A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 21 de junho de 2014

O DILEMA DO COSTUME

Por: Júlio César de Sá
Dia 13 de Junho no Açoriano Oriental saiu o artigo de opinião (pagina 16)

O dilema do costume

Cavaco Silva está a dois anos de terminar o seu segundo mandato como presidente da República. E segundo a “regra” republicana, não poderá candidatar-se a para um terceiro mandato. Ficando assim tudo em aberto. Resultado, a dois anos das próximas presidenciais, já se anda a questionar quem será os próximos candidatos. A imprensa, na demanda de respostas, quando entrevista potenciais candidatos, tenta obter confirmações. Nas redes sociais e nas mesas dos cafés especula-se. Uns, mais reservados, têm dúvidas de quem será, outros tem as suas suspeitas, e chega mesmo a existir os mais atrevidos que afirmam saber quem será o próximo presidente. É a incerteza e suspeita a dominar o espírito do Povo Português.
 
Ora estamos a falar da figura que no futuro irá ocupar o cargo de Chefe de Estado. E que dois anos antes de tomar posse já está a ser causa de duvidas! Claramente não é nada positivo para garantir estabilidade nacional!
 
E porque razões que o Povo já anda a questionar-se quem será o próximo Chefe de Estado de Portugal? Pretende com toda a legitimidade conhecê-lo atempadamente e assim saber, dentro do que é possível, que poderá esperar.
 
Ora a verdade é que teremos de esperar até ao próximo ano, para depois das legislativas. Pois só ai as várias forças partidárias irão despender atenção e esforços para as presidências, em vez de se dedicarem as funções para que foram eleitos.
 
Supostamente será como já foi no nas presidências do passado. Cada uma das forças partidárias decide qual a personalidade a apoiar. Será, obviamente, segundo as suas conveniências. E estes por sua vez apresentam-se aos Portugueses como candidatos. Com as diversas forças partidárias a manifestar descaradamente o seu apoio aos seus candidatos para assim garantir apoio dos seus militantes. Inicia-se uma campanha de um mês. As paredes ficam cheias de cartazes a exibir as imagens dos candidatos com slogans sonantes e patrióticos. Mas que não passam disso mesmo… slogans. São distribuídos panfletos e autocolantes, e nas campanhas dos candidatos das forças partidárias mais poderosas por vezes ainda vem uns brindes, esferográficas; bonés; isqueiros e outros. Em locais onde se dá grande concentração de Povo os candidatos fazem questão de aparecer e cumprimentar o maior número de pessoas possíveis. Em palcos bem montados e para exibir os candidatos proferem discursos épicos! E em debates na t.v. esforçam-se por derrubar os adversários a todo custo.
 
Em um mês cada um deles irá esforçar-se para iludir o maior número possível de cidadãos, fazendo crer que é o mais apto de todos para ocupar a Chefia de Estado. E quem melhor fizer será supostamente eleito. Como resultado não será digno da confiança de ninguém em geral excepto é claro da facção partidária que o “apadrinhou”.
 
O mal deste regime é não possibilitar o Povo conhecer atempadamente os seu futuro Chefe de Estado no pretexto que um mês bastará para o efeito. Mas pior é o facto de só possibilitar ser Chefe de Estado quem não é partidariamente isente para ser o Moderador Supremo das Intuições Publicas do Estado!

Júlio César de Sá
 

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