COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PROGRAMA LISBOA REALISTA 2015-2017 (LISTA A)

LISBOA REALISTA 2015


Inovação na Continuidade

I

Introdução

Ao formarmos uma lista candidata aos Órgãos Sociais da Real Associação de Lisboa fundada em boa parte pelos elementos que agora cessam funções, e estando no nosso espírito a ideia bem monárquica de continuidade no serviço à Causa, entendemos que deveríamos recuperar a designação de “Lisboa Realista”. Como referiu o Presidente da Real Associação de Lisboa Nuno Pombo, que com tanta coragem e perseverança assumiu em 2012 o comando da Direcção que agora termina funções, essa designação assenta em dois pressupostos: realistas por sermos fiéis ao ideário monárquico por um lado, e por outro, por temos consciência da escassez dos nossos recursos – por sinal absolutamente desproporcionais ao reconhecimento público da Instituição que defendemos. Ou seja, temos a inteira noção de quão preciosos são os nossos parcos meios, só possíveis rentabilizar com tenaz empenho e inspiração. Ou seja, é neste quadro que cumpre-nos com todas as nossas forças manter a chama acesa da Instituição que com Portugal nasceu e o incorpora há quase 900 anos. 

À designação de Lisboa Realista decidimos adicionar “Inovação na Continuidade” como assinatura. O termo inovação remete-nos para a imperiosa necessidade de, se assim for eleito, este grupo de trabalho se focar na constante procura duma renovada energia criadora perante as rotinas e contrariedades, aspecto que os novos elementos agora integrados na lista não deixarão de suscitar. Já o termo “continuidade” tem o sentido que foi explanado anteriormente e remete-nos para um sentimento profundamente monárquico, aquele que é um Valor que nem sempre é bem compreendido e valorizado pelos portugueses: o da estrutural importância de todos aqueles anos, meses e dias que intermedeiam os grandes feitos ou heróicas conquistas. Acontece que a ameaça da decadência ou extinção de um Povo, de uma Instituição ou duma pessoa, está no desinvestimento na administração da actividade quotidiana e rotineira, que nos fortalece e prepara para cumprir o nosso destino. 

Antes de passarmos à enumeração dos pontos que incluímos no nosso programa, em grande parte readoptado da anterior candidatura, que pretendemos realista e ao mesmo tempo exigente, achamos importante relevar três ideias genéricas que pretendemos presidam ao próximo mandato:  

1)      Comunicação - Reforçar um discurso politicamente atractivo para o “Páteo dos Gentios” da nossa Causa, um imenso universo de gente interessada na Coisa Pública, com diferentes afinidades políticas e ideológicas que, não considerando a questão do regime prioritária, simpatize com a forma monárquica da Chefia do Estado.

2)      Imagem - Reforçar o cuidado na transmissão de uma imagem atractiva e profissional da nossa comunicação e apostar na visibilidade dos símbolos monárquicos que constituem um manancial de reputação nem sempre explorado mas de que somos legitimamente legatários, através da utilização de bandeiras e painéis decorados nas nossas iniciativas públicas, políticas ou culturais.

3)      Rejuvenescimento - Reforçar o relacionamento com as estruturas da Juventude Monárquica e promover o contacto com as escolas da nossa área de jurisdição no contexto do Projecto Educar, com vista a um esforço adicional de atracção das gerações mais jovens para o projecto político da Causa Real.

João de Lancastre e Távora 06 de Fevereiro de 2015


Proposta de Programa

I

A Aposta na Juventude e na Formação
  • Apoiar e dinamizar a Juventude Monárquica de Lisboa, envolvendo-a nas actividades da Real e promovendo as suas iniciativas.
  • Sublinhar a decadência da cartilha republicana em contraposição com a frescura e a novidade da mensagem monárquica.
  • Continuar as acções de formação política e comunicacional aos jovens.
  • Fomentar o contacto entre os jovens monárquicos, numa lógica organizativa e de intervenção
  • Valorizar as plataformas de comunicação mais apelativas, aproveitando a Juventude para a dinamização da blogosfera e das redes sociais.
  • Estabelecer rede com as principais associações académicas e organizações de juventude em colaboração com a JMP.
  • Promover debates alusivos à questão do regime e o seu impacto no futuro de Portugal, no âmbito do Projecto Educar sempre que se ajuste.
  • Mobilizar a Juventude para acções de solidariedade e de sensibilização ecológica e patrimonial.
  • Promover eventos de cariz cultural, musicais e outros com o intuito de atrair novos associados e demonstrar que a Real Associação de Lisboa se preocupa com a carência cultural que Portugal atravessa.
  • Disponibilizar recursos para formações específicas em cada uma das plataformas de comunicação.
II

A Aposta na Comunicação
  • Reforçar o cuidado na transmissão de uma imagem atractiva e profissional da nossa comunicação e apostar na visibilidade dos símbolos monárquicos que constituem um manancial de reputação.
  • Manter a aposta na edição publicação e distribuição da revista Correio Real com base no existente protocolo de colaboração com a Causa Real.
  • Apostar numa campanha de promoção ambiciosa para aumento de sócios, através dos nossos meios de comunicação (online e offline).
  • Reforçar e sistematizar a comunicação através das plataformas sociais (internet).
  • Apostar em campanhas na plataforma Facebook para alargamento do universo de seguidores.
III

A Aposta na Acção Política na Comunidade
  • Manter a aposta no apoio à criação e dinamização dos núcleos. É nossa intenção reconduzir as Comissões Directivas dos Núcleos SUL DO TEJO e Odivelas , que foram empossadas há escassos meses e merecem toda a confiança desta candidatura até pelo trabalho já desenvolvido. Revitalizar os Núcleos de Sintra e da Costa do Estoril.
  • Contactar todos os presidentes de câmara (e de juntas de freguesia mais populosas) da nossa área geográfica de intervenção, no sentido de lhes pedir uma audiência e nos darmos a conhecer.
  • Preparar essas audiências, localizando os nossos associados dessas autarquias, quando isso se mostrar possível e razoável, promovendo um contacto directo para potenciar acções conjuntas de interesse reciproco.
  • Promover o contacto e o conhecimento de visitas para conhecer instituições locais de importância social reconhecida, apoiando as suas causas. Será esta uma das principais missões dos núcleos: identificar preocupações locais, dar eco delas, de modo a que se possa colocar o movimento monárquico ao serviço da sua transmissão.
  • Acompanhar a actividade política e estreitar as relações com as estruturas partidárias e os deputados eleitos pelos Distritos de Lisboa e Setúbal. Dar-lhes a conhecer as nossas iniciativas e procurar manter contacto directo com eles, independentemente da sua cor política.
  • Identificar as grandes “forças vivas” da nossa comunidade e ir falar com elas (ex. SCML, associações de estudantes, académicas, de defesa do ambiente e do património, conhecer a sua actividade, as suas preocupações e mostrarmo-nos parceiros das suas causas). Sublinhar, neste esforço, a importância dos núcleos, concelhios e estudantis.
  • Promover, à luz do que se procurou fazer mandato anterior, eventos culturais e visitas a monumentos, colóquios sobre política, economia, cultura. Procurar parcerias com outras instituições que as queiram promover connosco, é uma das formas de dar maior visibilidade ao nosso Movimento. 
IV

A Aposta no Reforço do Associativismo
  • Colaborar próxima e lealmente com a Causa Real, cúpula do Movimento a nível nacional, pondo ao serviço dela a capacidade organizativa e os meios humanos da Real.
  • Lançar um projecto de financiamento para a reabilitação da sede da Praça Camões de forma a conferir-lhe maior dignidade.
  • Digitalizar e disponibilizar ao público através de uma página para o efeito no site da Real Associação de Lisboa, o precioso espólio fotográfico da Causa Monárquica e de outras organizações monárquicas de que a RAL é depositária.
  • Organizar, catalogar restaurar e encadernar o espólio de literatura monárquica de que a Real Associação de Lisboa é depositária para a criação de uma “biblioteca Monárquica”.
  • Assegurar o nível organizativo já alcançado ao nível das bases de dados.
  • Continuar a promover a Missa de sufrágio pelas almas de S.M. o Rei D. Carlos e do Príncipe Real, D. Luiz Filipe.
  • Manter o apoio logístico ao Jantar dos Conjurados.
  • Assegurar a organização de um evento para celebrar o Aniversário da Real – Maio / Junho – procurando que ele se torne no evento de encontro dos sócios.
  • Promover dentro das nossas capacidades e circunscrição geográfica um discurso e a propagação de uma comunicação politicamente atractiva para o imenso “Páteo dos Gentios” da nossa Causa que, não considerando a questão do regime prioritária, simpatize com a forma monárquica da Chefia do Estado.
  • Retomar o contacto institucional, que se fez noutros tempos, com outras organizações monárquicas europeias  e brasileiras.

Lisboa, 6 de Fevereiro de 2014

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