A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 10 de junho de 2022

ANJO DE PORTUGAL

Anjo de Portugal, do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, de Diogo Pires-o-Moço
 
Nestes momentos de desânimo, é importante que nos lembremos do Anjo de Portugal, pedindo-lhe a sua protecção para o País.
 
 
Notícia histórica
 
"A pedido do rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já era antigo em Portugal.
 
Oficializada a celebração tradicional, Dom Manuel expediu alvarás às Câmaras Municipais a determinar que essas festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem celebradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar as autoridades e instituições das cidades e vilas além de todo o povo.
 
Esta celebração manteve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII em que Portugal também manteve o seu esplendor e decaiu no século XIX em que Portugal também decaiu.
 
Por determinação das Ordenações Manuelinas a festa do Anjo de Portugal era equiparada à festa do Corpo de Deus, já então a maior festa religiosa de Portugal, em que toda a nação afirma a sua Fé na presença real de Cristo na eucaristia.
 
De acordo com o testemunho dos Pastorinhos de Fátima, em 1915 e 1916 o Anjo de Portugal apareceu por diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta sua Terra de Santa Maria e deu aos Pastorinhos a comunhão com o «preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo» como ele próprio declarou.
 
O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na diocese de Braga onde se celebrava a 9 de Julho.
 
No tempo de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada para todo o País e transladada para o dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal fosse também o Dia do Anjo de Portugal.
 
Da generalizada devoção ao Anjo de Portugal dão fé muitas representações, sendo especialmente notáveis as imagens do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da charola do convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e a iluminura do «Livro de Horas de Dom Manuel».
 
O Anjo de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens."
 
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Vinde, Anjo de Portugal, livrar a Pátria e os portugueses de todo o mal.
 
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Vinde, Anjo de Portugal, afastar da Pátria a vós confiada os males espirituais assim como tudo o que puder perturbar a paz dos portugueses.
(Do hino II Vésperas da Festa aos Anjos)
 
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Deus eterno e omnipotente, que destinaste a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todos os adversários. Por nosso Senhor.
(Das Vésperas do Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal)
 
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NOTA: Este post reproduz uma pagela distribuída, nos anos 80, nas Igrejas de Portugal. Iniciativa a repetir!

terça-feira, 7 de junho de 2022

QUAL A IMPORTÂNCIA DO REINADO DE ISABEL II ?


O presidente da Real Associação de Lisboa João esteve no Contra-corrente da Rádio Observador a falar sobre monarquia a propósito do Jubileu da Rainha Isabel II. O programa pode ser escutado aqui:


segunda-feira, 6 de junho de 2022

ATAQUE CONTRA A MINORIA CATÓLICA LUSO-DESCENDENTE NA ANTIGA BIRMÂNIA

Ataque contra a minoria católica luso-descendente dos Bayingyi, em Myanmar (antiga Birmânia)
A CAUSA REAL manifesta enorme preocupação pelas notícias que nos chegam de Myanmar (antiga Birmânia), pais no qual no passado dia 20 de Maio se verificou mais um ataque contra a minoria católica luso-descendente dos Bayingyi, a qual não ficou a salvo da forte atividade militar que se seguiu ao golpe de Estado de 01 de Fevereiro de 2021 e que vem incendiando o território desde então, matando e aprisionando civis indiscriminadamente.
Desviadas que estão as atenções para a guerra na Ucrânia, o regime autoritário birmanês prossegue, impunemente, a sua repressão sobre as forças democráticas afastadas do poder, bem como sobre quaisquer civis que se oponham ao governo da Junta Militar, esta agora também centrada na perseguição da minoria católica luso-descendente, que, de forma mais ou menos ostensiva, foi sempre oprimida pelas forças do regime militar no passado.
Os Bayingyi são uma comunidade católica minoritária, inserida no enorme país budista que é o Myanmar, a antiga Birmânia e nele radicados desde há cinco séculos, sendo descendentes de mercenários portugueses que, entre os séculos XVI e XVII estiveram ao serviço de monarcas birmaneses como artilheiros e soldados nos seus exércitos. Dispensada a sua participação militar no exército real, a comunidade dos Bayingyi viria a ficar concentrada numa área geográfica específica da Birmânia, no vale do Rio Mu, onde lhe foi concedido manter a fé católica e viver de acordo com as suas tradições.
Actualmente, é na mesma área, distribuída por cerca de 13 aldeias, que os Bayingyi subsistem. Na fisionomia de muitos ainda se reconhecem os traços distintivos caucasianos. Nos nomes e apelidos inscritos nos registos paroquiais são vários os de origem portuguesa. São maioritariamente camponeses, mas muitos mantêm a tradição açougue, herdada dos seus antepassados lusos, o que se torna uma atividade distintiva entre uma população budista de hábitos vegetarianos. No entanto, é a prática do catolicismo o seu maior elemento distintivo como comunidade, seguindo o calendário litúrgico, visitando as suas igrejas, organizando as suas procissões e rituais.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

ESTÁ PARA BREVE O CORREIO REAL Nº 25

 

A capa do novo número do Correio Real.
Autoria | Fotografias: Nuno Albuquerque Gaspar

TV Monarquia Portuguesa

Está a caminho da gráfica para produção o Correio Real nº 25, a revista semestral da Causa Real produzida pela Real Associação de Lisboa. Esta edição, com 36 páginas a cores, inclui além de diversos artigos opinião, notícias de actividades do nosso Movimento e da Família Real Portuguesa, um ensaio sobre o radicalismo da Constituição de 1822 de que se celebram por estes dias duzentos anos, um artigo sobre o Jubileu de Platina da rainha Isabel II de Inglaterra, e uma entrevista a Pedro Quartin Graça, o novo presidente da direcção da Causa Real eleita no XXVI Congresso ocorrido no passado mês de Março em Évora.

Real Associação de Lisboa

quarta-feira, 1 de junho de 2022

DOM DUARTE, TIMOR E O SILÊNCIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL


 (Aline Hall de Beuvink, SICnotícias 2022-05-30)

"As malditas Segundas-feiras", SICnotícias, 2022-05-30: "O meu alvo hoje foi o óbvio boicote à notícia do convite à Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança às comemorações do aniversário de 20 anos da independência de Timor, esquecendo o quanto ele fez pela causa timorense." Profa. Doutora Aline Gallasch-Hall de Beuvink

CAUSA REAL


Os timorenses, desde muitos dos mais simples e anónimos até às suas figuras mais conhecidas e representativas, conhecem bem o Senhor Dom Duarte, com quem têm apertados laços de verdadeira amizade e afectividade. A comunicação social portuguesa, por ignorância ou má fé, não fez qualquer referência (pelo menos digna de registo) ao papel do Senhor Duque de Bragança na defesa dos interesses do povo de Timor. Como referimos em anterior post, há políticos da nossa praça que se esticam na ponta dos pés para aparecerem como protagonistas da Independência de Timor, sem terem feito nada digno de importância.
Alline Hall de Beuvink, que como todos os monárquicos portugueses sente a injustiça dessa omissão, aproveitou a sua função de comentadora da sic para reclamar a devida e mais que merecida menção. Fez muito bem.