23º CONGRESSO DA CAUSA REAL

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

OS REIS E OS BANHOS DE MULTIDÃO


Rei D. Manuel II de Portugal recebido com banho de multidão no Porto

Síntese da História da Nação, o Rei torna-se um ideal: o Chefe máximo da Nação, ou seja, o Chefe Supremo do Estado e o Primeiro entre os Portugueses.

‘A própria República de Platão é a imagem proverbial de um ideal vazio.’, afirmou Hegel.

De facto, Platão é amigo, mas a verdade é mais amiga. Um presidente não personifica a Nação, pois não tem história; já um Rei não é apenas um Homem, mas um sonho em que se junta realidade e fantasia, é a mística Portucalense que encarnou num depositário de um Portugal quase Milenar e que, caso único no Mundo, descende do primeiro dos Reis, Dom Afonso I Henriques, pois apesar da Monarquia Portuguesa ter conhecido quatro Dinastias, todas elas eram pertencentes à mesma primeva Família. «A História há-de ser luz da verdade e testemunha dos antigos tempos», escreveu Fernão Lopes nas suas “Crónicas”.

Os nossos antigos Reis criaram um Império de espanto, primeiro pela Espada depois com a Epopeia dos Descobrimentos, a descoberta geográfica do Mundo, com que Portugal participou na primeira linha da edificação de um admirável Mundo Novo e assim o Rei de Portugal se tornou, tal-qualmente, Rei do Mundo, por Rei desta Nação ser, que mundos dá ao Mundo quando quer…

O Povo simples e bom sempre soube que para seu Defensor e cautela do bem-estar da coisa comum só poderia contar com a solícita ajuda do Rei, pelo que lhe fez sempre penhor da maior das afeições. Ora o Rei deve então prezar a Gente Portuguesa pagando com justiça esse afecto.

Por isso os Reis de Portugal sempre souberam qual a fórmula certa para reinar rectamente: reinar com o Alto Preceito e a Mão da Justiça, e, sempre, acolher o Povo nas dobras do seu Manto evitando que sofresse nas mãos caprichosas e ambiciosas dos políticos.

Ser Rei é ser o Pai da Nação e por isso no Rei está encarnada a Pátria inteira, Rei de Todos e para Todos, sem as excepções que os sufrágios criam por defeito de sistema que procura eleger para presidente de todos o procurador de uma minoria. Um Rei justo e recto é o Ideal profundo e o alto Sentimento pela História nove vezes secular de Portugal.

Bem sabiam os nossos Reis que, primeiro deviam garantir os súbditos e só depois a Eles mesmos, por isso, El-Rei Dom Manuel II tinha como divisa «Depois de Vós, Nós», premissa de que o Rei serve primeiro os interesses da Nação.

Só o soberano real acautelará com o seu Poder Moderador a separação de poderes e o funcionamento das instituições, assim como será o garante máximo dos direitos e garantias constitucionais e legais do cidadão.

O golpe republicano do 5 de Outubro não foi uma manifestação da vontade popular, até o disse e melhor escreveu o génio de Fernando Pessoa que «a revolução é só da superfície», e que «a maioria do país era monárquica (…)».

Por isso, ainda nas rimas do Príncipe das Letras Portuguesas, assim estamos, olhando para o infinito:

E ao abismo do futuro clama

Por quem enfim

Vier, régia lusitana chama!

Pelo Rei que a Esperança chama…

A função do Monarca é personificar o carácter nacional e nenhum Rei esquece que a Sua função é um Ofício que deve desempenhar com sentido de Missão sempre fiel ao Senhor-Rei que é Portugal e à História de um Povo… por isso é Real e por isso é Mito.

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

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