MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

domingo, 22 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (4)

 

Real Coliseu Portuense (1889-1898)

Situava-se entre a rotunda da Boavista e o cemitério de Agramonte. Foi a mais imponente e maior praça de touros da cidade do Porto, construída por dois empresários que fizeram fortuna no Brasil. Ali se realizaram várias corridas com certo sucesso, nomeadamente a que se deu aquando das Comemorações Henriquinas, em 1894. Contando com a presença do rei D. Carlos e dos príncipes reais, culminou com a atribuição da designação de "Real" ao Coliseu Portuense. O recinto acolhia 8 mil espectadores e era dotado de dois restaurantes, salão de bilhares, café e quiosque, além de dispor de iluminação eléctrica. No entanto, o entusiasmo tauromáquico não foi duradouro e, para não fechar as portas prematuramente, o recinto teve de acolher espectáculos circenses e demonstrações de natação. Mesmo assim, o avolumar dos prejuízos acabou por ditar o encerramento definitivo da praça e a sua demolição em 1898.

Este espaço é, desde 1908, ocupado pelo Tabernáculo Baptista.

 

A "Máquina" (1878-1914)

Foi o primeiro "metro de superfície" do país. Tratava-se de uma pequena locomotiva a vapor de dimensões urbanas, devidamente carroçada de forma a disfarçar o seu aspecto ferroviário, que puxava três ou quatro carruagens e circulava em carris pela via pública. Saía da rotunda e descia a avenida da Boavista até à Fonte da Moura, onde inflectia pela actual rua de Correia de Sá e seguia pela Ervilha até chegar a Cadouços (actual largo do Capitão Pinheiro Torres de Meireles) – onde existia uma estação. Daí prosseguia até ao Castelo do Queijo pelas ruas do Túnel e de Gondarém e entrava em Matosinhos pela rua de Roberto Ivens. Com o prolongamento da avenida da Boavista até ao castelo do Queijo em 1914, a Companhia Carris de Ferro do Porto decidiu substituir a "máquina" por carros eléctricos que passaram a descer a avenida até ao mar, sendo a antiga linha desactivada.

O antigo material circulante foi vendido à empresa Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios, continuando a funcionar durante largos anos. A rua do Túnel, na Foz do Douro, é um dos poucos resquícios da linha da "máquina".

 

Calçada portuguesa e jardins dos Aliados (1882-2005)

À semelhança do que, anos antes, tinha sido feito no Rossio, em Lisboa, em 1882, a placa central da então praça de D. Pedro, hoje da Liberdade, foi calcetada com pequenas pedras de calcário e basalto, justapostas em faixas de cor alternadas – a conhecida “calçada portuguesa”. Em 1915, aquando da abertura da avenida dos Aliados, a escolha recaiu sobre o mesmo tipo de pavimento para os passeios e placas centrais, aqui complementado com canteiros ajardinados. Em 2005, no âmbito de um projecto de arranjo urbanístico da chamada “sala de visitas da cidade”, este pavimento foi substituído por granito, conforme projecto dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura.

Hoje, uma extensão considerável de calçada portuguesa subsiste ainda na rua de Sampaio Bruno e em poucos mais arruamentos da Baixa portuense


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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]

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