A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SÃO NUNO DE SANTA MARIA, ROGAI POR NÓS!

O Santo Carmelita de nacionalidade Portuguesa, canonizado em 2009, por Bento XVI e cuja Memória hoje celebramos, nasceu recebendo o nome de Nuno Álvares Pereira em 24 de Junho de 1360, filho natural de D. Álvaro Gonçalves Pereira (Prior da Ordem de S. João do Hospital), e de Iria Gonçalves do Carvalhal, sendo legitimado pelo Rei D. Pedro, quando tinha apenas a idade de um ano. Já adolescente, na idade de treze anos, entrou na corte de D. Fernando, sucessor de D. Pedro e armado cavaleiro e escolhido para escudeiro da Rainha, D. Leonor Teles. Nuno gostava de ler as novelas da cavalaria, e tomou para seu modelo o cavaleiro Galaaz, predisposto a uma vida de castidade. No entanto, acabou por ceder á vontade dos pais, contraindo matrimónio com uma senhora, D. Leonor de Alvim, já viúva, do casamento resultando três filhos, sobrevivendo apenas Dona Beatriz, ou Dona Brites.

Dona Leonor veio a falecer em Janeiro de 1388, dando a Nuno Álvares Pereira as condições, por ele fortemente desejadas, para uma vida de perfeita castidade. Entretanto, adestrado nas artes de guerra, salientou-se, pela coragem e argúcia em diversos episódios bélicos, anteriores à crise dinástica de 1383-1385, crise essa determinada pelos problemas da sucessão régia, derivados da morte do rei D. Fernando. Diversos eram os pretendentes mas nenhum agradava ao povo, porque, de uma forma ou de outra, Portugal teria um castelhano por Rei, e, por isso, a preferência era dada a um filho bastardo de D. Pedro I, D. João, Mestre da Ordem de Aviz, que encontrou em Nuno o seu principal colaborador, e estratega, contra a sujeição do Reino a Castela em defesa da íntegra independência portuguesa. No triénio de 1383 a 1385 os seus sucessos de guerreiro foram ímpares, sendo nomeado Condestável do Reino. Em face das suas virtudes heróicas e religiosas, desde muito cedo recebeu do povo o título de Santo Condestável.

Sendo um guerreiro, não foi por vocação bélica, mas por defesa de valores que ele considerava primaciais: por um lado, o amor á Pátria e a lealdade ao monarca escolhido pelo povo, D. João I, por outro lado, o espírito da cruzada, face à posição de Castela, que optara pela obediência ao papa de Avinhão (durante o Grande Cisma do Ocidente), enquanto Portugal se manteve leal a Roma, de onde ter direito ao título de Nação Fidelíssima. Por conseguinte, a gesta heróica do Condestável teve em vista, de forma especial, a unidade da Igreja na obediência romana.

As virtudes militares não o levaram a esquecer as virtudes cardeais, sobretudo a caridade. São muitos os testemunhos coevos sobre a caridade que praticava com os adversários, não os considerando inimigos, mas apenas opositores. No final de várias batalhas, ele mesmo ordenava os seus militares que tratassem dos mortos e sobretudo dos adversários feridos em combate, aos quais protegia da espontânea revolta popular. Isto é: fez a guerra em nome da paz.

Ainda guerreiro, era conhecido por ser um homem de fé e de oração, raro iniciando uma peleja sem antes se recolher em oração, sem pressa de combate.

 Reprodução da espada de D. Nuno existente no Convento do Carmo em Lisboa.

Em reconhecimento dos serviços prestados ao País e ao Reino, foi largamente premiado pelo Rei D. João I com a oferta de muitos bens, sobretudo terras e povoações, com direito a foros e outras benesses, tornando-se o homem mais rico de Portugal a seguir ao Rei.

À medida que os deveres bélicos o deixavam mais livre, e já coberto de glórias, iniciou uma nova fase de vida, em 1393, partilhando com os seus companheiros de armas algumas das numerosas terras que lhe tinham sido doadas. Preconizando para si mesmo uma vida de oração e de contemplação, iniciou, em 1389, numa das colinas de Lisboa, a construção de um convento, com Igreja de estilo gótico que chegou a ser tida como a mais bela da cidade.

Deu ao Convento o nome de Nossa Senhora do Vencimento, em acção de graças pelas suas vitórias e, poucos anos depois (decerto 1397), escolheu para habitantes do novo Convento os frades Carmelitas que, nessa época, só dispunham de uma comunidade, em Moura, no Sul de Portugal.

Para Governo e sustento da nova comunidade de Lisboa, que veio a ser a mais importante, fez a doação de um valioso património, reservando-se o direito de ser ele a administrar esse património, enquanto vivo fosse. Em 1423, celebrando-se o I Capítulo Provincial dos Carmelitas portugueses, D. Nuno fez a doação definitiva da igreja e convento de Lisboa à Ordem do Carmo, nela professando como donato, recusando mesmo o título de Frei, gostando de ser chamado Nuno, simplesmente Nuno.

Desprendido dos bens materiais, desejou realizar três intenções: mendigar o sustento pelas ruas da cidade, não consentir outro título que não fosse Nuno, e sair de Portugal para viver onde fosse desconhecido. Não foi preciso sair, porquanto D. João e D. Duarte lhe estabeleceram uma pensão para seu sustento, pensão essa que, ao fim e ao cabo, Nuno de Santa Maria distribuía pelos pobres e necessitados que á porta do convento se aglomeravam, ganhando, entre o povo, o título de Pai dos Pobres.

Afastado do estrépito das batalhas, procurando no essencial a justiça e, no resto, o amor, a sua figura faz-nos lembrar Elias e a sua espada de fogo, em defesa do Deus único e verdadeiro. A piedade, a resolução, a confiança, a fé viva, o zelo, a oração poderosa e a contemplação, já se acham na pessoa do cavaleiro, destinado a tornar-se um Galaaz, não da guerra, mas do Carmelo, procurando combater o bom combate (2 Tm., 4,7). O herói revela-se a caminho da santidade, confirmando a regra de que o verdadeiro herói é o Santo. Já antes de professar na Ordem do Carmo, que preferiu em vista do seu altíssimo culto por Maria, Mãe de Jesus, Nuno dera provas de pureza e de castidade, de silêncio e de oração, praticando as virtudes teologais e cardeais, em prova da renúncia à sedução do mundo.

Todavia, os carismas que se tornam mais palpáveis são os do despojamento e da pobreza. Desprende-se de toda a propriedade material, torna-se pobre e vive como pobre para os pobres. Assim o viu o autor da Crónica do Condestável: “apartou-se a servir a Deus em estado de pobre”. Uma opção de radical significado, algo fundamentada na dialéctica pobreza/riqueza, em que assumiu serem, os pobres, o tesouro dos ricos.

Frequentando os sacramentos, o seu cordial amor pela Virgem do Monte Carmelo levou-o a promover o culto mariano, mediante a devoção pelo significado do Escapulário. Com efeito, começou por convidar pessoas do seu conhecimento, tanto nobres como pobres, a reunirem-se para a prática devocional do Escapulário, dando origem à primeira Confraria de Leigos em Lisboa, chamada “Confraria do Bentinho”, origem da futura Ordem Terceira Secular. Foi, portanto, um pró cere militante, ou mesmo fundador, do movimento do laicado carmelita.

Três ideais distintos definem o perfil de São Nuno: a imitação de Galaaz, em defesa das causas nobres, da justiça e da paz; o amor à terra dos seus, a Pátria; e, por fim, a absoluta imersão na vida religiosa, sempre motivada por uma razão transcendente, resumida no ideal do serviço de Deus.Beatificado em 1918, pelo Papa Bento XV, é agora canonizado pelo Santo Padre Bento XVI, deste modo se confirmando tanto a antiguidade do culto como o provado exercício das virtudes heróicas.


Modelo para a Juventude, servo dos pobres, o seu exemplo desafia os tempos modernos para ser imitado, ao menos na essencial prática, a caridade activa, expressa na Obra intitulada “Caldeirão do Beato Nuno”, destinada a auxiliar os mais necessitados. A canonização servirá, não só para dispor a sua imagem nos altares, mas também, e sobretudo, para um novo desafio, porventura a expressar na associação de toda a Família Carmelita, (abrangendo as Ordens, os sodalícios das Ordens Terceiras e as Confrarias Populares), associação essa destinada a bem fazer a favor dos pobres, incluindo os muitos dos povos lusófonos em busca de saúde e do modo de vida. Ou seja: renovar a opção pelos pobres e sedentos de pão, de caridade e de justiça.

Jesué Pinharanda Gomes

Fonte: A Saúde da Alma


Oremos:



Senhor nosso Deus, que destes ao bem-aventurado São Nuno de Santa Maria a graça de combater o bom combate e o tornastes exímio vencedor de si mesmo, concedei aos Vossos servos que, dominando como ele as seduções do mundo, com ele vivam para sempre na Pátria Celeste.



Por Cristo, Nosso Senhor.





 

Viva S.Nuno !

Senhor, que destes a São Nuno de Santa Maria a graça
de imitar fielmente a Cristo pobre e humilde, fazei que também nós, vivendo plena mente a nossa vocação, caminhemos para a santidade perfeita,à imagem de Jesus Cristo,
vosso Filho,Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

REAL DE VISEU CELEBROU OS 623 ANOS D'EL REI D. DUARTE I

 


 


 


 

623º ANIVERSÁRIO D'EL REI DOM DUARTE
A REAL DE VISEU COMEMOROU, NO PASSADO DIA 31 DE OUTUBRO, COM A PRESENÇA DE ENTIDADES CONVIDADAS.
DEPOSIÇÃO DE RAMO DE FLORES NA ESTÁTUA DO REI.
PALESTRA " D. DUARTE E A ARTE DE SER PORTUGUÊS" PELO DR JOSÉ VALLE DE FIGUEIREDO

terça-feira, 4 de novembro de 2014

FOTOGRAFIAS DO JANTAR DE 25 ANOS DA REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA (I)

 
João Brito e Cunha, Isabel Rilvas, D. Duarte de Bragança e João Távora

 
Raul Bugalho Pinto, Joana Lousada, Pedro Amaro, Carlos Torres, Luís Barata, Abílio Garcia dos Santos, António Jorge de Albuquerque, Ana Gomes, José Craveiro Lopes Lobão e Marta Canha e Sá

  
Visconde de Sacavém, Eduardo Sucena, Paulo Machado de Jesus, Mara Ribeiro Duarte, Luís Salgado, Isabel Meireles e Pedro Pais Ramos

  
Inês Pombo, Leonor Martins de Carvalho, João Távora, Teresa de Castro Simas, João Mattos e Silva, S.A.R. Dona Isabel, Nuno Pombo, Teresa Côrte-Real, Carlota Távora, D. Vasco Telles da Gama e Isabel Rilvas

  
Carminho Pinheiro Torres, Nuno Fernandes Thomaz, Dom Afonso de Bragança, Diogo Tomás, Antonela Calado, Jorge Costa Rosa e João de Albuquerque

  
Luís Varela, Fernanda Anica, Duarte e Maria Eugénia de Castro

  
Nuno Pombo, Presidente da Real Associação de Lisboa

  
Teresa de Castro Simas, a mais recente Sócia Benemérita da Real Associação de Lisboa

  


 
Tomada de posse da Comissão Directiva do Núcleo SUL DO TEJO.
Comandante Rocha e Abreu, António Jorge de Albuquerque e Ana Gomes

 
Tomada de posse da Comissão Directiva do Núcleo ODIVELAS
Ricardo Gomes da Silva, Abílio Garcia dos Santos e Nuno Barata-Figueira

  
SAR O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA felicita a Real Associação de Lisboa pelos seus 25 anos

  
S.A.R. D. Isabel, Duquesa de Bragança

  
 S.A.R. o Senhor Dom Afonso de Bragança

 
Nuno Fernandes Thomaz e S.A.R. o Senhor Dom Afonso de Bragança

  
SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança com Nuno Pombo e Comandante Rocha e Abreu

  
Pedro Pais Ramos e Visconde de Sacavém

  
Mara Ribeiro Duarte, Luís Vasconcelos Salgado e Isabel Meireles

  
João e Carlota Távora

  
Luísa Sá Carneiro Beirão e Maria Costa Pereira

  
Luísa e Manuel Almeida Ribeiro

  
Isabel e José Carlos Soares Machado

  
Teresa Côrte-Real

  
Aline e Thomas de Beuvink 

 
S.A.R O Senhor D. Duarte e Nuno Pombo, Presidente da Real Associação de Lisboa, recebidos pelo Sargento - Chefe Henriques da Messe Militar de Lisboa

 
Juventude Monárquica Portuguesa:
Carminho Pinheiro Torres, Nuno de Albuquerque, Masha Gama Cohen, Carlota Arantes, Diogo Tomás e Jorge Costa Rosa

1 de Novembro de 2014, Palácio Barbacena, Campo de Santa Clara.
(Fotos de Carlos Torres e Nuno de Albuquerque)

Realizou-se no passado Sábado o jantar comemorativo dos 25 anos da Real Associação de Lisboa que decorreu no Palácio de Barbacena, tendo sido presidido por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, tendo também contado com a presença de S.A.R. o Príncipe da Beira.
O Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, Nuno Pombo, na sua intervenção, lembrou que, para os monárquicos, muito mais importante do que a Monarquia é Portugal, sublinhando que "não gostamos do nosso país porque somos monárquicos, antes é pelo amor que devotamos a Portugal que defendemos a Instituição Real, que é de uma validade intemporal. Serviu a fundação de um Estado soberano com 900 anos de história. Mobilizou todo um povo na construção de uma comunidade pruri-continental e multi-cultural e há-de continuar a inspirar muitas e boas realizações."
Com a presença de numerosos associados e de antigos presidentes desta estrutura regional da Causa Real, este emotivo acontecimento serviu igualmente para dar posse aos recém-criados núcleos de Odivelas e do Sul do Tejo, que serão presididos por Abílio Santos e por António Jorge de Albuquerque, respectivamente, e para distinguir com a medalha de sócia benemérita a Senhora D. Teresa de Castro Simas pelo donativo de um relevante acervo bibliográfico de doutrina monárquica, que integrou a livraria do 2.º conde de Castro, com o qual a Real Associação de Lisboa constituirá uma biblioteca especializada.


http://www.reallisboa.pt/ral/2014/11/jantar-dos-25-anos-da-real-associacao-de-lisboa/

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MONARQUIA DO POVO VERSUS REPÚBLICA DAS ELITES

 
Hoje, a última coisa que os Portugueses, e, mesmo outros povos do mundo, desejam é ver mais políticos alçados no cadeirão republicano do poder, eleitos com falsas promessas e ombreados por agendas secretas.
 
Então, qual a solução para este vazio, para este lapso na representação?

Comparam-se os actuais regimes republicanos com Monarquias Constitucionais parlamentares hodiernas e conclui-se que é o republicanismo que padece de uma natureza elitista, muitas vezes snobe, enquanto nas Monarquias é o Povo que mais enaltece os membros das famílias reais que alimentam um vínculo com um passado singular, com uma natureza e sociedades antigas, e com aquele ideal romântico e arrebatador que é a Nação - que é imortal.

Assim o amor pela Monarquia tem um lado popular, tanto quanto o ódio pelas actuais repúblicas e elites (oligarquia política e financeira) que as repúblicas já demasiado velhas e enfermas criaram, e, que a todo o custo procuram manter o status quo, é da mesma raiz popular.

Gneco Monteverde, dirigente do partido socialista do século XIX, dirigiu-se desta forma a El-Rei Dom Manuel II: «Venho agradecer reconhecidíssimo o bilhete e a carta que V.M. houve por bem enviar-me e o interesse que V.M. continua a tomar pelos seus operários. Mal sabem eles do alto patrocínio que tão eficazmente os está auxiliando neste momento».

Enquanto figura de frente, com um papel preponderante na sociedade, um Rei em Portugal asseguraria a unidade no seio de um país demasiado dividido por querelas políticas, por questiúnculas sociais, pelo individualismo dos políticos eleitos, pelas ‘guerras’ económicas e pela quase falência financeira. A democracia, a economia e a sociedade portuguesas seriam bem mais sólidas se nestes últimos 104 anos um Monarca tivesse reinado. Nem tudo deve, a qualquer custo, ser novo e contemporâneo, pois pode avariar! Pode-se muito bem conciliar capitalismo com bem-estar social. Quem é o supremo garante desse bem-estar? O Rei, naturalmente!

Um chefe de Estado, escolhido pela sufrágio directo e universal não encarna a democracia, pois, por muito que apregoe o contrário, nunca será o presidente de todos, mas presidente apenas daquela parte dos eleitores que votaram em si, deixando de parte todos os que não foram votar – e que pelos números da abstenção que cresce de acto em acto eleitoral são a maioria -, os que votaram em branco, os que optaram por anular o boletim e os que votaram nos outros candidatos. Feitas todas estas subtracções o presidente-eleito é representante e representativo de uma minoria. O presidente de uma república representa apenas uma facção do conjunto da Nação.

Ora, esse sectarismo não acontece com um Monarca, pois o Rei representa a Nação como um todo. Um chefe de Estado escolhido pela via biológica dentro de uma dinastia reinante, pela sucessão que ocorrerá através de primogenitura igualitária, de um príncipe/princesa herdeiro(a) ao Rei ‘de cujus’, asseguraria - como aconteceu durante os 771 anos do Reino de Portugal e dos Algarves - essa representatividade de todos os Portugueses.

Os políticos vivem obcecados com a mudança, e mudar comporta sempre a possibilidade de ‘mudar p’ra pior!’, ora com uma Monarquia não se corre esse risco, é esse o apanágio da continuidade: a segurança do curso da história.

Assim um presidente em qualquer república é coisa imposta a uma maioria recalcitrante por uma minoria que se apropriou dos meios de poder! Só quem faz parte do convívio introspectivo das relações de poder e toma lugar nas redes informais de promoção tem voto na escolha, todos os demais vêem-se perante o facto consumado, e, servos do oculto impulso do engano, lá vão, carneirissimamente, escolher aquele que pouco os representará. É esta a ciência do logro: parecer sem ser é a suprema conquista do ilusionista!

Longe da divisão e da discórdia está o Monarca. Outrossim, o Rei encarna a Nação, está para além da política, do facciosismo, do partidarismo, e imune ao feroz conflito da concorrência. É absolutamente livre e essa original personalidade de reencarnar história da Nação e a própria Nação parecem destiná-lo à popularidade para a grande maioria, representando a única autoridade social e potestade ética. Pelo Rei tocam os sinos e a varandas engalanam-se, só o Rei é adorado em cem cidades e mil aldeias!

Assim, A MONARQUIA É PARA TODOS!

Autor: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica
 

domingo, 2 de novembro de 2014

FESTA DE SÃO FREI NUNO DE SANTA MARIA ÁLVARES PEREIRA



Festa de São Frei Nuno de Santa Maria
Missa Solene com Veneração de Relíquias
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014, pelas 19:00 horas
Igreja de São João em Abrantes
(Antiga Sede da Venerável Ordem Terceira do Carmo)
Preside o Capelão Mor: Rev. Pe. Francisco Rodrigues, O. Carm. (Vice - Postulador)
Jantar de Convívio com recolha de fundos para a “Obra do Caldeirão” da Ordem Carmelita

Confirmação de Presença até: 4 de Novembro de 2014
249544808 / 913269224 / 964447317 / realconfrariasantocondestavel@gmail.com



sábado, 1 de novembro de 2014

ÍNDICE DE LIBERDADE DE IMPRENSA 2014



Vistos os resultados da análise anual dos Reporters sans Frontières sobre a Liberdade de Imprensa a nível mundial, não são de admirar as palavras da jornalista e activista Heather Brooke, "A monarquia faz parte do Estado. Existe para servir o povo.", defendendo a instituição monárquica.

Aliás as liberdades políticas e de expressão que hoje tomamos como certo no mundo ocidental já existiam em Portugal na época da monarquia constitucional, sendo enfaticamente limitadas pela 1ª e 2ª República.

Certo é que uma monarquia moderna não poderia sobreviver sem a liberdade de expressão dos seus cidadãos - uma reformulação moderna da relação simbiótica, fundamental, entre o Povo e o seu Rei.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CARTA DE DIREITO DE RESPOSTA DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA


Exmo. Senhor

Paulo Sérgio dos Santos

Director da Revista Nova Gente



Ao abrigo do direito de resposta previsto na Lei de Imprensa (art. 24.º), impõe-se a publicação, com destaque igual à notícia D. Duarte tem hipoteca no BES – Casa de dois milhões responde por dívida de 25 milhões, publicado na revista Nova Gente, na edição de dia 20 de Outubro de 2014, bem como na sua edição online.

Porque foram objecto de referências directas, que afectam a minha reputação e boa fama, para além de terem sido feitas referências totalmente erradas, vêm o visado esclarecer o seguinte:

1. Não existe nem nunca existiu uma hipoteca sobre a minha casa de Sintra com um valor de 25 milhões de euros. Existiu um erro por parte do Instituto de Registos e Notariados, que já foi corrigido e que pode ser comprovado por um documento oficial remetido pela mesma entidade a mim próprio e à direcção da revista e que anexo.

2. É também totalmente falso que eu esteja a vender a referida casa de Sintra bem como o seu recheio.

3. Lamentamos o comportamento da jornalista da Nova Gente, que contactou o meu assessor de imprensa a questionar sobre a venda da minha casa de Sintra. Essa informação foi prontamente negada. A jornalista realizou nova questão por mensagem telefónica escrita sobre a existência de uma hipoteca de 25 milhões de euros. A jornalista foi prontamente contactada, não respondendo de volta.

4. Assim, lamentamos o conteúdo da referida notícia, que é totalmente falso, bem como a devassa da minha vida particular por parte da revista Nova Gente, que tratou este assunto de forma totalmente irresponsável, manifestando vontade deliberada de prejudicar o meu bom nome.

D. Duarte de Bragança


Erro dos notários embaraça D. Duarte

Um funcionário copiou, à mão, o valor da casa de Sintra antes de o inserir no sistema informático e enganou-se nos zeros.

30.10.2014 00:30

Caiu que nem uma bomba. Uma revista cor-de-rosa noticiava que a casa de Sintra de D. Duarte Pio, avaliada em dois milhões de euros, estava penhorada ao Banco Espírito Santo (BES) para pagar uma dívida de 25 milhões de euros...

Os monárquicos portugueses estremeceram de aflição, o herdeiro do trono luso tinha sido apanhado no escândalo da família Espírito Santo! Mas o cor-de-rosa rapidamente se transformou em cinzento.

Com efeito, existiu um lapso na transcrição da escritura do empréstimo contraído por D. Duarte para compra do imóvel e da respectiva hipoteca. O engano foi prontamente reconhecido pelo Instituto dos Registos e Notariado (IRN). Numa carta enviada a D. Duarte, a conservadora da 2ª Conservatória do Registo Predial de Sintra explicou a razão do erro, e desfez-se em desculpas sobre as consequências do desastre.

A conservadora tem ainda a humildade de reconhecer que só se apercebeu do erro do registo depois de o Duque de Bragança ter sido enxovalhado na praça pública.

Vamos aos factos: nos idos de 80, D. Duarte Pio contraiu efectivamente um empréstimo bancário para comprar a casa. Também é verdade que esse crédito foi feito no BES. Mas o problema é que, no dia 1 de Janeiro de 1999, data em que entrou em vigor o euro, o notário de serviço confundiu os zeros... o que eram 250 mil contos transformaram-se em 25 milhões! "Na verdade, ocorreu um lamentável lapso na extracção desse registo, da ficha de papel para o sistema informático, quanto à moeda referente ao valor do empréstimo... onde consta euros, deveria constar escudos", penitencia-se a conservadora na sua carta.

http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/miguel_alexandre_ganhao/detalhe/erro_dos_notarios_embaraca_d_duarte.html