MENSAGEM DE S.A.R O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

4 DE SETEMBRO DE 1913 - CASAMENTO DE DOM MANUEL II


A  4 de Setembro de 1913, após um curto noivado de 4 meses, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Manuel II de Portugal casava-se com a Princesa Augusta Victória von Hohenzollern-Sigmaringen, na capela do Castelo de Sigmaringen. A Princesa germânica era filha do Príncipe Guilherme de Hohenzollern-Sigmaringen (ramo católico dos Hohenzollern) e da Princesa Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias. El-Rei havia ficado muito impressionado com a Princesa alemã havia um ano, num encontro orquestrado pela Infanta Dona Maria Antónia de Portugal, tia-avó do Rei e avó da Princesa. Assim, após uma pequena conversa a dois, em Abril de 1913, El-Rei pede a mão à Princesa, que aceita prontamente. Segue-se uma pequena comemoração entre noivos e Augustos Pais e, consequência do exílio, um rápido e singelo comunicado oficial: ‘É com a maior alegria que anúncio o ajuste do meu casamento com a Princesa D. Augusta Victória de Hohenzollern-Sigmaringen. Manuel Rei’.


Assim, com este matrimónio era cimentado meio século de aliança entre a Sereníssima Casa de Bragança e a Casa de Hohenzollern, que teve início com o casamento da Infanta Dona Maria Antónia de Bragança (irmã dos Reis D. Pedro V e D. Luís I) com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen.


À cerimónia religiosa assistiram cerca de 200 convidados, entre os quais a convalescente Rainha Dona Amélia, David, Príncipe de Gales e futuro Eduard VIII (Duque de Windsor após abdicação), a Duquesa de Aosta, os Príncipes Franz Joseph e Frederik Victor, irmãos da noiva, o Marquês de Soveral e várias senhoras da aristocracia e damas portuguesas e oficiais ingleses que faziam a guarda a El-Rei – por especial deferência do primo e Rei britânico, George V.


El-Rei Dom Manuel II fez questão de casar permanecendo de pé sobre um caixote carregado de terra portuguesa, e trajou casaca, complementada com o calção da Ordem da Jarreteira de que era simultaneamente o mais jovem cavaleiro de sempre e o último português a ser agraciado com a mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais. No calção distinguia-se a liga azul-escuro com rebordo e letras a dourado colocada no joelho esquerdo com a divisa da Ordem, ‘Honni soit qui mal y pense’. Da mesma Ordem usava a Estrela, presa ao peito esquerdo, com uma representação colorida esmaltada do escudo heráldico da Cruz de São Jorge, rodeado da Ordem da Jarreteira, cercada por um emblema de prata de oito pontos. Ao pescoço, El-Rei usava a Ordem do Tosão de Ouro, e para além de mais Ordens usava a Banda com a Placa das Três Ordens Militares Portuguesas, colocada debaixo da casaca, para o lado da anca esquerda. Já Dona Augusta Victória usou um vestido de noiva matizado a azul e branco, prestigiando as cores da Bandeira do Reino de Portugal e da Monarquia Portuguesa. Na cabeça segurando o véu que fora usado pela sua avó a Infanta Dona Antónia de Bragança quando casara com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, um diadema com motivos de flor-de-lis.

Casamento Real
Dona Augusta Vitória tornava-se Rainha consorte, mas não Rainha de Portugal, pois o Rei já se encontrava exilado. O casamento feliz durou até à trágica morte de Sua Majestade o Rei, em 1932.

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