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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

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Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O SANTO CONDESTÁVEL FARIA HOJE 656 ANOS!



Nuno Álvares Pereira, um nobre e guerreiro português do século XIV, desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal lutou pela independência de Castela. Hoje, assinala-se o nascimento do Condestável, um símbolo da independência portuguesa.


Com 13 anos Nuno Álvares Pereira inicia como bom cavalgante, torneador e lançador, associando esta arte ao gosto pela leitura. Com essa idade, entra para a corte de D. Fernando, onde foi feito cavaleiro com uma armadura emprestada por D. João, o Mestre de Avis.

Depois da primeira vitória de D. Nuno Álvares Pereira frente aos castelhanos na batalha dos Atoleiros em que pela primeira vez se combateu a pé em Portugal, em Abril de 1384, D. João de Avis nomeia-o ‘Condestável de Portugal’ e ‘Conde de Ourém’.

A 6 de Abril de 1385, D. João é reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra como Rei de Portugal. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em Castela.

D. João de Castela invade Portugal e D. Nuno Álvares Pereira assume o comando no terreno, com cercos a cidades leais a Castela, localizadas principalmente no Norte do país.

A 14 de Agosto, D. Nuno Álvares Pereira mostra o seu génio militar, ao vencer a batalha de Aljubarrota, decisiva no fim da instabilidade política de 1383-1385 e na consolidação da independência portuguesa.

Vencida a ameaça castelhana, Álvares Pereira permanece como Condestável do reino e tornou-se Conde de Arraiolos e Barcelos. Nos últimos anos da sua vida, recolheu-se no Convento do Carmo, onde morre, com 71 anos, a 1 de Novembro de 1431,.

Durante o seu último ano de vida, o Rei D. João I fez-lhe uma visita no Carmo. D. João sempre considerou que fora Nuno Álvares Pereira o seu mais próximo amigo, que o colocara no trono e salvara a independência de Portugal.

Camões, em sentido literal ou alegórico, faz referência ao Condestável por 14 vezes em ‘Os Lusíadas’, chamando-lhe o “forte Nuno”.

O túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído no Terramoto de 1755. O seu epitáfio era: “Aqui jaz aquele famoso Nuno, o Condestável, fundador da Sereníssima Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo.”

Nuno Álvares Pereira foi beatificado aos 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus” e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato. Iniciado em 1921, em 1940 o processo de canonização foi interrompido por razões essencialmente políticas.

O país festejava os Centenários da Fundação de Portugal e Restauração da Independência e Salazar desejava que a canonização se revestisse de uma pompa e num ambiente nacionalista, incluindo uma visita papal a Portugal.

O Papa de então (Pio XII) recusou, profundamente incomodado com o significado altamente político em que o facto estava a descambar. O Processo foi então suspenso e caiu em esquecimento. Em 2004, foi reiniciado por vontade do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo.

No Consistório de 21 de Fevereiro de 2009, o Papa Bento XVI anunciou para 26 de Abril de 2009 a canonização do Beato Nuno de Santa Maria.

O processo referente a Nuno Álvares Pereira encontrava-se concluído desde a primavera de 2008, 90 anos após sua beatificação.

D. Nuno Álvares Pereira foi canonizado como São Nuno de Santa Maria pelo papa Bento XVI às 9h33 de 26 de Abril de 2009.

“O testemunho de vida de D. Nuno constituirá uma força de mudança em favor da justiça e da fraternidade, da promoção de estilos de vida mais sóbrios e solidários e de iniciativas de partilha de bens. Será também apelo a uma cidadania exemplarmente vivida e um forte convite à dignificação da vida política como expressão de melhor humanismo ao serviço do bem comum”, referia a nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, sobre a canonização de Nuno de Santa Maria.

E continuava: “Os Bispos de Portugal propõem, portanto, aos homens e mulheres de hoje o exemplo da vida de Nuno Álvares Pereira, pautada pelos valores evangélicos, orientada pelo maior bem de todos, disponível para lutar pelos superiores interesses da Pátria, solícita por servir os mais desprotegidos e pobres. Assim seremos parte activa na construção de uma sociedade mais justa e fraterna que todos desejamos.”


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