28.º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DO PORTO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

FELIZ NOITE E DIA DE REIS

 

Os Reis Magos são uma tradição cristã que remonta ao Nascimento de Jesus, o Deus Menino.

Os Três Reis Magos eram sábios vindos do Oriente, guiados por uma Estrela, até Belém da Judeia no tempo do rei Herodes, com o propósito de venerar o Cristo Jesus, o Rei dos Reis, acabado de nascer.

Por norma o Dia de Reis é já celebrado na Noite de 5 para 6 de Janeiro, pois foi de noite que os Reis chegaram para adorar o Menino Jesus. Esta é uma tradição que faz parte de quase todos os países da Europa, com especial relevo para o Reino de Espanha onde é costume só nesta altura trocar os presentes.

No Reino de Portugal, também, eram celebrados os Reis: designadamente Suas Majestades Fidelíssimas o Rei Dom Luís I e a Rainha Dona Maria Pia organizavam uma Festa para os Príncipes Dom Carlos e Dom Afonso em que eram convidadas inúmeras crianças e onde brincavam todos juntos em volta de uma enorme Árvore de Natal cingida de presentes, na Sala do Despacho, no Palácio da Ajuda. Depois de uma ceia sob a presidência dos Príncipes eram trocados presentes e as crianças voltavam para casa cheias de chocolates, presentes e contentamento.

De seus nomes Melchior, Gaspar e Baltazar, os três Reis sábios tinham proveniências diversas. Melchior era Rei da Pérsia e moreno; o seu nome significa ‘Meu Rei de Luz’. Gaspar era Rei da Índia e era branco; o seu nome traduz, ‘Aquele que vai inspeccionar’. Baltazar era Rei da Arábia, era de cor e com farta barba; o seu nome tem como significado: ‘Deus manifesta o Rei’.

Também os presentes que os Três Reis Magos ofertaram a Jesus, Deus Menino, são plenos de significação.

Jesus foi assim homenageado como Rei, Deus e Homem.

Melchior ofereceu-LHE o Ouro que na Antiguidade era presente para Reis, Gaspar consagrou-O com o Incenso, substância com que se reverencia Deus e Baltazar presenteou-O com a Mirra, sinal da Imortalidade.

Não há muita informação sobre os Reis Magos, e quando terão reinado, ou se seriam apenas Sábios de muito prestigio pelo que eram igualados a Reis, mas Baltazar é apontado como tendo reinado em Sabá.

Já Sua Santidade o Papa Emérito, Bento XVI, no seu livro, best-seller, ‘A Infância de Jesus’, defende que os Três Reis Magos não vieram do Oriente, mas eram oriundos da Andaluzia, de uma região entre Huelva, Cádiz e Sevilha.

Na Bíblia Sagrada, pode-se ver a referência aos Três Reis Magos no Evangelho de São Mateus.

Se não fosse o estado das coisas republicano, amanhã era Feriado no nosso País, para assinalar o Dia de Reis.

A Plataforma de Cidadania Monárquica, numa data com tanta tradição e significado, deseja desta forma a todos os seus Seguidores e Monárquicos em geral uma excelente ‘Noite e Dia de Reis’.

Viv’ós Reis!

Miguel Villas-Boas – Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica

Plataforma de Cidadania Monárquica


DIA DE REIS
 
Dia de Reis é uma celebração católica, comemorada a 6 de Janeiro. Os três magos foram guiados por uma estrela a Belém, onde se encontrava Maria com o seu filho Jesus, recém-nascido.
O caminho percorrido foi longo, demoraram cerca de doze dias para chegarem ao seu destino.
Partindo de sítios diferentes, cada um levou um presente cheio de significado:
Gaspar partiu da Ásia, levando incenso para proteger o Messias. Como fonte de fé e espiritualidade, este objecto tinha como finalidade espantar insectos com o aroma espalhado pelo ar.

Da Europa, chegou Belchior
. Como presente levou ouro, presente este, que apenas era oferecido a Deuses. Ofereceu-O a Jesus como símbolo de riqueza e realeza.
Baltazar levou mirra, de África, era a lembrança oferecida aos profetas. É um óleo ou resina extraído de uma planta, utilizado para a preparação de medicamentos.
Em Portugal a distribuição dos presentes é no Dia de Natal, mas em muitos países, é no Dia de Reis que se reúne a família e se faz a troca de presentes.
A tradição manda que a família se junte novamente para celebrar o fim dos festejos.  que se cantem as Janeiras, tendo início no dia 26 de Dezembro prolongando-se até ao Dia de Reis.
Com o fim da folia, encerram-se as comemorações natalícias em todo o mundo,  desmancham-se as Árvores de Natal e recolhem-se todos os enfeites que se encontram espalhados pela casa.


Bolo Rei

 
O dia de Reis é o último dia da Epifania (o período que vai desde a data do nascimento de Cristo até à chegada dos Reis Magos a Belém) e comemora-se a seis de Janeiro.
Neste dia comemora-se então a chegada dos três Reis, Gaspar, Baltazar e Melchior que, seguindo a estrela de Belém, chegaram até ao menino Jesus levando ouro, incenso e mirra como presentes.
Os três Reis chegavam dos três cantos do mundo: Europa, Ásia e África. Traziam ouro em representação da realeza de Jesus, mirra simbolizando o sofrimento, e incenso simbolizando a fé.
Decorridos dois mil anos, a tradição de comer um bolo rei em cada dia da epifania (12 bolos, portanto) já não é bem o que era mas, pelo menos hoje, é ainda obrigatório. O próprio bolo tem a sua simbologia: o tom dourado da sua côdea representa o ouro, o seu aroma o incenso e as frutas a mirra.
Certamente que o bolo rei faz parte das suas tradições natalícias, no entanto é também tradicional ir comprá-lo a uma pastelaria ou supermercado. Mas não se deixe enganar, a receita não é secreta nem exclusiva das pastelarias. Que tal celebrar este dia confeccionando o seu próprio Bolo Rei?
Fique a conhecer a receita do Bolo Rei e Boas Festas!
  • 750g de farinha
  • 30g de fermento de padeiro;
  • 150g de margarina;
  • 150g de açúcar;
  • 150g de frutas cristalizadas;
  • 150g de frutas secas;
  • 4 ovos inteiros;
  • raspa de 1 limão;
  • raspa de 1 laranja;
  • 1 decilitro de vinho do Porto;
  • 1 colher de sobremesa de sal;
  • 1 brinde;
  • 1 fava
Pique as frutas secas e as cristalizadas e deixe-as a macerar com o vinho do Porto, pondo algumas inteiras de parte para decorar o bolo.
Dissolva o fermento de padeiro em 1 decilitro de água morna e junte a 1 chávena de farinha, deixando a massa a levedar em ambiente temperado durante cerca de 15 minutos.
Entretanto bata a margarina, o açúcar, e as raspas de limão e laranja. Junte os ovos um a um, batendo sempre e a massa de fermento. Quando estiver tudo bem ligado acrescente a restante farinha e o sal. Amasse até que a massa esteja elástica e macia e misture as frutas.
Molde a massa numa bola, polvilhe com farinha e tape a massa com um pano, deixando levedar pelo menos 5 horas. Depois de massa ter aumentado de volume (para cerca do dobro do tamanho), ponha sobre um tabuleiro e faça-lhe um buraco no meio. Introduza o brinde (embrulhado em papel vegetal) e a fava, e deixe levedar mais uma hora.
Pincele o bolo com gema de ovo batida, enfeite com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar e frutas secas e leve a cozer em forno bem quente. Depois de cozido, pincele o bolo-rei com geleia diluída num pouco de água quente.
Cruze os dedos para não lhe sair a fava, para não ter de fazer o bolo novamente!
 Fonte: Mulher Portuguesa

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