A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 31 de maio de 2021

DECRETO APOSTÓLICO PAPAL E TRADUÇÃO RECEBIDO PELA REAL ORDEM DE SÃO MIGUEL DA ALA POR OCASIÃO DOS 850 ANOS DA SUA FUNDAÇÃO

 



🇻🇦 Decrees and Translation : Penitenzieria Apostolica




JUBILEU

 

850º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DA REAL ORDEM DE SÃO MIGUEL DA ALA

20º ANIVERSÁRIO DA REAL IRMANDADE DA ORDEM DE SÃO MIGUEL DA ALA

 

ANO JUBILAR

(8 DE MAIO DE 2021 - 29 DE SETEMBRO DE 2022)

 

DECRETO

 

(Tradução)

 

Prot. 447/21/I

 

A Penitenciaria Apostólica, em virtude das faculdades especificamente outorgadas pelo Santíssimo Padre em Cristo Nosso Senhor, pela Divina Providência Papa Francisco;

 

Aos Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais, aos Beatíssimos e Reverendíssimos Patriarcas, aos Excelentíssimos e Reverendíssimos Arcebispos e Bispos Protectores ou Capelães, aos Membros das Ordens Dinásticas da Casa Real de Portugal;

 

Gentilmente Concede que nos dias 8 de Maio, 10 de Junho e 24 a 29 de Setembro de 2021, pelos Oitocentos e Cinquenta anos desde que o Rei D. Afonso Henriques fundou a Real Ordem Monástica Dinástica e Militar de São Miguel da Ala, Canonicamente Aprovada pela Bula do Papa Alexandre III no ano MCLXXVII (1177), e no Vigésimo Aniversário da Erecção Canónica da Real Irmandade de São Miguel da Ala, que após a Celebração do Santo Sacrifício, seja Dada a Bênção Papal, com Indulgência Plenária anexa, nas condições usuais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice);

 

A Sua Alteza Real D. Duarte Pio, Duque de Bragança, Afilhado Baptismal do Servo de Deus Papa Pio XII e da Rainha D. Amelia d'Orléans e Bragança, a todos e individualmente Membros da Casa Real de Portugal; aos Capelães, aos Confrades Professos e Honorários (Membros), e também a todos os Bispos, Cónegos e Presbíteros, Diáconos, Religiosos e Religiosas, e a todos os fiéis presentes que participem nas Cerimónias Sagradas com espírito penitente e animados pela caridade;

 

Os fiéis que com devoção receberem a Bênção Papal, embora impedidos por circunstâncias razoáveis, não podendo assistir fisicamente aos Ritos Sagrados, desde que assistam com piedosa intenção durante os mesmos Ritos por meio da Televisão e da Rádio, poderão igualmente ganhar Indulgência Plenária, de acordo com as regras da lei.

 

Este Decreto é válido para o Ano do Jubileu, sem prejuízo de qualquer disposição em contrário.

 

Dado em Roma, no Palácio da Penitenciaria Apostólica, aos 25 dias de Março, do Ano da Encarnação do Senhor MMXXI (2021)

(Assinaturas)

 

Cardeal Mauro Piacenza - Penitenciario Mor                        Christophorus Nykiel - Regente

 

 

(Nota: No 375º Aniversário da Aclamação e Coroação da Virgem Santa Maria Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal)


BEATISSIMO PADRE

 

(Tradução)

Prot. 447/21/I

 

 

Manuel Antonio Mendes dos Santos, C.F.M. Bispo de São Tomé e Príncipe, Capelão Geral da Casa Real Portuguesa, juntamente com Sua Alteza Real Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, Conde de Ourém, Grão-Mestre das Ordens Dinásticas da Casa Real de Portugal, os Membros da mesma Casa Real, com os Eminentissimos Cardeais, os Beatíssimos Patriarcas, os Excelentíssimos Arcebispos e Bispos Protectores, os Capelães e os Membros das mesmas Ordens Dinásticas;

 

Com grande alegria chamam à atenção de Vossa Santidade, que em 8 de Maio, 10 de Junho, 24 a 29 de Setembro de 2021, e nos demais feriados até 29 de Setembro de 2022, celebraremos os Oitocentos e Cinquenta anos da Real Ordem Monástica Dinástica e Militar de São Miguel da Ala, fundada pelo Rei Dom Afonso Henriques e aprovada em 1177 por Bula do Papa Alexandre III, sendo o Vigésimo Aniversário da Erecção da Real Irmandade de São Miguel da Ala.

 

Que, para que este duplo acontecimento seja dignamente acolhido, através de uma adequada Catequese e dos meios de santificação, principalmente o Sacramento da Santíssima Eucaristia juntamente com o da Penitência, nos fazem esperar uma vida mais perfeita, formada pelos frutos da Fé, Esperança e Caridade, segundo o espírito evangélico.

 

Para este fim, muito pode contribuir o dom das Indulgências, que com esta petição imploramos com confiança a Vossa Santidade, visível, princípio e fundamento da Comunhão e unidade de Católicos em Deus, etc.

Dia 25 de Março de 2021

 

A Penitenciaria Apostólica, por Mandato do Santíssimo Nosso Senhor Papa Francisco, Concede de bom grado um Ano Jubilar, com uma Indulgência Plenária anexada nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelas intenções do Sumo Pontífice) a lucrarem todos e Membros individuais da Casa Real Portuguesa, os Eminentes  Prelados (Bispos) Capelães, todos os Membros Professos e Honorários das Ordens já referidas e todos os fiéis piedosos, verdadeiramente penitentes e movidos pela caridade, que também pode ser aplicado, a título de sufrágio, às almas dos fiéis do Purgatório, se o Santuário, determinado na súplica, (nomeadamente o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça - Sede Espiritual da Ordem desde 1171 nas Igrejas Paroquias de Fátima e de Ourém, no Santuário de Santiago de Compostela, no Mosteiro de Santa Maria de Osera em Espanha, no Santuário de São Miguel no Monte Gargano, Itália e em todos os outros Santuários dedicados a São Miguel Arcanjo) que forem visitados em peregrinação, e se lá estiverem presentes em celebrações sagradas, ou pelo menos por um tempo apropriado, pela fidelidade à vocação Cristã, devem derramar humildes orações, concluindo com o Pai Nosso, o Símbolo da Fé (o Credo), com invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo.

 

Os piedosos Membros que estão doentes, impedidos por idade, ou por outro motivo grave, podem obter uma Indulgência Plenária, detestando todo pecado, com o desejo de cumprir, quando lhes for possível, as três condições habituais, participarão espiritualmente nas celebrações Jubilares, oferecendo orações e sofrimentos a Deus, que é Misericordioso, por intercessão da Virgem Santa Maria.

 

Para que este acesso à obtenção da Graça Divina por meio das Chaves da Igreja seja mais facilmente realizado por meio da Caridade Pastoral, esta Penitenciaria exorta os Capelães das citadas Ordens a oferecerem-se com espírito voluntário e generoso à Celebração do Sacramento da Penitência e a administrar o Sacramento com frequência da Sagrada Comunhão aos enfermos.

 

 

O presente será válido por todo o Ano Jubilar. Não obstante qualquer disposição em contrário.

 

 

(Assinaturas)

 

Cardeal Mauro Piacenza - Penitenciario Mor              Christophorus Nykiel - Regente

domingo, 30 de maio de 2021

CAUSA MAIOR

 

“É que nós, os portugueses, sempre convivemos com a diferença. No nosso ADN estão gentes de diferentes origens geográficas e foi sempre quando nos voltámos para o Atlântico ou para o Mar que descobrimos a nossa verdadeira vocação e nos soubemos reinventar.”

por Teresa Côrte-Real
Presidente da Causa Real

Num quadro em que a desorientação e a descrença alastram na vida coletiva, importa clarificar o ideário monárquico e, sobretudo, justificar a sua validade e eficácia perante os desafios que o país hoje tem de enfrentar apresentando uma alternativa de futuro. Ao fazê-lo, mobilizar todos os portugueses, canalizando a adesão afetiva, racional ou ideológica para a participação ativa nas tarefas de construção de uma reserva e de uma alternativa política para o nosso país. Monárquicos e não monárquicos. Porque a Causa Maior que defendemos é Portugal e é de um espírito de cidadania consciente, pró ativo e de serviço que queremos falar.

Uma missão maior, a de uma refundação das bases do sistema de representatividade em Portugal baseada em princípios fundamentais e causas permanentes.

Dando voz à sociedade civil em causas compatíveis com o interesse do todo e contribuir para uma nova organização dos poderes do Estado nas áreas de soberania, da economia e da promoção do bem estar da sociedade em todas as suas dimensões.

Fazer pensar o que é a soberania na Europa do século XXI e o que queremos que ela seja, refletir sobre a identidade nacional e defender o Estado de Direito. Saber que a coesão nacional se promove com sustentabilidade do território e com mais justiça social através de um compromisso com uma ecologia que preserve a relação do ser humano com o ambiente e em que que o municipalismo, pela sua proximidade com as populações, ganha mais força e, por isso, responsabilidade; em que cada um de nós se sinta representado na sua diversidade sem esquecer a promoção global da cultura e de um modo de ser Lusíada como comunidade natural e de reforço da importância da língua portuguesa e do interesse estratégico nacional.

É que nós, os portugueses, sempre convivemos com a diferença. No nosso ADN estão gentes de diferentes origens geográficas e foi sempre quando nos voltámos para o Atlântico ou para o Mar que descobrimos a nossa verdadeira vocação e nos soubemos reinventar.

Internamente exige-se assim uma maior reflexão sobre a integração e condições de vida, nomeadamente a nível educativo dos cidadãos oriundos desse tal mundo que fala português e cujas riquíssimas e enriquecedoras experiências são para todos nós uma mais-valia e tem que ser valorizada. Sem pruridos, pre conceitos e tendo por base dados sócio demográficos objetivos. O problema existe, não o do suposto racismo, mas o das discrepâncias ou disparidades no acesso a condições sanitárias e habitacionais básicas (que a pandemia veio reforçar) e que tem também reflexo como todos sabemos, no sucesso escolar dos mais jovens independentemente da sua origem étnica. Não há verdadeiro desenvolvimento sem coesão e esta não acontece sem que uma inclusão equilibrada aconteça e que certas barreiras existentes de um lado e outro passem a ser vasos comunicantes de uma comunidade que se vai reconstruindo no respeito pela diversidade e numa afirmação da portugalidade.

E para isto precisamos de repensar todo o sistema de representatividade política de que uma chefia de estado monárquica será o culminar. Depositária de uma representatividade única com vocação e aptidão naturais para preservar essa independência e compreender a forma de alcançar essa coesão nacional. Preparada e imparcial na defesa do bem comum. A evolução na continuidade na defesa dos interesses nacionais. Em Monarquia, a Chefia de Estado deixa de concorrer com assuntos da vida da comunidade política e de programas partidários, permitindo a defesa imparcial e permanente de um projeto que se garante e é garantia do Estado de Direito.

Em épocas de crise e de transformação como a que vivemos, reforça-se a importância poder moderador do chefe de Estado e, como tal, a necessidade da sua não eleição nem dependência de nenhuma das partes, tal como sucede com outros poderes arbitrais como o poder judicial que também não é eletivo no quadro da democracia representativa. É impossível ser-se árbitro de um jogo de que se faz parte. E os últimos tempos demonstram que assim não tem sido em Portugal.

A representatividade dos órgãos de soberania eleitos é, por definição, uma representatividade temporária e circunstancial, representando quando muito uma geração; a Instituição Real, detém uma representatividade histórica, de natureza transgeracional e intemporal, que complementa e dá profundidade à representatividade eleitoral projetando o atual interesse do país e o das próximas gerações. É essa simbiose que está também na base da tradicional e obrigatória aclamação do Rei em Cortes nas quais estão representados os escolhidos pelo povo português e aquando da sua entrada em funções. Em total liberdade.

A solidificação da identidade coletiva necessita deste motor de unidade entre norte e sul; interior e litoral, mundo rural e centros urbanos capaz de ir contra interesses que dividem os portugueses, atentam contra a nossa soberania e delapidam o património humano do nosso país. E isso, e a afirmação deste Portugal Atlântico nesta Europa tão cheia de incógnitas e tão longe de si própria faz, uma e outra vez cada vez mais sentido.

Assumindo o grande desafio de nos redescobrir a nós próprios, à nossa história e a quem nos representa, voltando a fazer esse caminho do Mar que é também o da afirmação da língua portuguesa enquanto elemento congregador de uma comunidade maior.

Um e outro levam a uma verdadeira visão ou revisão estrutural do Futuro português.

sábado, 29 de maio de 2021

PROGRAMA DA VISITA DE S.A.R., O SENHOR DUQUE DE BRAGANÇA À UCRÂNIA

 

EM HOMENAGEM A SÃO MIGUEL, PATRONO E DEFENSOR DA CIDADE E DIOCESE DE KIEV, UCRÂNIA
27 a 30 de Maio de 2021
Proclamação do Ano Jubilar de São Miguel na Ucrânia pelos 850 Anos da Fundação da Real Ordem de São Miguel da Ala
Abertura Oficial por S.A.R. o Grão-Mestre Nato Dom Duarte, Duque de Bragança, da Delegação R.I.S.M.A. para a Ucrânia
Celebração do 700º Aniversário da Ereção da Diocese de São Miguel Arcanjo de Kyiv-Zhytomyr e do 30º aniversário da Restauração da Igreja Católica na Ucrânia

Quinta-feira, 27 de Maio de 2021
20:00 Horas - Jantar Privado de Recepção e Boas Vindas ao Grão-Mestre oferecido pela Mesa da Delegação
Sexta-feira, 28 de Maio de 2021
Catedral de São Alexandre, Kiev, Ucrânia
12:00 Horas - Visíta de S.A.R. Dom Duarte de Bragança à Cidade de Kiev e Recepção por Altas Diginidades Civís e Eclesiásticas seguido de Almoço de Convívio
17:00 - 19:00 Horas - Encontro de S.A.R. Dom Duarte de Bragança e Investidura Oficial dos Bispos da Conferência Episcopal da Igreja Católica da Ucrânia
20:00 Horas - Jantar de Gala em homnagem a S.A.R. o Duque de Bragança com as autoridades Ecleiásticas e de Estado (Por Convite)
Sábado, 29 de Maio de 2021
Catedral de Santa Maria, Kiev, Ucrânia
12:00 Horas - Missa Solene e Investiduras de Patronos e Membros Confrades da Delegação R.I.S.M.A. e Condecoração de Dignatários, Damas e Cavaleiros R.O.S.M.A.
13:00 Horas - Almoço de Gala e Convívio (Por Inscrição Antecipada) Seguido de Passeio Turístico pela Cidade e Jantar Privado com membros da Mesa da Delegação
Domingo, 30 de Maio de 2021
Universidade Pedagógica Nacional Dragomanov, Kiev, Ucrânia
13:30 Horas - Visita de S.A.R. Dom Duarte de Bragança, à Universidade da qual é Patrono Professor e Membro de Honra da Faculdade de História (Programa Próprio)
(Official Program of Visit of His Royal Highness Dom Duarte Pio de Bragança)
• 13.30 - 13:35 - Rector Academician Viktor Andrushchenko welcomes His Royal Highness the Duke of Bragança to the University
• 13.35 - 13:45 - Tour of the University (Gallery with the History of the University)
• 13:45 - 13:50 - Meeting of His Royal Highness the Duke of Bragança with Dignitaries and Representatives of the University and National Academy of Educational Sciences (NAES) of the Ukraine in the Conference hall of the University
• 13:50 - 13:55 - Welcome Address by the Rector and Awarding His Royal Highness the Duke of Bragança with the award "For Academic Merit"
• 13:55 - 13:58 - Intervention of His Royal Highness the Duke of Bragança
• 13:58 - 14:01 - Intervention of Prof. Moritz Hunzinger
• 14:01 - 14:04 - Intervention of the President of NAES of Ukraine Prof. Dr. Vasyl Kremen
• 14.04 - 14:09 - Musical Presentation honoring His Royal Highness the Duke of Bragança by the G. Veryovka Ukrainian National Honored Academic Folk Choir
• 14:09 - 14:14 - Official Photo Session
• 14:14 - 14:30 - Brunch

Federation of Royal Brotherhoods of the Order of Saint Michael of the Wing

sexta-feira, 28 de maio de 2021

DUQUES DE BRAGANÇA, ACOMPANHADOS PELO PRÍNCIPE DA BEIRA, ESTIVERAM EM QUATRO ILHAS DOS AÇORES

 

A visita “real” aos Açores incluiu a Terceira, Pico e Faial e São Miguel. Na Terceira, o Espírito Santo esteve em destaque.

O Espírito Santo dominou a visita dos Duques de Bragança à Terceira, a 15 de maio, data de aniversário de Dom Duarte.

Os Duques de Bragança, acompanhados pelo filho Dom Afonso, estiveram nos Açores entre os dias 15 e 18 deste mês. A visita foi promovida pelas Reais Associações da Ilha Terceira e da Ilha de São Miguel e incluiu a Terceira, Pico, Faial e São Miguel.

Na Terceira, os Duques de Bragança almoçaram, no Palácio de Nossa Senhora de Oliveira, com os embaixadores Pedro e Cheryl Catarino; foram recebidos pelo vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima, no Palácio dos Capitães Generais; assistiram à conferência “Dos Açores do passado aos Açores do presente e do futuro: a política, a religião e o povo”, proferida por Avelino de Meneses, da Universidade dos Açores, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo; participaram na missa de Pentecostes na Igreja da Sé; foram recebidos por D. João Lavrador, no Palácio do Episcopado, e tiveram um encontro no Moinho da Agualva, proporcionado pelo presidente da Junta de Freguesia, em colaboração com o presidente da Câmara da Praia da Vitória.

“O mais importante terá sido a evocação do Espírito Santo evidenciada pelo professor Avelino de Meneses, ao esclarecer que, ao longo de quinhentos anos de História dos Açores - com algumas décadas de centralização político administrativa ditadas de cima no século XVIII e na atualidade - o que prevaleceu para unidade e identidade açoriana foi o culto ao Espírito Santo e a unidade na diversidade da organização eclesial das ilhas. O Senhor Dom Duarte complementou dizendo que são essas instituições que poderão desenvolver a identidade portuguesa espalhada pelo mundo, cabendo aos açorianos a responsabilidade de as difundirem. A sugestão foi confirmada pelo pároco da Sé, que, na homilia do Pentecostes, lembrou que as únicas ordens dadas por Jesus Cristo foram “Fazei isto em memória de mim; amai-vos uns aos outros; e ide por todo o mundo anunciar a Boa Nova”, que, para os açorianos, quer dizer ide por todo o mundo anunciar o Espírito Santo alicerçado na eucaristia e no amor ao próximo”, referem as Reais Associações da Terceira e São Miguel numa nota endereçada ao Diário Insular.

No dia 16, no Pico, o ponto alto foi a subida de Dom Afonso à montanha mais alta de Portugal, acompanhado por um guia. Os Duques de Bragança “sentiram terramotos e fizeram viagens ao centro da terra na Casa dos Vulcões”. A visita à Área de Paisagem Protegida da Vinha do Pico, complementada com um almoço com os presidentes das Câmaras Municipais da Madalena, São Roque e Lajes, “serviu para apreciar e viver o vinho do Pico, com uma conversa aberta e sábia sobre as vantagens e desvantagens do teleférico, os limites aos mandatos eleitorais, o rendimento mínimo garantido, a atração de indústria ligeira em novas tecnologias da informação, o vinho e o queijo”.

No dia 17, os Duques de Bragança estiveram no Faial. Na nota enviada ao Diário Insular refere-se que “o terceiro dia foi mais político, com um almoço com os deputados dos vários partidos”, tendo também decorrido encontros com o presidente da Assembleia Legislativa dos Açores e com o presidente da Câmara Municipal da Horta. Os Duques de Bragança participaram ainda conferência “O direito vigente responde aos desafios atuais do mar?”, que teve como palestrante Assunção Cristas, da Universidade Nova de Lisboa, e foi comentada por Gui Menezes e Mariana Guedes. No mesmo dia, em São Miguel, os Duques de Bragança jantaram com membros da Real Associação.

No dia 18 houve uma oração pelas vítimas da pandemia, na Ermida de Santana, rezada pelos Romeiros de São Miguel, bem como um encontro com os Duques de Bragança no Palácio dos Jardins de José do Canto.

 

Com a devida vénia ao Diário Insular


CAUSA REAL

terça-feira, 25 de maio de 2021

COMUNICADO DA CAUSA REAL

 


A Causa Real apoia a manifestação “Pelo mundo rural” de dia 5 de junho.

Entende a Causa Real que o mundo rural e todas as actividades que o envolvem devem ter uma posição relevante na estratégia nacional, não só económica como demográfica e social.

A manifestação sem conotação partidária defende as actividades, tradições e o mundo Rural.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

A SABEDORIA MULTISSECULAR NUM SÓ HOMEM: O REI


Na passada segunda-feira, num contexto, infelizmente, muito restrito, face ao cenário pandémico, tive a felicidade e a boa fortuna de ser indicado, por razões de protocolo e de melhor adequação do espaço (no reforço à defesa à Covid-19), de jantar, precisamente, ao lado do Herdeiro dos Reis de Portugal numa mesa de três pessoas. Deus assim quis.
Além da incomensurável honra de estar na sua presença, aquelas quase duas horas em que trocamos palavras e tocamos várias temáticas, foi dos períodos em que mais aprendi até àquela data. Estive na presença de um homem dono de uma vasta e invulgar Cultura. Alguém que trata os factos da História na primeira pessoa. Perante tamanha felicidade de aprendizagem, infelizmente o meu tempo de apreensão ficou refém daqueles preciosos mas imparáveis segundos e minutos que estavam em decréscimo até ao terminus do jantar.
No fim deste marcante jantar, houve um amigo que me disse, com sinceridade, que estava com um semblante "radiante". É natural. Estar na presença do primeiro dos portugueses, a personificação humana da Nação, assistindo a um fenómeno indescritível em palavras como o do saber, de muitos séculos, concentrados num só homem é algo que transfigura qualquer um que o ouve com atenção e colhe cada pormenor, como quem colhe uma frágil uva de um bago sem querer danificar a vinha.
O meu único infortúnio foi que muito ficou por anotar ou memorizar, sobretudo os pormenores do seu saber que fazem a diferença de um dia para o outro e para sempre a quem o escuta.
Na sua verdadeira modéstia, conduta pessoal acessível e elegante, embora sempre agregado a uma natural postura Real, e apesar de ter estado também num almoço, em 2006, na sua distinta presença, desta vez a maior proximidade permitiu-me o acesso a um discurso privilegiado, mais próximo e direto, com o qual fui agraciado por tamanha dimensão de sabedoria e conhecimento.
Para sempre grato a S.A.R. pelos seus ensinamentos e pela partilha de conhecimentos naquele dia. Nunca o poderei retribuir à altura.
Deus o guarde, e
Viva El-Rei!

Pedro Paiva Araújo

 

domingo, 23 de maio de 2021

842 ANOS DA BULA MANIFESTIS PROBATUM


Em 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconhece como ‘Rex Portucalensis’- Rei de Portugal – El-Rei Dom Afonso Henriques, então com 70 anos de idade e 51 de governação (pois Portugal tinha ganho a sua Independência e soberania enquanto Estado face ao Reino de Leão no 5 de Outubro de 1143). Nessa data há 842 anos Sua Mercê El-Rei Dom Afonso Henriques é reconhecido juridicamente como Rei pela comunidade política internacional.

D. Afonso Henriques era há muito o maior de todos os Reis na Terra: D. Afonso, O Primeiro de seu nome, Rei dos Primeiros Portugueses, Unificador dos 5 Reinos: Suevos, Visigodos, Lusitanos, Bracos e Alanos. Filho do Conde D. Henrique e como tal neto de Henrique de Borgonha, trineto de Roberto I de França, sobrinho-bisneto do Abade S. Hugo de Cluny, filho da Infanta D. Teresa de Leão, neto de Reis e Senhores de Leão e Castela, algoz do Sarraceno, Tomador de Praças. Afonso I, mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques (de Henrique, em tradução literal do patronímico Henriques), também chamado de Ibn-Arrik (“Filho de Henrique”) e El-Bortukali (“O Português”), apelidado de "o Conquistador", era já o primeiro Rei de Portugal desde 1139 e assim foi até à sua morte, a 6 de dezembro de 1185.

Devem-se-Lhe os Actos que levaram ao Nascimento de Portugal: no dia 24 de Junho de 1128, à dianteira dos barões e fidalgos portucalenses, Dom Afonso Henriques defrontou no campo de São Mamede, perto de Guimarães as forças galegas comandadas por Dona Teresa e por Fernão Peres de Trava, derrotando-os naquela que ficou conhecida pela Batalha de São Mamede e que marcou a Fundação da Nacionalidade Portuguesa, uma vez que o Infante Dom Afonso Henriques avoca a si o governo do Condado Portucalense, com pretensões de independência. Não é ainda após esta Batalha que se auto-intitula Rei, Rex Portucalensis, pois com duas frentes de Batalha – uma contra Leão e Castela, outra contra os sarracenos –, tal só se viria a acontecer após a Batalha de Ourique, em 1139, quando arrasou os mouros – que o temiam imensamente - e consegue uma importante vitória que o engrandece sobremaneira e assim declara a Independência face a Castela-Leão, após um Alevantamento seguido de Aclamação como Rei pelos Barões Portucalenses.

As armas e escudo armorial de Portugal mantêm desde a Batalha de Ourique, em 1139, e até hoje, cinco escudetes posicionados em forma de cruz, representando cada um dos cinco reinos mouros derrotados na batalha. Sobre esses cinco escudetes, estão inscritos besantes em número variável (inicialmente onze em cada escudete), que significavam, que por Direito e Graça divinos D. Afonso Henriques era Rei, e que por isso tinha direito a cunhar a sua própria moeda.

Ulteriormente, foi determinado o número de cinco besantes (em vez de onze) sobre cada um dos escudetes, passando a contar-se segundo a tradição duas vezes os besantes do escudete central.

Nascia, assim, em 1139, o Reino de Portugal e a sua 1.ª Dinastia, com El-Rei Dom Afonso I Henriques de Borgonha.

Em 1143, quando assina a Paz em Zamora com o Primo Rei de Castela e Leão, onde é reconhecido como Rei, Dom Afonso Henriques usava já o título havia três anos, desde o torneio de Arcos de Valdevez, em 1140, o episódio depois de Ourique. Mas desaparece, assim, e só aí, em 1143, a designação histórica de Condado Portucalense e nasce o Reino de Portugal. Em Zamora, ficou assente que Alfonso VII de Castela e Leão concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’- Rei de Portugal, embora continuasse, apesar do reconhecimento da Independência, como vassalo do Rei de Castela e Leão, que se intitulava Imperador da Hispânia. Porém, caso único entre todos os Reis da Ibéria, Dom Afonso Henriques nunca prestou essa vassalagem. A partir desta data, Dom Afonso Henriques passou a enviar ao Papa remissórias declarando-se vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia em ouro, pelo que, em 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconheceu Dom Afonso Henriques como ‘Rex’.
Na Bula referida ab inicio, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica liberado de prestar vassalagem - que de resto nunca prestou - ao Rei de Leão e Castela, o primo Don Alfonso VII autointitulado Imperador de toda a Espanha, porque nenhum tributário podia ter dois senhores directos.
"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, 'in perpetuum'.

Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a fé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério. Continua, pois, a mostrar-te filho caríssimo, tão humilde e devotado à honra e serviço da tua mãe, a Santa Igreja Romana, e a ocupar-te em defender os seus interesses a dilatar a fé cristã de tal modo que esta Sé Apostólica possa alegrar-se de tão devoto e glorioso filho e não duvide da sua afeição. Para significar que o referido reino pertence a São Pedro, determinaste como testemunho de maior reverência pagar anualmente dois marcos de oiro a Nós e aos nossos sucessores. Cuidarás. Por isso, de entregar tu e os teus sucessores, ao Arcebispo de Braga pro tempore, o censo que a Nós e a nossos sucessores pertence. Determinamos, portanto, que a nenhum homem seja lícito perturbar temerariamente a tua pessoa ou as dos teus herdeiros e bem assim o referido reino, nem tirar o que a este pertence ou, tirado, retê-lo, diminuí-lo ou fazer-lhe quaisquer imposições. Se de futuro qualquer pessoa eclesiástica ou secular intentar cientemente contra o que dispomos nesta nossa Constituição, e não apresentar satisfação condigna depois de segunda ou terceira advertência, seja privada da dignidade da sua honra e poder, saiba que tem de prestar contas a Deus por ter cometido uma iniquidade, não comungue do sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo nosso divino Senhor e Redentor, e nem na hora da morte se lhe levante a pena. Com todos, porém, que respeitarem os direitos do mesmo reino e do seu rei, seja a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que neste mundo recolham o fruto das boas obras e junto do soberano juiz encontrem o prémio da eterna paz. Ámen. Ámen.
Pedro, Paulo, Alexandre PP. III Eu Alexandre, Bispo da Igreja Católica SS BENE VALETE”
Com a bula "Manifestis probatum", o Papa Alexandre III declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão, e D. Afonso Henriques, o seu soberano. Na prática, a bula reconheceu a validade da Conferência/Tratado de Zamora, assinado a 5 de Outubro de 1143 em Zamora, pelo Rei de Leão, e por D. Afonso Henriques. Estava, assim, reconhecido Dom Afonso I Henriques como Rei de Portugal, o Seu direito às conquistas e estabelecida a independência do Reino sob a protecção de Roma.
Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

 
Plataforma de Cidadania Monárquica

sexta-feira, 21 de maio de 2021

CELEBRAÇÃO DO 496º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DA RAINHA SANTA ISABEL

 

No próximo dia 25 do corrente mês de Maio assinala-se mais um aniversário da Canonização de Santa Isabel, Princesa de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.

Foi no dia 25 de Maio de 1625 que o Papa Urbano VIII proclamou a canonização daquela que o povo sempre considerou santa.

Desde o seu falecimento, mas particularmente após a proclamação da Beatificação de Santa Isabel em 1516 – cujo aniversário se celebrou em 15 de Abril passado -, o culto à Rainha Santa Isabel assume contornos cada vez mais intensos e amplos.

Na sequência deste movimento devocional, que haveria de culminar na canonização de Santa Isabel de Portugal, que agora se celebra, é entretanto fundada em 1560 a Confraria da Rainha Santa Isabel.

Neste ano de 2021, em que a Confraria da Rainha Santa Isabel pretende comemorar as datas mais significativas relacionadas com Santa Isabel de Portugal, é muito importante celebrar este dia de aniversário da sua canonização, dia muito significativo para a cronologia da devoção a Santa Isabel de Portugal, mas também associado à fundação da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Para comemorar esta data, a Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel mandam celebrar às 18h00 deste dia 25 de Maio, na Igreja da Rainha Santa Isabel, Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal, celebração aberta ao público com os condicionalismos de distanciamento físico indicados nas orientações das autoridades de saúde e da Conferência Episcopal Portuguesa.

Pelas 21h30 do mesmo dia 25 de Maio, será emitido pelo facebook e youtube da Confraria da Rainha Santa Isabel e por algumas redes sociais da Diocese, um concerto - "Cantatorium Elisabeticum: Música para umas Vésperas da Rainha Santa" - cantado na Igreja da Rainha Santa Isabel pelo Ançãble,.grupo vocal de formação familiar, que se tem dedicado à música sacra portuguesa e com estreitas ligações à Confraria da Rainha Santa Isabel.

Este concerto foi previamente gravado sem a presença de público e será transmitido on-line a partir das 21h30 do dia 25 de Maio

A Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel contam com a atenta participação de todos!

Com os melhores cumprimentos,

Pela Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel e

Pela Direcção da Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel,

 

Joaquim Leandro Costa e Nora



CRSI

Confraria da Rainha Santa Isabel

Coimbra


quinta-feira, 20 de maio de 2021

FOTOGRAFIAS DA VISITA REAL A SÃO MIGUEL


Bonita homenagem a José do Canto e ao maravilhoso jardim


DR. CARLOS MELO BENTO NO AÇORIANO ORIENTAL SOBRE O PRÍNCIPE DA BEIRA

 

Dom Afonso de Bragança e Raquel Cymbron Barbosa Silva

Augusto Ataíde convidou-me para as cerimónias que no Jardim José do Canto, celebraram um segundo centenário do criador dessa joia científica da jardinagem, como diz Isabel Soares d'Albergaria, prestaram homenagem ao Rei D. Carlos, a propósito da Visita Régia aos Açores, em 1901, e para que o herdeiro do trono, D. Duarte, tivesse oportunidade de ali plantar uma árvore, bem junto doutra que o Presidente Rebelo de Sousa ali colocou. Uma banda de música interpretou hinos oficiais e um pequeno grupo de Romeiros rezou e cantou o Terço, na pequena Ermida consagrada à Avó do Salvador. Houve convívio em que os reais visitantes conversaram simpaticamente com meia centena de convivas, gerando uma ambiência agradável que permite reviver recordações de factos e pessoas que duma maneira ou doutra entraram nas nossas vidas. D. Duarte é um bom conversador e soube louvar as nossas ilhas limpas do vírus que tanto nos atormenta, chamando a atenção para Timor que desde sempre seguiu de perto. D. Isabel, mulher inteligente e culta, discorre com facilidade sobre açorianos que conheceu e conhece dando ao interlocutor a imagem de quem cumpre, como Mulher e Mãe, a muito difícil tarefa, de construir e manter uma Família Real respeitável e respeitada, símbolo duma Nação espalhada pelo mundo, por Povos independentes e autónomos falando a mesma língua, que no filiado e no dizer de Pessoa, é a própria Pátria. Restava-me tentar conhecer o primogénito da Casa Real, D. Afonso que a tradição intitula Príncipe Real ou Príncipe da Beira. Nestas reuniões sociais, as pessoas circulam de grupo para grupo (guardando as pandémicas distâncias), e chegou a vez de conhecer o herdeiro do trono que falou como se sempre nos tivéssemos conhecido. Percebi que a educação que recebeu permitirá manter viva uma instituição que, mesmo fora do poder, encarna a ideia imortal da portugalidade de que nós açorianos somos parte autónoma e essencial.
Carlos Melo Bento - 19 de Maio de 2021 in O Açoriano Oriental

sábado, 15 de maio de 2021

76º ANIVERSÁRIO DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA

 

Neste dia em que Sua Alteza Real O Senhor Dom Duarte completa mais um aniversário, a Real Associação da Beira Litoral, sua direcção e todos os seus associados, querem dar muitos parabéns e desejar à Sua Alteza Real muita Felicidade, Alegria, Paz e Saúde e que passe um dia muito Feliz na companhia da Família Real.


QUE DEUS ABENÇOE E PROTEJA S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE E A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA!

VIVA O REI!   
VIVA A FAMÍLIA REAL!
VIVA PORTUGAL!

 





O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

É Grão Mestre da Ordem de N. Sra. da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem de São Miguel da Ala,   Bailio Grã-Cruz da Ordem Soberana de Malta, membro do Conselho Científico da Fundação Príncipes de Arenberg.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.



Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:

Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,

Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997

Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.