PORTUGAL!

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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

RAINHA DE PORTUGAL


Dia 8 de Dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição, a Festa da Rainha de Portugal, pois por provisão régia D'El-Rei Dom João IV referendada nas Cortes Gerais de 1646, estando reunidos todos os poderes da Nação, Nossa Senhora da Conceição foi Proclamada e Coroada Senhora, Rainha e Padroeira de Portugal:

‘Estando ora junto em Cortes os três Estados do reino, proclamou-se solenemente tomar por padroeira de nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição’.

‘A verdadeira e única Rainha de Portugal’, exclamou D. João IV ao ofereceu a Coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, depondo-a aos pés de uma imagem da Imaculada.

Por esse motivo os Reis de Portugal desde essa data não usam Coroa. Durante a Cerimónia de Aclamação do Rei pelas Cortes, a Coroa Real é acomodada numa almofada ao lado do novo Rei, como símbolo real, e não na cabeça do monarca uma vez que El-Rei Dom João IV ofereceu a Coroa Real portuguesa à Padroeira Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa pela protecção concedida na Restauração, em 1640
.

Também, por essa razão, durante a Sua viagem oficial ao Reino Unido, em Novembro de 1904, a convite do Monarca inglês, El-Rei Dom Carlos I de Portugal durante uma cerimónia de gala no Palácio de Buckingham, em que os Reis presentes deviam apresentar-se com as cabeças coroadas, D. Carlos fez-se acompanhar de um pajem transportando a Coroa de Portugal colocada numa almofada. 

Viv’á Eternamente Rainha de Portugal e que para sempre dê à nossa Nação a Sua Divina protecção!

Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica



A 8 de Dezembro, a igreja Católica comemora a Festa da Imaculada Conceição, definida como uma festa universal em 28 de Fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV (1414-1484).

De acordo com o dogma católico, a Imaculada Conceição é a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi protegida por Deus, da falta de graça santificante que atormenta a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Proclama igualmente que a Virgem Maria viveu uma vida isenta de pecado.
 
A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX (1792-1878) na sua bula “Ineffabilis Deus” em 8 de Dezembro de 1854. A encarnação de Jesus no ventre da Virgem Maria exigia que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pelos textos bíblicos [Gênesis (3:15), Cântico dos Cânticos (4:7), (Êxodo 25:10-11), (Jó 14:4), (Deuteronómio 10:3) e (Apocalipse 11:19)], bem como escritos de Padres da Igreja, como Irineu de Lyon (c. 130-202) e Ambrósio de Milão (340-397).
 
A imagem de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em pedra de ançã, encontra-se no altar-mor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas, muitas delas oferecidas por Rainhas e damas da Casa Real Portuguesa. Segundo a tradição, a imagem da padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431), que a terá adquirido em Inglaterra.

O Santuário fica situado dentro dos muros medievais do Castelo da Vila, exactamente no local onde outrora se erguia a ermida gótica consagrada a Nossa Senhora do Castelo, fundada por D. Nuno Álvares Pereira. Em finais do século XIV, D. Nuno Álvares Pereira fez consagrar esta igreja a Nossa Senhora da Conceição, sendo o primeiro templo em toda a Península Ibérica a Ela consagrado e antecedendo em quase 500 anos a definição do dogma da Imaculada Conceição. O actual Santuário resulta da reforma levada a cabo em 1569, no reinado de D. Sebastião. 

Em finais do séc. XIV, a Guerra da Independência contra Castela (1383-1385) enraizou nos portugueses a veneração a Nossa Senhora da Conceição, a qual viria a ser aprofundada no decurso da Guerra da Restauração (1640-1668).

Por provisão régia de D. João IV (1604-1656), de 25 de Março de 1646, referendada em Cortes Gerais, Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, foi Proclamada Padroeira de Portugal e a partir de então nunca mais os monarcas portuguesas da Dinastia de Bragança voltaram a usar a coroa real na cabeça, uma vez que D. João IV depositou a sua coroa os pés da imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Vila Viçosa.

Em 6 de Fevereiro de 1818, o Rei D. João VI (1767-1826) agradece à Padroeira a resistência nacional às invasões francesas e concede nova benesse ao Santuário, erigindo-o cabeça da nova Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

No Santuário de Vila Viçosa estão sediadas as Confrarias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, fundada por D. Nuno Álvares Pereira e a Confraria dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição.

No dia 8 de Dezembro de cada ano, dia da solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal, decorre uma grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa.
  

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