25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PORTUGALIDADE DA COCHINCHINA

Foto de Nova Portugalidade.

John White, oficial da marinha dos EUA, visitou a Cochinchina em 1819 em missão que visava a abertura de laços comerciais com a dinastia Nguyên que então ocupava o trono do Dai-Viet[name]. Ao chegar, recebeu a bordo a visita de um mandarim acompanhado por um homem que com eles “falava o dialecto dos portugueses ”. Através do intérprete, funcionário “que era um português de nascimento”, informou o mandarim que queria um piloto que os levasse à cidade de Saigão. O intérprete, mau grado as tentativas, não conseguiu perceber que língua falavam os visitantes, nem de que país eram oriundos. Ali só se falava português. Tempos em que os EUA não eram conhecidos! Dias depois, travaram os norte-americanos conhecimento com o comandante de um brigue da marinha do imperador Gialong. O homem estivera em Macau e retinha da língua portuguesa algumas palavras e expressões. Depois, já em terra, repararam que o mandarim de Vung-tau fumava cigarros portugueses.

MCB

Nota: O actual Vietname subdividia-se em três grandes regiões administrativas: a norte o Tonquim, tendo por principal cidade Hanói (hoje capital), no centro o Anam ou Aname, tendo por capital a cidade de Hué, onde se situava a corte; no extremo sul, a Cochinchina, tendo Saigão por principal cidade portuária.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

BANGUECOQUE FOI FUNDADA POR PORTUGUESES E QUER DIZER AZEITÃO

Foto de Nova Portugalidade.


Os thais chamam à sua capital Krung Thep Mahanakhon (กรุงเทพมหานคร), pelo que se o caro leitor se referir a Bangkok (Banguecoque grafado em português) em frente de um tailandês comum, este não compreenderá de que lugar se está a falar. Isto tem uma explicação. Bangkok foi criada por portugueses em meados do século XVII e, traduzido para português, quer dizer tão só Azeitão ou "aldeia das oliveiras" (Ban = aldeia + Kók/กอก = oliveira). Originárias da América do Sul, as spondias mombin (cajá-manga para os brasileiros) foram introduzidas no Sudeste-Asiático pelos portugueses em inícios do século XVII e usadas como base para molhos e conservas, ou seja, com a mesma finalidade do azeite de oliveira na Europa da Antiguidade e Idade Média. A aldeia de Bangkok nasceu no actual distrito de Samsen, três quilómetros a norte do complexo religioso-administrativo do palácio real, que só seria erigido a partir de 1782. Ali havia uma igreja em madeira que servia o Padroado e era em Bangkok que as embarcações que subiam o Chao Phrya (rio de Bangkok) em direcção à antiga capital (Ayutthaya), interrompiam a sua viagem para receberem pilotos experimentados na navegação fluvial. Estes pilotos eram luso-siameses católicos, os únicos siameses que falavam a língua franca comercial e diplomática da região entre os séculos XVI e XIX, a língua portuguesa.

Miguel Castelo Branco

terça-feira, 29 de agosto de 2017

PORTUGAL É PORTUGAL, OS OUTROS SÃO APENAS EUROPEUS



Preparam-se em Bangkok as grandes cerimónias da coroação do novo Rei da Tailândia. O novo monarca, Maha Vajiralongkorn, tomará o nome de Rama X, é o décimo soberano da dinastia Chakri, no trono desde 1772 e um devotado amigo de Portugal. Tive o prazer de o conhecer há cinco anos, por ocasião do simpósio sobre os 500 anos de relações luso-tailandesas, no início do qual proferiu o discurso que traduzo e transcrevo.

"É com grande prazer que acorro a este importante evento em que a Tailândia e Portugal se juntam para celebrar 500 anos de relações amistosas entre os povos de ambos os países. Esta relação pode ser seguida desde aquele ano de 1511 quando, animados pelo fervor de descobrir novas terras, os navegadores Portugueses tocaram o Sião. A História lembra-nos que foi graças ao pensamento visionário do monarca português e do apoio concedido a Vasco da Gama na sua primeira expedição que Portugal se antecipou aos restantes países europeus e se estabeleceu na Índia e no Sudeste-asiático. Os Portugueses chegaram a Ayutthaya, então capital do Reino do Sião, no reinado de Ramthibodi II, corria o mês de Julho de 1511.

Ao longo dos tempos, as cordiais relações abriram passo a outras formas de relacionamento e trocas culturais e artísticas, do comércio à arquitectura, da gastronomia à introdução do uso da artilharia ocidental. Portugueses estabeleceram-se em Ayutthaya sob protecção real e aí exerceram livremente o comércio e puderam praticar a sua religião.

Desde o seu início, as relações luso-tailandesas diferiram acentuadamente daquelas existentes entre o Sião e outras nações europeias, pois não foram marcadas nem pela ambição de cristianizar o Sião nem na presunção de estabelecer dominação militar mascarada pelo argumento da protecção ao comércio. Estas relações desenvolveram-se em permanente interacção entre os dois povos e mediante integração dos Portugueses na sociedade siamesa, em cujo exército se alistaram e destacaram na luta contra os inimigos de Ayutthaya.

Prova de que a amizade entre Thais e Portugueses ultrapassou aquela existente com outras nações europeias, o desejo do Rei Chulalongkorn em visitar Portugal no périplo que realizou à Europa em 1897. Ao longo dessa viagem, merece apontamento a diferença de tratamento que a imprensa europeia e a imprensa portuguesa deu ao Rei Chulalongkorn. Para a imprensa europeia de então, o Rei do Sião era o "Rei o Elefante Branco", enquanto que para a imprensa portuguesa aludia a Chulalongkorn como o "Senhor da Vida".

Gostaria ainda de aludir a um outro aspecto da amizade entre as duas nações: a do estabelecimento dos Portugueses em Ayutthaya. Ali, o assentamento de Portugueses diferiu daquele ocorrido noutras paragens da Ásia, por exemplo, em Malaca e Singapura.

No momento em que a Universidade Chulalongkorn, através do seu Centro de Estudos Europeus e com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em colaboração com a Universidade Técnica de Lisboa e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizam este simpósio internacional para promover o estudo e conhecimento sobre as relações luso-tailandesas (...), gostaria de formular os meus mais sinceros desejos de pleno sucesso. É minha esperança que este esforço fortaleça os laços entre nós e conduza a uma maior colaboração nos campos académico, científico, cultural e comercial. Assim, declaro aberto este Simpósio Internacional sobre os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia". (Maha Vajoralongkorn, Príncipe Herdeiro)

MCB


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

SS.AA.RR. OS DUQUES DE BRAGANÇA DE VISITA AOS AÇORES

Foto de José Tomaz Mello Breyner.
Domingo de manhã antes da Missa em Vila Franca do Campo visitei com SS AA RR o Santuário do Senhor Santo Cristo onde fomos recebidos pelo Cónego Adriano Borges a quem agradeço a excelente visita que proporcionou a SS AA RR

Foto de José Tomaz Mello Breyner.

Foto de José Tomaz Mello Breyner.

Foto de José Tomaz Mello Breyner.

José Tomaz Mello Breyner 

Foto de Carlos Melo Bento.
Aproveitando a estadia dos Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte e D. Isabel nesta ilha, e o amável convite do Dr. Almeida Mello para a recepção que dispensou ao Chefe da Casa Real, na sua residência da Salga, tive a honra de oferecer à Duquesa de Bragança o meu livro Origens Geográficas dos Açorianos, tendo em conta que parte da ilustre Família de Sua Alteza Real é oriunda da iIha da Madeira, de onde vieram, no início do nosso povoamento, inúmeras famílias para os Açores, em especial para S. Miguel, de que se tornou Capitão e Governador o primeiro homem que nasceu nessa ilha, Rui Gonçalves da Câmara, o primeiro desse nome, a quem ficámos devendo o povoamento intensivo da nossa ilha.


Foto de Carlos Melo Bento.

Foto de Carlos Melo Bento.

Foto de Carlos Melo Bento.


Carlos Melo Bento

Foto de Pedro Paiva Araújo.

"O Rei está entre nós, connosco e nós com ele"

Chegaram ontem (25/08) a São Miguel, numa curta estadia, S.S. A.A. R.R. os Duques de Bragança. Não há maior motivo de alegria, satisfação, prestígio e orgulho para o povo açoreano.

Bem vindos à Ilha Verde e aos Açores.

domingo, 27 de agosto de 2017

A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA, VISTA PELA REVISTA POINT DE VUE


 Esta é a Família Real Portuguesa, vista pela Point de Vue. Representantes, por direito de herança moral, da portugalidade, traço de união dos açorianos, angolanos, brasileiros, cabo-Verdianos, goeses, guineenses, macaenses, madeirenses, moçambicanos, são-tomenses, timorenses, a mais universal das nações, hoje dirigidos por governos próprios, são a nossa esperança de que a união entre os que por direito próprio falam a querida língua portuguesa será para sempre uma realidade intransponível e fonte de felicidade colectiva.


Foto de Associação dos Autarcas Monárquicos.

Os Infantes de Portugal, acompanhados por seu irmão mais velho, o Príncipe da Beira, Dom Afonso de Bragança, (à esquerda) vistos pela Point de Vue.

Fonte: Carlos Melo Bento


sábado, 26 de agosto de 2017

A PORTUGALIDADE EM PEDRA - FORTE PORTUGUÊS DO BAHREIN




Durante o século XVI, o Império Português impunha respeito a todas as outras forças no Oceano Índico. Os Portugueses eram, portanto, uns verdadeiros senhores dos mares, ainda que estivessem a milhares de quilómetros da sua metrópole. Para além de rotas comerciais, o Reino também controlava diversos pontos estratégicos como, por exemplo, o Estreito de Ormuz.

Em 1521, a ilha do Bahrein é invadida pelos portugueses, que nomeiam Badr al Din como administrador da praça. As forças portuguesas ocupam, assim, o território, ficando em seu poder o forte mais importante da ilha, situado no topo de uma elevação com cerca de doze metros de altura.

Porém, ainda que tenham nomeado um governador local – talvez numa atitude de boa-vontade e simpatia para com a população nativa -, a permanência lusitana não é de todo pacífica. O próprio administrador, Badr al Din, promoverá uma revolta contra aqueles que o nomearam, revolta essa que é esmagada por D. Simão da Cunha, no ano de 1529. Mais tarde, em 1559, D. Antão de Noronha, Capitão de Ormuz, vê-se obrigado a responder a um ataque turco, sendo que o forte anteriormente conquistado revela-se fundamental na vitória portuguesa contra as tropas turcas.

Por conseguinte, a fortificação, localizada na actual capital do Bahrein – Manama-, é então remodelada, no ano de 1561, por obra do arquitecto Inofre de Carvalho – reputadíssimo homem que também trabalhara na concepção do Forte de Ormuz.

Graças à modernização efectuada pela mão de Inofre de Carvalho, o forte passa a estar dotado de uma área com baluartes – estrutura assaz importante em contexto defensivo.
Não há, no entanto, certezas quanto à configuração do forte nessa altura. Segundo alguns registos, a estrutura seria quadrangular, com torres de planta circular em cada um dos vértices.

Em 1602, os portugueses acabam por ser expulsos pelo Xá Abbas I. Ainda que a presença portuguesa não tenha sido tão prolongada como fora noutras partes do globo, o legado sobreviveu até aos nossos dias e, em 2005, o forte foi considerado Património Mundial da UNESCO sofrendo, inclusive, obras de conservação e restauro com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Mamede Broa Fernandes

ESCLARECIMENTO DO SECRETARIADO DA CASA REAL PORTUGUESA

 
 
 


ESCLARECIMENTO

 

Face a vários artigos e fotos a circularem na Internet sobre a Concessão do Título de "REAL" ao "Club de Regatas Vasco da Gama",  o Secretariado da Casa Real Portuguesa por este meio esclarece que o Senhor Dom Duarte de Bragança não encarregou ninguém de entregar a esse histórico clube o Alvará Régio ,no passado dia 21 de Agosto de 2017.   
 
 Esse Alvará foi enviado por Correio, directamente para o Presidente do Clube para ser sido lido pelo próprio Presidente durante a Assembleia - Geral.

 

O Secretariado


   
         Secretariado da Casa Real      
 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A NECESSIDADE DE SER MONÁRQUICO E O IDEAL DA CAVALARIA

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Entre as recordações mais vivas que tenho da infância, a velha sala do meu tio José na casa de Tendais é uma das mais recorrentes. O fascínio não era dedicado à mesa em si, mas aos adornos que encimavam a mesma – duas pequenas esculturas de ferro figurando cavaleiros medievais, em posição de ataque, como se se confrontassem numa justa. A alma da casa e do seu velho dono pareciam revolver no mesmo espírito desta cena – as imagens, tal como o meu tio, enchiam a casa de uma dureza, de um rigor frio e velho, uma espécie de inverno branco que, em conjunto com a luz que entrava pelos cortinados da janela, enche as recordações daqueles dias com uma cor que cega.

Os corredores gelados da casa de Tendais, especialmente para a mente de uma criança, criaram em mim uma impressão muito forte, que acompanhou na pele os ensinamentos que os homens da minha família, o meu pai, tios e avôs, partilharam comigo.

Lições de dever, de coragem, de generosidade, de caridade.

Levei comigo essas palavras e agucei as minhas conclusões ao longo dos anos. Questionei durante muito tempo os valores familiares. Um deles, o mais pitoresco, a tradição monárquica, foi talvez o que mais abalos sofreu. Enfrentei a dúvida que tantos jovens monárquicos enfrentam: porque razão nos devemos bater por uma ideia que mais não é do que uma afirmação estética, uma diferenciação social que, para os que não sofrem do pedantismo snob da suposta velha aristocracia, é mais prejudicial do que proveitoso?

A verdade é que a Monarquia não é palco para as vaidades da consanguinidade de sangue azul. A Monarquia não é também, ao contrário de tantos cientista políticos, um “atenuador” das lutas partidárias das democracias modernas. Isto não são monarquias, são velhas situações.

A Monarquia é a conclusão do Pensamento, é a Árvore, e a flor desta Árvore é o ideal da Cavalaria.

Numa coisa os democratas da monarquia têm razão: a Monarquia controla a paixão pelo poder dos poderosos. Mas fá-lo porque substitui essa paixão pelo amor ao serviço da Pátria, pelo amor aos feitos corajosos, pelo amor aos mais fracos e desprotegidos.

Numa coisa os snobs hemofílicos da monarquia têm razão: a Monarquia enobrece. Mas a Monarquia não enobrece os inúteis e os pedantes, os covardes e irresponsáveis, os que assumem as benesses da sua casta como direitos adquiridos. A monarquia enobrece os que vivem à lei da nobreza. Que nobreza?

O ideal de nobreza merece ser aperfeiçoado. A nobreza não depende de um canudo universitário ou de um salário milionário – encontra-se em todas as camadas sociais, pertence a todos os grupos profissionais e a todas as actividades que garantem o bem comum na sociedade portuguesa. Encontra-se no estudante que luta por uma bolsa ou por conseguir o dinheiro das propinas, no empregado fabril ameaçado pelo fecho da sua fábrica, no desempregado que todos os dias navega anúncios atrás de anúncios de emprego na Internet.

Quando tantos e tantos destes homens e mulheres, na sua luta diária, encontram tempo e disponiblidade para dar de si aos outros, é que nos apercebemos que o ideal de cavalaria, aquela dura rigidez do dever, naquela alma de ferro que se demonstra nos mais calorosos actos de amor, de facto existe, mais forte do que nunca, somente à espera de alguém ou algo que lhe dê significado. Esse alguém é, sem dúvida, a monarquia e esse algo é a necessidade de ser monárquico.


Manuel Marques Pinto de Rezende


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

109 ANOS DEPOIS: REAL CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, DOS MAIS ANTIGOS DO MUNDO

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CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, UM DOS MAIS ANTIGOS CLUBES PORTUGUESES DO MUNDO, TORNA-SE "REAL CLUB" AO FIM DE 109 ANOS DE ESPERA.

Num Acto histórico que teve lugar no dia 21 de Agosto de 2017, no fim da Solenidade da Assembleia Geral, o Presidente do Clube Eurico Miranda recebeu um Decreto de Alvará Régio conferindo ao Club de Regatas Vasco da Gama o título de "Real Sociedade".

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foi um feito alcançado ao fim de 109 anos sendo que já durante o reinado de S.M. El Rei D. Luiz I o Club havia pedido e usado tal designação a título provisório.

O documento, emitido em 1 de Fevereiro de 2017, tem a assinatura do Chefe da Casa Real Portuguesa, SAR Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança.
 
Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

O Decreto de Alvará Régio que oficialmente conferia o título de "Real" a um dos mais conhecidos Clubes Portugueses do Mundo, era para ser entregue por S.M. El Rei D. Carlos I na visita que estava agendada para fazer ao Brasil em 1908.
Infelizmente nesse mesmo ano deu-se o Regicídio a 1 de Fevereiro e depois em 1910 com a Implantação da República ficou o Clube Vasco da Gama à espera da entrega do tão desejado Alvará que até chegou a ser noticiado na Imprensa nacional e Brasileira da época.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.



Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Foto de Centro de Estudos Ordens Dinásticas Portuguesas / Orders Study Centre.

Com a esperança renovada da ainda poder obter tal distinção junto do actual Chefe da Casa Real Portuguesa, a Direcção do Clube através do Benemérito Manuel Beninger Simões, renovou o pedido à Casa Real e após uma investigação do Assessor do Departamento Histórico da Fundação D. Manuel II, Carlos Evaristo, ficou comprovada a aprovação dessa concessão por D. Carlos I, tendo sido emitido então finalmente o tão esperado Decreto de Alvará Régio, assinado por S.A.R. o Senhor Dom Duarte e impresso em papel timbrado antigo com as Armas Reais em alto relevo proveniente da Sala de Despacho Pessoal da Casa Civil de Sua Majestade.
 
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A Sessão foi encerrada com o "grito de guerra" do clube: "Casaca, casaca..."

Foto de Associação dos Autarcas Monárquicos.




quarta-feira, 23 de agosto de 2017

OS JESUÍTAS E SÃO FIEL: A HISTÓRIA DE UM COLÉGIO TRAÍDO (E AGORA ARDIDO)

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A instituição fundada no século XIX, aos pés da Serra da Gardunha, ardeu esta semana num incêndio que não apaga o valor de um edifício histórico para os jesuítas e para o ensino em Portugal.

O prenúncio está logo nas cartas de S. Francisco de Xavier. Ainda a Companhia de Jesus tem dentes de leite e já o missionário explica a Sto. Inácio que costuma ensinar o catecismo através de músicas e jogos de palavras fáceis de decorar. É a primeira relação pedagógica da Companhia, umas pequenas frases envergonhadas, se as compararmos com toda a produção pedagógica que se seguiu.
A inesperada vocação professoral dos Inácios marcou toda a História do Ocidente. Basta o nosso exemplo: só nos anos 30 do século passado é que voltou a haver igual número de alunos nas escolas ao que havia antes da expulsão Pombalina, foi no Colégio jesuítico de Santo Antão que funcionou por mais de um século a Aula da Esfera — viveiro matemático dos cálculos que tanto serviram e resultaram dos nossos descobrimentos — e foi nos seus colégios modernos, de Campolide ao S. João de Brito, que se educou uma boa parte dos protagonistas dos últimos séculos – dos Integralistas Pequito Rebelo ou Pinto Mesquita ao inesperado Pinto da Costa.
Todo o ensino da Europa se fez ao arrepio ou em concórdia com os métodos Jesuíticos. Numa actualização do método escolástico das questões de Quodlibet, que punham o centro do ensino na contestação das teses apresentadas, os Jesuítas trouxeram para a Era Moderna um método que divisava as classes em dois campos, Roma e Cartago, que se digladiavam em permanência, com cada grupo a farejar constantemente os erros opostos e a contestar as teses apresentadas. A exegese com o objectivo de encontrar a falha, espicaçada pela concorrência, procurava versar os alunos no pensamento crítico e no rigor (pois cada aluno sabia que teria sempre um adversário no encalço) que os adversários sempre negaram aos Jesuítas. O teor do ensino, que tem uma boa descrição na biografia que Edgar Prestage fez de D. Francisco Manuel de Melo ou na famosa História da Companhia de Jesus na Assistência de Portugal, de Francisco Rodrigues, moldou o cânone do pensamento moderno: de Pascal a Descartes, com o Colégio de la Flèche, até à geração de Teodoro de Almeida e Verney, a educação e a Cultura Jesuítica estiveram sempre no centro dos debates culturais.
Ora, é dessa altura que saem as mais fortes contestações ao ensino dos mestres da sotaina, e também dessa altura que nasce, indiretamente, grande parte do prestígio do Colégio de São Fiel.
Com o relaxar da perseguição religiosa que caracterizou o princípio do liberalismo, voltam a aparecer os colégios, reformatórios e orfanatos a cargo de padres e outros religiosos. Entre esses surge, graças à boa vontade de um Frei Agostinho da Anunciação, um orfanato singelo, insulado na encosta meridional da Serra da Gardunha, que o próprio fundador veio a entregar, contra a vontade dela, à Companhia de Jesus.
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A interpretação mais relaxada das leis liberais, que permitiam tomar como habilitado para ensinar, não quem tivesse a habilitação examinada pelo Estado, mas quem quer que o reitor julgasse habilitado na matéria, aliado à formalidade de passar a posse do Colégio para Jesuítas estrangeiro, já que às Ordens portuguesas não era permitido que possuíssem colégios, deu à Companhia um Colégio irmão ao de Campolide, em Lisboa.

Uma devoção científica

A letra da lei podia ser contornada facilmente e sem escândalo, já que até a generalidade dos políticos educava a prole nos Colégios religiosos; o espírito que a motivara, porém, era mais difícil de contrariar.
À acusação vinda dos tempos de Pombal, de que os Jesuítas coleavam entre os corredores do poder, moldando as consciências à seu bel-prazer, São Fiel seria fraca resposta: de facto, o colégio conseguiu, graças à reputação pedagógica de que os Jesuítas gozavam, concentrar grande parte da burguesia do país nas suas salas. Às acusações de obscurantismo e falso saber, porém, os Jesuítas fizeram questão de lhe negar todo o fundamento. Para não haver margem para acusações de inimizade às ciências e aos avanços científicos do tempo, a Companhia apostou com êxito no ensino experimental e científico.
Do que lhe deve na curiosidade intelectual e mesmo na direcção dos seus interesses, deu testemunho Egas Moniz; porém, mesmo o Professor Cabral de Moncada, mais prudente em relação às alegrias do seu tempo de Colégio e mais permeável à imagem pública dos Jesuítas, conta nas memórias as condições privilegiadas que tinham para o ensino experimental: a imensa serra que circundava o Colégio, as constantes actividades ao ar-livre e o espírito varonil bem canalizado levavam naturalmente ao interesse pela botânica, ou pela zoologia, que Cabral de Moncada não dissociava de uma certa liberdade rural e exigência física que o Colégio impunha.
Os testemunhos de um e outro, porém, não dão conta da dimensão científica que teve São Fiel. Seria raro, mesmo numa Universidade, que coabitassem no mesmo espaço, ensinando jovens no seu percurso escolar, tantas personalidades com tanto mérito científico. A plêiade científica dos professores, em primeiro lugar, fundou em 1902 aquela que se viria a tornar a centenária Revista Brotéria, desdobrada em várias vidas, da Brotéria de Divulgação Científica à Brotéria de Cultura, com outras muito mais especializadas – como a Brotéria de genética – pelo caminho. Aquilo que poderia ser apenas uma modesta revista de colégio, em virtude da cultura e produtividade dos seus articulistas, tornou-se logo uma revista importante no meio científico. Foi a primeira Revista jesuíta inteiramente dedicada a matérias científicas e, note-se, de produção original, não de artigos de divulgação. Estes vieram depois, numa série paralela, alimentada pelos mesmos autores para financiar a revista científica. Dedicada a Félix Avelar Brotero, o eminente naturalista, a revista – cuja importância pode ser avaliada a partir do livro Ciência, Prestígio e Devoção, de Francisco Malta Romeiras – caracterizou novas espécies botânicas, tratou com rigor temas em voga, como o Darwinismo, e, com notável variedade, debruçou-se sobre bioquímica ou genética molecular. Francisco Malta Romeiras ensina que, no tempo de vida da Brotéria Científica (a cultural ainda vive) se classificaram 1327 novas espécies zoológicas e 887 novas espécies botânicas.
O corpo de redactores – professores de São Fiel — era notável: de Joaquim da Silva Tavares, que foi reitor de São Fiel e sócio da Academia das Ciências, até António da Costa e Oliveira Pinto, pioneiro em Portugal nos estudos de radiologia, único português no 1º Congresso Internacional de Radiologia e que trabalhou no laboratório de Pierre e Marie Curie.
O interesse e o saber de tais professores passaria, naturalmente, para o Colégio. Não só a Gardunha foi palco de muitas das experiências e observações destes padres cientistas, como o próprio Colégio, dotado de um Herbário, de um Museu de História Natural e de um Observatório Astronómico, tinha condições científicas de excepção. A colecção de lepidópteros que Cândido Azevedo Mendes recolheu paulatinamente no Colégio, depois da nova expulsão dos Jesuítas, passou directamente para a Universidade de Coimbra; as observações astronómicas de São Fiel eram comentadas por Frederico Oom, director do Observatório Astronómico de Lisboa e vinham no relatório oficial do Observatório do Infante D. Luís.
O contributo do Colégio de São Fiel para a História da Ciência em Portugal é inestimável e não apenas pela qualidade dos professores. O zelo na educação científica era tal que Carlos Zimmermann introduzia, no princípio do século XX, o uso do microscópio nas suas aulas e, caso ainda mais singular, aquando do eclipse solar de 1905, os Jesuítas levaram alunos seus (de 13 e 16 anos!) a Burgos para, no meio de comissões de Astrónomos Internacionais, observarem os eclipses.
Ora, enquanto os Jesuítas introduziam os seus alunos nas experiências botânicas e astronómicas a que muitas vezes nem a Universidade os levaria, em Lisboa a loquela parlamentar continuava a discutir o obscurantismo Jesuítico, a inimizade da sotaina para com a ciência e a expulsão dos Jesuítas. As insistências de deputados republicanos pela extinção de São Fiel, o livro de Borges Grainha sobre o Colégio de Campolide ou o relatório de Sousa Refóios sobre São Fiel, que embora se rendesse à singularidade de existir no Colégio um laboratório de Química, considerava o ensino “reaccionário”, contribuíam para as acusações de fanatismo. Embora a estas acusações se contrapusesse com verdade que muitos dos delactores dos Jesuítas lhes confiavam a educação dos filhos, a verdade é que a opinião preconcebida de obscurantismo acabou, com a República, por vencer.

Os professores fugidos

As peripécias da nova expulsão conta-as Luís Gonzaga de Azevedo no seu livro Proscritos. Conta que após a implantação da República e a explosão de uma bomba no colégio de Campolide, a apreensão previsível tomou conta dos padres professores. As ameaças aos padres e ao Colégio começaram logo no dia 6 de Outubro, pelo que os Jesuítas tiveram de se refugiar em casas da região, protegidos pela boa-vontade local. As suspeitas de que os padres guardavam bombas e armamento, que já tinham motivado uma infrutífera busca a Campolide, justificaram as devassas dos pertences dos Inácios; os padres que não fugiram foram cercados no Colégio pela cavalaria a 13 de Outubro, enquanto aguardavam a prisão e as medições frenológicas a que depois foram sujeitos. Do colégio foram roubados livros, destruídas colecções zoológicas e científicas e vandalizado material enquanto se procurava o famoso e imaginário armamento.
Os jesuítas fugidos, cientes da vontade de tantos pais em submeter os filhos à sua educação, ainda organizaram, a partir dos restos do Colégio de Campolide, um novo colégio em Bruxelas. Este passou depois para a Galiza e, com uma vida um tanto atribulada, regresso anos depois a Portugal, com o nome oficial de Instituto Nun’Alvres e popular de Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso. Das instalações, fez-se o campus da Universidade Nova de Lisboa. São Fiel, porém, não teve igual sorte. Os padres, desbaratados pelo mundo, chamados para o Instituto Nun’Alvres, fundado com grande dificuldade, não puderam continuar o colégio; o edifício teve uma vida intermitente e não desejada como reformatório, até cair no abandono.
Já seria uma perda para a região o esfumar daquela fachada sóbria e imponente, tão conhecida e simbólica para Louriçal do Campo e toda a Serra da Gardunha; também seria uma perda emocional a ruína de um colégio que guardava as memórias dos tempos de rapaz de tantos homens que marcaram, com mais ou menos distinção, o século passado. As memórias que Cabral de Moncada tem da “pedra grande” e que tantos terão da imensa paz que circunda a Serra. A perda de São Fiel, porém, não é apenas a perda de um Colégio. É a perda de um museu, com todos os restos de museus que ainda se encontravam lá dentro, cuja importância para a História da Ciência deve ser bem vincada.
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Carlos Maria Bobone
Fonte: Observador

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O TERRORISMO E O EXEMPLO DA FAMÍLIA REAL ESPANHOLA


Cada vez mais vivemos tempos de angústia, de sobressalto e insegurança. A desagregação de uma sociedade baseada na instituição da Família e de uma organização jurídico-política, baseada em princípios de globalização que ameaçam as identidades nacionais e a independência dos Países, geraram em todo o mundo uma progressiva diluição dos valores ético-morais assentes na liberdade e na tolerância, valores que contribuíam para assegurar o equilíbrio sociocultural que presidia ao relacionamento entre os Estados e as Nações que os constituíam e legitimavam.

Aqui, tão perto, em Barcelona, ocorreu apenas mais um atentado violento da série trágica e intolerável de propagação do terrorismo no Mundo que ataca os valores da civilização ocidental e da matriz judaica cristã que a inspirou.

Não pretendo aproveitar este acto repugnante, para alertar para os perigos da destruição dos valores fundamentais que presidem à organização sociopolítica das Nações e dos Países, mas antes de homenagear aquilo que me parece evidente.

A atitude do povo espanhol que, mesmo fracturado em tantas autonomias de que a Catalunha é o exemplo maior, se uniu na dor de chorar os Seus e de defender aquilo que é verdadeiramente pertença de um sentimento comum de verdadeira ameaça à sua liberdade e identidade.

A atitude de um povo que embora dividido nas múltiplas facetas da mesma identidade, se reuniu em torno dos valores maiores que o representam. E a figura, o rosto dessa união, foi, sem nenhuma dúvida, o Rei Filipe VI. Que com o mesmo desassombro de Seu Pai quando exigiu silêncio ao ditador Hugo Chavez que ofendia violenta e desbragadamente o Povo Espanhol, disse agora em verdadeira representação dos povos da Espanha que “Nós não temos, nem teremos, medo”!

E essa para além de ser a frase certa, filha também ela do mesmo desassombro, é igualmente a única voz que poderia falar por todos, em nome de todos e, também, contra todos os que ofendem a liberdade e a identidade do povo Espanhol e da civilização Ocidental.

Não era, não foi, uma voz ou uma frase de circunstância no corropio politico de quem se quer, apenas, mostrar. Mas, antes, a frase e a voz firme e serenas de quem sabe o que representa, de quem genuinamente sente e interpreta o sentimento de um Povo unido na injusta ameaça que fustigou a sua dignidade e segurança.

António Sardinha dizia uma frase que, julgo, resume bem este momento e esta fotografia de um Rei a representar o Seu Povo e de um Povo a unir-se em torno do Seu Rei: ” A Alma o diz, e a Alma não se engana, que ver um Rei na sua força calma, é ver a Pátria com figura humana!”

Espanha tem o privilégio, nestes tempos difíceis, de ter “a Pátria com figura humana”!

António de Souza-Cardoso
Presidente da Causa Real


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PORTUGALIDADE VIETNAMITA: OS VIETNAMITAS "PORTUGUESES" (1600-1900)

Foto de Nova Portugalidade.

Os Dao-hoa-lang (sectários da religião dos portugueses), “seguidores da lei dos portugueses” ou, apenas, “ímpios” para as autoridades, os católicos do Tonquim, do Aname e da Cochinchina conheceram dois séculos de perseguições que emularam aquelas verificadas no Japão dos inícios do século XVII. As cartas dos jesuítas das missões do Japão e China, reunidas na colecção Jesuítas na Ásia, oferecem detalhada informação sobre as atribulações de uma comunidade que terá atingido 200.000 fiéis em meados do século XVIII.

Os Hoa-lang não reivindicavam qualquer ancestralidade portuguesa, mas julgavam integrar-se numa certa ideia de Portugal que se confundia com a religião que praticavam. Entre os cristãos, muitos eram os que falavam português e alguns haviam seguido para o seminário de Macau, pelo que as marcas da enculturação cristã assumiam também características da cultura, modos e hábitos portugueses .

MCB

domingo, 20 de agosto de 2017

DUQUES DE BRAGANÇA EM PORTO DE MÓS NA INAUGURAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Ontem a noite (11/08) no Castelo de Porto de Mós, na inauguração da exposição da Fundação Histórico - Cultural Oureana e da Fundação D. Manuel II, "Armas dos Heróis da Batalha Real" houve palestras de Vítor Portugal dos Santos e Carlos Evaristo alusivas a São Nuno e a Batalha Real. Estiveram a assistir os Senhores Duques de Bragança, a Princesa de Thurn und Táxis, o Padre D. Carlo Cecchin e o presidente e vice-presidente da Câmara. Especial guarda de honra as relíquias de São Nuno pelo Confrade Alcaide David Pereira e o corpo de escuteiros.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.