COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 23 de junho de 2015

OS BRASÕES DA SALA DE SINTRA


Os Brasões da Sala de Sintra

O Rei Dom Manuel I, o Venturoso (1495 a 1521), foi quem fez reunir pelo reino de Portugal todos os brasões, insígnias e letreiros, para acabar com o livre arbítrio no uso das armas e concessão de brasões. Com este material, transcrito e falado, planeou fazer um livro onde fossem pintados os brasões. Consta que existiram três livros de brasões, dos quais restaram apenas dois. O Livro Antigo dos Reis d’Armas, escrito por António Godinho, escrivão da Câmara Real, teria desaparecido quando um terremoto destruiu o Cartório da Nobreza. Restaram o Livro do Armeiro-Mor, datado de 15 de agosto de 1509, escrito por João Rodrigues, Rei de Armas de Portugal e o Livro da Torre do Tombo, escrito pelo Bacharel Antonio Rodrigues, também Rei de Armas de Portugal.
Após a conclusão da obra o Rei mandou pintar o tecto da Sala dos Brasões no Paço Real de Sintra, actualmente denominado Palácio Nacional de Sintra, com os brasões das 72 principais famílias lusas da época, ilustres em honra, história e bens. A execução ocorreu entre os anos de 1515 e 1520 e todos os brasões estão assentes no ventre de veados, sobre cujas cabeças repousa o timbre de cada família. No centro do tecto da sala, que mede 14 por 13 metros, encontram-se as armas do Rei, circundadas por seis brasões portugueses representando sua descendência masculina (os príncipes) e dois brasões em lisonja representando a sua descendência feminina (as princesas). Abaixo destes estão os setenta e dois brasões da mais notável nobreza da época, dispostos em ordem de importância.

A – Armas do Rei Dom Manuel I, B – Infante Dom João, C – Infante Dom Luís, D – Infante Dom Fernando, E – Infante Dom Afonso, F – Infante Dom Henrique, G – Infante Dom Duarte, H – Infanta Dona Isabel, I – Infanta Dona Beatriz

1 – Família Noronha, 2 – Família Coutinho, 3 – Família Castro, 4 – Família Ataíde, 5 – Família Eça, 6 – Família Meneses, 7 – Família Castro (da Penha Verde), 8 – Família Cunha, 9 – Família Sousa, 10 – Família Pereira, 11 – Família Vasconcelos, 12 – Família Melo, 13 – Família Silva, 14 – Família Albuquerque, 15 – Família Andrade, 16 – Família Almeida, 17 – Família Manuel, 18 – Família Febos Moniz, 19 – Família Lima, 20 – Família Távora, 21 – Família Henriques, 22 – Família Mendonça, 23 – Família Albergaria, 24 – Família Almada, 25 – Família Azevedo, 26 – Família Castelo-Branco, 27 – Família Abreu, 28 – Família Brito, 29 – Família Moura, 30 – Família Lobo, 31 – Família Sá, 32 – Família Corte-Real, 33 – Família Lemos, 34 – Família Ribeiro, 35 – Família Cabral, 36 – Família Miranda, 37 – Família Tavares, 38 – Família Mascarenhas, 39 – Família Sampaio, 40 – Família Malafaia, 41 – Família Meira, 42 – Família Aboim, 43 – Família Carvalho, 44 – Família Mota, 45 – Família Costa, 46 – Família Pessanha, 47 – Família Pacheco, 48 – Família Sotomaior, 49 – Família Lobato, 50 – Família Teixeira, 51 – Família Valente, 52 – Família Serpa, 53 - Família Gama, 54 – Família Nogueira, 55 – Família Bethancourt, 56 – Família Góis, 57 – Família Pestana, 58 – Família Barreto, 59 – Família Coelho, 60 – Família Queiroz, 61 – Família Ferreira, 62 – Família Sequeira, 63 – Família Cerveira, 64 – Família Pimentel, 65 – Família Góis, 66 – Família Arca, 67 – Família Pinto, 68 – Família Gouveia, 69 – Família Faria, 70 – Família Vieira, 71 – Família Aguiar, 72 – Família Borges

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