25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O GÉNIO GEOPOLÍTICO DE ALBUQUERQUE

Foto de Nova Portugalidade.

O plano de Albuquerque foi copiado por ingleses e, agora, pelos EUA

O rosário de grandes fortalezas e pequenos bastiões erigidos ao longo da costa oriental africana, na costa de Omã, no Golfo Pérsico, no Decão, no Coromandel, no Golfo de Bengala e, depois, na Insulíndia, era a espinha do nosso império oriental. A essas fortalezas somava-se uma rede de feitorias que desenvolviam a componente comercial que garantia a viabilidade do projecto de domínio do Índico. As leis da geopolítica não se alteram, pelo que a procura da hegemonia – e até da supremacia – mercê da ocupação dos pontos nevrálgicos, se mantenha inalterada. Ontem, como hoje, a potência marítima procura estes “ferrolhos” que lhe permitam dominar o controlo dos mares e conter o hinterland. Albuquerque fê-lo com meios modestos, mas parece só ter falhado no domínio do Mar Vermelho. Ao não conseguirem dominar essa rota que ligava o Mediterrâneo ao Índico, os portugueses viram-se a braços com a insistente pressão dos seus inimigos e concorrentes, primeiros os Mamelucos do Egipto (Rumes) e depois os otomanos. Tal como os EUA de hoje, ou a Inglaterra nos séculos XVIII e XIX, interessava mais aos portugueses deter o controlo dos fluxos comerciais – fazendo pagar a circulação de mercadorias através do Sistema de Cartaz, imposto sobre o comércio – do que controlar extensas regiões. Para que o sistema funcionasse, era importante que a paz prevalecesse; daí a intensa actividade diplomática desenvolvida junto de pequenas e grandes potências asiáticas de então.

MCB

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