A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 23 de novembro de 2013

ANÁLISE SOBRE ARGUMENTOS REPUBLICANOS NA DEFESA DO SEU IDEAL DE REGIME

 

De tempos a tempos, fruto da divulgação que temos feito dos nossos trabalhos, em redes sociais, lá surgem republicanos, uns mais esclarecidos do que outros, a responderem e fomentarem, por vezes, debates que têm tanto de interessantes, quanto de aborrecidos.

Passo a explicar:

- Interessantes, quando demonstram clareza nos seus argumentos e entendem que o lado monárquico não está aqui para restaurar o passado.

- Aborrecidos, quando procuram para salvar a honra republicana ferida actualmente, querem a todo o custo justificar a legitimidade republicana, recorrendo aos períodos menos felizes do passado monárquico português.

Os argumentos interessantes, aliás como também os argumentos aborrecidos, são quase sempre os mesmos; o que por vezes, é de questionar se a imaginação republicana é assim tão fértil…

Vejamos os argumentos interessantes (se é que se pode chamar a isto de interessante…): a República é um regime onde existe maior igualdade entre todos os cidadãos, onde todos podem ambicionar chegar ao topo da carreira política, onde todos são considerados cidadãos e não súbditos.

Vejamos os argumentos aborrecidos: alguns consideram-se republicanos, mas não se importavam de ser Reis, outros vêem com a retórica do passado, falam de assuntos relacionados com a Idade Média, a Inquisição, falam da sucessão dinástica, etc; nunca entendendo que cada época tem suas mentalidades, usos e costumes e demonstrando enorme confusão de raciocínio, confundindo inúmeras e intermináveis vezes, formas de governo democráticas com políticas públicas e ideologias.

Respondendo aos argumentos interessantes: Quer sejamos monárquicos, quer sejamos republicanos, há algo que estamos de acordo, quando ambos defendemos a Democracia: A Igualdade de Todos perante a Lei! É verdadeiramente aqui que se deve centrar a Igualdade. Confundir Igualdade com recursos, nomeadamente financeiros é um erro, embora, naturalmente, deve ser do interesse de quem serve o bem comum, procurar lutar contra a pobreza e proporcionar direitos tão básicos como a Educação, a Saúde, a Justiça, etc. para todos!

Quanto à ambição de se querer chegar à Presidência da República. Sejamos francos, isto não acontece para todos, nem pode acontecer, quando os sistemas políticos são dominados por máquinas tão poderosas ligadas aos partidos políticos. Um candidato a Presidente, fora da partidocracia, mesmo que consiga fazer com que o seu nome esteja no boletim de voto, poderá em muitos casos ser um desconhecido da sociedade em geral. As hipóteses serão praticamente nulas. Igualdade?

Quanto à questão da Monarquia fomentar a desigualdade social, trata-se de uma questão semântica. Existe na Europa um único país em que os Cidadãos, na sua vastissíma maioria têm orgulho de se afirmar como “Súbditos de Sua Majestade”, e é no Reino Unido. Um País muito próprio, com tradições muito próprias. Os Países da Europa Continental, que são Monarquias Constitucionais e Democráticas, todos são considerados e consideram-se Cidadãos livres e iguais em direitos. Basta consultar as Constituições desses Países. Por vezes o problema das pessoas é mesmo este; a falta de informação, a falta de leitura, ou simplesmente o marimbismo!

Quanto aos argumentos aborrecidos, muitas vezes acabam por surgir por falta de argumentos mais convincentes, falta de informação, ou até alguma ignorância (lamento dizê-lo!). O mais importante é que se os republicanos querem ser levados a sério, então deixem o passado de lado, pois este nunca mais voltará, nem para nós Monárquicos! Nós Monárquicos estamos tranquilos quanto aos altos e baixos da História da Monarquia Portuguesa. Não queremos restaurar o que já foi e que nunca mais voltará a ser, porque simplesmente morreu! Nós queremos sim, com base em ideais de Democracia, Cidadania, Liberdade, criar com a Sociedade Portuguesa – Todos os Portugueses – uma Nova Monarquia, ligada pela Família Real às nossas raízes, mas procurando com base na experiência adquirida no passado (nos bons e maus momentos), dar um novo rumo aos Portugueses, com base na Esperança!

Deixemo-nos de demagogias. Deixemo-nos de baixezas. Sejamos francos uns com os outros: estamos contentes com a República?

Se a resposta for sim, isso significará que efectivamente, os Portugueses aceitam de bom grado ser enganados, mal governados, indo num caminho sem luz, na incerteza de um futuro que querem melhor, mas que  não sabem como.

Se a resposta for não, isso significará que obviamente, os Portugueses querem uma luz ao fundo do túnel, querem ter um rumo, como Nação com quase 900 anos de História e precisamente com todo este passado que fomentou experiência, construir um Portugal renovado.

A opção Monarquia ou República acaba por ser simples e lógica. Eu já fiz a minha escolha. Sou realista, exijo um Rei!

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