A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 27 de maio de 2014

OS VERDADEIROS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES EUROPEIAS DE 2014

Numas eleições onde a palavra "Europa" não se ouviu, (para os menos atentos, a Europa era o tema das eleições) não admira que os resultados tenham sido estes. Apenas 34% dos portugueses quiseram votar, dos quais 3% - quase 250 mil pessoas - fez questão de manifestar o seu desagrado deixando o boletim de voto em branco, ou anulando-o.

Com os discursos ontem dos dirigentes dos nossos partidos políticos ficou claro que continuam a não perceber. Continuam a degladiar-se numa aparente conversa de café, embrulhados numa espécie de eterno Sporting versus Benfica versus Porto, onde não se toca num Real Madrid, num Arsenal ou num Juventus. As eleições e as campanhas que as precederam foram uma vergonha e uma falta de respeito para com o eleitorado. Não podia esperar outra resposta. Os resultados não demonstram uma indiferença perante a política ou mesmo perante a Europa, estamos é fartos de um regime que se vai mostrando cada vez mais decrépito, incapaz de dar resposta às interrogações, preocupações e aspirações de todo um povo.


Publicado por Luis Lavradio em:
 http://monarquia-portugal.blogs.sapo.pt/os-verdadeiros-resultados-das-eleicoes-4224

CTT ASSINALAM 500 ANOS DO NASCIMENTO DO BEATO FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

Os CTT - Correios de Portugal lançaram uma emissão filatélica que assinala os 500 anos do nascimento do beato Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga e um dos vultos portugueses do séc. XV.

A emissão filatélica é composta por um selo de 30,6 x 40 mm, com o valor facial de 0,70€ e uma tiragem de 175 000 exemplares, bem como um bloco filatélico de 125 x 95 mm, com um valor facial de 3,00€ e uma tiragem de 44 500 exemplares.

O selo reproduzirá um retrato de D. Frei Bartolomeu dos Mártires do pintor Lo Muscio, enquanto que o bloco conterá sob um fundo representativo do Concílio de Trento, um outro retrato do “Arcebispo Santo”, do pintor António André. O design esteve a cargo do Atelier B2.

Frei Bartolomeu nasceu em 1514 na freguesia dos Mártires em Lisboa, da qual assumiu o patronímico, e com quinze anos de idade ingressou na Ordem de Pregadores, professando a vida religiosa dominicana no Convento de São Domingos de Lisboa em 1529.

Entre 1540 e 1551, ano em que é promovido a Mestre de Teologia pelo Capítulo Geral celebrado em Salamanca, exerce o ensino da filosofia e da teologia no Convento de Nossa Senhora da Vitória, na Batalha.

Em 1558, devido a pressões da Rainha D. Catarina e do seu Prior Provincial Frei Luís de Granada, aceitou o governo do arcebispado de Braga, entrando na cidade um ano depois com um comitiva muito reduzida e sem pompa, facto que provocou algumas criticas e a necessidade da visita de frei Luís de Granada e mais alguns frades para o persuadirem a uma vida menos austera e pobre.

Pouco depois, em 1561, D. Frei Bartolomeu dos Mártires parte para Trento, para o Concilio convocado pelo Papa Pio IV, no qual teve um papel significativo no debate de algumas determinações conciliares como a obrigatoriedade da residência dos Bispos nas suas Dioceses e a disciplina de vida do clero. 


De regresso a Braga, em 1564, procurou promover as reformas que tanto tinha defendido no Concílio. Nesse sentido convocou imediatamente um Sínodo Diocesano e publicou um Catecismo no qual facultava ao clero local. para além da doutrina a ensinar ao povo, algumas propostas de sermões para os domingos e dias de festa.

É ainda neste espírito reformador que visita todas as igrejas locais do seu arcebispado, que se estendia por todo o território de Trás-os-Montes, desenvolvendo uma grande proximidade, na época nada habitual, com o povo fiel que lhe estava confiado. É este mesmo espírito que o faz permanecer em Braga quando em 1570 é declarada a peste.

Aproveitando a celebração das Cortes de Tomar, em 1581, nas quais presidiu ao juramento de D. Filipe I como rei de Portugal, D. Frei Bartolomeu dos Mártires apresentou o seu pedido de renúncia ao arcebispado de Braga. 


Aceite a renúncia por parte do rei e do Papa, retirou-se para Viana do Castelo, para o Convento de Santa Cruz, fundação e construção que muito lhe devia desde 1563, pois para ela tinha contribuído com as suas rendas e esmolas. Era o regresso à tranquilidade da vida conventual, à vida de oração e estudo que tanto lhe custara a abandonar.

Morreu no Convento de Viana a 16 de Julho de 1590. A importância e significado da sua vida são rapidamente evidenciadas pelo pedido da cidade a uma memória histórica, de que se encarregou frei Luís de Sousa, e pelo processo canónico introduzido em Roma que culminou com a sua beatificação em 2001 pelo Papa João Paulo II.

Esta emissão filatélica comemorativa deste quinto centenário recorda-nos a acção reformadora no seio da Igreja daquele que é conhecido como o Arcebispo Santo.

Texto biográfico: Fr. José Carlos Lopes de Almeida, O.P. (CTT)

A DIPLOMACIA REAL

 

"As viagens da Rainha ao estrangeiro granjeiam mais boa vontade para a Grã Bretanha em apenas um dia do que conseguem todos os políticos e diplomatas juntos ao longo de anos de trabalho."

Alec Douglas-Home, antigo Primeiro Ministro da Grã Bretanha.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

MARIA ISABEL DE BRAGANÇA, RAINHA DE ESPANHA E FUNDADORA DO MUSEU DO PRADO


 
Muitos, mesmo muitos, portugueses desconhecem ter sido uma portuguesa a fundadora do Museu do Prado, sem dúvida um dos mais importantes museus do mundo MARIA ISABEL DE BRAGANÇA, assim se chamou ela, era filha do nosso rei D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Bourbon e tornou-se rainha de Espanha, ao casar com o seu tio D. Fernando VII, em 28 de Setembro de 1816, e de quem foi segunda mulher.
Contam os seus biógrafos ser Isabel de Bragança uma aficionada das Belas Artes, Académica de Honra e Conselheira da Real Academia de Belas Artes de São Fernando, em Madrid.
A rainha Maria Isabel de Bragança, que morreu de parto em 26 Dezembro de 1818, figura na Galeria de retratos do Museu do Prado onde tem um retrato datado de 1829, pintado onze anos depois da sua morte, sendo seu autor Bernardo López Piquer, filho do grande pintor Vicente López. É um retrato a óleo sobre tela, com as dimensões 258 x 174 cm, na execução do qual o seu autor utilizou como modelo um retrato de um busto em formato oval da autoria de seu pai, datado do ano do casamento da rainha.
É de sublinhar a especial iconografia deste retrato, no qual a rainha é representada como fundadora do Real Museu de Pintura e Escultura do Prado, cuja imagem, ela aponta com o braço direito e se encontra visível através de uma janela, assinalando com a mão esquerda alguns planos do museu, em pergaminhos ou papéis, que se encontram depositados sobre uma mesa.
No catálogo dos quadros do Museu Real, datado de 1854, o seu autor, Pedro de Madrazo, escreve que “foi a rainha Maria Isabel de Bragança quem sugeriu ao Rei a ideia (da criação do Museu), por “escitacion” (sic) de algumas personalidades amantes das Belas Artes, ideia que o Rei acolheu com verdadeiro entusiasmo”.
Gabriele Finaldi, crítico e historiador e Director Adjunto de Conservação e Investigação do Museu do Prado, assinala que o esboceto prévio executado a óleo realizado por Bernardo López (do qual se conhece uma repetição autografada em aguarela e assinada pelo pintor em 1928, que esteve exposto na Galeria
Guillermo de Osma, em Madrid, em 1997), apresenta umas diferenças interessantes em relação ao quadro final: nas folhas que estão colocadas sobre a mesa, que está representada no retrato, são mostradas plantas do edifício, enquanto que o que está representado no retrato final são alçados das salas (do Museu), com quadros já colocados. Acrescenta Gabriele Finaldi que “seguramente há que interpretar este detalhe como testemunho de um interesse bastante mais que superficial da rainha pela museologia do Prado.”
O crítico e historiador Gabriele Finaldi, em recente catálogo de uma exposição sobre “O retrato Espanhol no Museu o Prado de Goya a Sorolla”, sublinha a importância desse retrato, que considera uma “imagem emblemática para a História do Museu do Prado”.
Isabel de Bragança não teve a ventura de assistir à inauguração do Museu, dado que faleceu um ano antes da sua inauguração.
Se é certo que os espanhóis não esquecem e muito menos escondem haver sido uma portuguesa e rainha do seu País a fundadora do Museu do Prado, é lamentável que tal facto seja desconhecido da generalidade dos portugueses, e que o seu nome não conste da toponímia dos nossos grandes centros urbanos, nem o seu feito seja registado nos compêndios escolares de História. Quantos lá se encontram por muito menos, ou até por nada.


Correio da Manhã

AMANHÃ: CONFRARIA DA RAINHA SANTA ISABEL DIVULGA PROGRAMA DAS FESTAS


Aí está o novo cartaz das festas da Rainha Santa Isabel. A Confraria irá divulgar o programa das festas no dia 27 às 21.00 na Feira Cultural.

Ao longo da feira, o expositor da Confraria terá as seguintes temáticas:
 
dia 23 - Obras de conservação e restauro no Mosteiro (apresentação da infogravura em 3D)
dia 24 - Dia dos Irmãos da Confraria da Rainha Santa Isabel (apresentação do DVD das festas)
dia 25 - Turismo Religioso - Albergue de Peregrinos
dia 26 - O Livro e a Rainha Santa Isabel
dia 27 - Festas da Rainha Santa Isabel - Apresentação das Festas Religiosas
dia 28 - Dia das Irmãs e da Casa de Formação Cristã
dia 29 - A Cultura no Mosteiro
dia 30 - Restauro da biblioteca da Confraria
dia 31 - Restauro do arquivo da Confraria
dia 1 - Variedades no Mosteiro.
 
Esperamos pela vossa visita.
 

« O REI E O POVO »

" Tem sido este um dos pontos mais batidos por certa propaganda republicana, num esforço tenaz e persistente de incutir nos espíritos o preconceito de que o regime monárquico representa o domínio das classes poderosas em detrimento do povo. Nada mais infundado nem mais injusto!
Precisamente a aliança tácita e leal entre os Reis e o Povo é uma das constantes da nossa História.
Das três classes, os três braços de que se compunha a Nação - Clero, Nobreza e Povo - é de notar que algumas dissenções se manifestaram entre os dois primeiros e os monarcas, mas que nenhuma questão digna de registo surgiu, através dos séculos, entre o Rei e o Povo.
Ao contrário, era na classe popular que os nossos Reis sempre se apoiavam contra as ambições poderosas. Por outro lado, o Povo apelava para o Rei como seu protector, e sentia na autoridade real a melhor garantia das suas liberdades e do seu próprio poder e engrandecimento. "
Mário Saraiva

Verifica-se, pelo contrário, que tal domínio das classes poderosas se tornou verdade com o aparecimento do sistema de partidos, em que o Povo deixou de poder contar com esse protector tradicional, pois que com a plutocracia e com a chamada " democracia " vieram ao de cima as insaciáveis clientelas partidárias e os políticos de profissão, os devoristas, em suma.

Cristina Ribeiro

domingo, 25 de maio de 2014

SS.AA.RR. OS DUQUES DE BRAGANÇA ASSINALARAM OS 19 ANOS DE CASADOS NO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

 

Esta é uma tradição que fazem questão de cumprir: a 13 de Maio, SS.AA.RR. os Duques de Bragança marcam presença nas cerimónias de Fátima. E este ano, neste mesmo dia, celebraram 19 anos de casados.

“Foi um dia especial. Gostamos muito de passar este dia no santuário. A celebração foi muito emocionante”, revelou à VIP S.A.R. o Duque de Bragança.

Pelo facto de a cerimónia religiosa ter sido presidida por D. Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém, os duques levaram os trajes da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém.

“Esta Ordem faz um trabalho notável. Existe para ajudar os cristãos da Terra Santa, mas também ajuda pessoas de outras religiões. Neste momento, estamos a prestar auxílio a um milhão de refugiados sírios na Jordânia”, contou S.A.R. o Duque de Bragança, que afirmou ainda que “estes 19 anos de casamento passaram depressa, sobretudo porque temos três filhos que crescem todos os dias”.

No dia 15 de Maio, S.A.R. o Duque de Bragança fez 69 anos e, segundo afirmou, a festa foi em família.


O OFÍCIO DO REI



Nas celebrações do quinto centenário dos Forais Manuelinos, é bom lembrar que o papel do Rei foi sempre o de assegurar a justiça e a igualdade. Hoje, sem poder executivo, fá-lo pela influência da sua autoridade histórica, sistematicamente legitimada pelo apoio do povo à Instituição que encarna. Este, vivendo em Monarquia ou República, reconhece o poder e a influência do Rei enquanto figura verdadeiramente representantiva e aglutinadora.


O ofício do Rei

por Teresa Côrte-Real, em 16.05.14

Um apoiante do Glorioso culpou a presença do Rei pela vitória da equipa espanhola na final da Liga Europa. Apesar de não ter sido o Rei mas o Príncipe das Astúrias a assistir ao jogo, a história reforça a visão popular da figura real como protectora e defensora do seu povo, com a qual ele se identifica e leva-nos até à essência do sistema monárquico. Os sucessos espanhóis no desporto projectam aquilo que a sua monarquia é: um projecto de futuro baseado numa estratégia nacional de desenvolvimento e de continuidade que reforça e respeita a identidade própria de toda a Espanha e que a torna reconhecida em todo o mundo.

É desta missão que falava o nosso rei D.Manuel I na Carta de Foral de Castro Marim (1504): Fazemos saber que vendo nós como o ofício do Rei não é outra coisa senão reger bem e governar seus súbditos em justiça e igualdade, a qual não é somente dar a cada um o que seu for mas, ainda, não deixar adquirir nem levar, nem tomar a ninguém senão o que a cada um direitamente pertence […].

Em época de decisões europeias seria bom pensar nisto.



http://monarquia-portugal.blogs.sapo.pt/o-oficio-do-rei-4013

D. CATARINA DE BRAGANÇA

 
Princesa Portuguesa, filha do rei D.João IV, que foi rainha de Inglaterra, por ter casado com o rei Carlos II. A cerimónia do casamento realizou-se em Maio de 1662, e assim, começou a parte infeliz da vida de Catarina de Bragança, uma princesa nascida e criada no seio de uma família com cultura, educação e hábitos tradicionais portugueses que, por sua infelicidade, foi desterrada para uma corte que, contrariamente ao que alguns escritores e cineastas de pacotilha nos querem fazer crer, era rude e atrasada, em relação à restante Europa.
Catarina, teve um papel importantíssimo na modernização da Inglaterra e na alteração da filosofia de vida dos ingleses pelo que, embora não suficientemente, ainda hoje é admirada e homenageada.
Provocou uma autêntica revolução na corte de Inglaterra, apesar de ter sido sempre hostilizada por ser diferente mas nunca desistiu da sua maneira de ser, nem consentiu que as damas portuguesas do seu séquito o fizessem.
Tinha uma personalidade tão forte que conseguiu que aqueles (principalmente aquelas) que a criticavam, em breve, passassem a imitá-la.
E assim, se derem grandes alterações na corte inglesa:
O conhecimento da laranja :
Catarina adorava laranjas e nunca deixou de as comer graças aos cestos delas que a mãe lhe enviava.
O costume do “CHÁ DAS 5” :
Costume que levou de casa e que continuou a seguir organizando reuniões com amigas e inimigas. Este hábito generalizou-se de tal maneira que, ainda hoje, há quem pense que o costume de tomar chá a meio da tarde é de origem britânica. 
A compota de laranja :
Que os ingleses chamam de “marmelade”, usando, erradamente, o termo português marmelada, porque a marmelada portuguesa já tinha sido introduzida na Inglaterra em 1495. Catarina guardava a compota de laranjas normais para si e suas amigas e a de laranjas amargas para as inimigas, principalmente, para as amantes do rei.
Influenciou o modo de vestir :
Introduziu a saia curta. Naquele tempo, saia curta era acima do tornozelo e Catarina escandalizou a corte inglesa por mostrar os pés, o que era considerado de mau-gosto e que não admira devido aos pés enormes das inglesas. Como ela tinha pés pequeninos, isso arranjou-lhe mais inimigas.
Introduziu o hábito de vestir roupa masculina para montar.
O uso do garfo para comer :
Na Inglaterra, mesmo na corte, comiam com as mãos, embora o garfo já fosse conhecido, mas só para trinchar ou servir. Catarina estava habituada a usá-lo para comer e, em breve, todos faziam o mesmo.
Introdução da porcelana :
Estranhou comerem em pratos de ouro ou de prata e perguntou porque não comiam em pratos de porcelana como se fazia, já há muitos anos, em Portugal. A partir de aí, o uso de louça de porcelana generalizou-se.
Música :
Do séquito que levou de Portugal fazia parte uma orquestra de músicos portugueses e foi por sua mão que se ouviu a primeira ópera em Inglaterra.
Mobiliário :
Catarina também levou consigo alguns móveis, entre os quais preciosos contadores indo-portugueses que nunca tinham sido vistos em Inglaterra.
O nascimento do “Império Britânico” :
Como já se disse, o dote de Catarina foi grandioso pela quantia em dinheiro mas, muito mais importante para o futuro, por incluir a cidade de Tânger, no Norte de África e a ilha de Bombaim, na Índia.
Traindo os Tratados que tinham assumido e com a desculpa de que o rei de Portugal era espanhol, os ingleses conseguiram, apesar do controle da Marinha Portuguesa, navegar até à Índia onde criaram um entreposto em Guzarate.
Em 1670, depois de receber Bombaim dos portugueses, o rei Carlos II autorizou a Companhia das Índias Orientais a adquirir territórios.
Nasceu, assim, o Império Britânico !
Hoje, há pouca gente que saiba a importância que a rainha Catarina teve para os ingleses e o carinho que eles tiveram por ela. A sua popularidade estendeu-se até à América, onde um dos cinco bairros de Nova Iorque (Queens) foi baptizado em sua homenagem.
Em 1998, a associação “Friends of Queen Catherina” fez uma colecta de fundos para lhe erguer uma estátua; não o conseguiu, devido à oposição de alguns movimentos cívicos que acusaram Catarina de ser uma das promotoras da escravidão.
Mais uma vez, a ignorância venceu ! ...

Arnaldo Norton

sábado, 24 de maio de 2014

SALÁRIO MÍNIMO: MONARQUIAS vs REPÚBLICAS


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Autor: Miguel Villas-Boas *

Na semana em que os Suíços da Confederação Helvética (Suiça) disseram “Não” em referendo à fixação de um salário mínimo mensal de 4000 Francos Suíços (3270 euros) é interessante, mesmo justo, fazer a comparação entre os salários mínimos existentes nas Monarquias Constitucionais Parlamentares e nas repúblicas. Dessa acareação vamos poder concluir, também, nesse aspecto, da bondade do primeiro sistema de governo – monárquico – em relação ao modelo republicano. Que também se afira sobre a diferença de qualidade de vida através do rendimento salarial mínimo mensal disponível pelos cidadãos entre Monarquias e repúblicas, pois não é com salários baixos que os Países se tornam competitivos e se projectam na senda do desenvolvimento. Desenvolvimento social, humano, não se consegue empobrecendo o Povo pois, dessa forma, retira-se-lhe capacidade, diminuir-se-lhe a consciência social e colectiva e a inteligência crítica.
 
Sendo que é definidor e necessário das Monarquias a existência de um chefe de estado – Monarca – de uma entidade política nacional que exerce o cargo com carácter vitalício e hereditário temos do lado das Monarquias que avançamos como exemplos: o Co-Principado de Andorra, a Austrália, o Reino da Bélgica, o Reino da Dinamarca, o Reino de Espanha, o Reino dos Países Baixos, o Império do Japão, o Grão-ducado do Luxemburgo, o Principado do Mónaco, a Nova Zelândia e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
 
Das repúblicas avançamos aquelas em que os salários mínimos, que estão previstos por lei, são os mais elevados (Áustria, França, Irlanda, EUA) e Portugal, naturalmente.
 
Assim em Andorra o salário mínimo está fixado em 898 euros. Na Austrália cujo chefe de estado é a Rainha Isabel II, o salário mínimo é de 460 euros/semana (pagos todas as segundas-feiras), isto é, 1860 euros mensais. Na Áustria nenhum decretado por lei, mas nacionalmente o salário tem de ser distribuído de acordo com a classe trabalhadora, onde varia de €12.000 a €14.000, o que em média dá 1000 euros por mês. Na Bélgica é de 1501 €, pois está regulamentado que será de 1.387,49 por mês para trabalhadores de 21 anos ou mais; €1.424,31 por mês para trabalhadores de 21 anos e meio com 6 meses de serviço; €1.501 para trabalhadores de 22 anos de idade com 12 meses de serviço, além de benefícios do governo. 

Na Dinamarca é de 1437 euros por mês, tendo em conta a remuneração horária fixada. Em Espanha são 645 € por mês mais 2 salários extras por ano. Nos Estados Unidos da América o salário mínimo é de 971 euros, pois de acordo com a lei federal é US$7,25 por hora, mas em alguns estados, o valor é um pouco maior.
 
Na República Francesa o salário mínimo é de 1430 euros mensais, pois de acordo com a lei a mínima remuneração horária obrigatória é de €8,90 por hora; assim, €1.430 por mês para 151,67 horas trabalhadas (7 horas de cada dia útil do mês).
 
Nos Países Baixos ou Holanda 1477 € por mês, ou seja, € 369,25 por semana e 64,55 € por dia para pessoas de 23 anos ou mais e entre 30-85% deste montante para as pessoas com idade 15-22.
 
Na Irlanda €8,65 por hora dá 1462 euros/mês.
 
No Japão varia de 618 ienes a 739 ienes por hora, o que perfaz 1243 euros mensais. No Luxemburgo 1874 euros mensais – € 1.874,34 para trabalhadores qualificados, € 1.570,28 por mês para os trabalhadores qualificados com mais de 18 anos; 1.256,22 € para os de 17-18; € 1.177,71 para aqueles com idade 15-17.
 
No Principado do Mónaco €8.71 por hora, mais 5% de ajustamento, dão um salário mínimo de 2090 euros mensais.
 
Na Nova Zelândia 1886 euros por mês, ou seja, NZ $ 12,50 por hora para os trabalhadores de 18 anos ou mais, e NZ $ 10,00 por hora para aqueles com 16 ou 17 ou em formação – não há salário mínimo para os empregados que são menores de 16 anos, até porque só é permitido em determinadas circunstâncias.
 
Em Portugal são 485€ por mês de salário mínimo (desde 1 de Janeiro de 2011) mais 2 salários extra por ano chamado de Subsídio de Férias e Subsídio de Natal (que chegaram a estar suspensos desde Março de 2012 no sector público, mas que acabaram repostos pelo Tribunal Constitucional); muitas intenções em subir o montante salarial mínimo mensal para os 500 euros, mas nada de concreto.
 
Por último, e literalmente “last but not least”, no Reino Unido o salário mínimo mensal é de 1190 euros – £6.31 por hora (22 anos de idade e mais velhos), £ 5.03 por hora (entre 18-20) ou £ 3.72 por hora (menos de 18 anos e terminou a escolaridade obrigatória). A lei do Reino Unido prevê um período 4 semanas de férias pagas em cada ano. Alguém que trabalha 3 meses e, em seguida, abandonar um emprego sem ter férias deve ser pago uma semana salário extra como compensação.
 
Noutras Monarquias como Suécia, Noruega e Liechtenstein não existem quaisquer leis a fixar a remuneração salarial, mas os salários praticados são bastante elevados.
 
Desta comparação fica certamente a ideia clara de que se alguns destes países com sistema de governo monárquico, muitos bem menores em extensão territorial que o nosso, conseguiram alcançar estas tabelas remuneratórias consequência dos altos índices de desenvolvimento económico e social que alcançaram, o que falhou por cá?!
 
Deve-se pôr a questão pertinente, o que é que está mal em Portugal?!
 
Deixa-se a pergunta retórica, para reflexão de todos, mas no nosso entender não pode ser alheio o facto do sistema de governo ser republicano!
 
Com escreveu Fernando Pessoa, «eis uma cousa para a qual não valia a pena ter derramado sangue, perturbado a vida portuguesa, criado maior soma de desprezos por nós do que os que já havia no estrangeiro. (…) Oxalá, moral ou fisicamente, haja alguma coisa que salve isto! (…) Mas não é verdade que é duro chegar-se a este ponto? Não é verdade que dói e envergonha um português ver que a este ponto se chega? (…)».


Fontes:
. Eurostat
. El País
. Folha de São Paulo
. Fernando Pessoa in «Na Farmácia do Evaristo»

APRESENTAÇÃO NO PORTO DE "PORTUGAL: CAMINHOS DA FÉ"

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PORTUGAL: CAMINHOS DA FÉ
Turismo de Portugal e Secretariado dos Bens Culturais da Igreja apresentam
Roteiros Turísticos e Guia de Boas Práticas

Dia 26 de Maio, 16h, Igreja dos Grilos, Porto

Os Roteiros Turísticos Caminhos Marianos e Caminhos de Santiago e, ainda, o Guia de Boas Práticas de Interpretação do Património Religioso, constituem os projectos que resultaram da parceria entre as duas entidades, no âmbito do Turismo Cultural e Religioso.

Os dois Roteiros abordam temas de expressiva representação, associados a uma motivação religiosa e cultural, de forte potencial turístico, e disponibilizam conteúdos de cerca de 150 recursos com elevada relevância devocional, cultural e artística, estimulando a sua fruição e descoberta em itinerários de experiências contextualizadas.

O Guia de Boas Práticas, dirigido a profissionais do turismo e gestores do património religioso, promove a interpretação destes recursos patrimoniais singulares, ajudando a compreender o significado de cada elemento e ritual, de modo a enriquecer a experiência espiritual e cultural do visitante.

Nas palavras do Presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim Figueiredo, "o património religioso faz parte integrante da nossa cultura e desempenha um papel determinante na diferenciação do Destino Portugal, pelo que a sua valorização é essencial ao desenvolvimento da actividade turística". D. Pio Alves, Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, complementa com o desafio: "a extensão e a qualidade do património religioso herdado convidam-nos a usá-lo bem e exigem-nos cuidá-lo melhor".

Seguem-se sessões de apresentação no dia 6 de Junho, às 18h30, no Palácio Nacional de Mafra e no dia 23 de Junho, às 17h00, na Sé Velha de Coimbra. Seguir-se-ão as sessões nas regiões do Alentejo e Algarve.

ENTRADA LIVRE




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sexta-feira, 23 de maio de 2014

23 DE MAIO DE 1179: O PAPA ALEXANDRE III RECONHECE A SOBERANIA DE D. AFONSO HENRIQUES, COM A BULA "MANIFESTIS PROBATUM"

 
 A Bula "Manifestis Probatum"

A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D. Afonso Henriques, a 23 de Maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores. Por outro lado, concedia ao monarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.

Alexandre III foi  um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo. 

A suzerania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D. Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.

De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.

Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D. Afonso Henriques «sob a protecção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.
Bula "Manifestis Probatum". In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

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Papa Alexandre III


Ficheiro:AfonsoI-P.jpg

D. Afonso Henriques