28.º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 21 de fevereiro de 2015

SUAS ALTEZAS REAIS OS DUQUES DE BRAGANÇA PRESENTES NA PRIMEIRA MISSA CELEBRADA EM LISBOA PELO CARDEAL-PATRIARCA D. MANUEL CLEMENTE

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, sublinhou na homilia da missa de Quarta-Feira de Cinzas, que alguns sinais de recuperação económica demoram a chegar às famílias, e apelou à misericórdia para com os mais desfavorecidos. 

«Mesmo alguns sinais de recuperação económica demoram em repercutir-se na vida e no estado de espírito de muitas pessoas e famílias, que por excessivos encargos e falta de trabalho e perspectivas não conseguem satisfazer necessidades básicas, nem olhar com optimismo o futuro, especialmente os mais jovens», afirmou D. Manuel Clemente, que presidiu, na Sé de Lisboa, à missa de cinzas, que marca o início da Quaresma, naquele que é o seu primeiro acto público em Portugal desde que foi criado cardeal pelo Papa Francisco, no passado sábado. 

«Os crentes participam com os seus concidadãos ‘nas alegrias e esperanças, nas tristezas e angústias’ da sociedade que integram. Mas, exactamente por serem crentes, em tudo hão-de estar com os sentimentos de Deus revelados em Cristo, isto é, com a misericórdia que os aproxime de toda a pobreza e fragilidade, em comprovada presença e concreto apoio, correspondendo às multiplicadas carências dos outros», continuou o prelado. 

D. Manuel Clemente, que falava para um templo sem lugares vagos, disse que «pode haver, como legitimamente acontece mesmo entre os discípulos de Cristo, diferenças na análise dos problemas e perspectivas distintas para a respectiva resolução», mas que «o que não pode haver é desistência ou atraso quanto ao essencial, que é responder com empenho às carências pontuais ou persistentes da sociedade que integram». 

Colocando a tónica da homilia na «misericórdia», D. Manuel Clemente afirmou: «A Quaresma que iniciamos tem este conteúdo vivo, de nos rendermos à misericórdia de Deus e de a reproduzirmos em nós, para que chegue a todos; e o mundo passe com Cristo para o Pai, repassado por fim dum amor definido, absolutamente próximo e inteiramente solidário. Tanta coisa depende disso, que nenhum de nós tardará decerto. Jejuemos do mais, pois só assim bastaremos; partilhemos os bens, que só em comum serão nossos; perseveremos na oração, para prosseguirmos com Deus». 

A homilia lida hoje pelo Cardeal Patriarca é a mensagem da Quaresma da Diocese de Lisboa, explicou à Lusa fonte do patriarcado. 

Na mensagem é afirmado que «entrar em Quaresma é aceitar um desafio imenso, como é entrar no próprio coração divino. É um modo poético e, assim mesmo, verdadeiro, de corresponder à revelação bíblica do que Deus foi revelando de Si próprio, ao longo daquela história exemplar para todos os povos, tempos e lugares. Coração divino, que em Jesus demonstrou a correspondência absoluta com o coração humano, faminto e sedento de tantas fomes e sedes». 

Cerca de 400 pessoas, entre elas o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e D. Isabel, assistiram à eucaristia, na qual participam cerca de 20 sacerdotes e os bispos auxiliares da diocese. 

Numa parede lateral da Sé está já posto o pano de arma do Cardeal-Patriarca com a respectiva divisa: «In lumine tuo». 

A cerimónia contou ainda com a presença das ordens do Santo Sepulcro, de Malta e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, bem como com a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Sé. 














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