MENSAGEM DE S.A.R O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ABDICAR: SIM OU NÃO?

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Imperador japonês quer imitar outros monarcas e abdicar
A este propósito António de Souza-Cardoso, Presidente da Direcção da Causa Real, concede ao Diário de Notícias uma entrevista que foi publicada no dia 9 de Agosto, na página 3 e que aqui se reproduz.
“Abdicar é um sintoma de imensa responsabilidade e desapego do poder”
O responsável da associação que tem por missão defender o ideal monárquico em Portugal acredita que a abdicação dos monarcas não cria constrangimentos a quem lhes sucede
Como vê os casos recentes de monarcas que abdicaram?
Julgo que devem ser vistos com naturalidade e percebendo em cada caso as motivações envolvidas. Se pudéssemos generalizar diríamos que o exercício das funções de chefia do Estado é muito exigente e parece-me constituir um sintoma de imensa responsabilidade e desapego do poder a decisão de um monarca de, por razões de idade ou de saúde, abdicar por sentir que já não pode cumprir com a mesma competência e rigor as referidas funções.
Tem como objetivo renovar a monarquia?
Sim. Tem como objetivo dar espaço para que uma energia nova e novas competências possam ser postas ao serviço da coisa pública. O mesmo aconteceu, por exemplo, com o papa Bento XVI e julgo que todos os cristãos entenderam essa abertura de espaço para um tempo novo de renovação.
Torna-se incontornável com a maior longevidade dos monarcas?
Claro. A longevidade de todos os seres humanos aumenta. No entanto parece-me muito importante que se reconheça o contrário. O valor que para a chefia dos Estados democráticos tem a continuidade no exercício do poder. Num mundo globalizado como o nosso, em que as chefias de Estado têm uma enorme influência de representação institucional, de representação nacional e de negociação internacional, os monarcas têm pela sua notoriedade e experiência melhores aptidões do que os presidentes da República. Todos reconhecem o rei de Espanha ou a rainha de Inglaterra. Mas provavelmente poucos saberão dizer o nome do presidente de Itália ou do presidente da Alemanha.
Devia haver algum limite de idade que obrigasse os reis abdicar?
Julgo que não. Não foi preciso regras para observarmos este movimento que é natural e que não tem um padrão. Como não tem no exercício de outras funções. É o reconhecer, por parte de quem abdica, de que as suas capacidades já não são as mesmas? Sim, claro. E abrir espaço a novas ideias e a uma energia nova.
É mais difícil para quem sucede exercer funções na presença de quem abdica?
Julgo que não. Não tenho visto qualquer constrangimento desse tipo, por exemplo, no exercício de funções de Filipe VI, rei de Espanha, nem noutros exemplos de abdicação. Como não vejo no exemplo que já dei entre o papa emérito Bento XVI e o Papa Francisco.
Esse caso da abdicação no Vaticano, uma monarquia eletiva, foi um sinal dos tempos?
As monarquias democráticas são sempre legitimadas pela vontade popular. A aclamação constitui o símbolo dessa adesão. Mas além disso, em democracia existem sempre meios de legitimar o regime. Veja-se o exemplo do referendo recente na Austrália e, ao contrário, o que se passa na maioria das ditaduras (quase invariavelmente repúblicas) e até o caso português, em que a república nunca foi sufragada pelo voto. Começou por uma revolução violenta numa altura em que o Partido Republicano representava cerca de 7% do eleitorado.
A.B.F.

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