MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (1)

 

Ponte Pênsil (1842-1887)

Oficialmente denominava-se ponte D. Maria II, mas era mais conhecida como ponte Pênsil. Começou a ser construída em 1841, sendo precipitadamente aberta ao público a 17 de Fevereiro de 1843, sem qualquer solenidade, na sequência de grandes cheias do Douro que obrigaram a desmontar com urgência a antiga ponte das Barcas. O projecto foi da autoria do engenheiro Stanislas Bigot e a sua construção foi entregue à empresa francesa Claranges Lucotte & Cie. Com pilares de cantaria de 18 metros de altura, o tabuleiro da ponte tinha 170 metros de comprimento e 6 de largura, sendo suportada por 8 cabos constituídos por fios de ferro. A ponte Pênsil veio assegurar uma melhoria significativa das comunicações entre as duas margens, substituindo a periclitante ponte das Barcas.

Manteve-se em funcionamento durante 45 anos, até ser substituída pela ponte Luís I, construída ao seu lado. Actualmente restam apenas os pilares e as ruínas da casa da guarda, na margem direita, classificados como Imóveis de Interesse Público desde 1982.



Teatro Baquet (1858-1888)

Mandado construir em 1858 pelo alfaiate portuense António Pereira Baquet, na noite de 20 de Março de 1888 a sala de espectáculos ficou completamente destruída por um violento incêndio que provocou cerca de 120 mortos e consternou a cidade e o país.

Nos escombros do teatro, com duas frentes, foram construídos os célebres Armazéns Hermínios. Hoje o espaço é ocupado por um edifício da Caixa Geral de Depósitos (frente de 31 de Janeiro) e pelo hotel Teatro (frente de Sá da Bandeira).


 

Porta de Vandoma (séc. III(?) - 1855)

Foi a principal porta da muralha primitiva da cidade, durante séculos encimada pela imagem de Nossa Senhora de Vandoma, padroeira da cidade.

Segundo a lenda, D. Nónego, prelado francês de Vendôme, veio combater os mouros na sitiada cidade do Porto. Saindo vitorioso, o prelado terá colocado uma imagem da Virgem na porta principal da muralha que, por isso, se passou a chamar porta de Vandoma.


Independentemente da verdadeira origem da estátua, o facto é que a Virgem de Vandoma na porta da muralha passou a assumir-se como o símbolo heráldico da cidade do Porto desde a Idade Média até aos nossos dias.

A porta de Vandoma ficava na actual calçada de Vandoma e foi demolida em 1855. A imagem foi recolhida na Sé do Porto, com altar próprio.

 

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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]


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