LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ISABEL II - A RAINHA DO MAIS LONGO REINADO

A RainhaHoje 9 de Setembro de 2015, Sua Majestade a Rainha Isabel II do Reino Unido e dos seus outros Reinos completa 63 anos e 217 dias de Reinado ultrapassando assim a sua trisavó, a Rainha Victoria, e tornando-se a Monarca Britânica com o mais longo reinado da História daquela Nação.

Nascida Elizabeth Alexandra Mary, em Londres, a 21 de Abril de 1926, inicialmente nada faria pensar que enquanto neta do soberano George V, a Princesa da Grã-Bretanha, embora recebendo o tratamento de Sua Alteza Real a Princesa Isabel de York, e ocupando a terceira posição na linha de sucessão ao trono, imediatamente atrás de seu pai o Príncipe Albert (Bertie), Duque de York e de seu tio Edward David, o herdeiro presuntivo e Príncipe de Gales, viria a ser Rainha do Reino Unido.

Com a Abdicação do tio Edward VIII, relegado para Duque de Windsor, e a morte de Seu Augusto Pai, o Rei George VI, a Ascensão ao Trono de Elizabeth II ocorreu em 6 de Fevereiro de 1952 e a Coroação a 2 de Junho de 1953, na Abadia de Westminster, tornando-se Pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos Seus Outros Reinos e Territórios (Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados, Bahamas, Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, e São Cristóvão e Nevis), Chefe da Comunidade Britânica e Defensora da Fé. Na cerimónia de Estado de maior pompa e aparato que existe no Mundo, a Coroação de um Soberano Britânico, Isabel II do Reino Unido, perante os Pares e os deputados do Reino e o governo – que será sempre de Sua Majestade – entronizada no Trono de São Eduardo, recebeu a Coroa Imperial, o Ceptro e o Orbe, a Espada, as Manilhas e o Anel; depois, já investida com a descrita Regalia, fez o juramento do Soberano.

Foi a primeira coroação de um Soberano britânico transmitida em directo pela Televisão britânica, a já mítica BBC.

Ao longo do Seu Reinado de 63 anos, 7 meses e 3 dias empossou 12 Primeiros-Ministros, começando por Sir Winston Churchill, igualando a Rainha Victoria e faltando-lhe apenas um para o record na posse de George III.

A jovem princesa Isabel foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe Elizabeth Bowes-Lyon, a então, Duquesa de York. A Sua ama era Marion Crawford. Estudou história e línguas modernas, falando fluentemente francês.

Apesar de seu nascimento gerar um grande interesse público, não era esperado que ela se tornasse a Rainha, pois era a terceira na linha de sucessão ao trono Britânico, e o Príncipe de Gales era jovem e presumivelmente, ascenderia ao trono e teria seus descendentes, fazendo assim sua linha de sucessão. Em 1936, quando seu avô paterno, o Rei George V, morreu e seu tio David Edward o sucedeu como Edward VIII, a Princesa Elizabeth tornou-se a segunda na linha de sucessão ao trono, atrás de seu pai. Após um ano no Trono, Edward VIII abdicou, ante a não-aceitação pela família real e do estableshiment britânico de um casamento seu com a socialite americana, duas vezes divorciada, Wallis Simpson, gerando uma crise constitucional. O pai de Isabel tornou-se Rei e ela tornou-se a herdeira presuntiva, sob o título de Sua Alteza Real A Princesa Isabel. Em 1943, aos 16 anos de idade, SAR a Princesa Isabel fez sua primeira aparição pública, desacompanhada, numa visita aos Grenadier Guards, de qual foi nomeada Coronel-em-Chefe. Em Fevereiro de 1945, ingressou no Serviço Territorial Auxiliar das Mulheres, como uma honorária Segunda Subalterna, com o número de serviço 230873. Foi treinada como motorista e mecânica, dirigindo um camião militar, e foi promovida a Comandante Júnior cinco meses depois, o que faz, portanto, de Sua Majestade, hoje, a última Chefe de Estado viva a ter servido na Segunda Guerra Mundial. A Guerra terminou e dois anos depois, a Princesa Isabel fez a sua primeira viagem ao exterior, acompanhando os Reis, Seus Pais, à África do Sul. No seu 21º aniversário, em Abril de 1947, em um pronunciamento à Comunidade Britânica da África do Sul, declarou: “Eu declaro diante de todos vocês, que minha vida inteira, seja ela longa ou curta, será dedicada ao seu serviço e ao serviço de nossa grande família imperial, a qual todos nós pertencemos”.

Isabel reencontrou, o Príncipe Philippos Von Battenberg Schleswig-Holstein Soenderburg-Glucksburg da Grécia e Dinamarca, filho do Príncipe André da Grécia (tio do actual Rei Constantino – não reinante) e da Princesa Alice de Battenberg e neto do Rei da Dinamarca. O casal de primos em segundo grau por parte do Rei Cristiano IX da Dinamarca e primos em terceiro grau por intermédio da Rainha Vitória do Reino Unido contraiu matrimónio, em 20 de Novembro de 1947, na Abadia de Westminster. Antes do casamento, Filipe renunciou aos seus títulos Reais Gregos e Dinamarqueses, convertendo-se da Igreja Ortodoxa Grega ao Anglicanismo e adoptou o nome anglicizado Philip e o apelido, também anglicizado, de sua mãe, transformando Battenberg em Mountbatten, e, foi-lhe concedido o tratamento de Sua Alteza Real e o título de Duque de Edimburgo.

Entretanto, em 1951, a saúde do Rei começa a esmorecer, e quando Isabel e Filipe se deslocavam numa visita real à Austrália e Nova Zelândia, com passagem pelo Quénia, a herdeira real é informada do falecimento do Rei George VI, Seu Pai. Imediatamente, proclamada Rainha com o Nome Real de “Isabel, é claro”, regressa com o Duque de Edimburgo para a cerimónia de Ascensão ao Trono no Palácio de St. James e depois mudam-se para o Palácio de Buckingham. Tiveram 4 filhos: Carlos, Príncipe de Gales e herdeiro do Trono, Ana, André e Eduardo.

A Dinastia Windsor é a Casa Real de Inglaterra, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha, sendo presentemente a Dinastia reinante no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos países da Commonwealth. O seu actual soberano é a Rainha Isabel II. Com o fim da Casa reinante de Stuart, pois a Rainha Ana de Inglaterra não teve descendência, em 1714, o Eleitor Jorge de Hanôver, tornou-se Jorge I da Grã-Bretanha. A sua pretensão, que assegurava a sucessão protestante, baseou-se no facto de ser bisneto do Rei Jaime I de Inglaterra (VI da Escócia) através da sua mãe a Condessa Palatina, Sofia de Simmern. Embora, ainda houvesse membros mais chegados da Casa de Stuart, como James Francis Edward Stuart, como eram católicos, o Príncipe (um dos Nove Príncipe Eleitores Germânicos, donde era escolhido o Kaiser) de confissão protestante foi preferido pelo Parlamento britânico. Depois, com o casamento da Rainha Vitória a Casa de Hanôver deu lugar à de Saxe-Coburgo-Gotha.

A Família Real Britânica passou a ter a denominação actual de Windsor no ano de 1917, durante a I.ª Grande Guerra, altura em que um sentimento exacerbado anti-germânico no povo inglês fez com que o Rei Jorge V – brilhante estratega em relações públicas e em modernizar a Monarquia; pode-se mesmo dizer que foi Sua Majestade que a trouxe para o século XX – alterasse para versões em inglês todos os seus títulos e sobrenomes alemães. E nada melhor do que Windsor, pois o Castelo homónimo remonta aos tempo de Guilherme I, o Conquistador.

O nome alemão reporta ao casamento da Rainha Vitória com o Príncipe Albert, filho do Duque Ernesth de Saxe-Coburgo-Gotha, em Fevereiro de 1840. Todavia, Saxe-Coburgo-Gotha não era o sobrenome pessoal do Príncipe Consorte, mas o sobrenome dinástico da sua família – o seu apelido era von Vettin. Desta forma, através de uma Ordem ao Conselho (Order-in-Council) o Rei Jorge V transformou o von Vettin em Windsor. Porém, a Ordem ao Conselho, como era costume, aludia apenas “aos” descendentes da Rainha Vitória, e não inevitavelmente “às” descendentes.

Em Abril de 1952, dois meses volvidos da sua ascensão ao trono, a Rainha Isabel II terminou o descuido do lapsus lingue com o nome dinástico e decretou ao seu Conselho Particular a sua “vontade e satisfação de que eu e meus filhos sejamos chamados e conhecidos como membros da Casa e Família de Windsor, e que meus descendentes que se casem e seus respectivos descendentes carreguem o nome Windsor.”

Ulteriormente, a 8 de Fevereiro de 1960, a Soberana Elizabeth II proclamou outra Ordem ao Conselho corroborando que Ela e os seus quatro filhos seriam conhecidos como Dinastia, Casa e Família de Windsor e que Ela e outros descendentes da linhagem masculina (exceptuando aqueles que fruíam do título de Príncipe ou Princesa e eram conhecidos como “Sua Alteza Real”) seriam conhecidos pelo nome de Mountbatten-Windsor.

Elizabeth II é a monarca de todos os recordes: já cumpriu o Jubileu de Diamante; é a mais velha Monarca do Mundo e, a partir de hoje, Aquela com o Reinado mais longo da História Britânica.

Cerca de 125 milhões de pessoas vivem em países de que é Soberana, gozando de uma aceitação popular de 83%, mais do que os 80% do próprio Regime de Monarquia, e sem nunca sofrer uma desaprovação pública numa vida de serviço incólume dedicada unicamente à Missão e Ofício de Reinar, sem nunca as censurar pessoas com quem contactou ou fazer um comentário jocoso em público, e, ninguém, jamais, a ouviu satirizar outrem.

Com a Sua Descendência, o filho Príncipe Carlos, o neto Príncipe William e o bisneto Príncipe George está assegurado que a Casa de Windsor – que prolonga uma Linhagem que reina ininterruptamente há mais de 1.000 anos – reinará por mais de uma centena de anos, e que, a Família Real, se perpetuará pelo próximo milénio, aludindo ao desejo de Elizabeth II de que a Casa Reinante Britânica atravesse este e o novo século e os seguintes no Trono do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte assim como dos outros quinze Estados soberanos independentes conhecidos como os reinos da Commonwealth.

A relevância de um símbolo é patente e indelével e basta pronunciar a expressão “A Rainha” e ninguém terá dúvidas que se refere a Isabel II, que personifica a Coroa e a Monarquia Britânicas.

Vivat Regina! God Save The Queen! Long May She Live, Long May She Reign!

Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica

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