A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (7)

 

Mosteiro de São Bento de Ave-Maria (1518-1894)

Mandado construir em 1518 por D. Manuel I, o mosteiro, de imponente arquitectura manuelina, tinha fachada para sul, onde se destacava a porta lateral da igreja e a entrada para o claustro. A norte ficavam dormitórios, cozinhas e despensas. Chegou a albergar 300 pessoas. O mosteiro sofreu muitas alterações ao longo dos séculos, nomeadamente na sequência do violente incêndio de 1783 que obrigou à construção de uma nova igreja, em estilo barroco.

Com a vitória do Liberalismo em Portugal, foram extintas as ordens religiosas, tendo o mosteiro ficado devoluto em 1892, após a morte da última freira. Os claustros foram prontamente demolidos e, alguns anos mais tarde, a mesma sorte teria a igreja anexa, com fachada para a rua do Loureiro. No lugar do antigo mosteiro foi erguida a estação ferroviária de São Bento, inaugurada em 1916, com projecto do arquitecto Marques da Silva. O espólio do mosteiro foi repartido por vários locais. Algumas imagens, alfaias, paramentos e o próprio órgão da antiga igreja podem ser hoje encontrados na nova igreja de São Martinho de Cedofeita.

 

Café Rialto (1944-1972)

Inaugurado em Dezembro de 1944, no rés do chão do chamado "arranha-céus" projectado por Rogério de Azevedo, o Café Rialto foi concebido por Artur Andrade, o arquitecto do cinema Batalha. Contava com murais de Abel Salazar, Dordio Gomes e Guilherme Camarinha. Era frequentado por gente da cultura, da literatura e da arte. Nas décadas de 1950-60, foi local de reunião de uma geração de poetas contestatária do Estado Novo – António Rebordão Navarro, Egipto Gonçalves, Daniel Filipe, José Augusto Seabra, Luís Veiga Leitão e Papiniano Carlos – responsável pela edição da revista de poesia "Notícias do Bloqueio".

Encerrado em 1972, o espaço do antigo café Rialto é actualmente ocupado por uma dependência bancária, no piso térreo, e por um clube de bancários, na cave. Ainda se conservam dois dos frescos que decoravam o antigo café.

 

Estádio das Antas (1952-2004)

Construído para substituir o campo da Constituição, o "estádio do Futebol Clube do Porto", na designação oficial, ocupava 63.220 m2, tendo inicialmente capacidade para 44 mil espectadores, distribuídos por três bancadas – duas superiores e uma lateral. O lado leste do campo não tinha bancada, sendo chamado porta da Maratona. O estádio foi inaugurado em 1952, numa pomposa cerimónia que contou com a presença do então presidente da República, Craveiro Lopes. Dez anos após a inauguração, o recinto foi dotado de iluminação eléctrica e, em 1976, foi construída uma bancada ao longo da lateral leste do campo, acrescida de um segundo anel – a arquibancada –, aumentando a capacidade do estádio para 65 mil lugares. Em 1986, o rebaixamento do campo permitiu alcançar o máximo de capacidade: 95 mil lugares. Na década seguinte, a melhoria de condições de conforto e de segurança ditaram a redução para 55 mil lugares.

Com a inauguração do estádio do Dragão em Novembro de 2003, o velho estádio das Antas acabou por ser demolido em Março e Abril de 2004. Nos 52 anos de existência, no estádio das Antas, o FC Porto sofreu 80 derrotas, empatou 119 vezes e venceu 803 jogos.


 

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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]

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