JANTAR DE REIS GUIMARÃES 2017, 4 DE FEVEREIRO NO PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA

JANTAR DE REIS GUIMARÃES 2017, 4 DE FEVEREIRO NO PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

FOTOGRAFIAS DO LANÇAMENTO DA VERSÃO EVOCATIVA DO LIVRO "RAZÕES REAIS"

Foto de Real Associação de Lisboa.

No passado dia 21 de Janeiro foi feita a apresentação de uma edição evocativa do livro “Razões Reais” de Mário Saraiva no Auditório da Livraria Ferin que se revelou pequeno para o numeroso publico que afluiu. A apresentação foi feita por Nuno Pombo, seguida por um testemunho da vida e obra do autor pelo seu filho Jaime Saraiva. A sessão foi moderada pelo presidente da Real Associação de LisboaJoão Távora e contou com a presença de S. A. R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.


domingo, 22 de janeiro de 2017

PROGRAMA DA PEREGRINAÇÃO INSERIDA NO JANTAR DE REIS GUIMARÃES 2017


Ex.mo(s) Senhor(es)

O JANTAR DE REIS vai realizar a sua VIII GALA no dia 4 de Fevereiro de 2017, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães.
Como já é tradição deste evento seremos honrados com a notável presença de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa.
Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, Casa Real do Ruanda, Casa Real do Havai e Casa Real do Egipto, esta iniciativa assenta numa vontade transversal a muitos actores locais, movimentos e associações monárquicas, bem como a individualidades com relevância política e social na região.
Teremos também a presença de Sua Majestade o Rei Yuhi VI do Ruanda, a Princesa Owana Salazar, Chefe da Casa Real do Havai, e o Príncipe Osman Rifat Hibrahim da Casa Real Egípcia.
O Jantar e espetáculo será novamente apresentado pelo Mestre de Cerimónias Carlos Evaristo, Produtor e conhecido Comentador da RTP, History Channel, National Geographic Channel, etc., e a animação ficará a cargo do consagrado Cantor "Clemente" e da "Princesa Owana Salazar", várias vezes vencedora do Grammy Award.
Na continuidade do que já se tem feito em anos anteriores, teremos no JANTAR DE REIS GUIMARÃES 2017 a promoção do património cultural, nomeadamente os Monumentos, a Gastronomia e o Vinho na VI Mostra de Vinhos e de Produtos Regionais e Nacionais.
A anteceder o Programa deste ano em Guimarães, há todo um programa complementar para Recepção e Peregrinação dos Chefes das Casas Reais, a Santarém, Fátima, Ourém e Braga. (Consultar o Programa em anexo)
Haverá ainda no dia 4 a inauguração de uma Exposição, patente nos Claustros do Paço dos Duques de Bragança, do escultor Dinis Ribeiro.
As Receitas destes eventos este ano revertem a favor do Projecto "Meninos de Bissauzinho" na Guiné-Bissau, sendo que todos os donativos extraordinários no valor mínimo de 100 Euros recebidos para esta causa humanitária, terão um reconhecimento especial com a concessão de um Diploma e uma Medalha de Benfeitor.
Despeço-me na expectativa de poder contar com a sua presença.

Manuel Beninger, Eng.º
Presidente da Comissão Organizadora

Inscrições: manuel.beninger@gmail.com / + 351 969 685 260
Donativo para o Jantar de Reis: 45,- € / pessoa





sábado, 21 de janeiro de 2017

O REGICÍDIO DESCRITO POR DOM MANUEL II


«Há já uns poucos de dias que tinha a ideia de escrever para mim estas notas íntimas, desde o dia 1 de Fevereiro de 1908, dia do horroroso atentado no qual perdi barbaramente assassinados o meu querido Pai e o meu querido Irmão…No dia 1 de Fevereiro regressavam Suas Majestades El-Rei D. Carlos I a Rainha a senhora D. Amélia e Sua Alteza o Príncipe Real de Villa Viçosa onde ainda tinha ficado…

Meu Pai não tinha nenhuma vontade de voltar para Lisboa. Bem lembro que se estava para voltar para Lisboa 15 dias antes e que meu Pai quis ficar em Villa Viçosa: Minha Mãe pelo contrário queria forçosamente vir. Recordo-me perfeitamente desta frase que me disse na véspera ou no próprio dia que regressei a Lisboa depois de eu ter estado dois dias em Villa Viçosa. “Só se eu quebrar uma perna é que não volto para Lisboa no dia 1 de Fevereiro. Melhor teria sido que não tivessem voltado porque não tinha eu perdido dois entes tão queridos e não me achava hoje Rei! Enfim, seja feita a Vossa vontade Meu Deus! (…) houve uma pessoa minha amiga (que se não me engano foi o meu professor Abel Fontoura da Costa) que disse a um dos Ministros que eu gostava de saber um pouco o que se passava, porque isto estava num tal estado de excitação. O João Franco escreveu-me então uma carta que eu tenho a maior pena de ter rasgado, porque nessa carta dizia-me que tudo estava sossegado e que não havia nada a recear! Que cegueira!

Mas passemos agora ao fatal dia 1 de Fevereiro de 1908, sábado. De manhã tinha eu tido o Marquês Leitão e o King. Almocei tranquilamente com o Visconde d’Asseca e o Kerausch. Depois do almoço estive a tocar piano, muito contente porque naquele dia dava-se pela primeira vez “Tristão e Ysolda” de Wagner em S. Carlos…Um pouco depois das 4 horas saí do Paço das Necessidades num “landau” com o Visconde d’Asseca em direcção ao Terreiro do Paço para esperarmos Suas Magestades e Alteza. Fomos pela Pampulha, Janelas Verdes, Aterro e Rua do Arsenal. Chegámos ao Terreiro do Paço. Na estação estava muita gente da corte e mesmo sem ser. Conversei primeiro com o Ministro da Guerra Vasconcellos Porto, talvez o Ministro de quem eu mais gostava no Ministério do João Franco. Disse-me que tudo estava bem.
Esperamos muito tempo; finalmente chegou o barco em que vinham os meus Pais e o meu Irmão. Abracei-os e viemos seguindo até a porta onde entramos para a carruagem os quatro. No fundo a minha adorada Mãe dando a esquerda ao meu pobre Pae. O meu chorado Irmão deante do meu Pai e eu diante da minha mãe. Sobretudo o que agora vou escrever é que me custa mais: ao pensar no momento horroroso que passei confundem-se-me as ideias. Que tarde e que noite mais atroz! Ninguém n’este mundo pode calcular, não, sonhar o que foi. Creio que só a minha pobre e adorada Mãe e Eu podemos saber bem o que isto é! vou agora contar o que se passou n’aquella historica Praça.

Sahimos da estação bastante devagar. Minha mãe vinha-me a contar como se tinha passado o descarrilamento na Casa-Branca quando se ouviu o primeiro tiro no Terreiro do Paço, mas que eu não ouvi: era sem duvida um signal: signal para começar aquella monstruosidade infame, porque pode-se dizer e digo que foi o signal para começar a batida. Foi a mesma coisa do que se faz n’uma batida às feras: sabe-se que tem de passar por caminho certo: quando entra n’esse caminho dá-se o signal e começa o fogo! Infames! Eu estava olhando para o lado da estátua de D. José e vi um homem de barba preta , com um grande “gabão”. Vi esse homem abrir a capa e tirar uma carabina. Eu estava tão longe de pensar n’um horror d’estes que me disse para mim mesmo, sabendo o estado exaltação em que isto tudo estava “que má brincadeira”. O homem sahiu do passeio e veio se pôr atrás da carruagem e começou a fazer fogo…Quando vi o tal homem das barbas que tinha uma cara de meter medo, apontar sobre a carruagem percebi bem, infelizmente o que era. Meu Deus que horror. O que então se passou só Deus minha mãe e eu sabemos(…) porque mesmo o meu querido e chorado Irmão presenceou poucos segundos porque instantes depois também era varado pelas balas. Que saudades meu Deus! Dai-me a força Senhor para levar esta Cruz, bem pesada, ao Calvário! Só vós, Meu Deus sabeis o que tenho sofrido! Logo depois do Buíça ter feito fogo (que eu não sei se acertou) começou uma perfeita fuzilada, como numa batida às feras! Aquele Terreiro do Paço estava deserto nenhuma providência! Isso é que me custa mais a perdoar ao João Franco (…)

Imediatamente depois do Buíça começar a fazer fogo saiu de debaixo da Arcada do Ministério um outro homem que desfechou uns poucos de tiros à queima-roupa sobre o meu Pai; uma das balas entrou pelas costas e outra pela nuca, que O matou instantaneamente. Que infames! para completarem a sua atroz malvadez e sua medonha covardia fizeram fogo pelas costas. Depois disto não me lembro quase do resto: foi tão rápido! Lembra-me perfeitamente de ver a minha adorada e heróica Mãe de pé na carruagem com um ramo de flores na mão gritando àqueles malvados animais, porque aqueles não são gente «infames, infames».
A confusão era enorme. Lembra-me também e isso nunca poderei esquecer, quando na esquina do Terreiro do Paço para a Rua do Arsenal, vi o meu Irmão em pé dentro da carruagem com uma pistola na mão. Só digo d’Ele o que o Cónego Aires Pacheco disse nas exéquias nos Jerónimos: «Morreu como um herói ao lado do seu Rei»! Não há para mim frase mais bela e que exprima melhor todo o sentimento que possa ter…Quando de repente já na Rua do Arsenal olhei para o meu queridíssimo Irmão vi-O caído para o lado direito com uma ferida enorme na face esquerda de onde o sangue jorrava como de uma fonte! Tirei um lenço da algibeira para ver se lhe estancava o sangue: mas que podia eu fazer? O lenço ficou logo como uma esponja.
No meio daquela enorme confusão estava-se em dúvida para onde devia ir a carruagem: pensou-se no hospital da Estrela, mas achou-se melhor o Arsenal. Eu também, já na Rua do Arsenal fui ferido num braço por uma bala. Faz o efeito de uma pancada e um pouco uma chicotada: foi na parte superior do braço direito…Deus quis poupar-nos! Dou Graças a Deus de me ter deixado a minha Mãe que eu tanto adoro. Sempre foi a pessoa que eu mais gostei neste mundo e no meio destes horrores todos dou e darei sempre graças a Deus de me A ter conservado!
Quando a Minha adorada Mãe saiu da carruagem foi direita ao João Franco que ali estava e disse-lhe ou antes gritou-lhe com uma voz que fazia medo «Mataram El-Rei: Mataram o meu Filho». A minha pobre Mãe parecia doida. E na verdade não era para menos: Eu também não sei como não endoideci. O que então se passou naquelas horas no Arsenal ninguém pode sonhar! A primeira coisa foi que perdi completamente a noção do tempo. Agarrei a minha pobre e tão querida Mãe por um braço e não larguei e disse à Condessa de Figueiró para não a deixar.
De meu Pai e mesmo meu Irmão não tinha grandes esperanças que pudessem escapar. As feridas eram tão horrorosas que me parecia impossível que se salvassem. (…) já lá estava o Ministério todo menos o Ministro da Fazenda Martins de Carvalho…Preveniu-se para o Paço da Ajuda a minha pobre Avó para vir para o Arsenal. Eu não estava quando Ela chegou. Estavam-me a tratar o braço na sala do Inspector do Arsenal…A minha pobre e adorada Mãe andava comigo pelo Arsenal de um lado para o outro com diferentes pessoas: Conde de Sabugosa, Condes de Figueiró, Condes de Galveias e outros falando de sempre num estado de excitação indescritível mas fácil de compreender. De repente caiu no chão! Só Deus e eu sabemos o susto que eu tive! Depois do que tinha acontecido veio aquela reacção e eu nem quero dizer o que primeiro me passou pela cabeça…Minha Mãe levantou-se quase envergonhada de ter caído. É um verdadeiro herói. Quem dera a muitos homens terem a décima parte da coragem que a minha Mãe tem.
Pouco tempo depois de termos chegado ao Arsenal veio ainda o major Waddington dizendo que os Queridos Entes ainda estavam vivos; mas infelizmente pouco tempo depois voltou chorando muito. Perguntei-lhe «Então?» Não me respondeu. Disse-lhe que tinha força para ouvir tudo. respondeu-me então que já ambos tinham falecido! Dai-lhes Senhor o Eterno descanso e brilhe sobre Eles a Vossa Luz Eterna Ámen!
Pouco depois vi passar João Franco com o Aires de Ornelas (Ministro da Marinha) e talvez (disso não me lembro ao certo) com o Vasconcelos Porto, Ministro da Guerra, dirigindo-se para a Sala da Balança para telefonarem que se tomassem todas as previdências necessárias. São isto cenas, que viva eu cem anos, ficarão gravadas no meu coração. Agora já era noite o que ainda tornava tudo mais horroroso e sinistro: estava já então muita gente no Arsenal, e principiou-se a pensar no regresso para o Paço das Necessidades. No presente momento em que estou escrevendo estas linhas estou repassando com horror, tudo no meu pensamento! Entrámos então para o landau fechado, a minha Avó, minha Mãe e o Conde de Sabugosa e eu. Saímos do Arsenal pelo portão que deita para o Cais do Sodré onde estava um esquadrão da Guarda Municipal comandado pelo Tenente Paul: Na almofada ia o Coronel Alfredo de Albuquerque: à saída entregaram ao Conde de Sabugosa um revólver; minha Avó também queria um.

Viemos então a toda brida para o Paço das Necessidades. À entrada esperavam-nos a Duquesa de Palmela, Marquesa do Faial, Condessa de Sabugosa, Dr. Th. de Mello Breyner, Conde de Tattenbach, Ministro da Alemanha e a Condessa, e muitos criados da casa. Foi uma cena horrorosa! Todos choravam aflitivamente. Subimos muito vagarosamente a escada no meio dos prantos e choros de todos os presentes. Acompanhei a minha pobre e adorada Mãe até ao seu quarto e deixei a minha pobre Avó na sala.»

– Transcrição de Extractos das «Notas Absolutamente Íntimas» d’El-Rei Dom Manuel II de Portugal, 21 de Maio de 1908
Mataram o Rei de 44 anos, mataram o Príncipe Real de 20! O Rei morreu… duas vezes!!!
O Rei morreu! Viv’ó Rei!
Pelos mais altos decretos do destino e execráveis actos dos homens que colocaram, nesse infernal dia 1 de Fevereiro de 1908, extemporaneamente, fim às existências d’ El-Rei o Senhor Dom Carlos I e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, Dom Manuel II era o novo Rei de Portugal.
A Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II, obrigava-o o dever do trono e destino dos Reis: reinar sobre a morte de quem Lhe deu vida!
Recolha texto e conclusão: Miguel Villas-Boas | Plataforma de Cidadania Monárquica

MONÁRQUICO ITALIANO ELEITO PRESIDENTE DO PARLAMENTO EUROPEU

Antonio Tajani 2016.jpg
António Tajani, italiano de Ferentino, acaba de ser eleito presidente do Parlamento Europeu, é um monárquico.

António Tajani (nascido em 04 de Agosto de 1953, em Roma) é um político italiano e presidente do Parlamento Europeu desde Janeiro de 2017. Antes disso, foi um dos catorze vice-presidentes do Parlamento Europeu e Comissário Europeu da Indústria e Empreendedorismo, e também foi um dos vice-presidentes da Comissão Europeia.

Depois de frequentar o Liceo Torquato Tasso, em Roma, se formou em Direito pela Universidade Sapienza de Roma .

Tajani era um oficial na Força Aérea Italiana. Depois de frequentar um curso de defesa aérea especializada em Borgo Piave di Latina, tornou-se controlador de radar para a defesa aérea na base de radar da Força Aérea Italiana de San Giovanni Teatino.

Tajani é jornalista profissional, foi editor de assuntos parlamentares do semanário Il Settimanale, apresentador da Radio Rai 1 programa de notícias, e chefe do escritório editorial de Roma do jornal Il Giornale. Foi enviado especial para o Líbano, a União Soviética e Somália. Além de italiano, fala inglês, francês e espanhol.

Em sua juventude Tajani foi um militante do Fronte monárquica Giovanile (Juventude Frente Monárquica), uma organização estudantil do partido monárquico da Itália. Mesmo mais tarde, sempre defendeu o retorno do exílio da Casa de Sabóia (proibida de acordo com a Constituição italiana até 2002, quando o Parlamento italiano levantou a proibição)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

EXCERTOS DA HOMILIA DA SANTA MISSA DE SUFRÁGIO POR EL-REI DOM MIGUEL



[…]
DOIS AMORES ERIGIRAM DUAS CIDADES


Caríssimos irmãos, o aniversário da morte de El-Rei Dom Miguel de Portugal, permite-nos evocar a personalidade singular deste Monarca ainda hoje tão incompreendido e injustamente banido da gratidão de boa parte do povo português.
Mas, mais importante que recordar virtudes pessoais ou, em debalde, elencar elogios fúnebres, seja-nos permitido trazer à nossa contemplação a realidade icónica de Dom Miguel de Portugal.
Sim, Dom Miguel não se representa simplesmente a si mesmo. Evocar El-Rei Dom Miguel em nossos dias, significa evocar um Portugal que fomos e que, Deo volente, havemos de tornar a ser. Significa evocar um Portugal fiel às suas raízes mais profundas, que bebem da fonte perene da Tradição, o respeito reverencial devido a Deus, à Pátria e ao Rei.
Com efeito, é possível traçar uma linha clara e distinta entre este Portugal tradicional hoje evocado, o Portugal das origens, diríamos a nossa Alma Mater e o novo Portugal, o Portugal liberal, um Portugal em conflito de identidade, amnésico de passado, absorvido pelo presente e prenhe de ilusões estrangeiradas a que chama de futuro.
Tal abismo entre estas duas realidades, encontra par e explicação naquela dicotomia que Santo Agostinho, na Cidade de Deus evidencia: “Dois amores erigiram duas cidades, Babilónia e Jerusalém: aquela é o amor de si até ao desprezo de Deus; esta, o amor de Deus até ao desprezo de si.” (Santo Agostinho, De Civitate Dei, 2, Lib. XIV, c. XXVIII).
O Santo Bispo de Hipona, haveria de explicar melhor cada uma destas cidades edificadas pelos homens: “são dois amores – diz Santo Agostinho – em que um é puro e o outro é impuro; um junta e o outro espalha; um quer o bem comum em vista da sociedade celeste, e o outro se vale do bem comum e submete-o ao seu domínio por orgulho e prevalência; um submete-se a Deus, e o outro tem-Lhe inveja; um é tranquilo, e o outro turbulento; um é pacífico, e o outro sedicioso; um prefere a verdade aos louvores dos aduladores e o outro é ávido de louvores, quaisquer sejam as suas fontes; um deseja ao próximo o bem que para si deseja, e o outro deseja submeter o próximo; um governa os homens para o bem do próximo; e o outro para seu proveito; esses dois amores, de que já se imbuíam os anjos, um nos bons e o outro nos maus, esses dois amores erigiram duas cidades, por entre os homens (Santo Agostinho, De Genesi ad litteram, Lib. XI, c. XV).

Como não entrever neste abismo entre as duas cidades apresentadas por Santo Agostinho, o extraordinário terramoto que sacudiu a nossa Pátria: a revolução liberal.

Hoje, como sublimemente constata o Senhor Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, com justiça reconhecido como um dos maiores especialistas do catolicismo nesta época, continuamos credores desse momento fundador para a relação Igreja-Mundo que foi o advento do liberalismo: “o tipo de relação Igreja- Mundo que hoje vivemos tem as suas origens na sociedade subsequente à revolução liberal, acontecida em França no fim do século XVIII e sucessivamente ecoada em Portugal nas primeiras décadas do seguinte” (cf. Manuel Clemente, Igreja e Sociedade Portuguesa, ed. Assírio & Alvim, p.180).
Na verdade, se atendermos aos costumes da vida contemporânea, mas também aos princípios axiológicos e até aos códigos legislativos, hoje vigentes, e se examinarmos a sua génese, não sem razão podemos emitir o atestado de paternidade ao pensamento liberal, “a maior dificuldade” enfrentada pela Igreja Católica, “em toda a história portuguesa”, como indica o Eminentíssimo Patriarca.
Poderia parecer ao espírito de alguém, como uma comparação algo forçada, esta que elencámos entre as duas cidades apresentadas por Santo Agostinho – Jerusalém e Babilónia – e estas duas nações divididas pela revolução liberal. Mais a mais, adeptos que somos de uma equilibrada laicidade – ou como diria o Papa Pio XII, de veneranda memória, uma “sã e legítima” laicidade do Estado –, esta releitura religiosa poderia provocar até algum desconforto.
Contudo, se formos imparciais no julgamento dos factos, chegaremos à conclusão de que a “questão religiosa” não é um apêndice do movimento liberal: ela é, com efeito, central no processo revolucionário.
O pensamento liberal afirma o princípio da liberdade de consciência, e preterindo a verdade dogmática, entrega-se cegamente ao conhecimento cientificista. Engana-se quem pensa que nesta equação sobra pouco espaço à religião. Não. A religião transcendente é suplantada pela religião imanente, por uma religião política, que se constitui, na definição de um avisado historiador, num “sistema de crenças, mitos, rituais e símbolos que define e interpreta o sentido e o fim da existência humana através da subordinação do destino dos indivíduos e da colectividade a uma entidade suprema que não é Deus” (Emilio Gentile, La Religione della Politica, 2001). A política converter-se-ia ela mesma numa religião.
Era o que já preconizava Rousseau no seu “Contrato Social” com a definição de “religião civil” como garante da unidade do Estado. Segundo o Filósofo das Luzes, o cristianismo tinha cometido o pecado de separar a esfera do político da esfera do teológico (“dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”), dividindo assim a “devoção” da “cidadania” (cf. Rousseau, Contrato Social, IV, c. VIII). Seria, por isso, vital operar uma transferência de atributos divinos para o Estado, o que consubstanciava, mais do que numa separação da política e da religião, numa integração desta última na primeira.
O resultado deste turbilhão foi uma profunda secularização da sociedade, onde como afirma nos seus estudos, D. Manuel Clemente, o “nascer e o morrer, o contratar e o casar, estudar ou intervir na vida pública, nada teria de ser condicionado por qualquer sacralidade prévia, tudo se reduziria à simplicidade dos actos naturais” (op. cit.).
É sintomático o panorama descrito por Oliveira Martins, apenas três décadas após o termo da guerra civil: “a religião entre nós é uma conveniência social para os políticos; uma superstição elegante para as mulheres, um velho hábito banal para o povo, para o maior número. Um sentimento consciente, imperativo, fecundo, isso é que ela não é para ninguém. Oficialmente, nas estatísticas há quatro milhões de cristãos em Portugal. Realmente, nos corações há quatro milhões de indiferentes” (Oliveira Martins, 1870, in Páginas desconhecidas, Lisboa, Seara Nova, 1948, 23-24).

A esta luz se percebe que o movimento liberal tenha pretendido transformar a política em Portugal numa forma de salvação terrena, justificada pela crença no progresso, uma cidade construída sobre a areia do amor de si mesmo até ao desprezo de Deus, para me socorrer novamente do ensinamento agostiniano.

TESTEMUNHO DE RESISTÊNCIA


Mas sempre houve quem dissesse “Não!”.
Se a Igreja iria reagir tenazmente com a publicação das encíclicas Mirare Vos (1832), do Papa Gregório XVI, Quanta Cura e o Syllabus (1864) do Beato Pio IX, e pela Immortale Dei (1885) do Papa Leão XIII, muitos foram aqueles que diante da fúria avassaladora da revolução liberal, que manchou de sangue o nosso Portugal, heroicamente resistiram: por eles também rezamos em sufrágio nesta Santa Missa.
Apraz-me deter na eloquente recordação do intrépido Bispo de Coimbra – cidade que hoje acolhe a sede da Causa Tradicionalista – D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré.
Entre os vários bispos que tomaram posição pública em favor da causa miguelista, sobressai a voz do Bispo-Conde que a 7 de Maio de 1834 partia para Évora, com a missão de acompanhar o amigo próximo, El-Rei Dom Miguel.
Pouco tempo antes, publica uma Carta Pastoral aos seus diocesanos de Coimbra onde escreve: “ainda um pouco tempo, meus amados filhos, ainda um pouco tempo mais de sofrimento e de sacrifícios pela justa causa que defendemos; e nós seremos livres da opressão e da tirania dos nossos inimigos pela Divina Misericórdia. Quem poderia pensar, que uns homens, que tiveram a felicidade de nascer portugueses, e no grémio da Santa Igreja, que os fez cristãos, renunciado depois a todas as luzes da fé, da razão e da justiça, e alistando-se debaixo das bandeiras de uma seita infernal, que os tem perdido, se haviam de tornar os maiores inimigos que tem tido Portugal?”
A propósito da Carta, denuncia: “Uma Carta Constitucional que licencia as paixões dos homens… leis que aniquilam as ordens religiosas… declarações publicas que reprovam os sagrados cânones, finalmente o Cisma.”
Por fim, na mesma Carta Pastoral, o Bispo-Conde, D. Frei Joaquim de Nossa Senhora da Nazaré, partindo do exemplo dos Macabeus que tiveram a coragem de restaurar o reino de Israel, lutando heroicamente contra os opressores, compara: “E não vemos já, meus amados filhos, que o mesmo Deus, nos tem suscitado na Augusta Pessoa do nosso legítimo soberano, o Senhor Dom Miguel I, um Macabeu fortíssimo, tão zeloso da religião e da lei, e tão amante do seu povo?”
O seu regresso a este Reino […], a sua exaltação ao trono dos seus maiores, […] o grito geral do povo aclamando-o seu Rei legítimo […] o seu augusto nome que lhe foi dado no baptismo contra a expectação de todos e símbolo daquele que precipitou dos Céus a tantos anjos rebeldes […] é tudo isto uma espécie de prodígio, pelo qual Deus nos quer fazer persuadir que nos há-de defender e restaurar? Sim, filhos meus, assim o devemos acreditar.”
E voltando-se a referir aos Macabeus, o Bispo-Conde conclui assim a sua carta pastoral: “e da mesma sorte, que esses valorosos macabeus, auxiliados pelo socorro do Céu, puderam tirar o opróbrio de Israel, vendendo e destruindo os seus inimigos, restituindo Jerusalém e o Templo ao seu antigo esplendor, assim também, digam os contrários o que disserem, o nosso Augusto soberano, empenhado como todos o vemos, em salvar a Religião e a Pátria da opressão dos nossos inimigos, tendo o Senhor dos Exércitos por condutor das suas forças, há-de consumar um dia o que já tem começado, porque a Causa que defende é a mesma que defenderam os macabeus, idênticos os meios e idênticos os fins a que se tem proposto”.
Infelizmente tais esperanças não se concretizaram… Daí a dias, El- Rei Dom Miguel haveria de ser forçado a abdicar e do exílio, sinal de uma alma grande, ainda destinaria todos os seus bens à reconstrução do Portugal do pós guerra civil. O Bispo-Conde haveria de ser afastado de Coimbra e exilado para São Luís do Maranhão.

O terramoto de 1834 haveria de deitar por terra Jerusalém e os homens começaram a edificar Babilónia.

A HORA PRESENTE NOS CONVOCA


Quando se retira Deus do seu lugar, no coração do homem ou do centro de uma sociedade, sobra um montão de ruínas: “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”, diz o Salmo 127 (Sl 127, 1).
Tal desiderato tem sido, ao longo dos últimos quinhentos anos, o fulcro de um movimento revolucionário que procura, malgrado os sucessivos infortúnios, edificar a sociedade humana sem o horizonte de Deus. Eis a questão de fundo: edificar um mundo, como se Deus não existisse.
O Servo de Deus, Papa Pio XII, soube intuir três fases históricas deste processo revolucionário (cf. Discurso Nel contemplare, 12.10.1952). Se o protestantismo se resume ao lema “Cristo sim, Igreja não!”, o deísmo proposto pelo pensamento liberal defendeu “Deus sim, Cristo não!”. Este processo gradativo, haveria de chegar à conclusão de que “Deus não existe!” própria do ateísmo marxista. Hoje, assistimos com assombro a uma quarta premissa desta equação. Se a negação marxista de Deus ainda dava um “sim” ao homem, hoje, os sinais de uma “cultura da morte” (São João Paulo II) vigente, pretendem esconder um lema aterrador: “o Homem não!”.
Caríssimos irmãos, a hora presente nos convoca!
As cicatrizes que vemos desfigurar o rosto belo do nosso Portugal, reclamam de nós uma acção. Sinal do Portugal de sempre, El-Rei Dom Miguel simboliza os antípodas do turbilhão revolucionário. Mais: ele soube de forma heróica, suportar até ao humanamente possível a força estertora do vendaval revolucionário. Por isso lhe devemos este acto de justiça e de gratidão.
Por isso, também, é hoje pedida a mesma resiliência aos filhos do Portugal de sempre!

Mas não basta resistir ao ímpeto revolucionário que varre o sistema educativo, corrompe os valores, destrói a Família e se divorcia da Tradição.
É necessária uma geração de portugueses cristãos com os pés na terra e o coração no céu, que restaure o nosso Portugal! Anima-nos saber que se o fizermos participamos misteriosamente da missão do Redentor: “a vontade do Pai que Me enviou é que não se perca nenhum daqueles que Me deu, mas que os ressuscite no último dia” (cf. Jo 6, 37-40) – escutávamos no santo Evangelho. Com efeito a lei suprema que há-de orientar a história de todas as nações e povos é esta: “é necessário que Jesus reine!” (cf. 1 Cor 15, 25).
Estamos na proximidade do centenário das aparições de Fátima – o acontecimento mais extraordinário da história portuguesa – em que a Virgem Maria estabelece uma aliança com a nossa e sua Terra, nos promete a perenidade do dogma da fé, e anuncia o triunfo do Seu Coração Imaculado. Connosco ou apesar de nós este triunfo virá!

Espontaneamente, brota do nosso coração português, a esperança que este triunfo de Maria seja penhor da restauração do nosso Portugal:
Nossa Senhora do Rosário de Fátima,
Nossa Rainha e Padroeira,
Salvai-nos e salvai Portugal!
Homilia proferida pelo Rev. Diácono Francisco Prior Claro, na Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora (Lisboa) a 19 de Novembro de 2016.

A PARTIR DE HOJE: CICLO DE PALESTRAS > AVEIRENSES & ARTE NOVA

Foto de Município de Aveiro.

Ciclo de Palestras Aveirenses e a Arte Nova inicia esta sexta-feira! Não perca esta oportunidade de conhecer melhor o património e história da nossa cidade! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A MENSAGEM DE ANO NOVO DO PR E A FLORESTA DE ENGANOS

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   “O público, como todos os soberanos, como os
                         Reis, os povos e as mulheres, não gosta que se
                         lhes diga a verdade”.
                                                                       Alexandre Dumas


Não vamos falar do que o actual Presidente da República disse na sua mensagem de Ano Novo.

Esta mensagem representa um conjunto de vacuidades – “generalidades e culatras” como se diria na gíria militar – com fundo agradável e esperançoso apenas com um alerta para a economia (que tem as costas largas) e medianamente escrita, pois acreditamos que a azáfama algo adolescente do actual inquilino do Palácio de Belém, não lhe dá tempo para o esmeril literário.
                
Tal mensagem constituiria um discurso apropriado para um país e uma sociedade que se aproximasse do conceito de Paz, no dizer de Santo Agostinho: “a tranquilidade na ordem de todas as coisas”…
                
Ora estamos a anos-luz de atingir tal desiderato.
                
O que é importante realçar na peça breve, com que nos desejou um bom ano, não foi o que disse, mas sim o que omitiu.
                
Ora o Professor Marcelo Rebelo de Sousa como primeiro responsável político da Nação tem, não só o direito, mas sobretudo, tem o dever de informar, de alertar e de propor soluções, para a gravíssima situação em que o país se encontra.
                
Responsabilidade que deve ser partilhada pelo Governo e pelo Parlamento.
                
E não é com “afectos” que a coisa se resolve, por isso a fórmula, o “povo gosta, o povo quer, o povo tem”, pode parecer muito democrática, mas é apenas a antecâmara de um desastre qualquer.
                
O Dumas, aliás, percebeu isso muito bem.
            
Omitir elementos essenciais de informação é, não só uma forma de faltar à verdade, como representa um meio encapotado de mentir.
                
Mas é evidente para todos – e o PR seguramente não o vai desmentir – que o comentador político Marcelo conhece de cor e salteado, o “Príncipe” de Maquiavel, de trás para a frente…
                
E o que faltou dizer é que a Nação Portuguesa enfrenta uma das piores crises da sua História e que pode colocar um ponto final na sua existência.
            
Seria muito brutal?
                
Seria, mas vai ser a única forma de acordar a maioria da população do país e as suas diferentes instituições para a realidade, que tem que enfrentar (quer queira, quer não) em vez de simplesmente empurrar a população jovem a emigrar, (e a tentar substitui-los por migrantes que nada têm a ver connosco); correr com o que resta das comunidades que vivem no interior do país, para o litoral (desertificado ¾ daquele); vender todo o património – incluindo o próprio solo - ao desbarato (obviamente sem muitos se esquecerem de embolsar as respectivas comissões) e, sobretudo a pedir dinheiro emprestado, prática em que a classe política consegue bater qualquer profissional seja em que área for!
                
Actividade a que, num acto de suicídio recorrente, os responsáveis políticos se têm entregado alegremente, nas últimas quatro décadas.
                
O PR como Supremo Magistrado da Nação tem o dever de saber, e sabe, que o país está prisioneiro de um problema financeiro absolutamente catastrófico, baseado no estado não adjectivável em que se deixou cair a banca e o mercado de acções; cativo do BCE e de um pequeno estado dentro do estado, chamado Banco de Portugal; de uma descapitalização quase geral das famílias e das empresas; de uma soma insondável de crédito mal parado e de dinheiro colocado legal e ilegalmente em “offshores” (que todo o mundo condena, mas sobre o qual ninguém mexe um dedo) e sobretudo de uma dívida galopante que mesmo se fosse parada agora, seriam precisas 10 gerações de portugueses a trabalhar no duro (e não a aumentar dias de férias, fazer pontes e reduzir horas de trabalho) – as tais verdades que ninguém gosta de ouvir e que também não são acompanhadas por nenhum exemplo.
            
Curiosamente um dos principais responsáveis por toda esta débacle histórica foi agora a enterrar entre encómios, únicos audíveis!
                
Destarte sem se sanear as finanças e pô-las no bom caminho é impossível fazer reverter seja o que for, nem sequer o Estado tem meios quer nacional, quer internacionalmente, de exercer a sua autoridade. Não temos soberania, não contamos para nada, nem ninguém nos respeita.
            
O Ronaldo vai fazendo a sua parte, mas para os assuntos ora versados, pouco adianta…
                
Porém para sanear as finanças é necessário dar conta das causas da sua desgraça e estas são basicamente duas: um problema moral, cuja consequência para o que estamos a tratar, se chama corrupção, e um problema político, que também deriva daquele mas que se encontra plasmado em muitos erros do actual sistema político e sua estruturação, cuja peça base é um livrinho vermelho que dá pelo nome de Constituição.
                
Escusado será dizer que se as causas dos problemas, não forem atacadas, mas apenas os seus efeitos (às vezes nem esses), jamais resolveremos os problemas.
                
E o actual PR, que anda nisto há muito tempo e é até, um dos obreiros do tal livrinho, sabe tudo isto muito bem.
                
O PR sabe também, e como católico assumido, deve senti-lo ainda mais, que a sociedade portuguesa está contaminada e em grande parte subvertida, pelo cancro do “Relativismo Moral”, por ideologias subversivas oriundas de centros difusores da revolução permanente (por exemplo a Escola de Frankfurt) e pela influência de organizações de carácter “secreto” com antenas “discretas”, que tentam influenciar as alavancas do Poder e o comportamento social – isto para além de se construírem mancomunagens “fraternais” com sistemas de protecção e lealdades próprias.
                
Ora tudo isto representa ameaças permanentes à nação dos portugueses, a juntar a iberismos e federalismos serôdios.
                
O PR, como “Comandante-em-Chefe” das Forças Armadas, tem que andar atento às ameaças e deve colocar a Nação em guarda contra as mesmas.
                
E já deve ter adquirido a noção – e se não a tem é porque os chefes militares não estão a cumprir com o seu dever – de que o país está sem defesa pois não tem a menor possibilidade de sustentar qualquer tipo de conflito ou crise, sequer de baixa intensidade, por mais de duas ou três semanas.
                
E também como sabe, passando-se as coisas como as descrevo - e desafio seja quem for a desmentir-me – a opinião pública e publicada não as reflecte entrando, porém, em quase histeria quando existe uma enchente de doentes nas urgências dos hospitais por causa de um pico de gripe; um craque do futebol chama nomes aos árbitros, um cantor rock morre de “overdose” ou um pederasta qualquer, é morto pelo “companheiro”!
                
Por isso, senhor Presidente, ao fazer o discurso que fez, apenas tentou iludir o amargo de boca permanente com um rebuçado momentâneo.
                
Não prestou um bom serviço ao país, mesmo que à esmagadora maioria da população possa ter agradado o gesto.
                
Limitou-se a repetir a velha história do rei que ia nú e a confundir ainda mais a generalidade dos portugueses (de quem se diz sentir tão próximo) com uma tão vasta floresta de enganos.


João José Brandão Ferreira
Oficial Piloto Aviador


Fonte: O Adamastor

NOTÍCIAS DA REAL ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA NO REINO UNIDO












Decorreu no passado mês de Dezembro 2016 no âmbito da Real  Associação dos Monárquicos Portugueses do Reino Unido uma visita aos Imigrantes Monárquicos Portugueses da Noruega em Trondheim. Esta visita foi guiada pelo nosso Monárquico Torcato Viana e sua esposa Catarina, Reportagem Fotográfica: António Delfim das Merces