25º ANIVERSÁRIO DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU

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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO PILAR DE OURO PRETO: GLÓRIA DO BRASIL E DO MUNDO PORTUGUÊS

Foto de Nova Portugalidade.

A Igreja de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto foi a primitiva matriz do barro do mesmo nome da Vila Rica, e foi quase toda feita à custa das confrarias de Nossa Senhora do Pilar e do Santíssimo Sacramento.

Em 1731, por escritura pública, a obra de construção foi arrematada por João Fernandes de Oliveira, certamente, sob plano do sargento-mor e engenheiro Pedro Gomes Chaves, averiguadamente, o autor do risco da capela-mor, executada em 1741. O edifício foi começado pelo corpo, funcionando como cabeceira a capela primitiva.

A primeira fase das obras terminou, em 1734, e dois anos volvidos, as preocupações voltavam-se para o interior. Fizeram toda uma estrutura de madeira, de dez lados marcados por pilastras duplas, entre as quais se colocaram os altares, no plano térreo, e varandas no piso superior, para albergar as gentes ricas da terra e que patrocinavam o culto e as confrarias. No fundo, era o esquema de um teatro, em que a representação era a liturgia católica. O arrematante da obra foi António Francisco Pombal, irmão de Manuel Francisco Lisboa, sendo o autor do respectivo risco António da Silva.

A talha é um elemento fundamental desta verdadeira orgia barroca, e se desejarmos dar um bom exemplo desta fase, a segunda do joanino, podemos recorrer ao altar-mor da igreja, arrematado por Francisco Xavier de Brito e por António Henriques Cardoso, mas com risco da autoria de Francisco Branco de Barros Barriga. No entanto, Francisco Xavier de Brito fez um novo desenho, introduzindo alterações significativas, nomeadamente, nas ilhargas, no sacrário e no dossel, pelo que pensamos que do projecto original pouco deve ter sido cumprido.


Destaquemos as esculturas incluídas na talha, as colunas salomónicas com atlantes nas bases, e as imagens das Virtudes Teologais. Começado em 1744, em 1751 ainda não estava terminado.

Em Minas Gerais não estavam autorizadas fundações das ordens religiosas, pelo que durante o período de abundância, durante o século XVIII, foram as confrarias as grandes patrocinadoras dos mais imponentes e mais ricos edifícios, socorrendo-se de artistas idos fundamentalmente do Minho e Alto Douro, mas também de alguns já nascidos em terras brasileiras.

Pedro Dias
Professor Catedrático da Universidade de Coimbra

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

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