A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FOTOGRAFIAS DO JANTAR DE CONJURADOS NO HOTEL PALÁCIO DO ESTORIL (I)

 
Vista panorâmica da Sala de Jantar

Ao fundo a Mesa Real


Mesa das Reais Associações de Coimbra e da Beira Litoral
Diogo Teixeira Dias, Joana Dias Pereira, Fábio Reis Fernandes e Joaquim Costa e Nora


Diogo Teixeira Dias e Dr. Ribeiro

 
Dr. Álvaro Meneses, presidente da Real Associação de Viseu, a cumprimentar a Família Real

Dr. António Portal Madeira a cumprimentar a Família Real

 
Fatinha de Abreu Coutinho na sessão de cumprimentos

S.A.R. Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira a receber cumprimentos




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ESTA SEMANA HÁ VÁRIOS EVENTOS QUE CELEBRAM A RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL


Ao longo desta semana são vários os eventos que celebram o 1º de Dezembro. Do Minho a Timor, passando pelas nossas comunidades nos EUA, em Inglaterra e na Suíça, entre outras.

Não sendo feriado, é cada vez mais importante relembramos condignamente esta que, nas palavras do Duque de Bragança, é a "mais nacional de todas as nossas datas".

O almoço da Restauração da Independência das Reais Associações da Beira Litoral e de Coimbra será no Sábado, dia 6 de Dezembro, pelas 13h00 no Restaurante "Ceboleiros" em Aveiro, seguido-se uma recordação solene do 829.º Aniversário do falecimento do Rei Fundador, às 17h00 na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. Ambos os eventos abertos a todos. Inscrições e mais informações: tel. 932 467 387 email; realbeiralitoral@gmail.com

Em Trás-os-Montes, o Restaurante "Sol e Chuva" em Pisões abre as suas portas a S.A.R. O Duque de Bragança, e a todos aqueles que o queiram acompanhar para celebrar a Restauração da independência e a excelente restauração regional transmontana. Dia 6 de Dezembro pelas 13h00. Inscrições: Rosa Morais Sarmento: 917 158 396; Manuel Mota: 964 662 945

E Viva Portugal!

MONARQUIA - A CURA PARA OS MALES RÉ PUBLICANOS!



Como escreveu Hegel, “Um homem cai, uma nação enfraquece…”

Portugal só foi grande em Monarquia e na república ficou reduzido, por defeito de regime, a um simples protectorado e os portugueses a meros contribuintes. O decorrer dos anos só tem acentuado as contradições do regime.

Os partidos republicanos com o seu clubismo e caciquismo mergulharam as instituições do Estado numa agonia profunda; assinaram os pactos e os contratos da nossa desdita; e a todo custo, enclausurados numa redoma de privilégios, tentam manter o status quo e mascarar a má qualidade do produto que “vendem” em tempos de eleições. Manifestamente responsáveis pela situação do País, nunca estiveram à altura das enormes responsabilidades que assumiram sem qualquer preparação. Os políticos republicanos não passam de criaturas de carácter corrompido. A sua prática de vida tem por única direcção a conveniência. Os políticos são um caso acabado de cépticos sem sentido de missão que procuram enriquecer. Não há, hoje, princípio que por eles não seja escarnecido.

- Ó vós, na linda Casa do Povo: escada, porta, rua, estrada!

De facto, em política deixou de haver - se alguma vez o houve em tempos republicanos – sentido de missão. Há uma desqualificação da classe política. O regime coloca os seus próprios apaniguados nos lugares onde devia estar sentado o mérito. O “tu dás, eu recebo!”, não pode continuar. Tiram tudo para eles enquanto subministram o cidadão comum.

“Ministros da república, da justiça, da guerra, do estado, do mar, da terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre o vosso cuidado, vedes o peso, que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes os respeitos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e os gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.” - parece que nos podemos socorrer desta prédica do Padre António Vieira in “História do Futuro”, porque assenta como uma luva.

Também já não há neste regímen uma força viva e operante!

Não há mais hipótese de actuar dentro do corrente sistema! Não é possível navegar nas mesmas águas! Não faltam culpados, mas sobram inocentes. Mantê-los, pois, faz tanto sentido como um ciclista de cartola!

É necessário que o exercício do poder deixe de ser equívoco e passe a ser realizado de acordo, não só com o mínimo ético – que aliás já nem isso é -, mas, ainda mais além, que se identifique com a moral. Não se deve separar nem opor Moral e Política, uma vez que o bem-ser regula sempre o bem-fazer. É necessário apagar a diferença que existe actualmente entre eles. Não pode subsistir o Poder pelo Poder, com a frustração da Moral, mas sim unir-se os dois conceitos, para se alcançar o soberano bem da Nação.

É PRECISO UMA MONARQUIA CONSTITUCIONAL COM UM REI, INDEPENDENTE E MORAL, E UM PARLAMENTO DE MÉRITO!

Autor: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica



JANTAR DOS CONJURADOS 2014 (*)

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Exmo Senhor
Dr. Mário Ferreira e Dr. Nuno Matos, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da Comissão Politica Concelhia de Ponte de Lima do Partido Social Democrata,
Dra. Natália Rodrigues e Eng. Luís Filipe Mendes, membros do Secretariado da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Ponte de Lima
D. Lourenço de Almada
Ilustre Convidado Prof. Dr. Pedro Vilas Boas Tavares
Minhas Senhoras e Meus Senhores

Desde os tempos da monarquia constitucional que o Primeiro de Dezembro ou Dia da Restauração, era efusivamente comemorado em Portugal e assim continuou após a implantação da república, até que em 2012, o actual governo, por razões meramente economicistas, suspendeu o “Feriado dos Feriados, ignorando por completo que se não fosse a revolta de 1640 o nosso calendário de feriados seria com certeza outro, e o castelhano seria a nossa língua oficial.

Evocamos hoje aqui uma data maior da independência de Portugal, uma vez que há 374 anos, no dia 1.º de Dezembro de 1640, o nosso país se libertou do domínio castelhano.

D. Sebastião morre na Batalha de Alcácer Quibir a 9 de Agosto de 1578, e como não deixou descendentes, subiu ao trono, com 66 anos, o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, irmão de D. João III. A morte de D. Henrique a 31 de Janeiro de 1580 precipita o país numa grave crise dinástica.

Já após a subida ao trono de D. Henrique, se perfilhavam vários candidatos ao trono de Portugal. Quem eram afinal?

- Filipe II de Espanha, neto de D. Manuel I, filho da princesa Isabel e do Imperador Carlos V;
- D. António, Prior do Crato, filho do Infante D. Luís, segundo filho varão de Manuel;
- Manuel Felisberto, Duque de Sabóia, também neto de Manuel, uma vez que era filho de D. Beatriz;
- Rainúncio, princípe de Parma, bisneto de D. Manuel;
- D. Catarina de Bragança, também bisneta de D. Manuel;
- e por último Catarina de Médicis, rainha-mãe de França que justificava a sua pretenção pelo casamento de D. Afonso III com D. Matilde, de quem se considerava a legítima descendente.

Todos estes seis candidatos esgrimiram os seus argumentos e foram apoiados pelo meio académico e por alguns juristas: Filipe II teve o apoio das Universidades de Salamanca e Alcalá de Henares e dos juristas portugueses doutores Filipe e António da Gama, assim como o do Guarda-mór da Torre do Tombo, António de Castilho; a Duquesa de Bragança, teve um significativo apoio da Universidade de Coimbra; e D. António contou com a defesa da sua pretensão pelo doutor Pero de Alpoim e Caldas Pereira advogado de Braga, bem como também com o apoio de alguns sectores da Universidade de Coimbra.

Estas seriam portanto, as três principais candidaturas. As restantes, tentaram fazer valer a sua pretensão enviando emissários para o efeito, mas depressa se constatou, que pelo seu grau de parentesco mais afastado com D. Manuel, perdiam influência para as três anteriores.

Filipe II, através do seu emissário Cristóvão de Moura, corrompeu vários membros da Nobreza e Clero e procurou convencer o cardeal-Rei das vantagens de uma união ibérica. D. Catarina de Bragança, representava uma solução nacional para a nobreza não afecta a D. António e através da acção directa fez valer os seus direitos, procurando auxílio militar no estrangeiro.

D. António disponha de um vasto apoio popular e das ordens religiosas, mas para um determinado sector da nobreza, não passava de um bastardo, embora alegando sempre que seus pais haviam casado e que era portanto filho legítimo, o que lhe valeu o ódio de D. Henrique e o desterro da corte, para além da sua destituição de Prior da Ordem do Crato.

O Prior do Crato chegou mesmo a obter reconhecimento da sua legitimidade, por sentença favorável passada a 13-III-1579 por Frei Manuel de Mello, clérigo da Ordem de São João de Jerusalém. No entanto, o seu tio D. Henrique, como discordava da decisão proferida, obteve do Papa o encargo de julgar de novo o caso e a 28-VIII-1579 concluiu pela bastardia, anulando a sentença anterior.

Morto D. Henrique sem ter indicado sucessor, os acontecimentos sucedem-se e Castela prepara a invasão a Portugal. D. António é aclamado Rei pelo povo a 24 de Julho de 1580 em Santarém, o mesmo se sucedendo posteriormente em Lisboa, Setúbal, Viana do Castelo, Ponte de Lima e em numerosos outros lugares.

E D. António  I, foi rei, de facto, durante alguns meses - de 19 de Junho de 1580, data da sua aclamação em Santarém, até à derrota de Alcântara, - no território continental, e nos Açores até ao verão de 1583, administrando justiça, cunhando moeda e concedendo mêrces.

No entanto, a 25 de Agosto do mesmo ano, as suas tropas são derrotadas na batalha de Alcântara pelas poderosas forças comandadas pelo duque de Alba.

Acompanhado por alguns amigos de confiança, D. António foge para o Norte, e durante alguns meses vive homiziado no seu «reino», escondendo-se em Conventos, casas nobres, bem como em casas de lavradores e sabe-se que esteve no Concelho de Ponte de Lima, refugiado no casal do Barco, de Álvaro Soares de Abreu, actual Paço de Vitorino das Donas e no mosteiro beneditino que aqui então existia.
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Em todo este processo a força e o dinheiro triunfaram e Filipe II foi aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar, que se iniciaram-se a 16 de Abril de 1581 no convento de Cristo, com a presença dos representantes dos três estados: nobreza, clero e povo. Aí teve consagração institucional o domínio filipino, iniciando-se a união ibérica que se entenderia até ao dia 1.º de Dezembro de 1640, data em que um grupo de verdadeiros patriotas, conhecido como Conjurados, conspirou, na clandestinidade, e levou a cabo um golpe de Estado que  permitiu que Portugal fosse de novo um Estado independente e soberano.

As revoltas contra o domínio filipino tiveram como antecedentes, entre outros, o Motim das Maçarocas, que rebentou em 1628 no Porto, contra o imposto sobre o linho fiado, tendo as fiandeiras revoltadas corrido à pedrada o cobrador deste novo imposto, Francisco de Lucena. O tumulto do Manuelinho que ocorreu a 21 de Agosto de 1637 em Évora e surgiu na sequência do lançamento de novos impostos e pelo descontentamento da população face às difíceis condições de vida em que viviam, foi o principal prenúncio do movimento restaurador. Este movimento rapidamente se alastrou tendo eclodido tumultos em diversas localidades como Portel, Sousel, Campo de Ourique, Vila Viçosa, Faro, Loulé, Tavira, Albufeira, Coruche, Montargil, Abrantes, Sardoal, Setúbal, Porto, Vila Real e Viana do Castelo.
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A conspiração de 1640 foi planeada sobretudo por D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e pelo Dr. João Pinto Ribeiro, bacharel em direito, que foi Juíz de Fora em Ponte de Lima, onde tomou posse a 27 de Setembro de 1627 e que defendia a anulação do juramento que Filipe I tinha feito nas Cortes de Tomar, por incumprimento de obrigações por parte dos monarcas castelhanos.

Na manhã do dia 1 de Dezembro de 1640, os membros da conjura, constituída por cerca de cinquenta homens, 40 da nobreza, sendo os restantes do clero e militares, daí também serem conhecidos por “Os Quarenta Conjurados”, invadiram o Paço da Ribeira onde se encontrava a Duquesa de Mântua (Vice-Rainha de Portugal), e o traidor Miguel de Vasconcelos, seu secretário-geral.
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O destino deste último foi trágico, uma vez que foi atirado da janela, o que lhe causou a morte enquanto a Duquesa de Mântua, Isolada e sem apoios locais, permaneceu aprisionada nos seus aposentos.

Os revoltosos proclamaram D. João, Duque de Bragança, como rei, aos gritos de "Liberdade", “Liberdade” tendo o povo e toda a nação portuguesa apoiado de imediato a revolução.
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Se a Revolução do ponto de vista táctico obteve sucesso, difícil seria, contudo, a manutenção da independência a qual, para além de uma guerra longa com Castela, que durou 28 anos, passava também pelo reconhecimento internacional da nova realidade portuguesa.
E o nosso esforço de guerra e diplomático foi gigantesco…

Um vez que este “Jantar dos Conjurados“ tem lugar em Ponte de Lima, não posso deixar de referir alguns acontecimentos aqui ocorridos, na ocasião, de acordo com os livros das Vereações da Câmara e dos pergaminhos à guarda do Arquivo Municipal.

No dia 15 de Dezembro de 1640 a população deslocou-se aos Paços do Concelho e daí à Igreja Matriz, para aclamar D. João IV, sem esperar ordens ou orientações da sede da Comarca, antecipando-se e dando assim prova do seu patriotismo e exemplo às restantes vilas da Comarca – e na torre sineira da Igreja Matriz existe um painel de azulejos com a inscrição “REAL, REAL, REAL POR D. JOÃO O IV NOSSO SENHOR E REI DE PORTUGAL”.
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A Câmara de Viana, após a Aclamação que ocorreu a 17 de Dezembro, escreveu à Câmara de Ponte de Lima, convidando-a a formar uma liga ofensiva e defensiva.

Em Sessão de Câmara do dia 16 de Fevereiro de 1641, presidida pelo Vereador mais velho o Capitão Mor João Malheiro Pereira, foi aberta e lida uma Carta Régia onde D. João IV nomeava a primeira vereação do seu reinado.

A vila de Ponte de Lima também contribuiu para o esforço da guerra que se seguiu à Restauração, através do pagamento de diversos impostos,  e os habitantes iam correspondendo conforme podiam e quando já não podiam contribuir, imploravam misericórdia régia, nem sempre atendida.

A  Ponte de Lima chegavam amiúde diversas exigências para o esforço de guerra e apesar da miséria que existia no concelho, a Câmara, respondendo a uma solicitação de 3 de Junho de 1641, ofereceu todas as suas rendas do ano, paralisando a máquina administrativa.

Devido às guerras com Castela e com os holandeses no Brasil, aumentavam as necessidades de dinheiro e de homens, pelo que chega a Ponte de Lima nova exigência de homens para engrossarem as fileiras de infantaria.

Após os pedidos de cobrança de novos impostos ocorridos em Maio e em Agosto de 1641, os Vereadores, solicitaram ao Rei por carta de 23 de Outubro, que tivesse contemplação com o povo de Ponte de Lima, atendendo ao sacrifício que já faziam e continuavam a fazer com as suas companhias de infantaria, em serviço nas linhas da fronteira, mas não obstante esta exposição por carta recebida a 20 de Novembro, o Juiz de Fora comunica aos Vereadores e Procurador do Concelho, que tinha recebido ordens expressas de S.M. para que fosse dado imediato cumprimento a cobrança dos impostos pedidos anteriormente.

Foi igualmente pedido com muita determinação ao Rei que desobrigasse o povo e a nobreza da assistência e vigias ordinárias nas fronteiras, a que vinham sendo obrigados e consentisse que só fossem forçados a prestar-lhes auxilio em caso de perigo, pedido este que foi atendido, através de uma Provisão que o Procurador em Cortes, Mateus da Costa Barbosa, trouxe de Lisboa e a apresentou em Câmara no dia 30 de Julho de 1646, na qual se recomendava que todos estivessem  preparados com as suas armas.

Em termos diplomáticos a política externa portuguesa teve por objectivos o reconhecimento da independência, da soberania investida no Rei aclamado pelo povo, colocando-o em paridade com os seus pares europeus, de forma a obter ajuda militar para a defesa do reino e a recuperação, pela via diplomática ,e se necessário pela força das armas, do todo o nosso império espalhado pelo mundo, do qual tínhamos sido esbulhados.

Foram enviadas  embaixadas a França, aos Estados Gerais das Províncias Unidas, à Inglaterra, à Dinamarca e Suécia, ao Sacro Império e à Santa Sé.

Importa, aqui, referir alguns destes esforços diplomáticos.

No início do ano de 1641 partiu do nosso país, com destino a Paris, uma primeira embaixada portuguesa para pedir auxílio para a manutenção da restauração da nossa soberania ao Rei Luís XIII e ao seu Ministro, o todo poderoso Richelieu. Esta comitiva era constituída por D. Francisco de Melo, Monteiro-Mor, Dr. António Coelho de Carvalho, Desembargador do Paço, e pelos Secretários João Franco Barreto e Cristóvão Soares de Abreu.

Cristóvão Soares de Abreu, nasceu em Ponte de Lima, provavelmente em S. João da Ribeira (Talhareses), em 1601 ou 1602, foi Moço Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Desembargador da Casa da Suplicação, Vereador da Câmara de Lisboa e Conservador da Casa da Moeda, era filho de Francisco Soares de Abreu, Provedor Mor da Fazenda do Brasil, e neto de Vasco Sequeiros de Abreu. Foi delegado de D. João IV no Congresso de Westefalia, de 1643 a 1648, que pôs fim à guerra dos 30 anos e faleceu em 1684 e foi sepultado em Lisboa. A si ofereceu o Rei Luís XIII  de França o espólio de D. António, Prior do Crato, após a sua morte ocorrida em Paris.

Seis meses após a Restauração, não conseguimos tudo, mas conseguiu-se o reconhecimento político, de uma das mais importantes nações do mundo, a França.

Para a Inglaterra, partiram em Fevereiro de 1641, D. Antão Vaz de Almada, 7.º Conde Abranches, acompanhado pelo Embaixador Dr. Francisco de Andrade Leitão, e pelo Secretário Dr. António de Sousa Macedo, que conseguiram estabelecer um tratado de Aliança com Carlos I – Tratado de Londres, através do qual D. João IV era reconhecido como rei de Portugal.

No que toca ao reconhecimento da Santa Sé, Portugal enviou uma primeira embaixada em 1641, chefiada por D. Miguel de Portugal, Bispo de Lamego, mas o papa Urbano VI, como não pretendia desagradar ao rei espanhol, não atendeu às pretensões de Portugal. Oficialmente só em 1670 é que a Santa Sé, por intermédio do Papa Clemente X, reconheceu a restauração da nossa independência.

Mas, volvidos hoje 374 anos, a soberania portuguesa ainda se encontra por restaurar em todo o território nacional, uma vez que Olivença, concelho português do extinto Distrito de Portalegre, continua sob ocupação espanhola, desde o dia 20 de Maio de 1801, data da sua tomada por Manuel Godoy ao comando de tropas espanholas, na sequência daquela que ficou conhecida como “Guerra das Laranjas”. A 14 de Agosto de 1805 era lavrada a última acta da Câmara de Olivença em língua portuguesa.

Desde o Congresso de Viena, que decorreu entre 1814-1815, Portugal continua à espera do cumprimento da resolução que obriga o Estado espanhol a devolver este território a Portugal.
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Com que moralidade reclama a Espanha o território de Gibraltar aos britânicos, quando nega esse direito a Olivença? É que Gibraltar, foi «reconquistada aos mouros» em 1462 por Castela e este território foi cedido à Inglaterra em 1713, pelo Tratado de Utreque (e este tratado permanece válido à luz do Direito Internacional), enquanto Olivença foi ocupada… Além disso Gibraltar esteve na dependência de Espanha durante cerca de 250 anos, e já está sob administração inglesa há 301 anos. E Olivença era portuguesa desde tempos imemoriais - por mais de 500 anos…

Mas a restauração da nossa independência ainda é necessária nos nossos dias, uma vez que a nossa integração na Europa pôs em causa o direito à mais fundamental das nossas liberdades: o direito de decidir o nosso próprio destino.

A União Europeia não pode ser a Uniformização Europeia, uma vez a Unidade da Europa é definida pela diversidade das várias culturas europeias e a cultura terá de assentar na afirmação das comunidades históricas que formam a Europa.

Para manter a sua sobrevivência como Nação, Portugal tem de continuar a ser um Estado periférico, além de ibérico, atlântico e universal e não pode permanecer insensível ao desaparecimento gradual da sua Cultura e Civilização − integrado como ficará numa região ibérica –, como não pode deixar de ser atlântico e marítimo o povo que mais cedo tornou possível a actual Universalidade de Nações e Povos.

O projecto federalista para o qual apontam vários Tratados Europeus e nos quais têm vindo a colaborar as grandes famílias europeias e os seus seguidores em Portugal, tem antecedentes muito perigosos de Carlos Magno a Hitler, de Filipe II e Napoleão a Estaline.

A União Europeia, tal como vem sendo desenhada pelos eurocratas, põe em causa as nossas liberdades e prerrogativas históricas, pois uma coisa é a interdependência económica, outra a independência – a soberania nacional – sem a qual não poderíamos existir como verdadeiros portugueses.

Portugal corre o sério risco de perder a sua identidade como nação de oito séculos, e de povo primário e principal descobridor do mundo, a troco de uns quilómetros de auto-estradas, de umas Expos ou Capitais de Cultura, de uns milhares de Euros que vão corrompendo a alma lusitana, ameaçada pelo moderno europeísmo e outras continentalidades.

A nossa permanência na União Europeia leva-nos cada vez mais à defesa da nossa independência. A nossa liberdade e a consequente vontade de ser português, corre perigo. É preciso lutar, lutar só ou acompanhado, lutar pelos filhos e pelos avós, lutar com palavras e actos, mas LUTAR POR AMOR A PORTUGAL!

E se Portugal não deve sair da Europa, também não se pode circunscrever nela.

Temos de restaurar a nossa dignidade e reassumir a nossa vocação universal, através de um aprofundamento da comunidade dos países de expressão portuguesa que envolva políticas comuns, nos domínios económico e cultural.

Só a restauração da monarquia impedirá a absorção de Portugal pela Europa, pois apenas o Rei dos Portugueses, que não está dependente de interesses político-partidários subjacentes às decisões levianas que têm permitido a venda da nossa pátria, defende realmente a nossa independência e identidade. A restauração da instituição real, porque é o único regime que melhor interpreta o passado e leva à construção de um verdadeiro futuro à altura do nosso país, é um dever que compete à nossa geração, permitindo enfrentar, de igual para igual, os gigantes europeus.

Viva Portugal!

Ponte de Lima, 29 de Novembro de 2014
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(*) Intervenção por mim proferida no "Jantar dos Conjurados" realizado em Ponte de Lima a 29 de Novembro de 2014, na qualidade de Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo, 

publicado por José Aníbal Marinho Gomes, em Risco Contínuo

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CIDADÃOS QUEREM FERIADO DO 1º DE DEZEMBRO COMO DIA DE PORTUGAL

Comemorações do 1.º de Dezembro em 2013
por Miguel Marujo28 Novembro 2014
Comemorações do 1.º de Dezembro em 2013 Fotografia © Gerardo Santos / Global Imagens


Promotores da iniciativa querem restaurar a Restauração e alterar o nome do feriado "Dia de Portugal, da Restauração e da Independência Nacional".

É um dos quatro feriados que o governo entendeu remover do calendário de 2013 para enfrentar a "crise económica e financeira que o país atravessa", mas que um grupo de cidadãos quer repor, antes do período de cinco anos de suspensão definido pelo executivo. Mais: ao restaurar a Restauração, os promotores de uma iniciativa legislativa de cidadãos querem alterar o nome do feriado do 1.º de Dezembro para "Dia de Portugal, da Restauração e da Independência Nacional".

Esta designação não choca, no entendimento da comissão representativa dos subscritores - que inclui o deputado José Ribeiro e Castro, o general Garcia Leandro, o constitucionalista Jorge Miranda, o advogado Ricardo Sá Fernandes, entre outros - com o 10 de Junho. No caso da data da Restauração trata-se de assinalar "o mais alto dos feriados nacionais", que "em nada contende" com o actual Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, uma vez que este "celebra Portugal no sentido da Portugalidade, valor associado à língua, à universalidade, à Diáspora portuguesa e a Camões".

Diário de Notícias










AMANHÃ: APRESENTAÇÃO DO LIVRO "TIOLOGIAS - OS SOBRINHOS DE DEUS E OUTROS TEXTOS"

FOTOGRAFIAS DO JANTAR DOS CONJURADOS DAS REAIS DO "NOROESTE"

 
 Jantar dos Conjurados com as Real Associação de Braga, Real Associação de Viana do Castelo e Real Associação do Porto


 


 


 


 


 


 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

POR PORTUGAL E POR MAIS NADA!





Celebrêmos Portugal Soberâno , Livre de Maçonarias e repúblicas .
Por Portugal e Por Mais Nada !

1 DE DEZEMBRO DE 1640 – FIM DA OPRESSÃO ‘O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA’


Somavam-se hesitações quanto ao dia certo para o golpe da Restauração, mas a 30 de Novembro, Dom João II de Bragança confirma a data do dia seguinte para a revolta: ‘A sua vida, sendo necessária, havia de ser a primeira que se desse pela liberdade da Pátria’, disse. Foi, então, agendada a revolução para o 1.º de Dezembro.

Aproximava-se o Natal do ano de 1640 e a maioria dos castelhanos partira para Espanha. Na capital portuguesa, ficaram a Duquesa de Mântua, a espanhola que, desde 1634, ocupava o cargo de Vice-rei de Portugal, e o seu Secretário de Estado, o português Miguel de Vasconcellos e Brito. Margarida de Sabóia, Duquesa consorte de Mântua, era filha de Carlos Emanuel I, Duque de Sabóia e da Infanta Catarina Micaela de Espanha o que fazia dela neta materna de Felipe II – Felipe III de Espanha, o Rei-planeta - e prima direita de Felipe III – IV de Espanha. Esse parentesco fazia da Duquesa de Mântua um importante membro da família imperial dos Áustria ou Habsburgos, e por meio de uma aliança matrimonial casou com o futuro duque Francisco IV de Mântua e de Montferrat.

Para esta nomeação na qual exerceu as funções de vice-rei de Portugal, em dependência do Rei de Espanha, valeram-lhe as relações de parentesco real, mas, pela sua importância, devem ser reconhecidos os esforços de Diogo Soares, do Conselho de Portugal na capital espanhola, valido do Conde-Duque de Olivares e parente de Miguel de Vasconcellos que, em 1635, foi nomeado Secretário de Estado de Portugal, encarregando-se do governo do Reino.

O dia 1 de Dezembro desse ano de 1640, não fora o facto da ânsia de liberdade ir fazer eclodir, por fim, a revolta na capital, em tudo se assemelhava a um normal dia de Outono, pois a cidade de Lisboa acordara para o rame-rame habitual: os coches a rolarem com as senhoras da nobreza que se dirigiam para a missa, os operários das diversas guildas a desempenharem os seus mesteres, as tabernas com os habitués. Mas sentia-se o odor a mistério e a conspiração no ar! E os avisados, de quando em vez, desligavam-se da rotina dos seus afazeres e olhavam em volta procurando desenvolvimentos.

Assomam então no Paço da Ribeira, como que surgidos de uma bruma que nem existia, os 40 Conjurados, entre eles, D. Antão de Almada - Conde de Abranches -, D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello. Também, além de outros, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado, Fernão Telles de Menezes, D. Manrique da Silva, Bernardim de Távora, João Pinto Ribeiro. Às 9h15m certas, invadiram o palácio da Duquesa e dominaram-lhe, facilmente a Guarda Alemã; o Povo, que entretanto se juntara por passa a palavra e que desemborcara em serpente de todos os lados seguindo o Crucifixo do Padre Nicolau da Mais, ficou a aguardar no Terreiro do Paço o sinal de que a revolução tinha sido bem sucedida e que era defenestrar Miguel Vasconcellos.

Tornando-se odiado pelo povo por, sendo português, trair a sua Pátria e colaborar com a Duquesa representante real servindo assim por interposta pessoa um Príncipe estrangeiro, Miguel Vasconcellos seria a primeira e justa vítima. Após, penetrarem no palácio, os patrióticos conspiradores procuraram pelo insidioso, mas do secretário de estado nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcellos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nenhum sinal da criatura.

Ora acontece que Miguel de Vasconcellos, espantadiço, quando se apercebeu que não podia fugir, encolhera-se num armário fechado por dentro, com uma arma em riste. Mas o tamanho do armário era diminuto e o fugitivo, ao tentar posição mais confortável, remexeu-se lá dentro, o que respigou a papelada lá guardada e, finalmente, denunciou-se. Foi quanto bastou para os Conjurados patriotas rebentarem a porta e o crivarem de balas. Era hora de dar o sinal ao Povo atirando o traidor pela janela fora!

Então, proclamaram “Rei” Dom João II de Bragança, aos gritos de "Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei Dom João IV!” Depois de D. Miguel de Almeida gritar à janela do Paço Real, “o Duque de Bragança é o nosso legítimo Rei!”, ocorreu, então, a célebre defenestração sendo arremessado pela janela, o corpo de Miguel de Vasconcellos de Brito que caiu, ressupino, no meio de uma multidão enfurecida que acicatou sobre o cadáver todo o ódio acumulado por 60 anos de ocupação, cometendo verdadeiras atrocidades. Depois de ofendido pela turba justiceira, o destroço - que outrora constituiu um corpo - foi deixado in loco na marca da queda para ser desgastado e corroído pelos cães - sinal da mais genuína profanação e destino merecido dos traidores da Pátria.

A Duquesa de Mântua, abandonada pela guarnição castelhana, tentou, em vão, aplacar os ânimos do povo amotinado na Praça. Terá sido neste transe que, diante dos Conjurados, tentando assomar à janela do Paço para pedir a lealdade do povo, D. Carlos de Noronha, um dos líderes da sublevação, lhe terá remetido a frase: "Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela...". Temendo o mesmo destino, o de ser defenestrada como Miguel de Vasconcellos e Brito, isolada e sem apoios locais, a Duquesa, foi aprisionada nos seus aposentos.

Eram 9h30m do 1.º de Dezembro de 1640 e a Revolução, que pôs fim ao domínio castelhano de seis décadas, durou um curtíssimo quarto de hora e foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais em todo o país.

A 6 de Dezembro, D. João II, Duque de Bragança, desembarcaria na Casa da Índia e, como um César vitorioso, entraria triunfante, em Lisboa, para o seu desfile perante a ovação, os “Vivas!” de todos e o esvoaçar da nova bandeira nacional: branca com uma orla azul e as Armas Reais ao centro.

Viv’á Restauração! Viva El-Rei de Portugal!

por: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica
 

MENSAGEM 2014 DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA

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Mensagem de 1 de Dezembro de 2014


Portugueses:

O 1º de Dezembro é a mais nacional de todas as nossas datas.

Sem ela, todos os outros feriados civis deixam de fazer sentido.
 
E por isso, começo por saudar a Iniciativa Popular para a reposição do feriado comemorativo do dia 1º de Dezembro!
 
Nós, monárquicos, nunca a deixaremos de celebrar como aquele dia em que renasceu Portugal!

Hoje, Portugal e os Portugueses vivem dias amargurados.

Vive a nossa Pátria dias difíceis porque não se comporta como País livre e independente, grande pelos seus avós, e grande pelos nossos filhos.
 
Não podemos hoje, a soldo de interesses económicos duvidosos, vender essa independência que tanto custou a tantas gerações de portugueses.

Vivem os Portugueses dias difíceis porque o desemprego assola as famílias e destrói capacidades e laços de vida, obrigando as mesmas famílias a terem o papel supletivo que o Estado social já não alcança.

Vivem os Portugueses dias difíceis porque são forçados a emigrar, sobretudo os mais jovens e sobretudo os mais qualificados; e por muita experiência que possam trazer de volta, fazem-nos agora falta.

Vivem os Portugueses dias difíceis, porque manifestam pouca confiança naquelas instituições que deveriam garantir a nossa democracia, como sejam a Justiça e a Assembleia da República.

É nestes momentos mais difíceis, que o povo português deve revelar as suas extraordinárias capacidades.

Assistimos a sinais muito recentes de que a Justiça finalmente está a funcionar, com plena independência entre os poderes.

A nossa justiça tem dado extraordinárias provas de independência apesar das péssimas condições com que os juízes contam para realizarem o seu trabalho.
 
Sem uma justiça rápida e eficiente não pode haver democracia.

Assistimos a que, nas eleições autárquicas, os portugueses manifestaram o desejo de ver independentes nos cargos municipais a serem escolhidos pessoalmente pelos eleitores.

Assistimos a sinais de que os cidadãos se movimentam para procurar alternativas políticas para as eleições legislativas, mais consonantes com tudo aquilo que a sociedade civil sabe fazer, e fazer bem.

Para todo este desejo de renovação que perpassa pelo nosso país, estou convicto que a Instituição Real seria muito importante, ao aproximar a população das suas instituições políticas.

Todas as democracias cujo Chefe de Estado é um Rei ou uma Rainha têm essa ligação muito mais forte do que os Países onde a chefia de Estado é assumida por um político, independentemente das notáveis qualidades pessoais que ele possa ter.

Num momento em que os portugueses sofrem as consequências gravíssimas de muitos anos de políticas economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas, precisamos de uma “revolução cultural”.
 
A ignorância e o relativismo moral estão na base da nossa crise actual.

Queremos que os produtos nacionais, na indústria, na agricultura e nos serviços, sejam cada vez mais conhecidos.

Queremos que os jovens encontrem alternativas adequadas às suas vocações.

Queremos que as famílias continuem a promover a educação dos filhos, apesar de entraves que o próprio Estado por vezes coloca.
 
Temos provas dadas na ciência, na tecnologia, na qualidade dos produtos nacionais, na ousadia dos nossos empresários, na dedicação dos nossos trabalhadores, nas competências dos nossos pescadores e agricultores, na eficácia das nossas Forças Armadas, nos feitos conseguidos pelos nossos desportistas.
 
Acreditamos que saberemos estar presentes num Mundo em evolução.

Aproveito para apelar aos nossos governantes, para que tenhamos uma intervenção em defesa das vítimas do fanatismo no Próximo Oriente.

Algumas organizações têm tido um papel muito importante na denúncia dos crimes cometidos contra as comunidades cristãs que há mais de mil anos vivem nessa região.

A Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre é uma das mais eficazes no apoio efectivo às vítimas dessas perseguições.

A minha Família e eu temo-nos esforçado por contribuir para o progresso da nossa Pátria.
 
Neste ano que termina, visitámos em Família a Nação irmã de Timor-Leste, cujo Parlamento generosamente me concedeu a sua nacionalidade.

Visitámos S.E. o Presidente da República, General Taur Matan Ruak, e o anterior Presidente da República, Prémio Nobel Dr. José Ramos Horta e contactámos várias personalidades civis e religiosas.

O nosso filho Afonso foi nomeado pela Associação do Senado dos Liurais, presidido pelo Deputado Dr. Manuel Tilman, com o grau de Liurai Timorense.

Visitámos em caminho, a Tailândia, onde fomos recebidos pela Família Real e pela comunidade de origem portuguesa, descendentes dos militares que foram enviados para ajudar o Reino do Sião.
 
Visitámos também o Rei e a Família Real do Reino do Cambodja.

Visitei Angola, por ocasião do Congresso das Fundações da CPLP, iniciativa do maior interesse, tendo-me ainda reunido com Bispos da Conferência Episcopal Angolana.

Em Portugal visitámos oficialmente vários Concelhos a convite das suas Câmaras Municipais.
 
Em alguns casos, o motivo foi a celebração dos 500 anos do foral manuelino, noutros o apoio a boas iniciativas culturais, económicas e cívicas.

Estive presente em Braga, Sintra, Aveiro, Ovar, Porto, Guimarães, Massarelos, Estremoz, Viana do Castelo, Caminha, Aljustrel, Funchal, Torres Vedras, Lamego, Felgueiras, e Vieira do Minho. E daqui saúdo as suas populações, autarcas e outras pessoas que sempre tão generosamente me receberam.

O futuro de Portugal depende de mantermos vivas estas nossas raízes e de alcançarmos uma inteligente renovação das nossas instituições.
 
Só todos juntos, num esforço bem organizado, o poderemos conseguir.

Tenho afirmado que o pensamento republicano é de curto prazo; interessa-lhe resolver os assuntos a quatro anos, até às próximas eleições; é um pensamento muito provisório.

Hoje estamos aqui neste 1º de Dezembro porque respiramos o ar da História e esse ar mede-se por séculos e gerações e não por ciclos eleitorais.

E por isso, hoje e aqui, solenemente repito - na presença de minha Mulher Isabel, que tanto tem promovido as causas da família e da educação, e de meu Filho Afonso que este ano celebrou a sua maioridade - que a minha Família está preparada para assumir os compromissos que o nobre povo português nos quiser confiar.

Assim sucedeu noutras épocas da nossa gloriosa História como povo.
Assim possa vir a suceder, após estes tempos conturbados em que vivemos.


Viva Portugal!
 
 

Portugueses sofrem com políticas "irresponsáveis": D. Duarte Pio

Site Oficial Família Real Portuguesa D. Duarte Pio de Bragança

O duque de Bragança, D. Duarte Pio, defendeu hoje a necessidade de uma "revolução cultural", quando os portugueses sofrem as consequências "gravíssimas" de políticas "economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas".


Na mensagem a assinalar o 1.º de Dezembro, dia que se celebra a Restauração da Independência de Portugal após o domínio filipino, o chefe da Casa Real Portuguesa também se referiu aos "sinais muito recentes de que a Justiça finalmente está a funcionar, com plena independência entre os poderes".

A Justiça portuguesa "tem dado extraordinárias provas de independência, apesar das péssimas condições com que os juízes contam para realizarem o seu trabalho", disse.

Nas últimas semanas, duas investigações levaram à detenção de responsáveis ou ex-responsáveis em cargos públicos, como o ex-primeiro ministro José Sócrates, indiciado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção e, no âmbito da operação relacionada com corrupção nos vistos ´gold´, do ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, e do ex-diretor nacional do Servilo de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos.  

"Num momento em que os portugueses sofrem as consequências gravíssimas de muitos anos de políticas economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas, precisamos de uma 'revolução cultural'", declara o duque de Bragança. 

"A ignorância e o relativismo moral estão na base da nossa crise actual", acrescenta.

Para D. Duarte Pio, "Portugal e os portugueses vivem dias amargurados" porque a pátria "não se comporta como país livre e independente" e enumera um conjunto de problemas, como o desemprego, que obriga as famílias a desempenharem um papel supletivo que "o Estado já não alcança", a necessidade de emigrar, sobretudo entre os mais jovens e qualificados, ou a "pouca confiança" em instituições como a Justiça e a Assembleia da República. 

Nas eleições autárquicas, os portugueses manifestaram o desejo de ver independentes nos cargos municipais, escolhidos pessoalmente pelos eleitores, recorda o chefe da Casa Real Portuguesa, apontando ainda sinais de que os cidadãos se movimentam para procurar alternativas políticas para as eleições legislativas.

"Para todo este desejo de renovação que perpassa pelo nosso país, estou convicto que a Instituição Real seria muito importante, ao aproximar a população das suas instituições políticas", salienta D. Duarte Pio. Por isso, insiste que a sua família "está preparada para assumir os compromissos que o nobre povo português" lhe quiser confiar. 

"O pensamento republicano é de curto prazo, interessa-lhe resolver os assuntos a quatro anos, até às próximas eleições, é um pensamento muito provisório", afirma.

O duque de Bragança apela ainda aos governantes portugueses para que Portugal tenha uma intervenção "em defesa das vítimas do fanatismo no Próximo Oriente". 

Agência Lusa 
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-11-30-Portugueses-sofrem-com-politicas-irresponsaveis-Duarte-Pio- 

AMANHÃ (HOJE) NÃO É FERIADO, MAS HÁ FESTA...

 

Amanhã não é feriado, mas há festa...
 
Apesar de amanhã o dia 1 de Dezembro não ser feriado, nós Portugueses temos de continuar a recordar esta data de enorme relevo na nossa história e lutar para restaurar o feriado nacional de 1 de Dezembro!
Aproxima-se o 1º de Dezembro, e apesar de não podermos comemorar a data enquanto feriado, podemos e devemos comemorar a data com todo o seu significado.

Eliminar este feriado nacional foi um mau passo, uma decisão irreflectida e um gesto insensato. Acredito que ainda podemos voltar atrás. O tempo vai dar-nos razão.

Não há nenhuma justificação para extinguir do calendário oficial “o feriado dos feriados, o mais antigo dos feriados civis, o mais alto dos nossos feriados patrióticos: o feriado nacional do 1º de Dezembro, o dia maior de Portugal, em que comemoramos a nossa própria existência e continuidade como Nação livre.”

No dia 01 de Dezembro de 1640, há 374 anos, um conjunto de 40 fidalgos portugueses, que a História denominaria «os conjurados», decidiram encetar uma revolta popular que permitiu Restaurar a Independência.

Não conheço no mundo um só país, excepto estando sob ocupação estrangeira, que, tendo um feriado que celebra a sua independência nacional, o tenha abolido e riscado do mapa.

Portugal foi o primeiro a fazê-lo. Por isso faz todo o sentido continuar a lutar para restaurar o feriado nacional de 1 de Dezembro! É fundamental não interromper a sua comemoração, “rasgando uma tradição mais que centenária, que guarda raízes populares fortíssimas”.

Pese embora o esforço de programação (ver anexo) do Movimento 1.º Dezembro em continuar a celebrar, condignamente esta data, enraizando o seu significado e promovendo a sua projecção e adesão popular, é um imperativo de cidadania trabalhar pela defesa e pela restauração do Feriado Nacional do 1.º de Dezembro. A sociedade portuguesa tem de ser mobilizada nesse sentido.

Enquanto cidadão comum, em vez de nos limitarmos a criticar e acusar, podemos aproveitar uma oportunidade legal para influenciar e mudar o sistema político. A saber: subscrevendo a Iniciativa Legislativa de Cidadãos dirigida, nos termos da Constituição e da lei, a fazer legislar a restauração do feriado nacional do 1º de Dezembro, que celebra o valor da independência nacional de Portugal.

Pode conhecer, aqui, o texto do projecto de lei que se propõe, incluindo a respectiva Exposição de Motivos:

http://pt.scribd.com/…/PROJECTO-DE-LEI-do-1%C2%BA-de-Dezemb…

E pode colher, aqui, a folha para assinar e, se nos quiser ajudar, o que agradecemos, obter mais assinaturas de outros concidadãos, unidos no mesmo propósito patriótico:

http://pt.scribd.com/…/Folha-de-assinaturas-para-o-PROJECTO…

“É verdade que somos mais antigos que 1640: vamos a caminho já de 900 anos. Mas, se guardamos os títulos do mais antigo dos Reinos ibéricos, do mais velho dos Estados da península e, nas fronteiras actuais, de mais antiga Nação da Europa, devemos esses títulos à liberdade reconquistada pela Restauração – senão teríamos acabado ali” (Discurso do deputado J. Ribeiro e Castro nas Cerimónias, no 1.º Dezembro, Restauradores).

 Este feriado é condição sine qua non para comemorar os outros feriados civis. “Se não tivesse havido 1º de Dezembro, se não fossemos portugueses não comemoraríamos os outros feriados (não havia 5 de Outubro, nem 25 de Abril,...).

Esta é uma data histórica para lembrar e homenagear os heróis e o acontecimento de relevo, de especial importância e simbologia na História do nosso país e dos portugueses.

Enquanto realidade histórico-cultural, os feriados são “marcos simbólicos da memória e da cidadania”, cruciais para a nossa consciência cívica e coesão social, até mesmo pelos direitos, deveres e memórias que encerram.

Aproveito ainda a oportunidade para recordar a importância sociopolítica da relevante figura histórica do cantanhedense D. António Luís de Menezes, 3.º Conde de Cantanhede e 1.º Marquês de Marialva, considerado como um dos mais importantes vultos da Restauração de 1640 (notabilizou-se no comando das tropas portuguesas nas batalhas das Linhas de Elvas e Montes Claros, que impediram a entrada dos exércitos castelhanos em território nacional).

Este é mais um motivo que justifica plenamente o nosso empenho na restauração do feriado nacional de 1 de Dezembro.

Vamos assinalar este momento fundamental da nossa identidade, celebrar a nossa memória colectiva, a nossa afirmação como País e a nossa História, justamente, porque essa é uma forma de renovar a esperança e a confiança, de nos impulsionar para superarmos as dificuldades do presente e construirmos o futuro.

Viva a Liberdade!
Viva a Independência!
Viva a Restauração!
Viva Portugal!

Aquele abraço amigo e patriótico,
Pedro Cardoso

Nota: Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

AZUL & BRANCO: AS CORES NACIONAIS



Reiterando o porquê da defesa das Cores Azul & Branco como as Cores Nacionais, reproduzimos o que escreveu Duarte Nunes de Leão, na ‘Crónica Brandão na Monarquia’ (3.part.lib.10.cap.17): “as cores com que era pintado o escudo de D. Afonso Henriques eram branco assentando nele uma cruz azul daquele feitio que se chama potentea, por ter a haste mais comprida que os braços.” Depois, El-Rei Dom João IV de Portugal, por decreto de 25 de Março de 1646, declara Padroeira do Reino Nossa Senhora da Conceição, pelo que nessa altura agregou à bandeira nacional uma orla azul. Também teria usado uma bandeira com o campo totalmente azul.

Depois, azul e o branco foram adoptados como cores nacionais por decreto das Cortes Gerais da Nação de 22 de Agosto de 1821, pois segundo o Decreto de D. João VI, “o azul e branco foram escolhidas por serem aquelas que formaram a divisa da Nação Portuguesa desde o princípio da monarquia em mui gloriosas épocas da sua história. (...) a escolha resultou do desejo de glorificação do espírito católico e profundamente mariano do povo português, referenciando-se o azul à cor do manto da Padroeira do Reino."

A última Bandeira do Reino de Portugal entrou em vigor pelo decreto de 18 de Outubro de 1830 que determinava que a Bandeira Nacional passasse a ser verticalmente bipartida de branco e azul, ficando o azul à tralha; sobre o conjunto, ao centro, deveria assentar as Armas Nacionais, metade sobre cada cor.

VIVA PORTUGAL AZUL & BRANCO, VIV'Á MONARQUIA!


Recolha: Miguel Villas-Boas - Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica

PRIMEIRAS IMAGENS DA ASSEMBLEIA-GERAL DA JMP