A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PRESENTE NO MATRIMÓNIO DE DONA AMÉLIA DE ORLEÃES E BRAGANÇA

Os noivos na saída da igreja, ao fundo, Dona Cristina e Dom António admiram o casal
Foto: divulgação 

Celebrou-se em 16 de Agosto de 2014, às 17h, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, a Capela Imperial, no Rio de Janeiro, o casamento da Princesa Dona Amélia de Orleães e Bragança com Alexander James Spearman.

A antiga Capela Imperial ficou lotada pelos convidados, dentre os quais a Duquesa de Bragança, a Senhora Dona Isabel, acompanhada dos filhos Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira e Herdeiro do Trono de Portugal, a Infanta Dona Maria Francisca e Dom Dinis, Duque do Porto, bem como a Princesa Maria Laura da Bélgica, Arquiduquesa da Áustria-Este - filha do Arquiduque Lorenz e da Princesa Astrid da Bélgica -, a Arquiduquesa Alexandra da Áustria e o marido, o Embaixador Héctor Riesle Contreras, a Família Principesca de Ligne - completada pelos irmãos da Princesa Senhora Dona Cristina e do Príncipe Miguel -, dos Condes de Nicolaÿ, e d'Ursel de Bousies, além do Príncipe Dom Casimiro de Bourbon Duas-Sícilias e, de sua esposa, Dona Maria Cristina, nascida Princesa de Saboia, acompanhado dos filhos - o Padre Alessandro e Dom Luís Afonso. Presentes ainda inúmeros amigos e parentes do noivo, vindos do Reino Unido da Grã-Bretanha e trajando o típico kilt. Os Príncipes da Família Imperial estiveram também reunidos durante a celebração, destacando-se a figura de Sua Alteza Imperial e Real, o Senhor Dom Bertrand de Orleães e Bragança, que na qualidade de Príncipe Imperial do Brasil, representou a S.A.I.R., o Senhor Dom Luiz.

O Padre Jorge Luiz Pereira das Neves celebrou o casamento, sendo auxiliado pelos concelebrantes Padre Alessandro de Bourbon Duas-Sicílias, primo da noiva, e pelo Padre Silmar Alves Fernandes, pároco da igreja. Todos os convidados acompanharam atentamente, através do libreto composto especialmente para a data, a celebração feita em português e inglês. O Coral dos Canarinhos de Petrópolis e o Quinteto de Cordas da Orquestra Filarmónica também daquela cidade, sob a regência do Maestro Marco Aurélio Lischt, abrilhantaram a cerimónia. Os pequenos Samuele Bridge, Eduardo de Orleães e Bragança de Carvalho Moreira, Pedro de Orleães e Bragança Mendes, Matilde Figuerola-Ferreti, Maria Sofia de Orleães e Bragança Moreira, Maria de Orleães e Bragança Ratto e Stella Schrader, foram, respectivamente, pajens e damas de honra dos noivos. A noiva se vestiu conforme a tradição católica e o noivo vestiu o característico fraque com calças que caracterizam a tradição escocesa, sendo àqueles quadriculados exclusivos da família Spearman.  

Do Vaticano, Sua Santidade, o Papa Francisco enviou sua bênção ao casal, que foi lida pelo Padre Jorge. Após a bênção final e a assinatura dos padrinhos como testemunhas do sacramento, seguiu-se recepção no Palacete do Conde Modesto Leal, no bairro das Laranjeiras. O grande solar, que foi ricamente ornamentado com telas executadas pela tia da noiva, a Princesa Dona Maria Gabriela de Orleães e Bragança, serviu de palco para a festa que homenageou Dona Amélia e James Spearman.

De acordo com o Pró Monarquia, a Princesa Dona Amélia assinou seu acto de renúncia por si e por seus descendentes, em 15 de Agosto de 2014.

A antiga Capela Imperial

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé

Palacete dos Condes Modesto Leal, onde ocorreu a recepção para os convidados

Os noivos
Imagem: Sipapress


Convidados:
Os príncipes D.Gabriela e D.Rafael Orleães e Bragança.
D.Isabel, Duquesa de Bragança e o filho, D.Dinis.
A princesa belga Cristina de Ligne e o Príncipe D.António Orleans e Bragança.

O casamento foi celebrado na histórica Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo – Antiga Sé e Capela Imperial do Rio de Janeiro, onde os Imperadores do Brasil foram coroados e a Princesa Dona Isabel (1846-1921) foi desposada pelo Conde d’Eu (1842-1922). Lembrando um verdadeiro conto de fadas, esta deve ter sido a mais grandiosa cerimónia de casamento realizada no Brasil desde os tempos do Império. A recepção foi oferecida no também histórico Palacete Modesto Leal, no bairro de Laranjeiras. A Família Imperial Brasileira teve sua máxima representação na figura do Príncipe Dom Bertrand, Príncipe Imperial do Brasil, o Chefe da Casa Imperial, impossibilitado de viajar, acompanhou a sua sobrinha nesta ocasião.
Além da Família Imperial e da Casa Principesca de Orleans e Bragança, compareceram os membros da Família Principesca de Ligne, das Famílias dos Condes de Nicolaÿ, Baronetes Spearman, Marqueses de Garrigues, Marqueses de San Saturnino de la Granja e dos Barões Garel-Jones, parentes próximos dos noivos, além de representantes da Família Imperial da Áustria, das Famílias Reais da Bélgica, França, Portugal, Baviera e Duas Sicílias, da Família Grão-Ducal do Luxemburgo e da Família Principesca de Liechtenstein, e também representantes das mais diversas Casas Nobres da Europa e descendentes da Aristocracia do Império do Brasil. 



Publicado em Blog_Real

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O REINO DE PORTUGAL E A REPÚBLICA DE LISBOA

acima
Nasci no dia 5 de Outubro numa família republicana. A causa monárquica sempre me pareceu uma coisa tão deslocada no tempo que nunca questionei a natureza republicana do regime. Até hoje. Com efeito, ocorreram dois acontecimentos este ano que me fizeram mudar radicalmente de ideias: um externo (a sucessão de D. Juan Carlos); e outro interno (a reforma do mapa judiciário).
Com a sucessão de D. Juan Carlos, percebi uma coisa que, nesse momento, se tornou óbvia para mim, tendo em conta o fervilhar dos nacionalismos: que apenas o Rei era capaz de garantir a unidade do Estado espanhol. Por sua vez, com a reforma do mapa judiciário, percebi que, à medida que os votos se vão amontando na reduzida faixa litoral Lisboa - Porto, a República vai-se confinando paulatinamente a esse território. Ou seja, enquanto a monarquia tem o condão de esticar o território, a República encolhe-o.
O Rei, ao contrário do Presidente da República, é uma instituição que, por via da sucessão hereditária, transporta consigo todo o património histórico e cultural do reino. E, nessa medida, resiste muito melhor às pulsões das modas e do tempo presente, sempre efémero e circunstancial, do que um Presidente da República que, para ser eleito, tem de ser da cor da moda e andar a reboque das maiorias. Por alguma razão, o Rei é de Portugal e o Presidente é da República.
Nas monarquias parlamentares, até o povo tem mais facilidade em distinguir o essencial do circunstancial. O essencial, que tem a ver com a independência nacional, a soberania e a unidade do estado, tem por referência a figura do Rei; o circunstancial, que tem a ver com a governação do país em cada momento, depende inteiramente do Parlamento eleito.
Neste momento, por via da concentração dos votos na região de Lisboa, a República deixou de ser portuguesa e passou a ser lisboeta. E a elite política que nos governa e que se vai amontoando em Lisboa é incapaz de abrir mão do que quer que seja com vista a equilibrar e repovoar o território. O mais que se lhes consegue arrancar é meia-dúzia de frases feitas, que reproduzem sempre nos discursos de circunstância, e uns putativos incentivos à fixação de algumas empresas no interior, incentivos esses a que se candidatam apenas as empresas que, por natureza, não podem ficar no litoral.
Ora, como todos sabemos, num país com a nossa configuração, em que a costa litoral é o que tem maior valor económico e o mais apelativo do ponto de vista empresarial, o interior só pode ser repovoado através da deslocação de serviços de Lisboa para o interior, designadamente, da universidade pública, dos quartéis da tropa, de grandes hospitais, de Tribunais, de Direcções Gerais, de Ministérios, etc.. Tanto mais que Lisboa é uma zona sísmica pelo que não é prudente que tudo isto aí se amontoe.
No entanto, o processo é precisamente o inverso. Ao mesmo tempo que fala em investir no interior, o Governo vai varrendo, literalmente, as pessoas do interior para o litoral com o encerramento de escolas, tribunais, centros de saúde, etc.
Veja-se o absurdo deste exemplo. Há escolas novas em folha em aldeias que vão fechar porque só têm 21 alunos e vão-se construir ou ampliar as escolas das cidades para albergar esses novos alunos. Ora, por que razão em vez de se construírem novas escolas na cidade para receber os alunos das aldeias, não são deslocados alunos da cidade para a escola da aldeia, aproveitando-se as instalações aí existentes? A distância entre a aldeia e a cidade não é a mesma para os alunos da aldeia e para os alunos da cidade?
Antes que seja demasiado tarde, Alentejo, Beira Interior e Trás-os-Montes deviam unir-se e formar um grande movimento com vista a resistir ao poder político de Lisboa, sob pena de, muito em breve, quer por força das políticas dos governos, quer por força da quebra de natalidade que vai ter especial impacto neste regiões, verem morrer, nos próximos anos, as suas aldeias, vilas e cidades. É a HORA!

Santana-Maia Leonardo, Abrantes

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PESTANA RIO ATLANTICA RECEBEU FAMÍLIA REAL PORTUGUESA


A Duquesa de Bragança, senhora Dona Isabel, e seus três filhos, Dom Afonso (18 anos), Dona Maria Francisca (17) e Dom Dinis (14), chegaram no Rio de Janeiro no dia 15 de Agosto e ficaram hospedados nas melhores suites, tendo como objectivo um passeio a lazer que incluirá os principais atractivos da cidade maravilhosa.
A relação do Grupo Pestana com a Família Real Portuguesa não é de agora. Em Julho deste ano, o Grupo e a Fundação D. Manuel II assinaram um protocolo que confere às Pousadas de Portugal (hotéis históricos e luxo) o selo da Casa Real Portuguesa. D. Duarte, Duque de Bragança durante a assinatura pública do protocolo, enalteceu o papel que o Grupo Pestana tem tido no País e apelou a que todas as entidades e portugueses façam o que possam para preservar o património nacional.
Localizado em Copacabana, o Pestana Rio Atlantica possui uma vista deslumbrante sobre uma das praias mais bonitas do Brasil. A Suíte Presidencial é localizada no 7º andar e é um exemplo do luxo e requinte. Com uma vista frontal para o mar, a suite está decorada com elementos clássicos e modernos de qualidade e onde os seus hóspedes poderão desfrutar da ampla varanda de aproximadamente 28m² com a possibilidade de se conectarem a dois outros apartamentos de luxo.
O hotel disponibiliza o restaurante Cais da Ribeira, que oferece o melhor da gastronomia portuguesa e internacional com um cardápio exclusivo assinado pelo prestigiado Chef Renato Vicente. Na cobertura está localizado o Deck Lounge Bar, conhecido por ser uma referência na noite carioca, onde os seus visitantes poderão ter experiências gastronómicas aliadas à melhor música da actualidade.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LIURAIS DE TIMOR RECEBEM A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA EM BAUCAU




No passado dia 9 de Agosto, Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança e Família Real, foram recebidos na cidade timorense de Baucau, onde se realizou a 2ª Reunião Nacional da Associação Senado dos Liurais, nos distritos.

Presentes estiveram mais de cinquenta representantes de famílias liurai de todo o país, numa forte demonstração de vitalidade das estruturas tradicionais de Timor-Leste, bem como o Senhor Administrador de Baucau, António Guterres, o Senhor Comandante da Polícia Nacional em Baucau, José Neto Moc, e o Reverendo Pe. Francisco Pinheiro, em representação da Diocese de Baucau.

O momento revestiu-se de particular significado, iniciando-se com a investidura do Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, como Liurai, assinalando a sua maioridade, envergando as vestes tradicionais e o característico Kaibauk (coroa liurai). A família foi depois recebida em parada, pelos organizadores do encontro, dignitários locais, junto com os grupos tradicionais de moradores, dançarinos e tocadoras de Babadok (pequeno tambor tradicional).

A cerimónia prosseguiu já no interior do antigo mercado municipal português (actual Centro de Convenções de Baucau), onde tomaram a palavra o Senhor Presidente da Associação Senado dos Liurais, Clementino dos Reis Amaral, seguido do Conselheiro da associação e ex-deputado, Dr. Manuel Tilman. Foram dadas as boas vindas à Família Real Portuguesa, assinalando-se o facto inédito de se encontrar toda presente em Timor-Leste. O Dr. Manuel Tilman incidiu ainda o seu discurso na importância das estruturas tradicionais na moralização da nação e do poder político, apelando para que estas não sejam esquecidas aquando das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses a Timor, a decorrer em 2015.

O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, foi então convidado a dirigir algumas palavras à comunidade. Tendo aproveitado para ofertar uma bandeira da monarquia portuguesa à Associação Senado dos Liurais, S.A.R. enfatizou a sua emoção pelo gesto simbólico para com o Príncipe Dom Afonso, disponibilizando-se, e à sua família, para continuar a dar todo o apoio possível ao povo de Timor-Leste, como vem fazendo há décadas, sem esquecer a importância dos liurais e os laços antigos que os ligam à Família Real Portuguesa.














LIURAI:
 

Antes da administração portuguesa, Timor-Leste era composto por vários reinos, divididos por vários sucos e povoações. Estes reinos eram governados por régulos, designados por liurais.

Com a colonização, os diversos reinos foram sucessivamente desmembrados, quebrando-se o poder tradicional. No entanto, os sucos, integrados em reinos ou independentes, permaneceram como célula fundamental da estruturação política de Timor-Leste até à actualidade. O termo liurai passou, então, a designar o chefe de suco, com o mais alto poder timorense na respectiva área.

Pertencendo às famílias nobres, os datos, um liurai é eleito pelos seus iguais e descendentes, os principais. Perante a morte de um liurai, o seu sucessor é designado por eleição de entre os membros da linhagem régia. A linha é geralmente patrilinear e, talvez por isso, a forma de tratamento mais vulgar destes chefes é amo, semelhante a áman (pai, em tétum).

Ainda que detentores do poder executivo, os liurais são controlados pelos anciãos do reino, em particular pelo dato-hei, o chefe-sombra, sobre quem recai a responsabilidade de guardar e fazer cumprir os usos e costumes. Apesar de, actualmente, o liurai não possuir praticamente poder político ou administrativo, a sua figura mantém-se e é alvo de respeito e reverência por parte de toda a população timorense.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DOM NUNO ÁLVARES PEREIRA HOMENAGEADO NO 629º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE ALJUBARROTA

Celebrações da Batalha de Aljubarrota (1385) e em homenagem a São Nuno Álvares Pereira - 14 de Agosto de 2014
Entrega de Réplica de Estandarte de S. Nuno à Infantaria
Parada Militar





Batalha de Aljubarrota
 
Batalha de Aljubarrota por Els Smulders Waijers (fonte: Acção Integral)

Esta batalha travou-se no dia 14 de Agosto de 1385, entre portugueses e castelhanos, e está inserida no conjunto de confrontos entre os dois exércitos, motivados pela luta da sucessão ao trono português. Em 1383 morrera o rei D. Fernando, que tinha uma única filha, D. Beatriz, mas esta estava casada com o rei D. João I de Castela, o que punha em causa a independência de Portugal. No acordo nupcial determinava-se que D. João I de Castela não poderia ser rei de Portugal, mas os portugueses receavam o pior, até porque, sob o pretexto de fazer valer os direitos de D. Beatriz, aquele logo invadiu Portugal. Ao mesmo tempo, em Portugal formam-se dois partidos: um a favor de D. Beatriz, outro contra.Com a morte do conde Andeiro, o Mestre de Avis é nomeado "regedor e defensor do Reino" e trata de organizar a defesa, ajudado por Nuno Álvares Pereira, entretanto nomeado Condestável do reino. Dá-se o cerco a Lisboa, que, após vários meses, é levantado em Setembro de 1384. D. João I de Castela reorganizou as suas tropas, até que, em Junho de 1385, sitia Elvas e, aproveitando apoios de praças portuguesas, invade o nosso país pela Beira Alta, entrando por Almeida, segue por Pinhel, Trancoso, Celorico da Beira, Mortágua, Mealhada e acampa perto de Coimbra, nos inícios de Agosto. Entretanto também o exército português se preparava. Nuno Álvares Pereira foi conquistando algumas praças até aí favoráveis a Castela e dirigiu-se para Abrantes, onde vai reorganizar as forças vindas de vários lados.Em fins de Julho está reunido o exército português em Abrantes, incluindo o Mestre de Avis. Discute-se a táctica de guerra, havendo divergências, mas Nuno Álvares Pereira resolve avançar contra o inimigo e segue para Tomar, e daqui para Atouguia (Ourém) e Porto de Mós, junto da estrada de Leiria a Alcobaça, onde chegam a 12 de Agosto. Por sua vez, os castelhanos, que seguiam pela mesma estrada, devem ter chegado perto de Leiria também por essa altura. No dia 13, o Condestável inspecionou o terreno onde iria interceptar o exército castelhano, que ficava a sul da ribeira da Calvaria, com dois ribeiros que protegiam os flancos. Era um planalto com acessos difíceis e que limitavam a frente de ataque do inimigo e facilitavam o contra-ataque dos portugueses pelos flancos.Apesar de não haver dados concretos e de terem chegado até nós versões muito díspares sobre o seu número, sabemos que o efectivo dos dois exércitos era muito desigual, havendo muito mais castelhanos que portugueses. Do lado de Castela haveria cerca de 5000 lanças (cavalaria pesada), 2000 ginetes (cavalaria ligeira), 8000 besteiros e l5 000 peões; do lado português seriam cerca de 1700 lanças, 800 besteiros, 300 archeiros ingleses e 4000 peões.

No dia 14 de Agosto, os castelhanos, apesar de em maior número, quando avistam o exército português, apercebem-se da posição vantajosa dos portugueses no terreno e tentam evitar o confronto, contornando-os e, seguindo por um caminho secundário, indo concentrar-se em Calvaria. O exército português inverte a posição e desloca-se paralelamente, acompanhando os castelhanos, vindo a ocupar uma posição 3 km a sul da anterior, ficando os dois exércitos a cerca de 350 m de distância. Para proteger a frente os portugueses cavaram rapidamente fossos e covas de lobo, que tentaram disfarçar. O exército português estava disposto numa espécie de quadrado, formando a vanguarda e as alas um só corpo. A vanguarda era comandada pelo Condestável e nela estavam cerca de 600 lanças; na retaguarda, comandada por D. João I, estavam cerca de 700 lanças, besteiros e 2000 peões. Os restantes efectivos estavam nas alas, sendo uma delas conhecida por Ala dos Namorados. A vanguarda castelhana teria 50 bombardas e 1500 lanças, em 4 filas, e ocupava toda a largura do planalto, nas alas teria outras tantas lanças, besteiros e peões, além de ginetes na ala direita e cavaleiros franceses na ala esquerda. Os castelhanos reconhecem a dificuldade de atacar a posição portuguesa, surgindo dúvidas quanto à decisão de atacar ou não.Estavam neste impasse quando, já ao fim do dia, a vanguarda castelhana inicia o ataque. Dados os obstáculos que encontraram, foram-se concentrando ao meio, mas com uma profundidade de 60 a 70 metros, pelo que o embate se dá com a parte central da vanguarda portuguesa. Dado o seu número, os castelhanos conseguem romper a vanguarda portuguesa, mas logo foram atacados de flanco, pelas pontas da vanguarda, pelas alas e também pela retaguarda portuguesa. Assim, face à estratégia e posição portuguesas, a vanguarda castelhana sofreu todo o impacto da força do exército português, sendo desbaratada. Por isso, apesar do maior número total das forças espanholas no combate, a vanguarda castelhana suportou sozinha toda a acção do exército português, sendo esmagada. Os restantes fugiram, em pânico, sendo ainda perseguidos. Tudo isto aconteceu em cerca de uma hora. O rei de Castela fugiu, de noite, para Santarém e daí embarcou para Sevilha.A Batalha de Aljubarrota foi um momento alto e importante na luta com Castela, pois desmoralizou o inimigo e aqueles que o apoiavam, e praticamente assegurou a continuidade da independência nacional.

Fonte: Infopédia

domingo, 17 de agosto de 2014

HINO DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA


Herói e Santo, D. Nuno imortal,
Valei à terra de Portugal!

Dom Nuno Álvares Pereira
Nosso encanto e nossa glória,
Retomai vossa Bandeira
E levai-nos à vitória.

Em vosso peito de crente
E robusto lutador
Ardem continuamente
Chamas de fé e amor

Carmelita e Cavaleiro,
Abraçando a Cruz da Espada,
Mostraste ao mundo inteiro
O valor da Pátria Amada.

Ébria de sonho e de aurosa,
Voss'alma fremente e bela,
Brilhou nas eras de outrora
Mais alto do que uma estrela.

sábado, 16 de agosto de 2014

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA NO PROGRAMA "PROTAGONISTAS" DA RTP


CLIQUE ABAIXO PARA VER O PROGRAMA

Emissão de 11 Ago 2014
RTP.PT|DE RÁDIO E TELEVISAO DE PORTUGAL
A Jornalista Cristina Esteves entrevista algumas personalidades que, de algum modo, desempenharam um importante papel na sociedade portuguesa.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MARCELINO DA MATA, COMBATENTE PORTUGUÊS, HERÓI ESQUECIDO

Entre o universo dos portugueses eu não serei o mais creditado para falar sobre o nosso Marcelino da Mata (MM) – permitam que o trate assim.


Peço que essa falha seja relevada pela vossa caridade cristã e também pelo facto do meu atrevimento ser fundado em boa mente.

Só estive com MM duas vezes, a primeira foi num encontro de “malfeitores” ali para os lados de Samora Correia; a segunda foi no Porto, em que o agora homenageado foi convidado de honra num encontro patriótico de angariação de fundos para a construção de um monumento aos combatentes do Ultramar, na Invicta. Eu fui o orador no evento.

“Malheureusement”, como diriam os franceses, a segunda cidade do País continua a ser um dos poucos municípios portugueses onde está por edificar tal monumento…

De tudo isto decorre não poder afirmar conhecer MM como pessoa, tão pouco aquilo que ele pensa.

Mas sei, de ciência certa, que o Tenente Coronel do Exército Português, Marcelino da Mata, foi um extraordinário combatente, um guerreiro, na verdadeira acepção da palavra e que honrou, até hoje, a sua condição de português de lei.

E não precisou para isso de possuir um alto grau de formação nem de nascer em berço de ouro.

É sobre tudo isto e o seu significado, que gostaria de dizer mais umas palavras.

O facto de estarmos a homenagear uma pessoa como MM – uma coisa que o Exército Português e outras “entidades” se têm esquecido injusta, mas muito convenientemente de fazer – é a prova provada de que as nossas últimas campanhas no Ultramar Português representaram uma guerra justa e que o grande projecto de expansão portuguesa, iniciado em 1340 e levado a cabo pela Ordem de Cristo, de inspiração Templária e sob a égide do Culto do Espírito Santo, estava certo e representou – e não deixou ainda de representar – uma das ideias mais grandiosas e esclarecidas que jamais ocorreram na Humanidade.

Daí que nós estamos aqui reunidos em fraternidade – que é a expressão mais elevada do antirracismo – em perfeita camaradagem – que só os combatentes verdadeiramente entendem – um negro, entre tantos brancos, de vários credos religiosos e ideológicos, mas unidos pela chama do patriotismo Lusíada, a qual se levantou acima do comum dos povos ao ponto de, no Oriente, dizerem dos portugueses que “A fortuna do Mundo é serem eles tão poucos, porque a natureza, como aos leões, felizmente os fez raros”. [1] 

Por isso nunca os europeus e a maioria dos povos nos compreenderão (ou perdoará), embora nos devam respeitar. E nós devemos exigir esse respeito.

Estamos pois, a anos-luz do “multiculturalismo” em voga no mundo ocidental, no após IIGM e que agora começa a revelar-se, na sua plenitude, um descalabro mentiroso.

Por complexas e estranhas metamorfoses da “maneira portuguesa de estar no mundo”, MM amalgamou-se, como a maioria dos seus conterrâneos, a esse ideário e tornou-se um combatente de elite, que lutou à sombra da Bandeira das Quinas.

Quinas essas, que são o símbolo maior da bandeira e da Pátria, pois nela se conservam desde a Batalha de Ourique, em 1139!

“Pai foste cavaleiro. Hoje a vigília é nossa”.

Assim escreveu Fernando Pessoa, o português mais misterioso e complexo que existiu até à presente época!

O pai era Afonso Henriques e é a nós que cabe, hoje, a vigília.

Marcelino da Mata com familiares
Marcelino da Mata, nascido a 7 de Maio de 1940, em Bula, Guiné Portuguesa, foi um grande combatente, porque se manteve íntegro e focado na sua missão.

Teve a audácia e a serenidade nos momentos críticos e foi competente, pois seguiu – mesmo sem o saber – o ensinamento desse grande cabo – de - guerra que foi o General George Patton, numa das suas frases mais célebres: “A verdadeira missão de um militar não é morrer pela sua Pátria, mas fazer com que o soldado inimigo morra pela Pátria dele”.

Acresce que, a maioria dos inimigos tinham a mesma Pátria, eram apenas renegados.

MM não renegou, não desertou nem traiu, ao contrário de alguns – felizmente uma minoria – que o fizeram e que um povo confuso e desnorteado por lideranças políticas fracas, erradas e incultas, tem deixado alcandorar a funções, prebendas e pedestais que não merecem e a que não têm direito e são o opróbrio e a cruz, das almas nobres e honestas e dos bons portugueses.

A Cristiano Ronaldo deram-lhe duas “botas de ouro”, por conseguir com mestria, meter uma bola, frequentemente, em balizas adversárias, num desporto chamado futebol.

Por tal facto é conhecido em todo o mundo e, sendo ainda novo, tem-se revelado um rapaz atinado e não fez ainda nada que nos envergonhasse.

Devemos estar muito contentes com isso.

Mas Marcelino da Mata foi ferido em combate, várias vezes, participou em 2412 operações de “Comandos” – tropa de excepcional valor, a que pertencia – e nelas praticou muitos actos de bravura e heroísmo, que lhe valeram, entre outras, cinco cruzes de guerra e ser, desde 1969, Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, da Lealdade e do Mérito.

Com isto ganhou jus a ser o militar mais condecorado na História do Exército Português.

Sem qualquer desprimor, creio bem, que este palmarés vale mais do que todas as botas de vil metal, que se possam ganhar na vida…

Mas MM vive humildemente e sem alardes – como é próprio das almas nobres – no seu canto do Concelho de Sintra, esquecido dos seus compatriotas. [2]

Eu como cidadão e oficial da Força Aérea quero testemunhar o meu respeito e admiração por tão singular soldado; orgulhar-me de ser um dos nossos e, como português, agradecer-lhe do fundo do coração.

E a melhor homenagem que lhe podemos fazer é comprometer-nos a tentar igualá-lo, alguma vez mais, que o que resta da Pátria Portuguesa seja ameaçada seja por quem for.

Recordo ainda D. Francisco de Almeida: “Se Deus fala português, não sei; estes canhões falam”.

Lembro D. João de Castro, a seu filho enviado em socorro de Diu: “Pelo que toca à nossa pessoa não fico em cuidado, porque por cada pedra daquela fortaleza arriscarei um filho; Eu vos ponho no caminho da Honra, em vós está agora ganhá-la”.

Cito Fernão Mendes Pinto, descrevendo um ataque a um barco de piratas chineses: ”E com muitos Padres-Nossos e pelouros, a eles nos fomos, e matámo-los a todos num credo”.

Mais recentemente Cunha Aragão, Comandante do NRP Afonso de Albuquerque, após gravemente ferido, no meio do combate, em 18/1/61, para os seus homens: ”Eu já estou, o Imediato que assuma o comando, não se rendam”.

Porque é que todos estes nossos compatriotas se comportavam assim e tal foi recorrente nos últimos nove séculos?

O grande poeta Rodrigo Emílio explica-nos no seu “Edital do Poeta às Portas da Morte”:

É preciso que se saiba porque morro.

É preciso que se saiba quem me mata.

É preciso que se saiba

que no forro desta angústia

é da Pátria tão-somente que se trata.

Caros compatriotas aqui presentes, tenhamos esperança (embora seja necessário contribuir para a Esperança…). Nesta semana apesar de, durante décadas, termos escutado em abundância, o elogio da cobardia; o escárnio da virtude; a elegia do vício e a defesa do relativismo dos Princípios é encorajador ver esta homenagem, a qual foi antecedida por uma outra, no dia 22 de Julho, ao heroico Subchefe Aniceto do Rosário, a que se associou a PSP e a Liga dos Combatentes (LC), morto na defesa do enclave de Dadrá, India Portuguesa, em 1954.

Aniceto do Rosário
Cerimónia, por sua vez, antecedida, no dia 13 do mesmo mês, pela inauguração de um singelo monumento evocativo dos mortos da freguesia de Sezures, no Portugal profundo, do Distrito de Viseu, iniciativa do Major General Campos de Almeida – colega de escola dos rapazes caídos no cumprimento do Dever – a que se associou a Junta de Freguesia, a Liga dos Combatentes e o Exército Português.

Mortos da Freguesia de Sezures.
Soldado Pedro Augusto - Guiné 25/11/1967
PCb José de Aguiar - Angola 11/7/1969
Temos assim uma homenagem àquele que foi o primeiro a tombar nesta campanha – Aniceto do Rosário – e um dos últimos a sobreviver – Marcelino da Mata – no mesmo conflito, passando por todos aqueles, desconhecidos, que verteram o seu sangue em nome da nossa existência colectiva.

Foram duas boas semanas e nada disto, à “boa” maneira portuguesa, foi planeado. Simplesmente aconteceu. [3]

Longa vida a Marcelino da Mata,

Abaixo os poltrões,

Vivam os heróis nacionais e, com eles,

Viva Portugal!

_____________________________

[1] Gaspar Correia, “Lendas da India”.
[2] Alguns dos quais fizeram a vilania de o prender e torturar num quartel, nos idos de 1975!
[3] Mas, para quando a homenagem nacional que tanto Marcelino da Mata e alguns outros merecem?

Ten. Cor. Piloto Aviador (ref.)
João José Brandão Ferreira


Fonte: O Adamastor

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMO FORAM MORTOS O REI D. CARLOS E O FILHO


OS DIAS EM QUE O DN CONTOU: No dia 2 de fevereiro de 1908, o Diário de Notícias chamou à sua primeira página a notícia do atentado ocorrido na tarde da véspera e que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe. Durante os 20 dias subsequentes, o jornal manteve nas suas páginas notícias relacionadas com o acontecimento. Em algumas edições, como no dia dos funerais – a que assistiram delegações estrangeiras -, o tema ocupou várias páginas, ilustradas por desenhos.

No domingo 2 de fevereiro de 1908, à largura das oito colunas da sua primeira página, em letras visíveis a uma razoável distância, o DN dá a notícia do “Gravissimo attentado contra a família real/ Morte d’El-Rei e do Príncipe Real D. Luiz Filipe”. Nessa chamada, que é simultaneamente editorial, o jornal assume que não irá dar qualquer novidade à população de Lisboa sobre os acontecimentos ocorridos ao fim da tarde da véspera, uma vez que estes “já devem ser do conhecimento de todos”. Mas, para acabar com rumores que sempre surgem nestas ocasiões, o jornal fará o relato de “todos os factos” sem os comentar. E, de facto, assim acontece ao longo dos 20 dias em que o regicídio e as suas consequências marcam presença nas páginas do jornal.
Ainda no editorial desse dia é afirmado que na história de Portugal “não se registava até hontem um unico regicidio”. E o texto, que sublinha o repúdio perante tal ato, lamenta que tenha sido atingido, “alem do chefe do Estado, o seu filho primogenito para o qual tantas esperanças se voltavam e cuja irresponsabilidade na direcção dos negócios publicos parecia dever pôl-o a coberto de uma vingança tanto mais condemnavel quanto é certo que attingia innocentes”.
Fruto de um trabalho de equipa, o DN revela aos seus leitores como ocorreram os factos, como reagiu o País e o estrangeiro ao “acontecimento sensacional, como nunca se tinha dado entre nós” – o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro Luís Filipe “a tiros de carabina quando passavam pelo Terreiro do Paço de regresso de Vila Viçosa e se dirigiam para o Paço das Necessidades”.
O atentado contra o Rei Agrícola – um dos cognomes pelos quais ficou conhecido D. Carlos – surpreendeu e entristeceu o País em geral, no entanto, “estava escrito na parede” que algo assim iria acontecer…
A agitação social e política que se registava no País já vinha do tempo de D. Luís (1838–1889), mas agudizou-se no reinado de D. Carlos com a questão do Mapa Cor-de-Rosa e adquiriu foros de violência, devidamente aproveitada e alimentada pelos republicanos, com a ditadura de João Franco, que o monarca chama para o poder em 1906.
Fundador, em 1901, do pequeno partido Regenerador-Liberal, João Franco percebe que não conseguirá governar com aval parlamentar e pede ao rei que dissolva o Parlamento passando a governar por decreto. D. Carlos aceita: faz assim a primeira assinatura da sua sentença de morte. A definitiva fá-la em Vila Viçosa, nas vésperas de regressar a Lisboa, quando João Franco lhe apresenta o decreto que pune com o degredo os acusados de crimes políticos. O decreto tinha como alvo os republicanos e progressistas que, a 28 de janeiro de 1908, tentaram uma revolução.
A 1 de fevereiro, a família real regressa de Vila Viçosa onde o rei tinha por hábito passar todos os anos a temporada de caça. Esse ano não foi exceção, apesar da agitação política e social que se vivia no País. Na estação fluvial do Terreiro do Paço, onde chega com atraso, tem a esperá-la muita gente e membros do governo, entre eles o odiado João Franco, que manteve alguns momentos de conversa com o rei, enquanto a rainha era presenteada com um ramo de flores que lhe levou uma criança. Depois D. Carlos, D. Amélia, D. Luís e o infante D. Manuel partiram em direção às Necessidades. Em carruagem aberta, porque a tarde estava amena e porque o rei queria dar uma ideia de normalidade. “Já a carruagem real tinha passado em frente do ministerio da Fazenda quando se ouviu um tiro que, segundo pessoas que presenciaram o facto, fôra de carabina e disparado por um homem que vestia casacão, e que tinha saído da fila do povo que estacionava no passeio, do lado da praça”, conta o DN. A esse tiro outros se seguiram, com as consequências que se conhece: o rei e o príncipe herdeiro morreram, o infante D. Manuel ficou ligeiramente ferido num braço. Mortos também os dois assassinos: Manuel Buiça e Alfredo Costa.
Depois, é a proclamação do jovem – 19 anos – e novo rei, a quem o DN deseja que seja tão “venturoso” como foi o primeiro monarca com esse nome, e a escolha de um novo chefe de Governo, Ferreira do Amaral, de quem o jornal fez um pequeno perfil.
E à medida que se procura estabilizar a vida política, preparam-se os funerais que trazem a Lisboa inúmeras delegações de casas reais europeias com as quais o rei tinha ligações familiares ou apenas amizades. Por exemplo, em Londres, foi decretado luto pela morte do monarca português. Da França republicana veio também uma delegação. “Dezenas de jornalistas estrangeiros” acorreram também a Lisboa para cobrirem o que estava a acontecer, tal foi o impacto do regicídio além-fronteiras.
D. Manuel II, que não estava preparado para reinar, afirma querer fazer o melhor para a nação, mas todos os seus esforços não serão capazes de travar as ideias republicanas que se afirmam e que acabam por vencer em outubro de 1910.
LUMENA RAPOSO

Nas dezenas de páginas que o DN produziu relacionadas com o atentado que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe não existe a assinatura de um único jornalista, editor ou diretor do jornal. Percebe-se que todo o trabalho foi fruto de uma equipa que não se poupou a esforços para dar diariamente ao leitor o que acontecia nas principais cidades e nas pequenas cidades de província de onde chegavam a Lisboa milhares de telegramas de condolências e onde foram rezadas missas em memória de D. Carlos e do príncipe. Além disso, os redatores do DN responderam positivamente ao pedido de informações de jornais da Europa e do Japão que “queriam saber o que se estava a passar em Lisboa”.

Fonte: Manuel Beninger