A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quarta-feira, 2 de julho de 2014

HOMENAGEM A SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN


Casa Andresen - actual Jardim Botânico do Porto
Vista aérea da praia da Granja, em Gaia, Porto

Sophia de Mello Breyner Andresen é hoje transladada para o Panteão Nacional. Um vulto da literatura portuguesa do século XX, que para além da qualidade da sua obra escrita se sobressaiu na luta pela liberdade enquanto monárquica e democrata.
Não podiamos deixar de lhe prestar esta homenagem ou não tivesse passado a sua infância na Casa Andresen, no Campo Alegre ou mesmo nas praias da Granja em Vila Nova de Gaia que tanto a inspiraram.


Decorrem hoje em Lisboa as cerimónias de trasladação da grande escritora Sophia Mello Breyner Andresen, que se distinguiu, para lá da sua extraordinária obra poético-literária, pela sua intensa actividade cívica, na luta pela liberdade no seu País como monárquica democrata. Que esta homenagem saliente a completa dimensão e grandeza de Sophia. De Portugal.
 
 Decorrem hoje em Lisboa as cerimónias de trasladação da grande escritora Sophia Mello Breyner Andresen, que se distinguiu, para lá da sua extraordinária obra poético-literária, pela sua intensa actividade cívica, na luta pela liberdade no seu País como monárquica e democrata. A propósito da agenda e nomeadamente da missa por sua  alma que será celebrada pelo patriarca de Lisboa mais logo às 17,00 na capela do Rato, não foi sem estranheza que esta manhã nas notícias pela rádio, em modos de justificação, ouvi ser referido que a escritora era católica "mas de esquerda". Pena que tanta miopia não deixe alguns ver a verdadeira dimensão de Sophia. Que é de Portugal.

XX CONGRESSO DA CAUSA REAL EM VIANA DO CASTELO

SAR o Senhor Dom Duarte, embora tivesse apenas participado no encerramento do XX Congresso da Causa Real, que se realizou no dia 28 de Junho em Viana do Castelo, veio almoçar com os Congressistas. Nas fotografias pode-se identificar o Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo, Dr. José Aníbal Marinho Gomes, o Dr. Porfírio Silva e o Dr. Pedro Pedro Miguel Gonçalves Giestal, também da Real Associação de Viana do Castelo. Identificam-se ainda o Dr. Gonçalo Pimenta de Castro, Presidente da Direcção da Real Associação de Braga, e alguns membros da sua direcção e elementos da Juventude Monárquica, designadamente o seu presidente Diogo Tomás. Destaque ainda para a presença do Dr. Luís Luis Lavradio, Presidente da Causa Real, estando ao seu lado o Dr. Paulo Teixeira Pinto, ex-Presidente da Causa Real.


Fonte: Real Associação de Viana do Castelo



Recepção a S.A.R., Dom Duarte de Bragança - XX Congresso da Causa Real

SOLUÇÃO PARA O ESTADO DAS COISAS REPUBLICANO

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Autor: Miguel Villas-Boas *

O Estado das Coisas Republicano, desde a sua inauguração, passou por muitos estados evolutivos: começou pelo Idealismo que cedeu o lugar ao Oportunismo. O Oportunismo dos velhos republicanos conduziu o País para o Estado de Guerra – pois logo tratou de o meter numa de duvidosas causas, mas de perniciosos efeitos (I.ª Guerra Mundial) -, depois passou ao Estado Ninguém Se Entende ou Anarquia – com combates de egos e com lutas figadais – que conduziram ao Estado da Bancarrota, que por sua vez levou ao Estado Novo. Findo esse Estado, veio o Estado Tendencialmente Socialista que acabou novamente no Estado Ninguém Se Entende até que chegou o Estado Social e Democrático de Direito, que acabou torto – não por ser de Direito, mas republicano – e novamente no Estado de Falência, e que originou o Estado de Emergência Financeira que nos levou ao Estado A Que Chegámos!
 
Com tantos estágios que originaram uma tal Involução, concluiu-se que o Estado das Coisas Republicano não passou, portanto, de algo que começou e acabou dentro de si, de um simples fait-divers.
 
O republicanismo é um sistema com características autoritárias e integralistas porque atribui o monopólio da Verdade e da Ciência a um só regime a uma só classe, a partidária republicana.
 
Não pode haver uma proclamação formal de direitos e depois haver um desvio aos princípios fundamentais, nomeadamente na restrição do direito a ser e na liberdade de decidir, assim como no acesso à justiça, à saúde e a bens culturais apenas por falta de capacidade financeira.
 
Esta transformação do Estado pode em última instância conduzir ao aparecimento de regimes não democráticos de diversas inspirações sendo o mal menor um Estado – Polícia que escolhe por nós e nos diz como devemos viver, mas isso é muito restritivo e pouco condizente com os hodiernos tempos de liberdade. Pelo contrário, queremos fazer as nossas escolhas num Estado democrático de bem-estar, com consciência da virtude da dignidade da pessoa humana.
 
No estado democrático e social de direito não há um governo representativo clássico, mas uma democracia representativa, pelo que não pode haver uma quebra do contrato social que o governo estabeleceu com os cidadãos eleitores, perdendo no caso de fractura a legitimidade democrática.
 
É por culpa do sistema de governo republicano, pelas suas insuficiências e limitações naturais, a situação angustiante e difícil em que vive, actualmente, o Povo português, sem possibilidade de desenvolvimento económico e intelectual. De resto, lembremo-nos do sábio Pensamento do Imperador romano Marco Aurélio: “O Isto é da mesma família do Aquilo”.

A Solução

Uma Democracia organizada sob o molde de um governo parlamentar sob a forma de uma Monarquia Constitucional é o modelo de regime que fica mais próximo do hábito e costumes portugueses em que o poder do Rei sempre adveio de um pacto com as Cortes – que no fundo era um Congresso de Chefes. O Rei seria assim o primus inter pares entre os barões do reino. Esse pacto numa Monarquia Constitucional Parlamentar será firmado com o Parlamento que Aclamará o Rei, passando a ser assim o primeiro magistrado da Nação e o primeiro entre iguais – os portugueses.
 
A Monarquia Constitucional é uma forma de governo em que um Monarca desempenha a função de Chefe de Estado dentro das directrizes de uma Constituição, pelo que existe uma total compatibilidade entre a Monarquia e a Democracia.
 
Esta forma de governo distingue-se da Monarquia Absoluta, pois nesse regímen um Monarca Absoluto serve como fonte de vontade no Estado e não está legalmente vinculado a qualquer Constituição e, como tal, possui poderes para regular o seu respectivo governo.
 
Haverá assim, um intérprete da Vontade Nacional: o Rei! Com sensatez e afinco, o Rei com o seu Poder Moderador acrescentará aos três poderes, já, procedentes do século XVIII – legislativo, executivo e judicial -, um quarto poder, o Moderador. O Poder Moderador exercido plena e livremente pelo Rei será o trunfo de toda a organização política e competirá exclusivamente ao Rei para velar pela manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos mais Poderes Políticos.

“Nas monarquias representativas o rei não é um indivíduo, é um princípio, é uma instituição encarnada no homem, cujos defeitos se corrigem, cujas paixões se eclipsam na impossibilidade de fazer mal; não sendo aliás um autómato no jogo das instituições, nem uma quantidade negativa no desenvolvimento do país; pois no desempenho do seu papel há suficientes ensanchas para mostrar e exercer amor para com seu povo, o amor sensato, discreto e sábio [...]“ – Rui Barbosa in Obras Completas de Rui Barbosa, Salvador, Bahia. V. 2, t. 2, 1872-1874.

Portugal deve assim, voltar a ser uma MONARQUIA, sistema de governo que Serviu e Orientou os destinos do Povo e de Portugal durante quase oito séculos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

GALA DAS ROSAS II - 7 DE JULHO NO TEATRO ACADÉMICO GIL VICENTE, EM COIMBRA

A segunda edição da Gala das Rosas, organizada pela Confraria da Rainha Santa Isabel irá decorrer no Teatro Académico Gil Vivente (TAGV) no dia 7 de Julho, pelas 21.30 horas. Os bilhetes estão à venda na Confraria ou no próprio TAGV. As receitas revertem, como habitualmente, a favor das obras do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

O programa da Gala é o seguinte:

Palavras de abertura

I PARTE

Rainha Santa Isabel na Arte Portuguesa (Diaporama – org. Marco Marcelo)

Palavras do Presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel

Sons de Piano - Prof Doutor António Manuel Gaspar
Poema a S. Francisco - A. M. Gaspar
Doce Harmonia - Riz Ortolani
Valsa caprichosa - António Fragoso
Encanto do Canto - Conservatório de Música de Coimbra
Les roses de Ispaham - G. Fauré
O meu olar é azul como o céu - Paulo Banaco
Solitudine amiche-Zeffirettilusinghien - W.A.Mozart
Canto:Ana Beatriz Maia
Piano:Paulo Banaco
(Alunos das classes das Professoras Isabel Melo e Rita Dourado)

Tempo de Poesia
Bendita - João de Deus
São rosas, meu Senhor - Cândido Guerreiro
Mondego - Manuel da Silva Gaio
Rainha Santa - Cunha Neves
Oração - Fernandes Martins
O meu menino já está deitado - Arranjo de Adelino Martins
Drª Manuela Carvalhão
Carlos Jesus(guitarra portuguesa)
Participação de um grupo da Casa de Formação Cristã da Rainha Santa

Magia da Dança - Academia de Bailado de Coimbra
Rosas do Sul - Strauss
Ana Alegre; Andreia Cardoso; Carolina Canha; Carolina Matos; Catarina Branco; Filipa Mateus; Francisca Biscaia; Frederica Gonçalves; Joana Silvério; Laura Costa; Maria Mateus; Rita Alvelos; Rita Teixeira
(Direcção artística: Drª Gabriela Figo)


II PARTE

Coral David de Sousa
Orfeon Académico de Coimbra
Direcção artística: Maestro Adelino Martins
Senhora do Almurtão - Harmonização de Mário Sampaio Ribeiro
Noite - Anónimo
Trá-lá-lá - Versão portuguesa de Marques Dinis

Banda de Santana
Direcção artística: Dr. Francisco Relva Pereira
La cambiale di matrimonio - Abertura de Gioachino Rossini
Tyroleza variada
Buffalo Dances - Robert W. Smith

Solista em saxofone - João Paulo M. Pereira

Caminhos (I. J)- Grupo da Casa Abrigo Padre Américo de Coimbra

Apoteose - Coral David de Sousa/Banda de Santana
Ode à Alegria - L Beethoven
Aleluia - L. Cohen
Canticorum - G. Haendel
Hino à Rainha Santa Isabel - Francisco Relva Pereira

Apresentação: Drª Isabel Jardim / Dr. Sansão Coelho

Os bilhetes custam 10 euros e estão à venda no TAGV e na Confraria da Rainha Santa Isabel.

HÁ 100 ANOS FOI ASSASSINADO O ARQUIDUQUE FRANCISCO FERNANDO

O arquiduque austríaco Francisco Fernando à saída do comboio em Sarajevo, no dia 27 de Junho de 1914, um dia antes de ser assassinato. O futuro imperador austro-húngaro foi assassinado por um nacionalista sérvio bósnio.
Arquiduque Francisco Fernando cumprimenta as autoridades pouco antes de ser assassinato, a 28 de Junho de 1914.
Arquiduque Fernando e sua mulher, a condessa boémia Sofia Chotek, deixam a Câmara Municipal de Sarajevo, a 28 de Junho de 1914.
Arquiduque Francisco Fernando e a sua mulher, Sofia, são levados de carro após deixarem a Câmara Municipal de Sarajevo, a 28 de Junho de 1914.
O carro que leva o arquiduque Francisco Fernando e sua mulher, Sofia, é visto segundos antes dos tiros que tiraram a vida ao herdeiro do império austro-húngaro.
O terrorista sérvio Gavrilo Princip, à direita, é preso momentos após ter assassinado a tiros Francisco Fernando, em Sarajevo.
Foto não datada mostra o arquiduque Francisco Fernando, em primeiro plano, e sua mulher, Sofia, ao fundo, mortos, após o atentado que tirou a vida do casal em Sarajevo.
Uniforme de general da cavalaria de Francisco Fernando, traje que o arquiduque usava no momento em que foi assassinado, é exibido no Museu da História Militar em Viena, na Áustria.
Trajes usados por Francisco Fernando e o sofá onde ele foi recostado antes de morrer, ainda com marcas de sangue, são exibidos no Museu da História Militar em Viena, na Áustria.
Carro onde estavam Francisco Fernando e sua esposa, Sofia, no momento do atentado em Sarajevo que tirou a vida dos dois é exibido no Museu da História Militar em Viena, na Áustria.

O assassinato do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do Império Austro-Húngaro junto com o de sua esposa, a duquesa Sofia, é considerado o episódio decisivo para o início da Primeira Guerra Mundial. A morte deste importante personagem da política europeia ocorreu num atentado executado a 28 de Junho de 1914, em Sarajevo, actual capital da Bósnia e Herzegovina, e à época, província da Áustria-Hungria.
O atentado foi obra de um activista sérvio, Gavrilo Princip, membro do grupo "Jovem Bósnia" (que agrupava sérvios, croatas e bósnios). O acto tinha um objectivo político, o de causar a separação das províncias eslavas da Áustria-Hungria, para que as mesmas se pudessem juntar à Grande Sérvia, ou "Jugoslávia".
A Bósnia e Herzegovina estava sob domínio da Áustria-Hungria desde 1878, mas era ligada etnicamente e culturalmente ao reino independente da Sérvia. Este reino tinha desde 1903 uma monarquia de cunho altamente nacionalista, e desejava restabelecer as fronteiras do antigo Império Sérvio do século XIV. No dia do atentado, Francisco Fernando estava de viagem à Bósnia para assistir a manobras militares e para inaugurar as obras de um novo museu em Sarajevo.