23º CONGRESSO DA CAUSA REAL

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 16 de abril de 2016

AS INVASÕES FRANCESAS E O MASSACRE DE ARRIFANA

 

A freguesia de Arrifana, em Santa Maria da Feira, volta a evocar as Invasões Francesas e o Massacre de Arrifana, ocorrido a 17 de Abril de 1809 – uma data trágica que perdura na memória dos arrifanenses. Ao longo de três dias (15, 16 e 17 de Abril) várias manifestações culturais assinalam a efeméride, 207 anos depois.

As Invasões Francesas e o Massacre de Arrifana
Destaque para a recriação do “massacre dos quintados”, no domingo, 17 de Abril, às 15h00, com início junto ao Monumento aos Mártires de Arrifana, no Largo da Guerra Peninsular. O dia começa com uma romagem ao monumento, às 10h00, com a participação do Grupo de Recriação Histórica do Exército e Milícias de Arrifana.
O Massacre de Arrifana – enquadramento histórico
O Porto tinha sido ocupado na segunda invasão francesa, a 29 de Março de 1809. Postos avançados foram estabelecidos para sul, até ao Vouga. Um oficial superior das tropas de Soult, com um piquete de cavalaria, foi interceptado numa emboscada na Costa de S. Tiago de Riba Ul, no antigo percurso da estrada principal.
Organizara a emboscada Bernardo António Soares Barbosa da Cunha, natural de Arrifana, que instruíra nas armas alguns mancebos, logo que se dera a invasão. O seu objectivo era só aprisionar o grupo francês para apreender os despachos. Porém, os militares resistiram. Quando o comandante ia a tirar as pistolas dos coldres, Bernardo, com destreza, disparou a espingarda.
Os soldados puseram-se a salvo, indo acolher-se na casa da Ribeira, do lugar de Salgueiros, onde o Padre Manuel Ribeiro os albergou. Além de Bernardo havia, pelo menos, cinco mancebos da Rua (Arrifana). Soube-se quem fora o organizador, e o próprio marechal Soult pôs a sua cabeça a prémio. Este, que anteriormente se retirara com a sua família para a região da serra, passou o Vouga e uniu-se ao exército anglo-luso como voluntário, participando em diversas acções militares. Na madrugada de 17 de Abril de 1809, o exército francês cercou e tomou de assalto a pacata povoação de Arrifana. Quem ofereceu resistência ou ensaiou a fuga foi morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e baionetas dos soldados de Napoleão.
Grande parte da população procurou refúgio no interior da igreja que, no entanto, acabou por se revelar uma verdadeira ratoeira: os franceses obrigaram todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco. Os “quintados” – assim ficaram conhecidos – foram de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem, deixam atrás de si a povoação em chamas e as suas vítimas empilhadas no local do massacre, dispersas por campos e caminhos e penduradas de cabeça para baixo em várias árvores. Levaram todavia algumas vítimas para o local da emboscada, onde as suspenderam em postes. Seguiu-se o incêndio da povoação que atingiu a maior parte das casas. O número conhecido de mortos é 62, mas não restam dúvidas de que tenha sido maior.
Programa oficial
Dia 15 de Abril (sexta-feira)

14h00 – Abertura oficial da exposição cedida pelo Museu Militar do Porto;
19h00 – Abertura da Feira Peninsular (Largo General Humberto Delgado);
21h00 – Abertura do Acampamento do Agrupamento de Escuteiros 1285 de Arrifana;
21h30 – Concerto na Igreja Matriz de Arrifana (Banda de Musica de Arrifana e Agrupamento de Escuteiros 1285 de Arrifana, com comentário de Roberto Carlos Reis).

Dia 16 de Abril (sábado)

10h00 – “Feira Peninsular”; 
11h00 – Desfile de Milícias (Feira Peninsular); 
14h30 – Lançamento do livro "Um trambolhão na História" (Salão Nobre Junta de Freguesia de Arrifana);
15h30 – Demonstração do Exército com exercícios de rappel, slide e escalada em torre multiusos;
16h30 – Animação de Rua (grupo de percussão “Rufus e Circus”);
17h30 – Animação de Rua (Fazenda dos Animais);
18h30 – Celebração Eucarística em Memória dos Mártires de Arrifana;
21h00 – Grupo "Rusga Milheirós de Poiares" (palco junto à Feira Peninsular);
22h00 – Rancho Folclórico "Estrelas Brancas" de Arrifana (palco junto à Feira Peninsular);

23h00 – "Fogo do Conselho" (acampamento escutista).

Dia 17 de Abril (domingo)

10h00 – Romagem ao Monumento aos Mártires de Arrifana (Largo da Guerra Peninsular | Grupo de Recriação Histórica do Exército e Milícias de Arrifana);
11h00 – Animação de Rua (Milícias de Arrifana);
15h00 – Momento da Recriação Histórica (Milícias de Arrifana).


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