «estrangeiros do interior» (...) a governar-nos e a estropiar-nos o resto do que somos. (...) Paiva Couceiro é um espírito ferrenhamente tradicionalista. Podemos não concordar (...) com esse conceito tradicionalista. Mas ele é sem dúvida um conceito de nacionalidade. É preferível a conceito nenhum. Dentro do tradicionalismo pode haver patriotismo; fora dele, e não havendo a criação de novos ideais absolutamente nacionais, não vejo que patriotismo possa haver."

Fernando Pessoa
 
Octávio Bragança

Hoje (09/04)  no jornal Publico uma chamada à primeira página conta a descoberta de cinco inéditos, de Fernando Pessoa , que ele mesmo nunca quis dar a conhecer em vida, dizendo que o jovem poeta era uma activista republicano. Uma chamada á primeira página deste assunto demonstra bem o medo que a Republica tem, e muitos republicanos pouco esclarecidos têm daquelas grandes figuras da nossa História que permaneceram fieis aos princípios monárquicos. Todos os estudiosos de Pessoa reconhecem neste Poeta as suas forte convicções monárquicas e como se permaneceu fiel á Causa até ao fim.
 
Uma campanha destas visa sobretudo chamar para o pensamento republicano o e que não lhe pertence, indo desenterrar a um baú uns poemas que nem o autor os quis dar a conhecer.
 
Ora assim sendo, deveria o mesmo jornal dar conta por exemplo que o Durão Barroso pertenceu á extrema esquerda como Pacheco Pereira entre outras figuras que até praticaram violência e perturbações na ordem publica e que hoje são pessoas que fizeram o seu percurso e que são reconhecidas, mal ou bem, pela opinião publica com isso nada nem ninguém se importa pois o que vale mesmo a pena é o que o individuo faz e percorre ao longo da sua vida e não o que numa determinado ponto do seu passado fez e que por isso o querem ancorar.
 
Esta forma de lidar com a informação e a inversão da mesma, é de facto mau serviço, uma coisa é dizer que se encontraram poemas anti-monárquicos da juventude de Pessoa outra é dizer que " cinco inéditos revelam jovem antimonárquico" nunca dizendo no decorrer da noticia que durante toda a sua vida de adulto foi monárquico contra a primeira república e que a "Mensagem" foi escrita para um concurso publico criado por António Ferro Ministro da propaganda do regime de Salazar.
 
Será isto inocente ? mesmo ao lado desta noticia uma outra diz " Conde de Oeiras força vinho de Carcavelos a mudar de nome " mais uma vez numa tentativa de de pelo titulo enganar o desenvolver da noticia em que o Conde de Oeiras não quer o seu nome de família colado a uma marca de vinhos dando-lhe a lei republicana portuguesa razão , pois todos nós temos o direito ao nosso bom nome e de manter as nossas tradições familiares sejam elas de esquerda ou de direita, o que não pode é um jornal sério publicar títulos ao mesmo nível de pasquins que vendem títulos em vez de conteúdos. Passados mais de cem anos ainda uma onda republicana vibra ao denegrir, como insulto fosse, a imagem de personagens da nossa cultura , nunca vi em nenhum jornal, por exemplo, que Aristides de Sousa Mendes, anti-Salazarista e que ajudou milhares de judeus a fugir da morte certa era monárquico convicto ou o filosofo Agostinho da Silva que defendia o Quinto Império . Pena que se queira num momento em que esta republica agoniza dar ênfase ao que nada tem de valor , sem se concentrarem no que devíamos estar a discutir e empenhados em fazer , saber qual o regime que o povo quer e que melhor serve Portugal ! Será que os países do norte da Europa e central são todos idiotas por serem monarquias ? ou somos nós os inteligentes que em mais de cem anos da republica tivemos uma ditadura de cinquenta anos, uma primeira republica anarquista com mortos e governos de hiras , que acabou em ditadura e uma terceira republica que teve duas intervenções externas esmagando o povo de quem tanto falam e tão pouco fazem mas que dele fazem bandeira. Na História não há "se" mas o que sabemos e temos são os factos e eles não são os melhores para a republica portuguesa. Por isso quando quiserem desenterrar personalidades do passado para demonstrar o seu espírito republicano escolham as pessoas certas e não escondam a verdade com títulos que levam a pensamentos que estão longe de ser autênticos. 

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