25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 31 de outubro de 2017

MAIS UM ROTEIRO REAL EM LISBOA: QUINTA DOS MARQUESES DE ALEGRETE


No próximo dia 11 de Novembro às 10:00 voltamos aos nossos Roteiros Reais com o nosso associado Joel Moedas Miguel desta vez com uma visita guiada à Quinta dos Marqueses de Alegrete, na Charneca do Lumiar - Campo das Amoreiras, 94 - 1750-025 Lisboa.

O ponto de encontro é no local e o custo da visita é de 10,00€ por pessoa, estando o número máximo de participantes limitado a 40 pessoas.

Em 1687, El-Rei D. Pedro II atribui o título de Marquês de Alegrete a Manuel Teles da Silva, 2º Conde de Vilar Maior, pela sua participação como um dos 40 Conjurados de 1640, pela sua dinâmica nas Guerras da Restauração e como Embaixador de Portugal. A ele se deve a construção da Quinta Alegre, destinada a quinta de recreio da família às portas de Lisboa. Depois dele, a sua descendência aumentou e redecorou a casa, sendo um excelente exemplar da arquitectura e das artes decorativas do séc. XVIII.

Para mais esclarecimentos e inscrições contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 ou presencialmente na nossa Sede nos horários habituais.

Contamos consigo!

A Direcção
Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
Tlf.: (+351) 21 342 81 15

Horário de atendimento: segunda a quinta-feira das 15:00 às 17:30, sexta-feira das 10:00 às 12:45


Nota - a Inscrição só é válida após o pagamento, não sendo possível o reembolso em caso de desistência.

870 ANOS DO CERCO DE LISBOA

Foto de Nova Portugalidade.

A Portugalidade é sinónimo de riqueza histórica e cultural. Raro será o dia em que não haja uma importante efeméride a assinalar, não estivéssemos cá há quase nove séculos. Porém, a data que hoje celebramos é deveras especial e merece estar nos livros de História escrita com tinta de ouro: falo-vos do Cerco de Lisboa.

Decorria o ano de 1147 e as gentes Lusitanas, queem Outubro de 1143 tinham visto a sua independência ser reconhecida pelo rei de Leão, avançavam rumo a sul, conquistando terreno aos reinos muçulmanos da Península. A 1 de Julho de 1147, D. Afonso Henriques encontra-se às portas de Lisboa, comandando um exército de Portugueses e outros Cruzados vindos de outras partes da Europa, em especial de Inglaterra, das terras Germânicas e da Flandres.

Os Portugueses dirigiram-se para Lisboa por meio terrestre, após o sucesso militar que fora a Conquista de Santarém. Os seus aliados Cristãos, vindos numa grande frota que zarpara do Norte da Europa, chegariam à foz do Tejo no mês de Junho.
Após as habituais guerrilhas próximas dos imponentes muros da cidade, nas quais as forças cristãs tinham sido bem-sucedidas, iniciou-se o cerco às forças Infiéis que defendiam Lisboa.

De início, a batalha parecia poder pender para qualquer um dos lados. De facto, não havia grande disparidade de números entre aqueles que atacavam, pela Cruz de Cristo, e aqueles que defendiam, pelo Crescente. Era, pois, um confronto que se adivinhava longo.

É no mês de Outubro que a sorte da guerra começa a desenhar-se. As tropas Cristãs conseguem derrubar parte da muralha, abrindo uma brecha importantíssima para tomar de assalto as ruas da cidade e destruir as forças defensoras. Nesta altura, o ataque começava a desenvolver-se em duas frentes e, para além da brecha aberta na muralha, os Cruzados Portugueses e Europeus haviam já construído uma torre de madeira que permitia o acesso ao adarve (caminho existente no topo dos muros de uma fortificação).

Vendo-se nesta delicada e desgastados pelos meses de guerra, de fome e de doenças, os combatentes Muçulmanos acabam por ceder em finais de Outubro de 1147.

MBF

TER ORGULHO NOS NOSSOS MAIORES

Foto de Nova Portugalidade.


"Durante uma sangrenta batalha em Calecute, na Índia, o conquistador Afonso de Albuquerque foi atingido no braço esquerdo por um seta que lhe penetrou o osso. Uns minutos depois, sofreu no pescoço o golpe de um dardo envenenado. Depois, foi alvejado no peito. Sobreviveu e, umas semanas mais tarde, conquistava Goa, na Índia. Um ano depois tomaria Malaca, na Malásia."

Roger Crowley

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DUQUESA DE BRAGANÇA PRESENTE EM INICIATIVA PARA O BANCO DO BEBÉ




A convite das Produções Boa Nova by AMDG Productions, o Banco do Bebé beneficiou de uma iniciativa de angariação de fundos para a sua causa. Como já é habitual, D. Isabel de Bragança, presidente da Assembleia Geral da instituição, marcou presença nesta noite de espectáculo e assistiu ao musical A Caminho – Todos Temos uma História. Antes disso, reservou alguns minutos para falar sobre esta sua caminhada no Banco do Bebé. “Esta aventura tem corrido bem. Tenho visto a instituição a crescer, a fazer um serviço extraordinário. Para além das vitaminas, das roupas, da assistência que dá às mães, aos bebés e às famílias, essa assistência continua em casa”, explicou a duquesa de Bragança, adiantando: “Acho que há cada vez mais pessoas a precisar. Em Portugal temos muita pobreza envergonhada, infelizmente nascem cada vez menos bebés, mas as necessidades não param de crescer. Uma obra de caridade é inversamente proporcional a uma empresa: quanto mais uma empresa cresce, mais tem; uma obra de caridade, quanto mais cresce, mais precisa.”

Opinião partilhada por Maria da Assunção Masca­renhas, a actual presidente do Banco do Bebé. “Temos uma equipa fantástica, sempre com a Marina [Arnoso] a ajudar. Estamos a ir por um óptimo caminho e precisamente por isso precisamos cada vez de mais ajuda.”


Fonte: Caras

DESCOBERTO O MAIS ANTIGO ASTROLÁBIO DO MUNDO - E, CLARO, É PORTUGUÊS

Picture released on October 24, 2017 by Blue Water Recoveries shows the world's oldest maritime astrolabe, which guided Portuguese explorers on a perilous voyage to India at the beginning of the 16th century

O mais antigo astrolábio do mundo acaba de ser descoberto - e é, claro, português
Noticia a Agence France Press o descobrimento do mais antigo astrolábio do mundo nas costas do Sultanato de Omã. Quando o explorador David Mearns o achou, em 2014, imediatamente pareceu provável que o instrumento pertencesse ao "Esmeralda", uma das embarcações da segunda armada comandada por Vasco da Gama até à Índia. Confirma-se agora que assim é, sendo este astrolábio trinta anos mais velho que o mais antigo conhecido até agora. Comenta David Mearns:
"The Portuguese were at the forefront of developing astrolabes at sea. The oldest reference of them using them at sea is about 1480. The previous oldest was on a ship from 1533."

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London (AFP) - A British-based shipwreck hunter said Tuesday a navigation tool he found that guided Portuguese explorers on a perilous voyage to India in the 16th century has been confirmed as the world's oldest astrolabe.
David Mearns found the bronze disc during a dive on a shipwreck off the coast of Oman in 2014 but said Warwick University had only recently confirmed what it was after laser scans revealed etches on it.
"I knew immediately when I saw it that this was a very, very important object. I could see the royal coat of arms on it," Mearns told AFP.
"This is the oldest maritime astrolabe," he said, dating it to between 1496 and 1500 -- around 30 years earlier than the previous oldest known astrolabe.
Astrolabes have been in use since ancient times and the mariners' version was developed by Portuguese explorers using the altitudes of the sun or stars to determine the latitude of a ship at sea.
Warwick University professor Mark Williams carried out the scans of the 17.5-centimetre wide artefact, finding etches separated by five degrees intervals to calculate the height of the sun.
"It was fantastic to apply our 3D scanning technology to such an exciting project and help with the identification of such a rare and fascinating item," Williams said in a statement.
Mearns's company Blue Water Recoveries found the shipwreck in 1998 after researching it but excavations on the site did not begin until 2013 in collaboration with Oman's culture ministry.
Mearns said he believes the shipwreck is of a ship called the Esmeralda, which was part of Vasco da Gama's second expedition to India of 1502-1503 and was captained by the explorer's uncle.
Da Gama was the first European to reach India by sea in 1498, a discovery that opened the way for an age of colonialism and trade between Europe and Asia.
US-born Mearns, who has worked on shipwrecks around the world, said the astrolabe carried the personal emblem of King Manuel I of Portugal, who came to the throne in October 1495.
"The Portuguese were at the forefront of developing astrolabes at sea. The oldest reference of them using them at sea is about 1480. The previous oldest was on a ship from 1533," Mearns said.
The astrolabe is with Oman's National Museum.

VESTÍGIOS DE PORTUGAL NA INDONÉSIA

Foto de Nova Portugalidade.

No arquipélago da Indonésia foi breve, no contexto do tempo histórico, a presença portuguesa: cerca de cento e cinquenta anos. Pouco tempo, sim, este século e meio, comparado aos quase quinhentos de soberania portuguesa nas partes da Índia e do extremo oriente. Foi o tempo por que se manteve Malaca, conquistada por Albuquerque em 1511. Tão expressiva foi a influência projectada sobre essas ilhas que os conquistadores Holandeses que adquiriram a sua posse até ao fim da era colonial não se pouparam a esforços para a erradicar.

Evangelizadores, comerciantes, militares vogando para feitorias, introduziram-se nesses territórios remotos, entre a gente estranha, e fizeram do Português a língua franca do arquipélago, a língua em que se entendiam os nativos e os viajantes vindos de toda a parte. O malaio ainda carrega o lastro da miscigenação com a língua europeia, manifestando-se em palavras como beludru (veludo), boneka (boneca), casterol (caçarola), palsu (falso), saku (saco), entre outras, cerca de 100, que derivam directamente de vocábulos portugueses. Alguns enclaves cristãos na Indonésia mantêm muitas mais palavras que são corruptelas das correspondentes em Português.


O nome dos lugares testemunha também a história comum dos nossos dois povos. Na baía de Ambone, nas ilhas Molucas, o canal que conduz à baía interior é chamado Boca; a capital da ilha de Saparuá foi baptizada de Porto; uma outra ilha das Molucas chama-se Pombo; e a ilha das Flores, no grupo das ilhas Sonda, recebeu o seu topónimo de língua portuguesa. Também nos trajes esponsais Minangkabau, em Sumatra, na música de Medan e Ambone, o Kronjong, nas danças que evocam o fandango ribatejano, a marca genética portuguesa é reconhecível.

O Museu Nacional da Indonésia, em Jacarta, guarda ainda os canhões introduzidos pelos Portugueses no arquipélago, o Padrão português, além de peças Ming cinzeladas com a esfera armilar e o luso escudo; os pórticos do Palácio de Água (Taman Sari) dos Sultões de Jogjakarta guardam os nossos vestígios; as ruínas da feitoria de Hila, em Ambone, preservam a nossa memória.

O catolicismo continua enraizado em pequenas comunidades que exibem os sinais da sua fé em ritos que nos recordam os da nossa terra natal: em Larantuca, as Confrarias de Homens e de Mulheres ainda rezam muitas orações em Português, porque crêem que “Deus só entende bem o português”. Na Sexta-feira santa, em Larantuca e em Vure, é feita como em Portugal se fazia antigamente, a procissão, com penitentes, a Verónica, as Mulheres de Jerusalém e símbolos da Paixão.

Hugo Dantas

Nova Portugalidade

domingo, 29 de outubro de 2017

CARDEAL RAYMOND BURKE LANÇA LIVRO EM PORTUGAL (PORTO E LISBOA)




PORTUGALIDADE AFRICANA: NÓS NO BENIM

Foto de Nova Portugalidade.

Entre os anos de 1128 e 1415, Portugal nasceu e expandiu-se ao longo do extremo Oeste do Velho Continente. Obtendo a sua independência pela força da espada, e confirmando-a através desta, o povo que herdou a mítica bravura lusitana não podia ficar confinado a um pequeno rectângulo que, para além de ser relativamente pequeno em território, também estava bem longe da Europa Central. A missão de Portugal era diferente - era, de facto, uma missão especial - não fosse São Miguel Arcanjo o Anjo Custódio de Portugal.

Foi nesse mesmo ano de 1415 que Portugal e o Mundo mudam de forma irreversível. Com a conquista de Ceuta, começa a aventura dos Descobrimentos, que dilatará a Civilização e a Fé pelos quatro cantos da Terra. Ao longo dos séculos XV e XVI, estabelece-se a Rota das Índias e África começa a ser ponto de passagem habitual para os navios da Cruz de Cristo. Pela costa africana, começam a surgir feitorias e outras edificações portuguesas. Uma dessas edificações é o Forte de São João Baptista de Ajudá, no actual Benim.

No final do século XVII, no reinado de Dom Pedro II é ordenada a construção de uma fortaleza em Ouidah, tendo em vista a protecção do comércio de escravos. O governador de São Tomé e Príncipe, Jacinto de Figueiredo e Abreu, é incumbido desta missão e, desta forma, o Forte fica na dependência desta colónia portuguesa.

No entanto, o forte seria abandonado anos mais tarde, sendo recuperado por um famoso comerciante de escravos, oriundo do Brasil, de seu nome José de Torres. Assim, a construção de uma nova estrutura defensiva é financiada por um imposto ao comércio de escravos na cidade de Salvador, Capitania da Bahia.

O propósito inicial desta construção acabou por não ser entrave a que outras trocas comerciais aí acontecessem, tanto que tabaco, búzios e aguardente brasileiros começaram a ser aí comercializados.
Em 1722, um pirata inglês, Bartholomew Roberts ("Black Bart"), saqueou o forte, ficando este votado ao abandono até ao ano de 1844, quando é recuperado por ordem de José Maria Marques, à data Governador de São Tomé e Príncipe, que envia um funcionário colonial e um sacerdote para o edifício. Dentro de pouco tempo, o forte volta a ter a sua própria guarnição militar, que só volta a perder com o advento da República, no início do século XX.

Após a independência da República do Benim, no ano de 1960, uma força militar deste recém-criado Estado invade o povoado de Ouidah – onde se encontrava o forte e que era uma dependência de São Tomé e Príncipe – obrigando os portugueses a retirarem. Assim o fazem, pois não havia qualquer forma de resistir. O último resistente acaba por pegar fogo à praça, respeitando as ordens do Chefe do Governo, Doutor Oliveira Salazar.

Portugal reconhecerá a anexação do forte em 1985 e é, então, lançado o restauro da fortaleza, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

MBF

sábado, 28 de outubro de 2017

JUVENTUDE MONÁRQUICA DEBATEU "MONARQUIA VS REPÚBLICA"

Foto de Juventude Monárquica Portuguesa.

Monarquia VS República

Foi o tema proposta pela Revista Gira a debate, por ocasião das Comemorações do 05 de Outubro. O Presidente da JMP Gonçalo Martins da Silva e o Secretário-Geral André Lopes Cardoso foram os nossos defensores. 





DUQUE DE BRAGANÇA PRESENTE NA VISITA DE ESTADO DOS REIS DA HOLANDA


Le duc de Bragance faisait partie des invités conviés au Palais de Belem à Lisbonne pour le déjeuner donné en l’honneur du roi et de la reine des Pays-Bas. 
(Copyright photo : www.ppe-agency.com) 


Fonte: Noblesse & Royautés

5 PORTUGUESES SALTARAM PARA A BRECHA


Foto de Nova Portugalidade.

Durante o primeiro cerco a Diu (1538), António da Silveira defendeu a fortaleza com 600 portugueses, contra dezenas de milhares de turcos e cambaios. Ao fim de meses de lutas incessantes, o número de portugueses ainda capazes de manusear o mosquete ou a espada desceu para uns meros 40, tendo o adversário perdido para cima de 3.000 homens, acabando por desistir e ir-se embora.

Mas para o turco, a derrota no primeiro cerco não significou a desistência. Ao tomar conhecimento de que tão poucos portugueses se encontravam na fortaleza quando levantara o primeiro cerco, decidiu reaparecer, devidamente preparado e com novo exército gigante. Desta feita, no ano de 1546 surgiu com 13.000 homens em frente à fortaleza, entretanto restaurada, mas defendida apenas por 250 portugueses, liderados pelo seu capitão D. João de Mascarenhas. Ambos os lados tentaram conseguir introduzir reforços, recebendo os portugueses mais 200 e o turco mais 20.000.

A situação era desesperada, pois os nossos perderiam inevitavelmente se dessem luta em campo aberto, só lhes restando a defensiva. E desta vez o inimigo trazia engenheiros experimentados, que abriram grande quantidade de trincheiras à volta da nossa fortaleza, colocando nelas bombardas de enormes dimensões para derrubar os nossos muros.

Mas até se dar esta grande vitória, houve muitos momentos de dúvida, em que não se sabia se ela penderia para um lado ou para o outro.

Os engenheiros e artilheiros ao serviço dos turcos, parte deles italianos alistados para este fim, mandaram construir minas, aproximando-se assim da fortaleza portuguesa por baixo. Conseguiram colocar um grande número de barris de pólvora sob um dos nossos baluartes. Quando tudo explodiu, deu-se o caos. O grande efeito da pólvora oprimida fez com que as pedras da fortaleza fossem projectadas com tão violento impulso, que mataram 60 portugueses e centenas de adversários no campo inimigo! O turco não tinha dado ordem para recuar às suas próprias tropas para que os portugueses não se apercebessem do que estava tramando!

O baluarte estava destruído e em ruínas, tinha-se aberto uma brecha que permitia a entrada ao inimigo. Logo que os fumos da explosão se desvaneceram, o turco deu ordem a quinhentos dos seus mais experimentados soldados para assaltarem a fortaleza por aquela brecha.

Para os portugueses parecia ter chegado o fim. Tinham perdido tantos dos seus melhores homens, entre eles o filho do Vice-Rei, ficando muitos outros feridos e soterrados e agora o turco atacava por uma brecha que mais parecia uma porta aberta, como convite para que se apoderasse da fortaleza!

Porém, nesse mesmo instante, sem prévia combinação, saltaram cinco portugueses para a brecha a fim de fazerem frente aos 500 que, aos gritos, por ela tentavam entrar. O espaço era estreito e os turcos não se podiam fazer valer da sua quantidade numérica, aparecendo os seus soldados armados de cimitarras e sabres, mas não conseguindo atravessar a brecha mais do que três ou quatro de cada vez. Os portugueses recebiam-nos com as suas espadas e adagas de mão esquerda, mostrando como tinham aprendido a lutar.

Fizeram rosto ao inimigo, travando uma nova batalha de 5 contra 500! Ficaram sós por muito tempo, tendo os outros defensores portugueses pensado que o baluarte tinha caído e que o mouro tinha conseguido entrar, fazendo uma enorme gritaria, amedrontando qualquer um que se quisesse dirigir naquela direcção. D. João de Mascarenhas, que se encontrava com a maioria dos seus a defender outros baluartes e a porta principal, começou a dar-se conta de que a grande gritaria se mantinha no baluarte destruído mas estranhou que ainda não houvesse turcos no interior da fortaleza. Com quinze companheiros resolveu ir ver o que se passava. O espectáculo que viu ficou na história militar mundial.

Dos cinco portugueses, um estava morto e dos outros, três estavam feridos, porém continuavam em pé e a combater. À sua frente amontoavam-se os corpos dos adversários mortos e feridos, calculados em cerca de 200 e os restantes 300 turcos, com gritos de raiva e escalando a brecha por cima dos corpos dos seus camaradas, continuavam, em vão, a tentar conseguir entrar! Quando os reforços portugueses chegaram, substituindo os braços feridos e cansados por outros mais frescos, mais numerosos e prontos para participar, acabaram os turcos por recuar e abandonar o local. Mais do que lutar ficou aos novos combatentes a tarefa de rapidamente fechar a brecha.

O feito dos cinco homens animou todos os portugueses que ainda restavam na fortaleza, Embora tristes pela morte dos seus 60 camaradas na explosão do baluarte, conseguiram a vitória pela acção de cinco homens cujos nomes aqui menciono para que a sua memória se perpetue:

SEBASTIÃO DE SÁ
ANTÓNIO PESSANHA
BENTO BARBOSA
BARTOLOMEU CORRÊA
MESTRE JOÃO, o cirurgião de Diu.

Guilherme Carinha

Jacinto Freire de Andrade: "Vida de Dom João de Castro Quarto Visorey da índia", edição de 1671, pág. 160; "Portugal Diccionario Histórico", edição de 1907, voi III. pág, 73/74).
fonte: Rainer Daehnhardt: "Homens, Espadas e Tomates", pág. 117-120

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

DIGA À RTP QUE NÃO PAGA INSULTOS A PORTUGAL

Foto de Nova Portugalidade.


Diga à RTP que não paga insultos a Portugal - A NP DE PÉ pela verdade


Para dar expressão à inqualificável provocação, desacertos, manipulação emocional, deformação histórica, embuste anti-científico e terrorismo cultural insertos no programa História a História – África, apresentado por Fernando Rosas, um historiador ideologicamente comprometido que nada sabe de África e nutre indisfarçável ódio por Portugal, a Nova Portugalidade pede a todos os portugueses que sentem o ultraje daquele programa pago por dinheiros públicos e difundido pelo canal público de televisão que façam chegar à RTP o seu protesto e desagravo.

Pede a NP que tal expressão de protesto patriótico e cidadão seja enviado a:


Contamos consigo para defender a honra e memória da obra social, cultural, espiritual e material desenvolvida por Portugal em África, pedindo que tal infâmia seja retirada da programação ou que a RTP conceda o direito do contraditório.



Publicada por 

O MITO DO QUINTO IMPÉRIO


Foto de Nova Portugalidade.

Escrito nas entrelinhas do Antigo Testamento, o mito do Quinto Império teve a sua génese na profecia de Daniel, que havia interpretado o sonho do Rei da Babilónia. Segundo o profeta, três grandes Impérios se sucederiam ao da Babilónia, sendo que o quinto seria o Reino de Deus, o último e o mais perfeito de todos, como expressão acabada da Humanidade e dos planos de Deuspara ela. De acordo com a interpretação geralmente aceite, estes quatro Impérios seriam o da Babilónia, o Medo-Persa, o da Grécia e o de Roma. O quinto Império, segundo o profeta Daniel, seria o de Israel. 

Este mito foi reformulado e reinterpretado por vários pensadores portugueses, entre eles Bandarra, o Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
 
As trovas de Bandarra falavam da vinda de um Imperador universal, e foi o Padre António Vieira quem pela primeira vez começou por associar o Quinto Império ou o de Deus, com Portugal e com o regresso de D. Sebastião. No entanto, seria com Fernando Pessoa que esta ideia seria levada ao seu expoente máximo, e ficaria bem consolidada e estruturada em termos ideológicos. Desde logo, para Pessoa, o «esquema» dos Impérios é outro: o primeiro foi o da Grécia; o segundo, o de Roma; o terceiro, o da Cristandade; o quarto, o da Europa e o quinto será o de Portugal. O Império Português será, não um Império material como os anteriores, nomeadamente o dos Descobrimentos, mas um Império universal, já que Pessoa concebe o «homem lusitano à medida do mundo»; será um Império civilizacional e espiritual, baseado numa identidade cultural e na paz universal. Este Império, por outro lado, pressupõe o regresso de um Messias redentor, concretamente D. Sebastião tornado símbolo, que, com a sua chegada, será o mensageiro da paz universal e o portador da «Eucaristia Nova», que há-de, qual Galaaz, "ao mundo dividido revelar o Santo Graal", isto é, o sentido perdido da verdade de ser português e do novo Ser Humano. Em suma, o Quinto Império será um Império de fraternidade universal a ser vivido na Terra, uma espécie de utopia tornada realidade. Enraizado no mito do Paraíso Perdido, o espaço edénico onde reinava a perfeição, o mito do Quinto Império preconiza o renascimento humano numa era futura. A estrutura da Mensagem divide-se em três partes, que correspondem a três fases da existência portuguesa: o nascimento ("Brasão", símbolo da formação do reino), o percurso, que corresponde à duração, à vida ("Mar Português", manifestação da acção humana) e a morte ("O Encoberto"), após a qual terá lugar o renascimento, numa espécie de retorno ao Paraíso Perdido. Há um ciclo iniciático e místico a ser cumprido por Portugal, mortificado pela decadência que o assolou desde Alcácer Quibir, e que só será resolvida com a dissipação do nevoeiro do qual emergirá renascido D. Sebastião. A formulação ideológica do mito do Quinto Império está profundamente marcada por um esoterismo próprio de Pessoa, e sem o qual é impossível de o compreender totalmente. 

Quer se acredite nele ou não, o mito do Quinto Império é uma asserção inequívoca da identidade portuguesa e que aponta o futuro do país num sentido: o da sua afirmação enquanto identidade com um caminho próprio e independente, mas ao mesmo tempo profundamente interligado com o dos outros países. Através do mergulho em si mesmo, da auto-consciência do seu próprio valor, e da trilha de um destino singular, Portugal poderá ser um exemplo para o Mundo, guiando-o numa nova direção civilizacional. Portugal seria, assim, uma Nação universal. Quão magnífico é que isso não seria? 

Miguel Martins

FERNANDO ROSAS E O DISCURSO DO ÓDIO

Foto de Nova Portugalidade.
Primeira comunhão na Lunda

Não, em Angola não havia "apartheid" algum

Confiada a Fernando Rosas, académico que nada sabe de África, está em exibição semanal na RTP 2 uma série intitulada História a História – África. Oferece-se esta como radicalmente revisionista e animada do propósito de "destruir o mito da excepcionalidade da colonização portuguesa", do luso-tropicalismo e até da recusa em reconhecer a grandiosa obra social e material deixada no continente negro pelos portugueses.

É evidente que se trata, aceitêmo-lo de barato, de banal terrorismo intelectual, de manipulação e abuso. Para quantos já a viram, trata-se de humilhante, despropositada e irrazoável catilinária contra Portugal, contra os portugueses de África e até contra os fundamentos que ainda hoje tornam possível e justificam as relações com o espaço lusófono africano. A RTP a trair o Estado que a alimenta, a envenenar o público que diz servir e a dar voz ao discurso do ódio. Inadmissível.


O episódio desta semana foi inteiramente consagrado à DIAMANG, a grande companhia de extracção de diamantes de Angola. A DIAMANG foi,a todos os títulos, profundamente revolucionária, não só na aplicação de métodos de gestão territorial que hoje sem dificuldade se diriam ecológicos, como na promoção do desenvolvimento humano integrado.

Para além de profundamente ignorante, Fernando Rosas mostrou-se inapelavelmente desonesto. No programa de hoje, seguindo a prática que desenvolve - isto é, fazendo a amálgama e o anacronismo, como se a presença portuguesa em África fosse inalterável desde Diogo Cão ao 25 de Abril de 74 - referiu-se à sociedade da Lunda como um apartheid informal, uma sociedade concentracionária, segregacionista e panóptica, onde todos se vigiavam, chegando ao extremo de afirmar com aquele tom sobranceiro que até as missas eram separadas para brancos e para negros. Então, o homem não sabe que em África havia missas em português e missas nos dialectos locais, pelo que as missas em kioko, em kikongo ou em kimbundu só eram atendidas por quem fosse oriundo de cada uma dessas etnias ?

A selecção avulsa de imagens que propomos aos nossos amigos e leitores reporta-se às várias dimensões da actividade da DIAMANG, pelo que cada um julgará por si. Chega de mentiras.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Primeira comunhão na Lunda

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Departamento de análise e certificação de diamantes, inteiramente composta por técnicos negros.
Foto de Nova Portugalidade.
Supermercado no Dundo. Rosas afirma que o comércio se separava segundo o critério racial.
Foto de Nova Portugalidade.
Sessão de cinema infantil. Rosas fala em "cinemas para negros e cinemas para brancos".
Foto de Nova Portugalidade.
Sala de aula, 1963.
Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Maternidade do Dundo.
Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Escola primária do Dundo, sem barreiras de sexo, raça e etnia.
Foto de Nova Portugalidade.
Equipa de basquetebol do liceu do Dundo.
Foto de Nova Portugalidade.
Coro da Escola Preparatória do Dundo.
Foto de Nova Portugalidade.
Técnicos superiores, técnicos administrativos, pessoal médico, enfermeiros, socorristas e auxiliares do hospital da Lunda.
Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Departamento de produção da DIAMANG.
Foto de Nova Portugalidade.
Coro de um dos bairros do Dundo. A mistura racial era tão natural como a composição da população urbana.
Foto de Nova Portugalidade.
Na DIAMANG, as funções burocráticas eram distribuídas indistintamente por brancos e negros.
Foto de Nova Portugalidade.
Rosas repetiu a estafada mentira de um "apartheid informal". Para quem viveu em África, sabe que as barreiras raciais se foram desvanecendo e que em 1974 a segregação. de todo, havia sido erradicada.
Foto de Nova Portugalidade.
Festa de Carnaval na piscina do Dundo. Rosas afirmou que o acesso às piscinas públicas estava vedado a não brancos.
Foto de Nova Portugalidade.
Hospital pediátrico da Lunda. Enfermeiros e socorristas.
Foto de Nova Portugalidade.
Lunda, década de 1960. Posto móvel para o rastreio da tuberculose. Um dos mais avançados sistemas de saúde preventiva de África.
Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.
Competição desportiva no pequeno estádio do Dondo. Um atleta negro superioriza-se e vence a prova perante o aplauso da assistência.