A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CARTA DE DIREITO DE RESPOSTA DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA


Exmo. Senhor

Paulo Sérgio dos Santos

Director da Revista Nova Gente



Ao abrigo do direito de resposta previsto na Lei de Imprensa (art. 24.º), impõe-se a publicação, com destaque igual à notícia D. Duarte tem hipoteca no BES – Casa de dois milhões responde por dívida de 25 milhões, publicado na revista Nova Gente, na edição de dia 20 de Outubro de 2014, bem como na sua edição online.

Porque foram objecto de referências directas, que afectam a minha reputação e boa fama, para além de terem sido feitas referências totalmente erradas, vêm o visado esclarecer o seguinte:

1. Não existe nem nunca existiu uma hipoteca sobre a minha casa de Sintra com um valor de 25 milhões de euros. Existiu um erro por parte do Instituto de Registos e Notariados, que já foi corrigido e que pode ser comprovado por um documento oficial remetido pela mesma entidade a mim próprio e à direcção da revista e que anexo.

2. É também totalmente falso que eu esteja a vender a referida casa de Sintra bem como o seu recheio.

3. Lamentamos o comportamento da jornalista da Nova Gente, que contactou o meu assessor de imprensa a questionar sobre a venda da minha casa de Sintra. Essa informação foi prontamente negada. A jornalista realizou nova questão por mensagem telefónica escrita sobre a existência de uma hipoteca de 25 milhões de euros. A jornalista foi prontamente contactada, não respondendo de volta.

4. Assim, lamentamos o conteúdo da referida notícia, que é totalmente falso, bem como a devassa da minha vida particular por parte da revista Nova Gente, que tratou este assunto de forma totalmente irresponsável, manifestando vontade deliberada de prejudicar o meu bom nome.

D. Duarte de Bragança


Erro dos notários embaraça D. Duarte

Um funcionário copiou, à mão, o valor da casa de Sintra antes de o inserir no sistema informático e enganou-se nos zeros.

30.10.2014 00:30

Caiu que nem uma bomba. Uma revista cor-de-rosa noticiava que a casa de Sintra de D. Duarte Pio, avaliada em dois milhões de euros, estava penhorada ao Banco Espírito Santo (BES) para pagar uma dívida de 25 milhões de euros...

Os monárquicos portugueses estremeceram de aflição, o herdeiro do trono luso tinha sido apanhado no escândalo da família Espírito Santo! Mas o cor-de-rosa rapidamente se transformou em cinzento.

Com efeito, existiu um lapso na transcrição da escritura do empréstimo contraído por D. Duarte para compra do imóvel e da respectiva hipoteca. O engano foi prontamente reconhecido pelo Instituto dos Registos e Notariado (IRN). Numa carta enviada a D. Duarte, a conservadora da 2ª Conservatória do Registo Predial de Sintra explicou a razão do erro, e desfez-se em desculpas sobre as consequências do desastre.

A conservadora tem ainda a humildade de reconhecer que só se apercebeu do erro do registo depois de o Duque de Bragança ter sido enxovalhado na praça pública.

Vamos aos factos: nos idos de 80, D. Duarte Pio contraiu efectivamente um empréstimo bancário para comprar a casa. Também é verdade que esse crédito foi feito no BES. Mas o problema é que, no dia 1 de Janeiro de 1999, data em que entrou em vigor o euro, o notário de serviço confundiu os zeros... o que eram 250 mil contos transformaram-se em 25 milhões! "Na verdade, ocorreu um lamentável lapso na extracção desse registo, da ficha de papel para o sistema informático, quanto à moeda referente ao valor do empréstimo... onde consta euros, deveria constar escudos", penitencia-se a conservadora na sua carta.

http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/miguel_alexandre_ganhao/detalhe/erro_dos_notarios_embaraca_d_duarte.html

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