A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (9)

 

Estádio do Lima (1924-1972)

Era propriedade do Académico Futebol Clube, agremiação portuense fundada em 1911. Foi um dos melhores estádios do país, o primeiro com campo relvado (a partir de 1937), bancada central coberta, bancada em cimento no topo norte, pistas de atletismo (em cinza) e de ciclismo e automobilismo (em cimento), campo de basquetebol e um pavilhão. Serviu de casa emprestada ao FC Porto em diversas ocasiões, principalmente na década de 1940, tendo sido imortalizado no cinema no filme "O Leão da Estrela" (1947), servindo de palco a um emotivo encontro entre o FC Porto e o Sporting CP. Acolheu, também, numerosas provas desportivas motorizadas. A época de 1971-72 foi a última em que o estádio foi utilizado, desta vez cedido ao Boavista FC.

Perdido pelo Académico em tribunal, o estádio foi mandado demolir pela Santa Casa da Misericórdia do Porto, proprietária dos terrenos, em 1972. Situado entre as ruas de Costa Cabral e da Alegria, o espaço é, desse essa altura, o enorme descampado.



 

Palacete Ferreirinha (1840-c.1950)

Estava localizado no largo da Trindade, pelo que também era conhecido como palacete da Trindade. Pertenceu a António Bernardo Ferreira, filho da D. Antónia Adelaide Ferreira, "A Ferreirinha". Foi neste edifício que foi inicialmente fundado o Clube Portuense.

O palacete foi demolido na década de 1950, na sequência do arranjo urbanístico resultante da abertura da avenida dos Aliados. Aproximadamente no mesmo local foi erguido o palácio dos Correios, projecto de 1952 do arquitecto Carlos Ramos.



Café A Brasileira (1903-2010)

Foi fundado pelo "brasileiro" Adriano Teles como pequena loja de venda de café, servindo gratuitamente a todos os clientes uma chávena do líquido aromático, assim como um pequeno jornal que ele próprio elaborava. Adriano Teles soube tirar o melhor partido das técnicas publicitárias, espalhando por todo o país o seu slogan "O melhor café é o da Brasileira". O sucesso ditou a ampliação do estabelecimento em 1916, pela aquisição dos prédios contíguos, entre as ruas de Sá da Bandeira e do Bonjardim. Na década seguinte, após profundas obras de remodelação, "A Brasileira" reabriu com uma decoração luxuosa, tornando-se no local de passagem obrigatória da elite portuense, acolhendo artistas, boémios, escritores, jornalistas e políticos que ali se reuniam para tomar café e para discutir os temas do momento. A partir da década de 1940, foi local de encontro de opositores ao Estado Novo. Virgínia Moura e Carlos Cal Brandão foram seus clientes assíduos.

Na década de 1990, "A Brasileira" fechou as portas durante longos períodos. Em 2003, reabriu como restaurante, apenas com uma sala, ficando a designada sala pequena explorada pela multinacional Caffè Di Roma durante vários anos. Actualmente, todo o espaço se encontra encerrado, sendo incerto o seu futuro.



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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]


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