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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (5)

 

Solar dos Duques de Lafões (séc. XV (?) – c.1948)

Situado no largo do Corpo da Guarda, pertenceu à família dos condes de Miranda, marqueses de Arronches e duques de Lafões. Foi nas cavalariças deste solar que, em 15 Agosto de 1760 (ou, segundo outros autores, a 15 de maio de 1762), foi inaugurado o primeiro teatro lírico da cidade do Porto e, possivelmente, de Portugal, desenhado por João Glama Ströberle.

O solar, bem como todo o casario do largo do Corpo da Guarda, foi completamente arrasado para abrir caminho à avenida da Ponte, oficialmente designada por avenida de D. Afonso Henriques, construída em 1950-54.

 

Real Teatro de São João (1794-1908)

Edificado em 1794 por determinação de Francisco de Almada e Mendonça, com projecto do arquitecto italiano Vicente Mazzoneschi, o Real Teatro de São João foi inaugurado com a comédia "A vivandeira" a 13 de maio de 1798, assinalando o aniversário do príncipe D. João (futuro D. João VI). A sua estrutura interior era semelhante à do teatro de São Carlos, em Lisboa, seguindo o modelo dos teatros italianos.

Foi vítima de um violento incêndio em 11 de Abril de 1908 que, apesar de não ter causado vítimas humanas, o destruiu completamente. O edifício que lhe sucedeu – e que persiste até aos dias de hoje – foi inaugurado em 1920, com projecto do arquitecto Marques da Silva.

 

Arco de Sant'Ana (séc. XIV-1821)

Anteriormente designada por "portal", era uma das quatro portas da muralha primitiva que foi rebaptizada no séc. XVI, aquando da colocação de uma imagem da mãe de Nossa Senhora. Era uma porta estreita e alta, local de passagem do principal acesso da Sé à zona ribeirinha e mercantil da cidade.

Acabou por ser demolido em 1821, para construção de um prédio de habitações. Do velho arco actualmente pouco mais sobrevive do que uma porta, de origem setecentista, que permitia o acesso ao nicho localizado por cima do arco, onde estava originalmente a imagem de Santa Ana com a Virgem e o Menino. O "Arco de Sant'Ana" foi imortalizado pela obra homónima de Almeida Garrett.


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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67] 

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