A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (6)

 

Estação de Cadouços (c.1878-c.1920)

No seu percurso entre a rotunda da Boavista e Matosinhos, a "máquina" fazia uma paragem prolongada em Cadouços, na Foz do Douro, para abastecimento de água, aí existindo um restaurante de apoio.

Anteriormente à estação da "máquina", durante a época balnear, neste local foi montado um circo e, por um breve período, também uma praça de touros. No edifício da estação funcionou também o Clube de Cadouços, com orquestra privada e acesso restrito, bem como um popular restaurante.

Alguns anos após a extinção da linha da "máquina", a estação de Cadouços acabou por ser demolida. O edifício ficava sensivelmente no actual local de confluência da rua do Monsenhor Manuel Marinho com o largo do Capitão Pinheiro Torres de Meireles.

 

Quarteirão em frente à Sé (séc. II a.C.?-1940)

O topo aplanado do morro da Pena Ventosa (ou da Sé) foi o berço do burgo portuense. Aqui foi erguida a Sé, no local de uma ermida anterior, e se desenvolveu um denso casario. Aqui se localizava a antiga cadeia do bispo, a casa armoriada do conde de Castelo de Paiva e uma série de arruamentos de feição medieval, entre os quais, as ruas das Tendas, do Faval e da Francisca e o largo do Açougue.

Por razões estéticas, todo o quarteirão foi inteiramente demolido em 1939-40 para abertura do amplo terreiro da Sé, a tempo das Comemorações dos Centenários de 1940.

Salvaram-se a capela de Nossa Senhora de Agosto (ou dos Alfaiates) que foi reconstruída em 1953 na confluência das ruas do Sol e de São Luís; e uma casa-torre medieval que foi desmontada e recriada alguns metros mais ao lado, com acrescentos de feição gótica, hoje conhecida como torre de D. Pedro Pitões.

 

Porta Nova (1522-c.1870)

Foi construída por ordem de D. Manuel I, em substituição do anterior postigo da Praia das muralhas fernandinas. Era também conhecida como porta Nobre, porque era por ela que entravam os mais altos dignitários que demandavam a cidade, após terem atravessado o rio vindos de Gaia ou aportado na já desaparecida praia de Miragaia. Ao lado da porta foi erguido um fortim de forma redonda. A porta Nova dava acesso ao interior da cidade através da rua dos Banhos.

Em 1869-71, as necessidades urbanísticas originadas pela construção do edifício da Alfândega Nova, em Miragaia, ditaram a demolição da porta Nova, assim como de dez arruamentos (ruas da Ourivesaria, da Munhota, das Boas Mulheres do Mester, do Calca-Frades, da Fonte da Rata, da Rondela, dos Banhos, entre outras) e mais de duzentos prédios.

É possível que a porta Nova e o fortim que lhe estava adossado não tenham sido inteiramente demolidos mas apenas soterrados, visto a actual rua Nova da Alfândega se encontrar a uma cota bastante superior. 


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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]

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