23º CONGRESSO DA CAUSA REAL

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

VISITA A MALACA DE SUA ALTEZA REAL, O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

 
Eram doze horas do dia 2 de Novembro de 2015 quando a Comunidade do Bairro Português de Malaca recebeu honrosamente Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança, numa cerimónia desejada “a bênção do sino” este oferecido pela Fundação Dom Manuel II, para substituir o anteriormente ofertado pela Fundação Calouste Gulbenkian, que se partiu pelo tempo, anos passados a tocar, comunicando à comunidade Portuguese Settlement Malacca, os mais diversos acontecimentos, ainda hoje fiéis no mundo lusófono.

As boas-vindas da apresentação do Senhor Dom Duarte de Bragança, recebido com calorosas saudações e orgulho por receberem no seu chão, “figura tão ilustre de Portugal”.


Após as boas-vindas, o Padre Michael, deu início à cerimónia de bênção do sino, “apelando à comunidade para que, ao ouvir o seu toque, se lembre que não está sozinha e que a união se faz através de Deus e das pessoas”.


Posteriormente, o Regedor Raymond Lopez, fez o seu discurso de abertura agradecendo a presença de Sua Alteza Real e a sua generosidade, citando: “O sino sempre foi e será um elo de ligação e comunicação dentro da comunidade, desde os tempos antigos, para as mais diversas vivências”.

Momento aguardado pelos presentes, o discurso de Sua Alteza Real, que referiu:

A Comunidade do Bairro Português de Malaca é considerada um exemplo para Portugal pela sua capacidade de manter viva a sua identidade, cultura e fé. Uma comunidade que convive com várias outras comunidades de várias nacionalidades e culturas e que, mesmo assim, preserva a sua origem e nacionalidade e é motivo de orgulhoSendo normal que haja diferentes ideias, opiniões e pontos de vista, mas reforçou a importância que se mantenham unidos. Referiu também: a necessidade da geração mais jovem manter vivas as tradições dos seus pais e avós, sobretudo o seu “papiá”, pois fazem parte da sua nacionalidade e identidade. O facto de possuírem ancestrais portugueses é um factor determinante para o progresso de Malaca e da Malásia.

O toque do sino foi o momento alto da cerimónia. A comunidade aplaudiu e exultou o feito que deixava já muita saudade nos seus corações.

Seguiu-se a actuação do grupo folclórico 1511, que cantou em papiá “Yo amor ku bos” e dançou ao ritmo da “Tia Anica de Loulé” e do “Baile da Camacha”.

O almoço foi servido num restaurante local com especialidades malaio-portuguesas, como o famoso “curry devil”, mariscos, vegetais e fruta da época. Uma refeição preparada por um cozinheiro do Bairro Português. A tarde foi preenchida com uma visita à cidade histórica de Malaca.


Nota: A Korsang di Melaka agradece a presença da professora, Rosa Vieira, colocada pelo Camões, I.P. da Cooperação e da Língua, que acompanhou a visita que ficará na história e na memória da comunidade luso de Malaca.

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