A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 21 de abril de 2014

A PRIMEIRA ESCALADA DA TORRE DOS CLÉRIGOS FOI FEITA DURANTE A REVOLUÇÃO MONÁRQUICA DO PORTO


A primeira escalada da Torre dos Clérigos, foi feita durante a revolução monárquica no Porto, chefiada por Paiva Couceiro. Um dos seus soldados, como a bandeira azul e branca estivesse enrolada, escalou a torre para por o símbolo monárquico bem visível. Era um simples tarata sem qualquer preparação especial.
Em 1917, a Torre dos Clérigos foi escalada com sucesso por dois acrobatas espanhóis, Puertullanos, pai e filho, perante enorme multidão que se apinhava à sua volta. Uma proeza que, olhando para a Torre, parece inacreditável. Uma escada interior (240 degraus) permite o acesso ao topo, onde se pode admirar uma das mais belas panorâmicas do Porto.

RECORDEMOS A LISBOA DE OUTROS TEMPOS


domingo, 20 de abril de 2014

FILME DA MISSA DE ACÇÃO DE GRAÇAS PELO 18º ANIVERSÁRIO DO PRÍNCIPE DA BEIRA


CONTRA O IBERISMO


Não há a "Espanha", – expressão política. Há as "Espanhas", – expressão geográfica. Dentro das "Espanhas", Portugal foi a vocação marítima, enquanto que Castela foi a vocação terrestre. Graças a Castela, a Europa se salvou do perigo turco e da anarquia religiosa. Graças a Portugal, novos mundos se dilataram para o domínio da Fé e para o império da Civilização. Assim, por paradoxal que isso possa parecer, é exactamente na separação das duas pátrias que reside a sua unidade imortal. Olhemos para as páginas da História e sem demora se reconhecerá que o desastre de Toro consolidou a vitória de Aljubarrota!

António Sardinha in «À Lareira de Castela».

sábado, 19 de abril de 2014

JOVENS VÃO DENUNCIAR MENTIRAS DA REPÚBLICA

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Jornal "O Diabo" de 15 de Abril de 2014

LIVRO IMPERDÍVEL: HOMENS, ESPADAS E TOMATES





sexta-feira, 18 de abril de 2014

SER OU NÃO SER REI

 
"Se fores Rei de um grande reino, serás sempre Rei, mesmo que vivas no mato. Se fores Rei de um pequeno reino, poderás levar o teu povo a alcançar valor e honra e juntos conquistarão tudo. E se não fores Rei, mesmo que te sentas no trono real e te adornes com luxuosos mantos de seda e veludo, continuarás sem ser Rei e nunca o serás."

C. JoyBell C., poetisa e autora americana

O REI TRADICIONALISTA

Para os tradicionalistas o Rei não é um Deus, não é divino, é um Rei limitado pela natureza das coisas, pelo direito natural e pela justiça, limitado pelas tradições e liberdades estabelecidas pelo povo. É um Rei que se adequa às diferenças locais, possibilitando que no seu território convivam pessoas com os mais diversos usos e costumes numa paz duradoura. É um Rei totalmente diferente do rei absolutista e do rei constitucional, é o Rei que organiza a Nação.


É um Rei que não se inspira na centralização administrativa e na dominação de uma cultura sobre a outra, mas sim na concepção da igualdade entre todos os homens e na cooperação entre eles, sendo que vivem numa comunidade onde, salvaguardadas as legítimas liberdades e tradições, se organizam sob o governo do mesmo chefe de estado.

Este Rei não é absoluto, pois está limitado pelo direito natural e pelos foros que expressam as liberdades e a autonomia de cada Município e salvaguardam as Famílias.

Por outro lado recusamos o monarca constitucional que, mantendo as honras, as aparências e o estatuto social da antiga realeza, não passa de uma ornamentação heráldica dentro da oligarquia instalada.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

CAPELA DONA MARIA PIA ABRE AO PÚBLICO PELA PRIMEIRA VEZ

Foi a última grande encomenda da Família Real Portuguesa, e da Rainha, para a sua casa. Fechada desde a implantação da república, em 1910, a capela pode ser visitada a partir da próxima quinta-feira, dia 17 de Abril
É a última grande encomenda da rainha Maria Pia para o Palácio Nacional da Ajuda e foi fechada em 1910, com a implantação da República. Nunca foi vista pelo público em geral até agora. As portas abrem no dia 17 de Abril, após trabalhos de restauro, investigação e musealização do espaço. O único El Greco em território nacional também vai ficar à vista.
A capela é uma "caixa de madeira", neomedieval, assinada pelo arquitecto modernista Miguel Ventura Terra, o mesmo que converteu o antigo convento de São Bento em Parlamento, à época (por volta de 1897) uma recém-licenciado arquitecto, bolseiro da Escola de Beaux-Arts de Paris, França, de onde trouxe este novo gosto, que já prenuncia o Arts & Crafts britânicos, como nota José Alberto Ribeiro, apontando as ferragens das portas. "Há um programa decorativo comum", acrescenta. Uma estética que vai dos pormenores das portas ao altar, aos genuflexórios passando pelo arcaz da sacristia.
A Rainha era uma mulher "muito actualizada em termos de compras", frisa José Alberto Ribeiro. E já tinha feito uma encomenda no mesmo estilo para a sala de pintura no andar superior.
Os arquivos de inventariação de 1910 permitiram perceber o que fazia parte deste local e assim reconstituir o espaço, a começar pela Virgem e o Menino do pintor José Veloso Salgado que está no altar. As várias imagens de santos que aqui se encontram terão sido trazidas pela rainha de Itália, em 1862, quando se casou com o Rei Dom Luís, um monarca-artista interessado na cultura, melómano, pintor e amante das artes em geral, um gosto que partilhou com Maria Pia e transmitiu aos filhos.

RESUMO DA HISTÓRIA DO CISMA DO ORIENTE

São Leão IX

O Cisma do Oriente nasceu da revolta do Patriarca de Constantinopla contra a autoridade do Papa. Isso quer dizer que o Cisma nasceu do orgulho.

Constantinopla foi fundada pelo Imperador Constantino, o Grande, aquele que deu liberdade aos cristãos, no ano 313, e transferiu o poder imperial para o Oriente, fundando então Constantinopla.

O título de Patriarca era dado apenas aos bispos das cidades que haviam recebido a pregação de um Apóstolo.

Assim eram reconhecidos como patriarcas o Bispo de Alexandria, onde pregara o evangelista São Marcos. O Bispo de Jerusalém, onde fora bispo o Apóstolo São Tiago. O Bispo de Antioquia, cidade em que viveu e foi bispo São Pedro. E, finalmente, Roma, que teve o mesmo São Pedro como seu primeiro Bispo.

É claro que Constantinopla, por ter sido fundada apenas no século IV, não poderia ter, normalmente, o título de Patriarca, pois nenhum Apóstolo pregara nessa cidade, que ainda não existia nos tempos apostólicos.

Entretanto, por ser a capital do Império do Oriente, os Arcebispos de Constantinopla reivindicavam essa honra, que Roma afinal lhe concedeu, a título honorário.

Cedo, alguns patriarcas orientais, especialmente o de Constantinopla, reivindicaram uma paridade com o Papa, querendo que a Igreja não fosse uma monarquia, e sim uma pentarquia. (Erro que está, hoje, em voga entre alguns orientais...).

Pretendia-se que o Papa fosse apenas um chefe honorífico da Igreja, um "primus inter pares", um superior em honra, entre os patriarcas, que seriam iguais em direito.

Ora, isto vai contra o Evangelho, que mostra Cristo ter fundado a Igreja sobre Pedro apenas. Cristo fez a Igreja monárquica e não pentárquica.

No século IX, o Arcebispo de Constantinopla, Fócio, revoltou-se contra o Papa São Nicolau I, que excomungou esse rebelde em 863.

Como resposta, Fócio auto-proclamou-se Patriarca Ecuménico de Constantinopla e "excomungou" o Papa São Nicolau I. Com a subida ao poder em Constantinopla do Imperador Basílio, o Macedónico, Fócio perdeu o poder que tinha.

A questão entre Roma e Constantinopla foi ainda mais envenenada pelo problema da processão do Espírito Santo, que os Orientais dizem proceder apenas do Pai, enquanto a Igreja ensina que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

Fócio retomou o poder em Constantinopla, mesmo depois da sua solene condenação, no ano 870. De novo, o Papa João VIII renovou a condenação de Fócio. Com o advento ao trono do Imperador Leão, o Filósofo, Fócio é expulso pela segunda vez de Constantinopla, terminando o cisma pouco depois.

No século XI, Miguel Cerulário, Patriarca de Constantinopla, causou a separação definitiva da Igreja do Oriente, separando-a da obediência ao Papa, no tempo do Papa Leão IX. Miguel Cerulário foi excomungado pelo Papa em 1054.

Desde esse tempo, os Orientais estão separados de Roma, portanto em cisma. A esse mal, vieram acrescentar-se a negação dos dogmas proclamados pela Igreja, após a separação do Oriente. Os Orientais possuem sucessão apostólica, isto é, os seus bispos são legítimos, assim como os seus sacerdotes. Em consequência, os seus sacramentos são válidos, embora ilicitamente administrados, por causa da sua separação do Papa.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

QUE ACONTEÇA O REI!

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Autor: Miguel Villas-Boas *

A posição excepcional que um Rei ocupa na história e na simbologia deve-se sobretudo à singularidade da função que ocupa um Monarca que é a encarnação da Sua Nação e do Seu Povo.

Perante a provada tragédia das repúblicas com as suas mais variadas peripécias e acidentes de percurso, a possibilidade da restauração monárquica aflora um pouco por todo o lado.

 Pela confrontação entre os diversos modelos de Monarquias e os exemplos das repúblicas, a oportunidade de mudança de regime incita os Povos à reflexão.

O regime de Monarquia não é antiquado e o declínio presente dos regimes republicanos ajuda a compreender esse traço contemporâneo das Monarquias que torna os Países que as adoptaram como modelo os mais evoluídos em todos os aspectos sejam sociais sejam económicos.

Sem melindres incita-se os republicanos a abandonar a angústia de querer evitar a todo o custo “o tremor de terra” da discussão e a “abrir as portas” ao convívio do debate.

São de trato difícil aqueles homens de um só livro, aqueles que já os romanos avisavam para outrem se acautelar. Tratem de arranjar argumentações mais subtis para evitar o choque da epifania do modelo de sistema de governo monárquico.

Não dêem à ideia de república um valor dogmático – não se trata de um oratório indiscutível -, que domine toda a existência, como se qualquer outra solução de governo fosse um assombro mitológico que se deve espantar.

Repetem até à monotonia sempre o mesmo argumento: “o presidente é eleito pelo povo!”. Ora, a repetição desta expressão fácil, parece ser o derradeiro argumento a que se agarram como o mono a uma liana para não cair. Esta ilusão prejudica-os sem dúvida, pois só no país dos cowboys o Chefe de Estado – que também é o chefe do poder executivo – é verdadeiramente sufragado pelos eleitores através de um complicadíssimo processo eleitoral.

O Presidente e o vice-presidente não são eleitos por sufrágio directo, mas sim por um Colégio Eleitoral, composto por 538 eleitores. O Colégio dos grandes eleitores é composto pois por 538 delegados. Cada Estado tem o número de delegados proporcional à população. A Constituição prevê que cada Estado “designará” tantos eleitores presidenciais quantos os seus elementos no Senado e na Câmara de Representantes, sendo que três é o número mínimo de eleitores que um Estado pode ter, já que possui sempre dois Senadores e pelo menos um membro da Câmara de Representantes, no Congresso. A Constituição norte-americana deixa a cada Estado a faculdade de decidir como escolhe os seus eleitores presidenciais, desde que, depois, sejam sufragados pela população nos Caucases e, quando se decidem sobre um, esse fica com todos os votos do Estado. As excepções são o Maine e o Nebraska, onde os eleitores presidenciais são escolhidos não como um todo, mas por um sistema de votação proporcional.

Depois de os eleitores presidenciais obterem o voto favorável da população, reúnem-se nas respectivas capitais estaduais para votar, na segunda-feira seguinte à segunda quarta-feira de Dezembro, como específica a Constituição. A única restrição constitucional é que um eleitor pode votar em um só candidato que seja residente no seu Estado, para garantir a suposição que fazem sempre uma escolha.

Os votos eleitorais são então fechados hermeticamente e levados de cada Estado ao Presidente do Senado que, em 06 de Janeiro seguinte, os abre e os lê perante ambas as Câmaras do Congresso. Se nenhum candidato receber a maioria dos votos dos eleitores presidenciais, a Câmara de Representantes escolhe o Presidente de entre os três candidatos que obtiveram o número mais elevado de votos eleitorais. Para este propósito cada Estado tem um voto. Quando nenhum candidato a vice-presidente recebe a maioria de votos, o Senado escolhe entre os dois candidatos mais votados. Para esse efeito, cada senador tem um voto. Para ganhar, um candidato tem que receber uma maioria dos votos do senado.

No dia 20 de Janeiro, o Presidente e o vice-presidente tomam posse.

Trata-se realmente de um processo em que a população participa completamente na escolha presidencial, ora posto isto que se retirem os republicanos portugueses com o falso argumento da escolha dessa “presença-quase-ausente” que é o mais alto magistrado aqui desta república.

Perante a apreciável dispersão resta-me dizer: “- o último que apague a luz e feche a porta!”

Restam ainda mais um ou dois argumentos banais da sua [republicana] doutrina: Liberdade é um deles!

Mas aumentou a liberdade?! Dêem-me exemplos, por favor!

De acordo com a lei eleitoral de 1911 podiam votar 1 472 908 cidadãos masculinos maiores de 21 anos para uma população total de 5 960 056.

Consecutivamente à implantação da república, Afonso Costa nomeado Ministro da justiça do governo provisório (sem eleições) de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911, proclama o Partido Republicano Português como o partido único da República.

Também, com a inauguração do governo provisório, surgiram tensões entre os republicanos: entre os chamados provisórios e o grupo do directório. Em segundo lugar, desligam-se do grupo principal, tanto os republicanos do Porto, como o grupo de amigos de Machado Santos. Seguem-se as tensões entre os provisórios e o directório do partido. Com efeito, o governo provisório era obrigado a reunir semanalmente com o directório e a junta consultiva do partido republicano, a efectiva entidade governativa da república.

A esse propósito o monárquico Fernando Pessoa dixit: «(…) É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (…)»

A liberdade aumentou, aonde?! A LIBERALIDADE sim, a liberdade NÃO, portanto esse argumento só pode portanto merecer de minha parte, a mais notória indiferença.

Sem dúvida que a Monarquia em Portugal será uma cura radical, o choque necessário para a desordem do sistema dos últimos 103 anos, estoutro, sim, ultrapassado com pressupostos e premissas anacrónicos que lançaram a sociedade e o País numa condição dramática, onde já ninguém consegue, dentro desse regime, encontrar o caminho certo.

Acossados pelas deficiências estruturais do republicanismo, assistimos a uma tentativa dramática de promoção de um regime acabado que atinge o seu grau máximo quando ultrapassam o limite da lógica e entram no campo do absurdo que mesmo com boa vontade nos afasta da senda do entendimento.

Não falem de ética republicana, de igualdade, de direitos!

Vive-se, Hoje, numa Partidocracia, uma alternância no poder dos maiores partidos, rotativismo que apenas facilita a distribuição de sinecuras, vulgo “tachos”. Uma falsa representatividade na qual o poder não é exercido pelo Povo, mas pelos grandes grupos económicos, com predomínio dos financeiros e energéticos. Uma alternância enredada em facções, que faz lembrar o pensamento d’el-Rei D. Pedro V que falava numa “Canalhocracia” estabelecida.

De facto temos novo situacionismo marcado por um modelo eleitoral vencido, derrotando as perspectivas de verdadeira Democracia.

Ambos os situacionistas se dizem progressistas, a oposição dita faladura, mas na verdade existe uma comunhão nada saudável neste regime em que a mentalidade oficial do estado é, principalmente, plutocrática.

Não existem verdadeiramente ideologias, mas caça às benesses, não passando a política de uma simples conciliação de interesses, onde emerge, como consequência nefasta a corrupção. O motor da política não é o sentido de missão, mas o proveito. Sim, os políticos são um caso acabado de oportunistas que procuram enriquecer. Falam em crescimento económico perante uma ilusão de crescimento dependente da engenharia financeira. Só se agravou uma dominância banqueira, bem como foi neste ambiente de lassidão moral que se implantou um capitalismo dependente do empréstimo estrangeiro, gerando-se uma mentalidade oficial plutocrática marcada pelo utilitarismo e sempre assente no indiferentismo face ao Povo porque não reclama com veemência.

O câmbio de regime parece ser a única alternativa a esta decadência do republicanismo de rigor orçamental fanático, metamorfoseado em projectos de governo, essencialmente, tecnocráticos.

Não precisamos de um regime que corta no justo para depois palpar o bolso, e perante a mão suplicante, de forma corredia dar a esmola. A esmola acalma a necessidade, mas prolonga a injustiça e nunca imporá a igualdade social.

Portugueses não se confundam com essas subtilezas!

Defender o regresso da Monarquia é também repudiar os vícios da classe política, pois novas ideias afastarão o bafio das concepções positivistas que negam a ordem política, social e económica.

Como escreveu o 2.º Conde de Alvellos in “O Berço Exilado – Carta a um Príncipe”: «Bons tempos esses, em que os vassalos não mentiam, pelo sufrágio, aos Chefes da Nação e em que os Reis, só a verdade diziam aos vassalos; mas fartaram-se estes da quezilenta companhia (a mentira é muito mais gostosa!) e mandaram a Verdade para o ostracismo, como coisa antiquada; mas essa coisa, real e verdadeira, – não podia existir sem a Realeza, nem a Realeza sem a Verdade e, pelo exílio Se ficaram, enquanto a jovial mentira fazia as delícias de um século…»

De facto, é de filosofias anteriores que se deve retirar o modelo ideal: a Monarquia Constitucional Parlamentar doutrinada por Georg W. F. Hegel.

A ideia moderna de Monarquia foi enunciada por Hegel na sua obra de 1820 “Elementos da Filosofia do Direito”, onde explanou sobre a forma de governo apropriada para o mundo moderno. Como concebido originalmente por Hegel, um monarca constitucional era o chefe do poder executivo e uma figura bastante poderosa, apesar do seu poder ser limitado pela Constituição e pelo Parlamento eleito.

A Monarquia Constitucional surgira pela primeira vez na Europa continental, brevemente, nos primeiros anos após a Revolução Francesa – Napoleão Bonaparte é considerado o primeiro Monarca proclamando-se como uma encarnação da Nação, ao invés de um governante Divinamente escolhido -, tendo-se depois amplamente difundido. Mas, foi Hegel que lhe deu uma fundamentação lógica concertante com a evolução da teoria política contemporânea e da visão cristã da lei natural: um Monarca constitucional, com poderes limitados, cuja função é personificar o carácter nacional e dar continuidade constitucional em tempos de emergência, e que pode mesmo ser visto como profético, pois as repúblicas parlamentares modernas e contemporâneas na Europa são na maior parte cerimoniais e os presidentes, embora eleitos, podem ser comparados a versões do Monarca constitucional de Hegel.

O conceito actual de uma Monarquia Constitucional foi desenvolvido no Reino Unido, onde os parlamentos são democraticamente eleitos, e o seu líder, o primeiro-ministro detém o poder executivo, pois o monarca cedeu o poder e permaneceu apenas com a posição de titular. O Monarca constitucional seguirá o princípio de Montesquieu da separação de poderes.

Ao contrário da república sempre imutável pode-se verificar que a Monarquia tem acompanhado sempre os tempos e procurado o melhor modelo adaptado a cada época.

Como notou o historiador francês Jacques Bainville: «a Monarquia é o mais maleável dos regimes, o mais pronto a se renovar, aquele que tem menos medo das ideias e o que menos se encerra na rotina».

O próprio e fidedigno Eça de Queiroz dizia no século XIX ser o Rei «a única força que no País ainda vive e opera».

O Rei será sempre um símbolo vivo do equilíbrio pelo exercício do seu Poder Moderador, mas também emblema do rigor e da honestidade – honeste vivere – no cume da estrutura política nacional.

Portanto, QUE ACONTEÇA O REI, e rapidamente!

ORAÇÃO PELA PÁTRIA



 

terça-feira, 15 de abril de 2014

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE VISITA A FIAPE EM ESTREMOZ NO DIA 4 DE MAIO


SS.AA.RR., OS DUQUES DE BRAGANÇA DESPEDIRAM-SE DE AUGUSTO DE ATHAYDE

No dia 26 de Fevereiro de 2014, SS.AA.RR. os Duques de Bragança despediram-se de Augusto de Athayde (http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=13040), numa cerimónia na Igreja das Mercês, em Lisboa. 

"É mais um amigo nosso que está lá em cima. Era uma pessoa extraordinária, muito culta, um diplomata. Podíamos passar um dia inteiro a falar com ele e parecia que tinham passado apenas 15 minutos", revelou S.A.R. a Duquesa de Bragança, acrescentando que estava "sempre muito atento e preocupado com o País, pois tinha alma de português."
Revista Lux

COMEMOROU-SE O 5.º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA

Fonte: AUREN


SANTA MISSA DE ACÇÃO DE GRAÇAS PELA BEATIFICAÇÃO DA RAINHA D. MARIA CRISTINA DE SABÓIA

 
Delegação italiana da Ordem Constantiniana na Festa das Relíquias Portuguesas da Rainha Maria Cristina de Saboia na Real Antiga e Insigne Sé Colegiada de Santa Maria (Castelo de Ourém), Portugal. 12.Abril de 2014.
 
Delegação Portuguesa da Ordem de S. Maurício e S. Lázaro recebeu a comitiva italiana da Ordem Constantiniana chefiada pelo Delegado Conde Don Arturo Cannavacciuolo, na Real Antiga e Insigne Sé Colegiada de Santa Maria (Castelo de Ourém), Portugal. 12.Abril de 2014.
Santa Missa de Acção de graças pela beatificação da Rainha Maria de Saboia.
 
São Nuno de Santa Maria Pereira também esteve presente na nossa cerimónia.

Fonte: Ordens Dinásticas da Casa Real de Saboia -Delegação de Portugal

segunda-feira, 14 de abril de 2014

HONRAR O SEU REI

 
"Quando é vedado aos homens honrar o seu Rei, passam antes a honrar milionários, atletas ou estrelas de cinema; e até prostitutas famosas e bandidos. Pois o espírito, tal como o corpo, carece de alimento; neguem-no comida e ele devorará veneno.”

C.S. Lewis, escritor britânico e autor das conhecidas "Crónicas de Narnia"
 

ROMÉNIA MANIFESTA-SE A FAVOR DO REI MIGUEL I


PELA INSTITUIÇÃO REAL

A actividade política não visa apenas a conquista do poder, mas criar condições institucionais pelas quais a continuada conversação torna possível tanto a convivência plural de  diversas racionalidades quanto linhas de continuidade, objectivos comuns à democracia.

PROSCRITOS - DURA LEX SED LEX


"(...)os actos das côrtes de Lamego, que, se são apócrifas debaixo do ponto de vista histórico, tiveram força legal, por serem recebidos como direito político da Nação nas côrtes de 1641, que reconheceram como rei legítimo a D. João IV.",

Tomando em consideração o estipulado nessas Cortes:


(...) Os nobres se fugirem da batalha, se ferirem algûa molher com espada, ou lança, se não libertarê a el Rey. Ou a seu filho, ou a seu pendão com todas suas forças na batalha, se derem testemunho falso, se não falarê verdade aos Reyz, se falarem mal da Rainha, ou de suas filhas, se se forê para os Mouros, se furtarem as cousas alheas, se blasfemarem de nosso Senhor Iesu Christo, se quiserem matar el rey,

não sejão nobres, nem elles, nem seus filhos para sempre. (...)"


Guilherme Koehler

Publicado no Grupo “A BANDEIRA BRANCA”


domingo, 13 de abril de 2014

TODOS OS DIAS SÃO BONS PARA PENSAR EM PORTUGAL E NO REI. BOM DIA!





"A monarquia parlamentar cumpre uma função que está fora do alcance de um presidente eleito. Restringe, formalmente, a ânsia de poder dos políticos porque ocupa, de forma definitiva, o cargo supremo do Estado."

Max Weber, economista e sociólogo alemão