♔ | VIVA A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA | ♔

♔ | VIVA A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA | ♔

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

domingo, 10 de dezembro de 2017

PORTUGAL MARROQUINO: O "CASTELO PORTUGUÊS" DE LARACHE

Foto de Nova Portugalidade.

Em Larache podemos encontrar dois fortes, este é o forte de Laqbibat, ou de Hisn Lakbibat, ou de Hisn El-Fath ou Castelo das Cúpulas ou Castelo de San António (como era chamado pelos Espanhóis) ou ... Castelo Português. Foi construído a mando de Almansor logo após a Batalha de Alcácer de Quibir. Almansor sucedeu ao sultão Mulei Malique I, que,como já vos disse, morreu durante a dita batalha devido a ter sido envenenado com “peçonha” uns dias antes e ter ficado muito debilitado, não resistindo ao esforço da guerra. E porque é que lhe chamam a esta fortaleza Castelo Português ? Porque foi desenhado por um arquitecto Italiano ao seviço de D. Sebastião, Filipe Terzi (1), feito prisioneiro de guerra pelos mouros e por mão de obra Portuguesa : os Portugueses aprisionados no fim da batalha de Alcácer de Quibir. Foi considerado pelo próprio Almansor que os prisioneiros Portugueses da Batalha de Alcácer de Quibir tiveram uma importância fundamental na modernização de Marrocos. Larache sempre foi um local infestado de corsários e piratas mouros, nomeadamente os irmãos Barbarrosa. Já ao tempo de D. João II, cerca de 80 anos antes da triste batalha, uma nossa esquadra entra por este porto dentro e para acabar de vez com a pirataria moura. Sobe o rio Mokhazen e constrói a famosa fortaleza da Graciosa, a cerca de uns 20 Km do local da batalha, numa pequena ilha na confluência dos rios Mokhazen e Loukos, de forma a cortar a ligação fluvial entre Larache e Alcácer de Quibir e assim impedir o acesso dos piratas ao mar. A construção da fortaleza da Graciosa é hoje considerada um grande erro estratégico pela escolha do local onde foi erigida, na verdade nem chegámos a finalizar a sua construção. Os nossos avós foram cercados e derrotados por um pequeno exército mouro e tiveram de a entregar a Sidi Al Arous, alcaide Alcácer Quibir, fazendo D. João II um acordo de paz muito interessante com o sultão Mulay As-Sheikh e que ditou uma amizade longa. Aliás, Mulay As-Sheikh já era grande admirador dos feitos nosso D. Afonso V, pai de D. João II, o que pesou neste acordo de paz. A paz com os mouros era fácil, muitos acordos de paz existiram entre os nossos reis e os sultões mouros já desde o tempo do nosso D. Afonso Henriques.

(1) Filipe Terzio, nascido Filippo Terzi, era italiano, acompanhou Dom Sebastião na sua malograda jornada africana e serviu-o como um dos seus melhores arquitectos. Resgatado em 1580 pelo Cardeal-Rei, Terzio regressou ao trabalho no Reino. Sucedeu a António Rodrigues como Mestre de Obras de El-Rei de Filipe I, e deixou obra abundante de que se destacam o Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, o grande torreão do desaparecido Paço da Ribeira, também em Lisboa, e o Forte de São Filipe, em Setúbal. 


Texto e fotografia são da autoria do fotógrafo Rui Pires, amigo a quem a Nova Portugalidade muito agradece a cedência.

Sem comentários:

Enviar um comentário