A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 26 de setembro de 2017

ROTEIROS PELO ALTO MINHO: CIRCUITO MARIANO DAS TERRAS DA NÓBREGA

Foto de Real Associação de Viana do Castelo.

“Roteiros pelo Alto Minho… Circuito Mariano das Terras da Nóbrega”, 7 de Outubro de 2017

Esta iniciativa, será a primeira dos “Roteiros pelo Alto Minho”, que pretende divulgar o património e cultura desta zona do país.

O Padre Dr. António de Magalhães Sant'Ana, jesuíta, irá guiar o percurso no que diz respeito às questões relacionadas com o culto Mariano. Haverá também guias locais para explicar a história dos monumentos visitados e a sua importância nas Terras da Nóbrega.

Foto de Real Associação de Viana do Castelo.

O percurso, com partida às 10h00, é o seguinte:

- Encontro no Largo do Corro em Ponte da Barca (junto à ponte Medieval) a partir das 9h30 para saída às 10h.
- Seguida para Ventoselo (Sampriz), com passagem por Santa Rita.
- Visita à Igreja da Nossa Sra. do Livramento e ao Castelo da Nóbrega (este último só para quem conseguir subir a pé).
- Visita ao Mosteiro de São Martinho de Crasto.

- Almoço no Restaurante Toca do Lobo em Aboim da Nóbrega (o prato principal acordado serão Rojões à Minhota, mas quem desejar outro menu poderá combinar previamente com a organização).

- Visita à Vila de Aboim da Nóbrega, primeira Sede das Terras da Nóbrega.
- Visita ao Santuário da Senhora da Paz (onde Nossa Senhora terá aparecido a um pastorinho a 10 e 11 de Maio de 1917) e ao Museu do Quartzo.
- Passagem pelo Mosteiro de Vila Nova de Muía.
- Regresso a Ponte da Barca com visita à Capela da Sra. da Lapa.
- Hora prevista para o final do percurso - 17h.

- Para quem assim o desejar, haverá de seguida Missa na Capela da Sra. da Lapa, pelo Padre Dr. António de Magalhães Sant'Ana.

O preço por pessoa, que incluiu o transporte em autocarro e almoço, é de 20 €,

As inscrições deverão ser feitas para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, real.associacao.viana@gmail.com , ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola
NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7
IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47
SWIFT: CCCMPTPL

As inscrições terminam no dia 1 de Outubro.

Real Associação de Viana do Castelo 

DIA NACIONAL DOS CASTELOS COM "VISITAS ENCENADAS AO CASTELO DA FEIRA"

Foto de Município de Santa Maria da Feira.

Para assinalar o Dia Nacional dos Castelos (7 de Outubro), o Município de Santa Maria da Feira e a Comissão de Vigilância do Castelo promovem, nos dias 7 e 8 de Outubro, visitas encenadas ao Castelo da Feira, cujas origens são anteriores à própria nacionalidade. 
Os visitantes serão transportados pelas histórias e memórias, lendas e segredos do ex-libris feirense, das personagens de outros tempos que ali viveram ou por ali passaram em momentos marcantes da História local e nacional. 

Dia 7 Outubro
Visitas às 21h30 e 23h00*
Entrada Livre [inscrição prévia]

Dia 8 de Outubro
Visitas às 11h00 e 15h00
Entrada: Bilhete de Acesso ao Castelo*

*Entrada limitada a 40 pessoas por visita

Informações: [telefone] 256 370 802 ou [e-mail] gab.turismo@cm-feira.pt

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ATÉ SEMPRE, JOÃO FERREIRA ROSA

Foto de TV Monarquia Portuguesa.
Deixou-nos um grande fadista e um enorme monárquico




Portugal Foi-nos Roubado
Popular/João Ferreira-Rosa


Portugal foi-nos roubado
há que dizê-lo a cantar
para isso nos serve o fado
para isso e para não chorar

cinco de Outubro de treta
o que foi isso afinal
dona Lisboa de opereta
muito chique por sinal

sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano

os heróis republicanos
banqueiros, tropa, doutores
no estado em que ainda estamos
só lhes devemos favores

Outubro Maio e Abril
cinco, dois oito, dois cinco
reina a canalha mais vil
neste branco verde e tinto

Sou português e por tal
nunca fui republicano
o que eu quero é Portugal
para desfazer o engano


REQUIESCAT IN PACE.

João Ferreira Rosa (de seu nome, João Manuel Soares Ferreira Rosa) *Lisboa, São Mamede, 16.02.1937 - † Lisboa, Loures, 24.09.2017. Era filho de Manuel Ferreira Rosa e de D. Sofia Ribeiro Soares. Neto paterno de Manuel Ferreira e de D. Belmira Rosa Vieira e neto materno de Bartolomeu Diniz Soares e de D. Leonor Ferreira Ribeiro.

Biografia:

Autor e intérprete de uma obra singular no panorama musical português, pelo seu lirismo, pureza e musicalidade, João Ferreira-Rosa é um dos maiores expoentes do fado tradicional e lusitano ainda vivos. Monárquico convicto e fascinado pelas tradições portuguesas, o seu repertório aborda o amor e o sentimento de perda — Triste sorte, Os lugares por onde andámos, Fado das Mágoas, Acabou o Arraial, Mansarda ou Pedi a Deus, todos com letra de sua autoria —, mas também, de forma recorrente, a nostalgia dos tempos perdidos, de um Portugal esquecido, das navegações, das romarias e das touradas — onde se podem inserir temas como Fado Alcochete, Fado Sonho ou Fado dos Saltimbancos, o primeiro também com letra sua; o segundo de Francisco Duarte Ferreira e o terceiro de Isidoro de Oliveira.

Sem prejuízo, o fado que torna Ferreira Rosa conhecido do grande público é o Fado do Embuçado, tema incluído no seu primeiro EP, editado em 1961. Composição singular, com música do Fado Tradição, da cantadeira Alcídia Rodrigues, e letra de Gabriel de Oliveira, é incontornável em qualquer noite ou tertúlia fadista. O tema mais uma vez é o tempo de antigamente, uma curiosa história de um embuçado (homem disfarçado com um capote) que todas as noites ia ouvir cantar fados e que, tendo um dia sido desafiado a revelar-se, se manifesta como sendo o Rei de Portugal, que após o beija-mão real cantou o Fado entre o povo.

João Ferreira Rosa actuou pela primeira vez em público aos 14 anos, no velho Teatro Rosa Damasceno, em Santarém, durante uma festa da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém. A actuação tem uma razão de ser; cantar o Fado era, na "Escola Agrícola", uma forma excelente de escapar às praxes dos colegas mais velhos. Em 1961 estreou-se na rádio, ao participar no programa Nova Onda, da Emissora Nacional, ao lado de outros fadistas amadores como Mercês da Cunha Rego, Teresa Tarouca e Hermano da Câmara.

Em 1965 João Ferreira Rosa adquire um espaço, no Beco dos Cortumes, no carismático bairro de Alfama, a que chamou A Taverna do Embuçado. Inaugurada no ano seguinte, esta casa viria a marcar toda uma era do Fado ao longo dos 20 anos que se seguiram, até que Ferreira Rosa deixa a gestão na década de 1980, cedendo-a a Teresa Siqueira, depois também de ter sofrido uma ocupação durante o PREC. O espaço, contudo, ainda hoje existe.

Também nos anos 1960, adquiriu o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, que estava praticamente em ruínas e destinado a converter-se num complexo de prédios. Ferreira Rosa recuperou o palácio, lutando contra diversos obstáculos burocráticos e administrativos que lhe foram sendo colocados — nas suas palavras, o Instituto Português do Património Arquitectónico estragou-lhe os últimos 30 anos dos 70 que já leva de vida. Abriu o Palácio Pintéus as suas portas ao público em 2007 e lá se realizam diversos eventos ligados ao fado. Muito antes disso nele se realizaram diversas actuações transmitidas a preto e branco pela RTP, casos de Alfredo Marceneiro, Maria do Rosário Bettencourt, João Braga ou José Pracana. De resto, Ferreira-Rosa — que à semelhança do velho Alfredo Marceneiro, tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à comercialização do fado, preferindo cantar o fado entre amigos, como refere nos versos do Fado Alcochete — resolveu gravar dentro das paredes do Palácio Pintéus o seu disco Ontem e Hoje, editado em 1996, e considerado um dos seus mais sublimes trabalhos.

Nutre uma especial paixão por Alcochete, onde tem vivido nos últimos anos. A esta vila escreveu o Fado Alcochete, que costuma cantar na música do Fado da Balada, de Marceneiro. Entre 2001 e 2003 amigos e seguidores tiveram ainda a oportunidade de o ouvir regularmente em ciclos de espectáculos organizados no Wonder Bar do Casino do Estoril.

Casou a primeira vez com a pianista Maria João Pires.

Casou a segunda vez (em Loures, Santo Antão do Tojal, a 24 de Julho de 1987), com a pintora Ana Maria Gago da Câmara Botelho de Medeiros (Lisboa, 27 de Janeiro de 1936 — 2016).

Morte:
O fadista morreu na manhã de dia 24 de Setembro de 2017, no Hospital de Loures, Lisboa.

Principais interpretações:
Fado do Embuçado
Fragata (Fado Vianinha)
Portugal Foi-nos Roubado
Fado Alcochete
Arraial (Fado Pintéus)
Fadista Velhinho (Fado Lumiar)
Fado Lisboa
Armas sem Coroa
Triste Sorte (Fado Cravo)
Discografia[editar | editar código-fonte]
Fado ‎(LP, Imavox, 1978) Imavox BL 6000 6
Embuçado (Lp, EMI, 1988)
Ontem E Hoje (CD, 1996)
Ao Vivo no Wonder Bar Do Casino Estoril (CD, Ovação)

Singles & EPs:
Embuçado / Fragata / Triste Sorte / Despedida ‎(EP, Columbia/VC) SLEM 2216
O Meu Amor Anda Em Fama ‎(EP, Columbia/VC) SLEM 2235
Partida ‎(EP, Aquila) EP-01-2
Neste País / Santo Estêvão (Single, Imavox, 1977) IM-10185
Neste País / Despedida ‎(Single, Discossete, 1983) D.SG. 185
Compilações
O Melhor De João Ferreira-Rosa ‎(CD, iPlay/Edições Valentim de Carvalho, 2008)
Essencial ‎(CD,EVC, 2014)

(Fontes: Investigação pessoal, GeneAll, Wikipédia)


António Carlos Janes Monteiro


(Lusa) – João Ferreira-Rosa, hoje falecido, em Loures, nos arredores de Lisboa, aos 80 anos, iniciou carreira em 1961, quando actuou pela primeira vez na rádio, e gravou o primeiro disco, em que incluiu “Embuçado”, que se tornou o seu “cartão-de-visita”.

O fadista gravou este poema de Gabriel de Oliveira, na melodia do Fado Tradição, da fadista cantadeira Alcídia Rodrigues, mas ao longo de mais de 50 anos de carreira Ferreira-Rosa gravou alguns fados com letras de sua autoria, como “Triste Sorte”, “Os Lugares por onde andámos”, “Fado das Mágoas”, “Acabou o Arraial”, “Mansarda”, “Pedi a Deus” ou “Portugal Verde e Encarnado”.

João Ferreira-Rosa fez toda a sua carreira cantando apenas fado tradicional, como realçou hoje à agência Lusa o estudioso de fado Luís de Castro, autor de uma biografia de Fernando Farinha.

"Nunca fez concessões, cantou sempre o fado tradicional, permanecendo fiel a uma escola que dignificou", disse.

Valéria Mendez, ex-professora do Conservatório do Funchal, e que colaborou na edição discográfica "Amália em Itália", saída em Abril último, em declarações à Lusa afirmou: "Morreu uma luz vibrante do fado. Um mestre. Um fadista por excelência e de excelência".

A Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa defini-o como de “temperamento irreverente”, que gostava de expressar as suas opiniões publicamente, nomeadamente a favor do regime monárquico, que se “afirmou como personagem singular no meio do fado de Lisboa” e com um “extremamente diminuto” percurso discográfico.

O seu último disco gravado em vida, no seu Palácio de Pintéus, nos arredores de Loures, foi um duplo CD, “Ontem, Hoje”, editado em 1996.

Ferreira-Rosa afirmou à Lusa, numa entrevista, que não gostava de gravar em estúdio, justificando os diminutos discos.

"Podia ter gravado mais até, mas aquela frieza dos estúdios apavoram-me", disse Ferreira-Rosa, que se referia ao fado como "algo profundamente sério, que teve em Amália Rodrigues a sua mais elevada expressão", e que gostava de cultivar "num espírito de tertúlia", como aconteceu muitas vezes no seu Palácio de Pintéus, ou na residência que tinha em Alcochete, no distrito de Setúbal.

Além de dois CD antológicos, “Essencial-João Ferreira-Rosa” (2004) e “O Melhor de João Ferreira-Rosa” (2008), editou quatro outros álbuns, incluindo um de actuações no extinto Wonder Bar, no Casino Estoril, e cerca de dez singles e/ou EP.

O fadista estreou-se no programa “Nova Onda”, da Emissora Nacional, mas a primeira vez que cantou foi aos 14 anos, em Santarém, no Teatro Rosa Damasceno, numa festa da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém.

Em 1965, João Ferreira Rosa adquiriu um espaço em Lisboa, no Beco dos Curtumes, no bairro de Alfama, que se tornou A Taverna do Embuçado, que inaugurou em 1966, e por onde passaram nomes como Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Beatriz da Conceição, Artur Batalha, entre muitos outros, e que se tornou “uma sala de visitas de Lisboa”. Após 20 anos à frente desta casa de fados, Ferreira-Rosa entregou a sua gestão à fadista Teresa Siqueira.

Em Novembro de 2012 a Câmara Municipal de Lisboa entregou-lhe a Medalha de Mérito Municipal, grau Ouro.



TV Monarquia Portuguesa

A última grande entrevista dada pelo grande João Ferreira-Rosa foi feita pela Radialista Inga Oliveira numa tarde muito agradável no seu Palácio de Pintéus em finais de 2014. É um documento para a história e que fale a pena ver e ouvir.





O João Ferreira-Rosa vai estar em Câmara Ardente a partir das 18 horas de segunda-feira na Igreja de São Sebastião da Pedreira, onde será celebrada missa de corpo presente às 14,30 h. de terça-feira, após a qual seguirá para o Cemitério do Alto de São João.

2ª EDIÇÃO DA ACADEMIA DA JUVENTUDE MONÁRQUICA PORTUGUESA

Foto de Juventude Monárquica Portuguesa.
Depois do sucesso da primeira edição, a Academia JMP está de volta! Desta vez com conferências e debates ainda mais interessantes e intrigantes, e com oradores de excelência e renome. 

Quando? Dias 7 e 8 de Outubro

Onde? Casa da Comarca da Sertã, em Lisboa.

Preço? 15€ (Kit + Almoço e Jantar de Dia 7)

Marca já na tua agenda, não vais querer perder!

Mais novidades em breve!

DOM CARLOS I - CIENTISTA DE RENOME MUNDIAL



S.M.F. El-Rei Dom Carlos I de Portugal foi um cientista de renome mundial, uma vez que foi o grande impulsionador do estudo científico do Mar, pelo que é apontado como o responsável pela fundação das ciências oceanográficas em Portugal. Mas era um cientista natural completo, pois consagrou-se com os seus trabalhos na área acima referida, mas também, se destacou na da Ornitologia e foi ainda organizador do Serviço Meteorológico dos Açores. A sua actividade científica notabilizou-O e granjeou-Lhe múltiplos prémios e reconhecimento mundial – como aquela Sessão Solene no Museu de História Natural de Paris, em 1905, onde os mais eminentes cientistas da época o consagraram como Homem de Ciência. Era Presidente de Honra da Sociedade de Oceanografia do Golfo da Gasconha – onde umas das salas do Museu foi baptizada de Charles I -, Sócio do Museu Natural de Paris, Sócio honorário da Sociedade Zoológica de Londres, Sócio honorário da Sociedade Imperial e Real de Geografia de Viena da Áustria, etc.  Recebeu o máximo possível de quatro Grands-Prix na Exposição Internacional de Milão, em 1906, e uma Medalha de Ouro com que, na História da Ciência, só mais três Países foram distinguidos. No importante Museu Oceanográfico do Mónaco, SAS o Príncipe Alberto I do Mónaco, o fundador da Oceanografia Moderna, e companheiro do monarca português nalgumas lides oceanográficas, deu o nome a uma Sala de D. Carlos I.º Re de Portogallo.


Leia-se o relato na primeira pessoa da 1.ª Pesquisa Oceanográfica do Rei D. Carlos I, a ‘Campanha Oceanográfica – 1897 – Yacht Amélia – Diário de Bordo’:
«Ao começar as minhas campanhas oceanográficas, dediquei-me desde logo quase exclusivamente ao estudo dos peixes que obtive, e fui levado principalmente a esta especialização de estudo, por ver a grande importância das pescarias na nossa costa, e acreditar que, talvez, por um estudo metódico da distribuição e das épocas depassagem das diferentes espécies nas nossas águas, melhores resultados pudessem ser obtidos. Hoje, depois de oito anos de observações e de estudos, estou cada vez mais convencido, que se prestaria um grande serviço, à nossa indústria piscatória, publicando um catálogo crítico em que, não só se encontrassem as espécies de peixes que habitam ou frequentam os nossos mares, como também se indicassem com precisão o seu habitat, as épocas de reprodução, as de passagem e os processos de pesca que a experiência aconselhasse preferíveis
Miguel Villas-Boas

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domingo, 24 de setembro de 2017

APRESENTAÇÃO DO PRÉMIO "TESOUROS VIVOS DA MADEIRA E PORTO SANTO"




Porto Santo 7 de Setembro 2017 
Apresentação do prémio ""TESOUROS VIVOS DA MADEIRA E DO PORTO SANTO"" , com o alto patrocínio de Sua Alteza Real o Duque de Bragança!

A PEDRA DURA QUE DEFENDEU PORTUGAL: O CASTELO DE TORRES NOVAS

A imagem pode conter: céu, árvore, casa, atividades ao ar livre e natureza

Fundada por gregos na palavra de uns e por celtas na de outros, as origens de Torres Novas perderam-se nos séculos. A Hélade, sua conquistadora ou fundadora, chamou-lhe Neupergama; mais tarde, com a vinda de Roma, a cidade passou a conhecer-se como Nova Augusta. As invasões bárbaras e a queda do império do Ocidente causaram, como por toda a parte, o definhamento das cidades, e Nova Augusta, agora "Turris", não foiexcepção no processo. Não é de crer que fosse localidade muito grande quando Afonso Henriques, rei dos portugueses, a tomou dos mouros durante a sua imparável marcha para sul. Os novos detentores do sítio chamaram-lhe Torres "Novas", de maneira a que o castelo se distinguisse de outro "Torres" - Torres "Vedras", ou Velhas - que Afonso conquistara perto de Lisboa. A evolução toponímica é marcada pela documentação régia de então: simples "Torres" em carta datada de 1159, a localidade apareceria já como "Torres Vedras" no testamento de Dom Afonso, vinte anos posterior.

Por ocasião das Guerras Fernandinas, Torres Novas foi sitiada por Henrique II de Castela. A hoste castelhana chegou vinda de Santarém, que conquistara a Portugal, para impor cerco a Torres Novas e forçá-la à capitulação. A história lembra a do castelo de Faria, e narra a captura do filho do Alcaide de Torres Novas, Gil Pais, que defenderia a vila. Henrique II terá exigido a rendição a troco da vida do moço, o que o pai, fiel ao Rei, recusou. O rapaz foi enforcado, e Torres Novas resistiu. Depois da guerra, Dom Fernando mandou reparar aquela e outras fortalezas, reerguendo-se a de Torres Novas com um total de onze torres.

A fortaleza sofreu fartos estragos ao longo dos séculos. Linha da frente com os mouros, sofreu deles repetidas contra-investidas e, dos portugueses, as consequentes reparações; saiu muito danificado do grande sismo de 1755, que o destruiu em parte. No século XIX, conheceu a fúria da França imperial e foi quartel-general de Massena. Na guerra civil, ainda, foi vitimada por grande destruição. Fiel a Dom Miguel, Rei Absoluto, Torres Novas foi conquistada pelo Duque de Saldanha e submetida a novo episódio de violências. Extremamente enfraquecida e muito diminuída, a fortaleza foi salva na década de 1940 pela Direcção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais como parte da notável campanha de restauro patrimonial da instituição.

RPB

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

sábado, 23 de setembro de 2017

VALE A PENA VER DE NOVO: ENTREVISTA DA TDM (MACAU) AO DUQUE DE BRAGANÇA




A bandeira da Monarquia nunca esteve tão presente em Portugal como no ano em que se assinalou um século sobre a implementação da República. Os ecos da insatisfação da causa real chegaram mesmo a Macau, com as insígnias monárquicas a serem hasteadas no Consulado Geral de Portugal. Centro e três anos após a deposição de D. Manuel II são muitos os que defendem a restauração da monarquia e é um Portugal alternativo aquele que se discute neste TDM Entrevista. D. Duarte de Bragança, herdeiro do trono português, à conversa com a TDM.

ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES


Em 155 a.C., o Império Romano dominava já todo o território leste e sul da Península Ibérica. Nesse mesmo ano começa a chamada Guerra Lusitana.
Entre 155 e 150 a.C. os combates sucedem-se, quase sempre favoráveis aos lusitanos. Até que, neste último ano, os lusitanos sofrem um grande revés. Tal deve-se à promessa do governador romano, Galba, de oferecer terras aos lusitanos. Mas a promessa era uma cilada. Com os lusitanos concentrados em poucos lugares perto dos romanos, Galba promoveu uma chacina.
Após a matança de Galba, segue-se um período de relativa acalmia. Até que no ano 147 a.C., os lusitanos irrompem num novo ataque aos romanos. Nesta altura, o governador romano Vetílio propõe um novo acordo de paz. Mas contra esse acordo levanta-se Viriato, um sobrevivente da chacina de Galba, que, lembrando aos lusitanos a perfídia dos romanos, apela à resistência.
Viriato, aclamado como "rei" (Dux Lusitanorum), venceu o governador Vetílio. Os romanos reagiram, mas foram quase sempre vencidos em batalha.
Para Roma, a guerra estava a revelar-se um verdadeiro fracasso. Após vários desaires e uma pesada derrota em 140 a.C., os romanos propõem novamente a paz. Viriato firma o tratado e recebe o título de "amigo do povo romano" (amicus populi romani). No Senado Romano, porém, este tratado é visto como uma humilhação, e no ano seguinte, Roma rompe as tréguas e envia um novo governador para terminar a guerra.
O novo governador romano, Cipião, desencadeou uma ofensiva fulgurante, mas Viriato mantém a superioridade militar e força-o a pedir a paz. Envia três emissários para negociar com Cipião, mas este suborna-os, prometendo-lhes grandes recompensas caso matassem Viriato. E assim aconteceu. Enquanto dormia, Viriato foi assassinado à punhalada.
Os lusitanos, enfraquecidos, acabaram por ser derrotados pelos romanos. A morte de Viriato marcou o início da ocupação romana do ocidente da Península Ibérica.
Quanto aos traidores, estes refugiaram-se em Roma, reclamando o prémio prometido. No entanto, as autoridades romanas ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos com as inscrições: "Roma não paga a traidores".


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA, PRÍNCIPE DE PORTUGAL

Foto de Associação dos Autarcas Monárquicos.

“Hoje a dívida externa portuguesa é de 130, 140 por cento do produto interno bruto, quer dizer que o país está falido. Está falido porque deram o dinheiro em excessivo e gastaram com esta gente que não soube fazer as contas, não percebeu ou não quis perceber que gastar o que não se tem em iniciativas que não produzem riqueza, (…) que com este dinheiro nós não vamos aumentar a nossa produção de riqueza. Para aumentar a nossa produção de riqueza devia ter investido em facilitar as estruturas de apoio à iniciativa privada e diminuir os custos da administração pública. 

Não faz sentido que uma percentagem elevadíssima dos nossos impostos seja gasta para sustentar uma administração pública que é pouco rentável.”


Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e príncipe de Portugal, esteve à conversa com a NO Revista este mês de Agosto, após mais uma visita ao arquipélago açoriano. A NO Revista de Setembro conta com uma entrevista exclusiva ao Duque de Bragança em que debateu a situação social e económica actual do país e da Região.

Fonte: NO Revista de Setembro.

LANÇAMENTO DO LIVRO "PORQUE SOU MONÁRQUICO" DE GONÇALO RIBEIRO TELLES


A Real Associação de Lisboa, através da sua recém criada chancela Razões Reais, tem o prazer de anunciar que está a preparar o lançamento do livroPorque sou Monárquico” do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, uma antologia de textos políticos até agora dispersos, compilada por Vasco Rosa.

A cerimónia terá lugar no Centro Nacional de Cultura no próximo dia 4 de Outubro, quarta‑feira, pelas 18:30 com entrada pela Rua António Maria Cardoso nº 68 – 1º.

Esta iniciativa editorial é uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico e contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

Contamos com a presença dos nossos associados e amigos.

Dada a limitação de lugares na sala agradecemos o favor da sua reserva através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 ou presencialmente na nossa Sede nos horários habituais.

Com os nossos melhores cumprimentos,



A Direcção
Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
Tlf.: (+351) 21 342 81 15
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Real Associação de Lisboa

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES NAS JORNADAS DO PATRIMÓNIO DA JMP-PORTO

Foto de JMP Porto.

Em Setembro a JMP Porto associa-se à celebração das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas à relação entre «Património e Natureza». Esta é uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da União Europeia, coordenada em Portugal pela Direcção-Geral do Património Cultural.

Mais info. em: www.facebook.com/events/1714954508807454

DUQUES DE BRAGANÇA EXALTAM PATRIMÓNIO DE ANGRA DO HEROÍSMO




Na passagem pela Terceira, os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e Dona Isabel de Herédia, visitaram a cidade de Angra do Heroísmo e conheceram a costa sul da ilha a bordo de um veleiro. A Vitec esteve à conversa com o casal e, ainda, com o presidente da Real Associação da Ilha Terceira, Fernando Sieuve de Meneses.


AzoresTV by VITEC

Foto de Belinha Miranda.

"Dom Duarte Pio e Dona Isabel de Herédia estiveram entre 23 e 25 de Agosto, em visita particular à ilha Terceira, sendo a primeira vez que a Duquesa de Bragança visitou esta ilha, ficando bem impressionada com a cidade de Angra do Heroísmo, pelo impecável traçado das ruas, arquitectura das suas casas, os monumentos e a riqueza interior das igrejas, como o Santuário de Nossa Senhora da Conceição que visitou a convite do respectivo Reitor, cónego Francisco Dolores Monteiro Borges de Medeiros.
No princípio da tarde do dia 24, estiveram de visita ao mais belo palácio municipal."


CARTA A UM JOVEM AMIGO SOBRE A LIBERDADE E O REI

João Mattos e Silva

Caro Amigo,

Não nasci numa família tradicionalmente monárquica; não tive uma formação política monárquica; li na biblioteca da casa dos meus pais tanto as biografias dos Reis D. Carlos e D. Manuel II, de Rocha Martins, como a História da República, de Lopes de Oliveira; sabia que o meu pai era um republicano que fora monárquico na sua juventude e que a minha mãe era simpatizante monárquica, apesar do meu avô ter sido um republicano idealista que se desiludiu cedo com o regime. A verdadeira formação política que tive foi para a liberdade e foi usando dessa liberdade, que me foi inculcada desde criança, que cinquenta anos após a implantação da república me fiz monárquico e aderi à Causa Monárquica, como afirmação dessa liberdade.

Fiz um percurso de militância, prossegui um percurso de reforço da formação política com os doutrinadores integralistas, mas fui sempre questionando as suas proposições quanto à liberdade: apesar de ter sido com eles que aprendi que Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt (Nós somos livres, nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram).

O contacto com monárquicos que não se reviam na doutrina integralista, a leitura de autores, portugueses e estrangeiros, que defendiam o liberalismo monárquico, a aprendizagem da História do século XIX, levou-me a outras conclusões e a outras escolhas. Mas sempre me marcou esse “grito de Almacave”: Nós somos livres e o nosso Rei é livre.

Olhando estes cem anos, o que continuo a ver, a par de outros erros, é a falta de liberdade que tem perpassado pela sua história: a repressão contra os monárquicos e os católicos; a repressão da imprensa adversa do poder constituído em cada momento; o assassínio político; as revoluções como forma de alternância política na I República; a censura, a prisão, a tortura de oposicionistas ao regime na II República; as tentativas de controlar a imprensa e as vozes públicas discordantes e incomodativas para o Poder nesta III República, onde, apesar disso, a liberdade existe e muitos dos excessos das anteriores foram banidos, vivendo-se numa Democracia, embora imperfeita e a necessitar de ser reformada em nome das liberdades dos cidadãos, asfixiados pela partidocracia e pela plutocracia. Comum a todas as repúblicas, vejo também a falta de liberdade dos Presidentes, eleitos por sufrágio directo com o apoio de um ou mais partidos, ou escolhidos pelos directórios partidários e eleitos por maioria por colégios eleitorais, mas todos reféns de uma ideologia e de formações políticas a que estão ligados, representantes de uma facção e não de todos os cidadãos do país, parte da luta pelo Poder de uns contra os outros, presos a compromissos políticos e económicos assumidos no apoio às suas candidaturas.

Estou certo, caro amigo, que porque nasceste já num regime Democrático, nunca pensaste que no topo do edifício político do Estado, que há trinta e cinco anos foi erguido sob a bandeira da liberdade, está alguém que o representa e chefia que não é livre. E o Chefe do Estado tem de ser livre, como gerador e garantia da nossa liberdade.

Por isso, e em nome dela, te convido a fazer a escolha da liberdade ao querer e lutar pelo regresso do Rei, livre de todas as pressões políticas e económicas, de todas as ideologias, acima das facções, comprometido apenas com a nação que fomos, somos e seremos. Para que também tu possas dizer, como eu, “Nós somos livres, o nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram”.

Um abraço amigo.

João Mattos e Silva, in Diário Digital (19-Jul-2010).

Texto recuperado do blog da Real Associação de Lisboa.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

NÃO, PORTUGAL NÃO QUER SER ESPANHOL; PORTUGAL É ORGULHOSAMENTE PORTUGUÊS

 

I. De acordo com uma sondagem realizada pelo espanhol "Real Instituto Elcano", desejariam uma "união política" com a Espanha uns 78% dos portugueses. O "estudo" é anunciado a poucos dias do referendo sobre a independência da Catalunha e, como parece evidente, é à Catalunha que se dirige. O argumento aparente é que a secessão daquela região espanhola é tanto mais descabida quanto a liberdade nacional seria, quatrocentos anos sobre a Restauração de 1640, um fardo indesejado para os portugueses.
 
II. A Nova Portugalidade condena o "estudo", cuja pergunta é lesiva da honra nacional e o suposto resultado denunciado como falso pelo coração de todos os portugueses. Herdeiros de uma nação quatrocentos anos mais antiga que a Espanha, os portugueses pegaram repetidamente em armas em defesa da sua liberdade colectiva. Não podem, pois, deixar de sentir-se ofendidos quando organização estrangeira, prosseguindo propósitos em tudo alheios a Portugal, põe em questão liberdade que levou tanto sangue e tantos séculos a conquistar. Como sempre ao longo da sua longa História, os portugueses prezam a independência nacional acima de todas as outras coisas, e por nada a sacrificariam.
 
III. Fazer do falseamento da vontade pública portuguesa uma arma na política interna de Espanha - e, no caso, na questão catalã - é a todos os títulos intolerável. Contando o dito "Real Instituto" com SM o Rei de Espanha como seu presidente de honra e com figuras como José Maria Aznar e José Luís Rodríguez Zapatero como dirigentes destacados, exige a honra portuguesa que o governo faça chegar protesto firme a Madrid por acção que só pode ser caracterizada como pouco amigável, se não mesmo hostil.
 
Os povos da Ibéria são irmãos e genuinamente amigos. Julgamos falar por maioria larga dos portugueses quando afirmamos que, sobre o problema catalão, tudo o que Portugal deseja é que este se resolva da melhor maneira, seja ela qual for a eleita pela Catalunha e restante Reino de Espanha. O que não podemos tolerar é que o bom nome de Portugal fique manchado em querela que lhe não diz respeito e por instituição de país a que os portugueses não dirigem mais que amizade. A instrumentalização de Portugal e a falsificação da vontade nacional só podem, pelo contrário, causar indignação legítima e perigar os laços profundos que unem os povos ibéricos.
 
A Nova Portugalidade
 


A CIDADE DE AVEIRO EM MEADOS DO SÉCULO XVIII (E ANTES)

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Aveiro teve muralhas durante cerca de 4 séculos (início do século XV – início do séc. XIX)

Especialidade dos políticos aveirensesdemolições

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1. Igreja Matriz de S. Miguel (demolida)
02. Igreja do Espírito Santo (demolida)
03. Convento de S. Francisco (actual PJ)
04. Convento de S. Domingos (demolido)
05. Torre da Porta de Rabães (demolida)
06. Igreja da Misericórdia
07. Aqueduto abastecimento água (demolido)
08. Igreja da Vera Cruz (demolida)
09. Capela de S. Paulo (demolida)
10. Muralha de Aveiro (demolida)
11. Ponte da Ribeira (substituída)