A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 2 de agosto de 2014

VISITA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À TAILÂNDIA

A passagem, de Dom Duarte Pio de Bragança, pela Tailândia pode e bem ser considerada histórica e o principal motivo de tal honraria é que os portugueses quando iniciaram relações amistosas com a Tailândia, em 1511, Portugal era governado pela monarquia e como Rei Dom Manuel I o Bem-Aventurado. Porém quando a comunidade do bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição foi criado em 1674, o Rei de Portugal, seu antepassado em linha recta, era Dom Afonso VI.

Embora a visita efectuada de Dom Duarte Pio e membros de sua família real, a Banguecoque, não tenha sido de carácter oficial, além de um almoço com SA a Princesa Maha Chakri Shiridorn, iniciativa do embaixador da Tailândia, acreditado em Lisboa, viria a conviver com a comunidade tailandesa e luso descendente no Bairro Português de Nossa Senhora Imaculada da Conceição na área de Sam Sem, a norte do centro da cidade de Banguecoque e na margem direita do Rio Chao Prya (dos reis e mãe das águas), cuja a fundação vem da década de setenta do século XVII.

A visita ao bairro português de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, no passado dia 25 de Julho de 2014, a que teve o acompanhamento do embaixador Luis Barreira de Sousa, representante de Portugal no Reino da Tailândia, era uma visita, programada, desde Portugal por Dom Duarte Pio durante sua passagem por Banguecoque.

As imagens a seguir, legendadas, dão conta do evento assim, como contam a história da vivência dos portugueses e seus descendentes desde o tempo remoto de sua fundação.
A Igreja de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, com o adro à sua frente, a poucos metros da margem direita do rio Chao Prya.Imagem obtida minutos antes da chegada de Dom Duarte Pio e seus acompanhantes ao Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição.


Junto às 6:30 do dia 25 de Julho, caia a noite quando Dom Duarte Pio, a seu lado esquerdo sua esposa Dona Isabel Herédia, surgiram numa rua do Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, vindos do ancoradouro, guiados pelo Prior da Igreja Manoot Somsuk, a seu lado direito o anfitrião da Comunidade Portuguesa do Bairro Manopchai Vongphakdi, descendente da família Ribeiro e proeminente do bairro.
Senhor Manopchai Vongphakdi, ao lado esquerdo de Dom Duarte, o guia e mestre de cerimónias durante a visita ao bairro da realeza lusa. Destaca-se que senhor Manopchai Vongphakdi é um diplomata, de brilhante, de carreira do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia, Director-Geral dos Assuntos da Ásia do Sul, Médio Oriente e África, responsável por conseguinte das relações bilaterais da Tailândia com mais de 80 países.
Por esta ruela (imagem obtida durante a tarde) passou Dom Duarte Pio em direcção ao cemitério do Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, fundado há 353 anos. No bairro morou uma numerosa comunidade portuguesa que além, da prova, dos registos de nascimento, casamentos é óbitos, a escritora Ana Leonoews, professora de inglês da corte do Rei Mongkut, dá conta disso de quando visitou o bairro. Escrevemos a história em três partes, pouco conhecida, que poderá ser lida clicando: 1ª parteAQUI  2ªparteAQUI 3ªparteAQUI
Dom Duarte Pio entra no cemitério do Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição seguido pela sua comitiva
Segue Dom Duarte Pio o casal Isabel Maria e Vasco Pereira Coutinho, 1º Marquês de Pereira Coutinho (para mais clique AQUI) grande empresário português, no sector imobiliário e o maior investidor, português, na China há mais de 20 anos.
Na imagem: da esquerda para a direita: Maria do Rosário Barreira de Sousa, senhora Marayart Benyasut, gestora de ativos na seguradora Assets Insurance, Embaixatriz Maria da Conceição Barreira de Sousa, e Dr.ª Araya Thongphiew, médica da Comunidade do Bairos de Nossa Senhora Imaculada da Conceição.
A visita aos túmulos no cemitério do bairro. Na imagen Dona Isabel de Herédia, Dom Duarte Pio e senhor Manopchai Vongphakdi.
O jazigo, com mais de 200 anos onde encontram os restos mortais de Jerónima da Costa que foi senhora, proeminente, portuguesa no bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição. A paróquia que administra o cemitério tem mantido em pé esta peça, tumular, histórica e a lembrar a presença lusa na Tailândia.
Nesta imagem Dom Duarte Pio, dentro do cemitério, responde a uma pergunta feita por seu filho Afonso Príncipe da Beira.
Terminada a visita ao cemitério Dom Duarte segue para visitar outro lugar histórico, a primeira igreja do Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição erigida pelos missionários do Padroado Português do Oriente, organização eclesiástica, genuinamente portuguesa e fora da administração da Igreja do Vaticano. A grande obra da expansão portuguesa na Ásia e Oriente, se deve, em parte aos missonários do Padroado.
A primeira igreja construída, no Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição, pelos missionários do Padroado há 339 anos.
Dom Duarte Pio, Dona Isabel Herédia dentro da velha igreja que hoje serve de museu.
O altar da primeira igreja, o sacrário e uma estátua de S. João Baptista a seu lado esquerdo.
Relíquias de séculos ali guardadas no museu. Gostámos de voltar a ver o museu, agora, bem organizado, depois de o termos visto há 30 anos ser um armazém de arrumações de objectos e paramentos, religiosos, espalhados pelos vários espaços.
Dom Duarte Pio, sua família e seus acompanhantes sentados para a celebração da missa.
Sentam-se os fieis para a celebração. Porém e porque era uma sexta-feira e a horas que muitos católicos residentes no bairro, não chegaram do seu trabalho a casa os bancos da nave da igreja de Nossa Senhora Imaculada da Conceição não foram preenchidos, ao contrário do que sucede na missa dominical de domingo.
Dá-se o inicio à celebração da missa.
O prior da Igreja de Nossa Senhora Imaculada da Conceição Manoot Somsuk preside à celebração da missa.
Momento de fervor, de fé e meditação

Prior Manoot Somsut inicia a Eucaristia transformando o vinho no precioso Sangue de Jesus Cristo e o alimento espiritual dos fieis que assistem à celebração da missa.

A Família Real Portuguesa, espiritualmente preparada para tomar a hóstia, o corpo do Senhor.

Dom Duarte Pio de Bragança é o primeiro a tomar o Corpo do Senhor

Em segundo Dona Isabel Herédia

Em terceiro Dom Afonso Príncipe da Beira, 18th Duke de Barcelos e em primeiro lugar de herdeiro da Coroa da Monarquia Portuguesa.

Em quarto Maria Francisca, Infanta de Portugal e a 3ª em linha da sucessão.

Em quinto Infante Dinis Duke do Porto e o 2ª em linha de sucessão.

Segue-se a Embaixatriz Maria da Conceição Barreira de Sousa.

Por último toma a hóstia o Embaixador Luis Barreira de Sousa.

Depois de recebido o corpo do Senhor tempo para meditação

O Prior Manoot Somsuk dá por finalizada a cerimónia religiosa. Outra irá começar

Cerimónia de alto significado principa de quando Dom Duarte Pio, transmite ao Prior Manoot Somsuk, que vão condecorar a Paróquia de Nossa Senhora Imaculada da Conceição com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

O Diplomata Dr. Manopchai Vongphakdi, luso descendente, vai servir de comunicador entre Dom Duarte Pio e os fieis presentes na igreja traduzindo palavras de inglês para a língua tailandesa.

Dom Duarte Pio de Bragança faz a entrega ao Prior Manoot Somsuk o estojo com a medalha, condecoratica da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Prior Manoot Somsuk e Dom Duarte Pio, mostram aos fieis presentes, na nave da igreja, a condecoração com que a Paróquia de Nossa Senhora Imaculada da Conceição foi agraciada.

Imagem em "closeup" da medalha e o diploma da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Depois da cerimónia da condecoração, Prior Manoot Somsuk presenteia uma medalha em ouro com a imagem de Nossa Senhora Imaculada da Conceição.

Segue depois a foto para a posteridade com os priores da Igreja da Imaculada Conceição, Dona Isabel Herédia e Dom Duarte Pio.

Depois da entrega a medalha à Embaixatriz Maria da Conceição, para futura memória uma imagem. Da esquerda para a direira: Dr. Manopchai Vongphakdi, priores da Igreja da Nossa Senhora Imaculada da Conceição e os embaixadores de Portugal.

O jovem, luso descendente Jirawach Wongngernyuang, filho mais velho do falecido, capitão da Marinha Real da Tailândia, assistente do director-geral da importante empresa DB Shenker, conta, em português, a história da Bairro de Nossa Senhora Imaculada da Conceição

Fotografia de família de residentes do Bairro Português de Nossa Senhora Imaculada da Conceição que perpetuará a visita, única até hoje, de uma Família Real Portuguesa .

Mais uma bonita imagem onde os sorrisos são o tom principal e dizem-nos tudo sobre a agradável presença da Família Real Portuguesa, na Tailândia, que desde a sua fundação tem sido orientada por reis de várias dinastias, reinantes, desde 1180 e a eles se deve a união e o progresso do povo tailandês. Recorda-se aqui que dois reis da Tailândia visitaram Portugal, Suas Majestades o Rei Chulalongkorn, década noventa do século XIX e Bhumibol Adulyadej em 1960. Sua Majestade Bhumibol Adulyadejo, o monarca, actual, reinante foi entronizado Rei da Tailândia em 1946, com 68 anos de reinado e o monarca, em todo o mundo, que leva mais anos a orientar o povo de uma nação.

A última imagem da cerimónia no interior da Igreja de Nossa Senhora Imaculada da Conceição a Dr.ª Araya Thongphiew presenteia, o membro mais jovem da Família Real Portuguesa, o Infante Dinis Duke do Porto, com uma monografia que conta a história do bairro mais antigo, fundado pela comunidade lusa tailandesa, na capital da Tailândia.

A saída da Família Real Portuguesa da Igreja da Nossa Senhora Imaculada da Conceição, para uma ceia oferecida, na Residência Paroquial, pela comunidade residente e luso descendente no bairro.

A gruta, iluminada, no lado esquerdo do adro da igreja, com a estátua de Nossa Senhora Imaculada da Conceição.

Dentro de momentos vai ter início uma ceia, ligeira, na Residência Paroquial, em honra da visita da Família Real Portuguesa ao Bairro de Nossa Senhora da Conceição.

Na boa tradição cristã é rezada oração antes da ceia

O sinal da cruz depois da oração

E todos preparados para a ceia e o último acto da visita da Família Real Portuguesa ao Bairro Português de Nossa Senhora da Conceição.

Embaixador Luis Barreira de Sousa, em uma imagem, junto da Dr.ª Araya Thongphiew, média da comunidade.

Dona Isabel Heréria senta-se ao lado do Embaixador Luis Barreira de Sousa

Embaixatriz Maria da Conceição senta-se ao lado direito do Pároco Manoot Somsuk

Maria do Rosário Barreira de Sousa toma lugar à mesa junto ao Infante Dinis Duke do Porto e o mais novo membro da Família Real Portuguesa.

Dom Duarte Pio de Bragança senta-se junto ao Dr.Manopchai Vongphakdi
Fotografia e texto de José Martins. Agradecendo a ajuda do Embaixador Luis Barreira de Sousa que sem ele seria impossível elaborar este trabalho, que nos deu imenso prazer em o fazer.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O REI PROBO E BOM

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A dimensão real, em que a representação do Estado é feita por um Monarca constitucional supra-partidário, árbitro na sua elegância, de estrutura vertical, que modera todas as facções partidárias e sociais e que revela o Bem Comum para o País é a forma mais adequada e harmónica de chefia de Estado.
Dessa forma restabelece-se a unidade da representação, não como Chefe de Estado representativo, mas como representante relativamente a Povo e Nação.
Consequentemente, nenhum líder é mais representante do Estado que um Rei, dado imediato que emerge como uma cor primária aos olhos do Povo, que se sente assim sob a protecção real e natural do Pater que é o Rei. Essa ideia torna-se um pressuposto graças à independência real que nenhum outro consegue ou obtém através de uma eleição na qual parte apoiado por partidos políticos, que constitui a razão do problema da ineficácia cada vez mais clara da magistratura presidencial em qualquer república.
Ora como, muito bem, lembrou Eça de Queiroz, «em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações», pelo que mais necessário, mesmo imperioso, se torna uma figura independente que arbitre as forças partidárias.
O génio da força é estar em relação com as outras forças, mas evitando os contra-sensos, interpretando vontades e sendo reconhecido como o mais «poderoso» para poder gerar consenso – claro que não dominar, mas criar. Todas as forças políticas se afirmam na sua diferença, pelo que o Chefe de Estado não pode ser tendencialmente igual a uma dessas forças. Tem que haver uma figura, papel que só pode ser desempenhado por um Rei, que tenha uma perspectiva geral, abstracta, livre, perdendo de vista o próprio interesse; que tenha uma visão da razão com certeza imediata do que é o melhor para o Estado e não para uma das forças em conflito aberto. O Rei tem a faculdade permanente de possuir os conhecimentos indispensáveis para solucionar os problemas e para, pela mediação, convidar os demais a juntarem-se-lhe para a reflexão necessária, levá-los a reconsiderar os seus motivos e guiá-los à obtenção de um consenso que gere essas mesmas soluções para os problemas imediatos – que não raras vezes dependem totalmente do entendimento para serem dirimidos. E depois, só uma voz neutral tem segurança suficiente para se fazer ouvir, advertir e, em consequência, alcançar, dessa discussão entre contrários, o fim desejado: o bem comum.
Essa liberdade é “o mais” do Rei!
É através dos actos que se conhece o sujeito, não das suas intenções.
“A mulher de César assim como qualquer membro da sua família devem estar acima de qualquer suspeita”, terá, de acordo com Suetónio in “Vidas dos Doze Césares”, afirmado Júlio César.
De facto, é necessário ter atenção na mensagem que transparece para o exterior.
E assim, esta qualidade de isenção quase se torna uma virtude de Estado.
Por isso, não obstante a previsão dos poderes reais numa Constituição, os poderes do Monarca Constitucional estendem-se para lá desses limites, não de forma negativa, mas antes pelo contrário para aconselhar os políticos tendo em vista como melhor servir a Nação.
“O Rei fala, e um seu gesto tudo prende,
O som da Sua voz tudo transmuda.
E a Sua viva Majestade esplende.”
Fernando Pessoa, 31/7/1935
Com um Rei, da representação natural, intuitiva, que não age de modo absoluto, pois é um Monarca constitucional, passa-se depois à representação da representação, isto é, efectiva, o mesmo será dizer que, depois da imaterialidade, este adquire uma verdadeira lógica. Existe uma instantaneidade, uma ligação directa entre o Rei e o Nacional, pois o Rei é uma Entidade que encerra o peso simbólico da representação histórica, e essa legitimação cultural é muito importante, porque o Monarca guarda Nele a tradição dos antepassados e dos costumes da Nação. Da intuição que se tem dos caracteres próprios da magistratura real derivada do direito natural – pois entre o Rei e o Povo existe uma relação quase familiar, assente nos princípios naturais – deriva depois, dessa quase abstracção, um conceito autêntico e determinável, adquirindo universalidade e determinação em si mesmo, que se apresenta como o mais capaz não só para representar Povo e Nação, mas para resolver os problemas do Estado secular.
Assim, o Povo está e confia no Rei, revê-se Nele e orgulhosamente imita o Seu exemplo. O Rei é o exemplo e a referência!
“No semblante iluminado do Rei está a vida, e a sua benevolência é como a nuvem da chuva serôdia” – Provérbios 16:15
A autoridade dá as piores provas da sua força quando força a obediência pelo medo e alcança a submissão pelo terror. É provado que o afecto granjeia muito melhores resultados que o receio. Dessa relação especial, surge outro factor: o Rei é um canal privilegiado do Povo. E por exemplo como em Portugal os governantes sempre gozam de uma bills de indemnidade, isenção de responsabilidade, mesmo quando violam a Constituição, o Rei seria muitas vezes a única defesa do Povo, o único fiscalizador isento contra decretos ditatoriais.
“Uma Monarquia conduzida com sabedoria e benevolência é a forma mais perfeita de todos os governos”, enunciou Ezra Stiles, famoso pedagogo norte-americano.
A afabilidade que os Reis sempre demonstram com o Seu Povo não é um excesso de cortesia nem compromete a Sua potestade, muito pelo contrário aproxima uns e outros e permite nesse acto de aproximação o dom precioso da concórdia, da harmonia dentro do Estado, algo que só alguém que interpreta a vontade nacional e representa todos os cidadãos, obtém.
Relativamente a um outro aspecto importante, se se pretende que o Chefe de Estado represente o País e, consequentemente, as suas gentes, o Primeiro Cidadão deve ter uma postura que corresponda à dignidade do cargo e às suas funções representativas. Ora aqui é determinante a educação recebida pelo Chefe de Estado, que deve ser desde tenra idade preparado para esse cargo representativo. Esse papel que tem de ser exercido com urbanidade, graça, distinção, só pode ser correctamente desempenhado por um Rei, pois o Príncipe herdeiro é instruído, ensinado, lapidado para melhor representar a Nação. A educação do Príncipe Real é orientada da forma que se entende ser a mais adequada ao melhor desempenho do seu futuro Ofício de Rei, de forma a Reinar da forma mais útil e favorável para o País, tendo uma superior consciência dos problemas nacionais, mas também para representar de forma mais apropriada os costumes da Nação, a civilidade do seu Povo e a ter a polidez necessária que evite embaraços diplomáticos e gaffes protocolares. Por muito que existam pessoas competentes nas instituições de Protocolo de Estado, nas repúblicas, nem mesmo um árbitro das elegâncias e mestre-de-cerimónias como Petronius Arbiter poderia moldar em tão curto espaço de tempo um qualquer mais alto representante de uma qualquer república, que não foi educado durante toda a sua vida para exercer tais funções como foi um Rei. Por isso nunca um qualquer presidente de uma qualquer república pode ter o mesmo grau de urbanidade, polimento, delicadeza e savoir-faire que um Rei – para quem tudo isso é inato, porque para isso foi preparado toda a Sua vida.
O Rei serve, também, a Nação, da melhor forma, na representação externa, abalizado no prestígio e nas relações privilegiadas com os demais chefes de estado muitos deles monarcas, e muitos deles com relações de parentesco. Sem dúvida que este é um argumento muito importante a favor da Monarquia Constitucional, uma vez que enquanto embaixadores privilegiados dos seus países, os Monarcas são uma mais-valia não só a nível político, mas, também, económico: lembremo-nos que, aqui no País vizinho – a título exemplificativo – el Rey Don Juan Carlos I e comitiva na sua última viagem de estado ao Médio-Oriente alcançaram contratos no valor de 3.200 milhões de euros para as empresas espanholas, vem diferente do que acontece por cá, em que opíparas embaixadas voltam sempre do estrangeiro com pouco mais que as habituais promessas.
Quanto à sucessão hereditária nunca será um óbice ao pluralismo e à Democracia mas, ao contrário, ainda os amplifica, pela simples razão que a sucessão hereditária, a normalidade dinástica, garantem uma legitimidade que é a independência face ao poder político e uma dedicação sincera influenciada pelos princípios, qu nenhum outro Chefe de Estado goza.
O Rei, Chefe de Estado neutro, tem como único partido o interesse nacional, servindo de árbitro entre as várias forças políticas e sociais, permitindo que o Estado frua de uma Paz Coroada. O Rei facilita o funcionamento do Estado.
Mais ainda, a normalidade dinástica é uma enorme mais-valia pois possibilita a continuidade que é a derradeira forma de permitir uma evolução sem fracturas sociais e políticas.
A sucessão dinástica é a única que permite, também, a regeneração do cargo, com a sucessão de um herdeiro mais jovem e de outra geração com ideias renovadoras, algo que não acontece com uma eleição presidencial, em que substitui um presidente outro presidente mais ou menos da mesma idade, e como tal com a mesma mentalidade.
A Sucessão de um Rei por outro permite, da mesma forma, uma mudança de estilos só possível por o novo Rei ser mais novo e como tal educado noutra época e com outra perspectiva do estado das coisas e das pessoas; já a um presidente substitui um político unívoco, da mesma geração, incrustado nas mesmas ideias, fruto do habitual e eterno rotativismo partidário.
Ó Rei?! Onde Sois? 
Voltai, urge o REI!
Ergue-te e acontece!
Ó Vitória vem,
A PORTUGAL, QUE O REI REGRESSE!
Miguel Villas-Boas