A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A MONARQUIA NÃO É UM BRASÃO, É CONTINUIDADE

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” Conhece[m] o D. Duarte? Uma coisa se nota, quando se fala com ele, é a maneira como se preocupa, mesmo, com toda a gente, com tudo o que faz parte de Portugal. Não há nenhuma noção de sectarismo. É uma pessoa obrigada a uma responsabilidade, recebeu esse legado e tem de tomar conta, saber as coisas. Isso é muito impressionante, não é para glória dele, é uma continuação.”in Expresso de 24 de Março de 2012

O movimento monárquico português, como afirmaria Miguel Esteves Cardoso, ”é o mais antigo movimento de resistência politica da Europa”. A atribuição de Foral precede a Magna Carta e ao contrário desta, o Foral, possibilitava a livre reunião e eleição de representante em Cortes pelo povo, uma independência política e cívica que aborrecia largamente muitos aristocratas e que fazia do Rei um obstáculo aos seus interesses privados.

Durante séculos a relação entre o Povo e a Coroa foi a expressão da Monarquia e esta resumia-se a isso como se pode provar pela classe social da maioria esmagadora dos braços que fizeram as descobertas, restauraram a independência e lutaram contra invasões e absolutismos. Descalços, armados apenas com um pau dispondo apenas da sua vontade na defesa da Coroa como fonte primária da independência da comunidade.

D. João I, que introduziu a Heráldica e os registos nobiliárquicos em Portugal,  teve apenas o apoio da população, viu-se forçado a reverter para a propriedade da Coroa a maioria das Casas Nobres do Reino, tudo porque a nobreza tal como no tempo de seu pai, D Pedro I, apoiava preferencialmente o que se passava do outro lado da fronteira. D. João IV reconheceu por escrito a base política do Reino no povo mas a terratenência brasonada persistiu na sua guerrilha indo ao ponto de vermos, em palavra impressa, na Constituição de 1910 a extradição da Família real a par com a permanência, em República, dos títulos nobiliárquicos. O Estado Novo nacionalizaria a Casa de Bragança, que ainda existe , dando continuidade ao trabalho de corrosão do prestigio que a Família Real, mesmo exilada, teimosamente mantinha entre os populares. Nem a morte prematura de D. Manuel II esmoreceu o movimento monárquico que hoje persiste.

A Monarquia é um passado que obriga à continuidade e não um passado que confere regalias e Poder,  enquanto a luta pela Restauração for um futuro comum que ultrapassa as glórias individuais do presente apenas podemos e exigimos esperar que a Monarquia advenha da consciente vontade de todos e não da anuência de alguns.

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