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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

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Autor: Nuno A. G. Bandeira

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segunda-feira, 13 de março de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA PARTICIPA NA HOMENAGEM A D. CARLOS XIMENES BELO



«A sua vida é uma inspiração na defesa da dignidade humana e do povo timorense», destacou hoje a reitora da Universidade Católica Portuguesa

Lisboa, 03 Março 2017 (Ecclesia) – A Universidade Católica Portuguesa homenageou hoje D. Carlos Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz em 1996 e figura decisiva para a independência de Timor-Leste depois de décadas de ocupação indonésia.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, a reitora da UCP destacou a importância de enaltecer um homem “com um percurso de vida que é motivo de inspiração para os jovens estudantes, na defesa da dignidade humana, no serviço da Igreja às comunidades frágeis e na luta pela autodeterminação do povo timorense”.
“´D. Carlos Ximenes Belo é uma figura absolutamente singular, não só do panorama português, de língua portuguesa, mas também mundial e nós orgulhamo-nos muito de ele ser um ex-aluno da Universidade Católica”, salientou Isabel Capeloa Gil.
A homenagem ao agora bispo emérito de Díli, que frequentou a UCP na década de 1970, foi feita esta sexta-feira no contexto dos 20 anos da recepção do Prémio Nobel da Paz, numa iniciativa organizada pelas associações de estudantes das faculdades de Direito, Teologia e pelos alunos timorenses que ali estão a fazer os seus estudos.
Numa primeira reacção a esta homenagem, D. Carlos Ximenes Belo, contou que foi com surpresa que em Outubro recebeu no Porto, onde atualmente está a residir, “dois representantes dois estudantes que queriam relembrar os 20 anos da concessão do Prémio Nobel da Paz”.
“Aceitei logo em vir, para dar ânimo a eles, estar com eles e também para visitar de novo esta ‘alma mater’ onde andei entre 1977 até 1979”, apontou o bispo timorense.
Para D. Carlos Ximenes Belo, regressar à UCP foi também oportunidade para apreciar a evolução de uma universidade que “tem um bom futuro” e dar também ânimo a todos os alunos, e em especial os timorenses.
“Para que aproveitem a oportunidade, que estudem, tirem boas notas e que se formem para o serviço à sociedade e do povo em geral”, acrescentou.
O programa desta homenagem a D. Carlos Ximenes Belo, na UCP em Lisboa, incluiu a apresentação da exposição “Um percurso em nome da fé e da liberdade”.
Marco Gamaliel Alves, vogal da Política Educativa e Relações Externas da Associação Académica de Direito, frisou a intenção de, através desta mostra, “retratar um pouco do percurso de D. Carlos Ximenes Belo”.
“Que foi um percurso em nome da fé e da liberdade, tendo em conta que foi um pacifista, um homem que durante os 24 anos de ocupação indonésia sempre lutou, apelando à paz e ao diálogo, para que tudo corresse bem em prol do povo timorense”, recordou.
Na sessão invocativa dos 20 anos da entrega do Prémio Nobel a D. Carlos Ximenes Belo, participaram figuras como o professor Jorge Miranda, que contribuiu para a elaboração da primeira Constituição de Timor, enquanto Estado independente.
Também Rui Marques, coordenador da Plataforma de Apoios aos Refugiados, que após o massacre de Santa Cruz em 1991 foi um dos rostos da ‘Missão Paz Timor’; D. Duarte Pio, duque de Bragança e responsável pela campanha ‘Timor 87 Vamos Ajudar’, e o jornalista João Pedro Henrique, enviado a Timor durante os anos da ocupação.
Destaque ainda para a presença da embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Maria Paixão da Costa.

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