COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A REPRESENTATIVIDADE NO SISTEMA LIBERAL


A relação do votante com o deputado não existe e a teoria da representatividade é uma falácia repetida até à exaustão, pelos defensores do sistema de eleições através do sufrágio universal.

O parlamento falha porque não representa a sociedade, pois considera o homem individualizado, abstracto, desprovido de todos os atributos e circunstâncias que fazem dele uma pessoa. Torna-se claro que, no status actual, o eleitor não é representado por um deputado já que a figura do partido político se põe como intermediário, de tal forma que o que se elege é uma cor, uma tendência ideológica nem sempre muito bem definida que neste campo o representa, mas no fim a ideologia só supõe uma pequena parte da circunstância vital do homem e logo a que menos interessa à consulta do Estado. 

Assim se esquece de fazer-se ouvir o homem como empresário, como trabalhador, ou como membro de uma Família, partindo da ilusão de que tudo engloba a tendência política.

Nem na mais pura teoria liberal é possível a representação, mesmo com as alterações posteriores do constitucionalismo, como foi o caso das listas fechadas em que cada partido apresenta previamente a lista de candidatos com o número correspondente ao círculo eleitoral, uma vez que não existe um mandato imperativo que mantenha um vínculo entre o representado e o representante que garanta que este último vai cumprir as tarefas que lhe foram confiadas.

Como escrevia Paul Bourget: "O sufrágio universal é a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças, não tendo ao seu lado nem a audácia, nem o talento."

GUILHERME KOEHLER

Publicado no Grupo “A Monarquia Sem Tabus” (Nem correntes, Nem mordaças)

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