COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

COMUNICADO DA CASA REAL PORTUGUESA

LEI DO PROTOCOLO DO ESTADO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sábado, 28 de fevereiro de 2015

AS 7 MARAVILHAS DESAPARECIDAS DO PORTO (10)

 

Convento de Monchique (1533-actualmente em ruína)

O convento feminino de Monchique foi fundado em 1533 em Miragaia, no local onde anteriormente existia uma sinagoga judaica. Dotado de uma igreja da autoria de Diogo de Castilho, o convento sofreu numerosas melhorias ao longo dos séculos, tornando-se num dos edifícios mais notáveis da cidade. Em 1834, foram extintos os conventos e mosteiros em Portugal. Nesse mesmo ano todas as freiras de Monchique foram transferidas para outros cenóbios da cidade, encerrando-se o convento. O convento de Monchique foi celebrizado por Camilo Castelo Branco no seu "Amor de Perdição".

Após o encerramento, o edifício conventual teve múltiplas utilizações – a igreja chegou a servir de serralharia, por exemplo –, perdendo-se o seu espólio original e demolindo-se várias dependências. Apesar da sua localização privilegiadíssima, o antigo convento de Monchique é hoje um espaço de ruína e abandono.


 

Jardim Passos Manuel (1908-1938)

Era semelhante aos jardins-esplanada parisienses. O espaço englobava cinema ao ar livre, sala de exposições, salão de festas, pequeno teatro, sala de loto, coreto, café-concerto, restaurante e até uma casa das máquinas com gerador que fornecia a electricidade a todo o recinto. Era um local elegante, com amplos jardins, que proporcionava todo o tipo de entretenimento. As portas abriam às 14h30 e a animação entrava pela noite dentro. Actuações de bandas e de música clássica, bailado, cantores líricos, comediantes, palhaços, 4 a 8 sessões diárias de cinema, actuações da orquestra residente, etc. Tornou-se uma referência na vida portuense. Durante a Primeira Guerra Mundial chegou a emitir moeda própria que era aceite em vários estabelecimentos do Porto.

Em 1938 o Jardim Passos Manuel fechou as suas portas, sendo posteriormente demolido para dar lugar ao Coliseu do Porto, inaugurado em 1941, um projecto de Cassiano Branco com o contributo de outros arquitectos e engenheiros.
 



Mercado do Anjo (1839-1952)

O mercado do Anjo foi inaugurado em 9 de Julho de 1839, para comemorar a entrada do exército de D. Pedro no Porto, seis anos antes. Foi construído no local onde anteriormente existia o Recolhimento de São Miguel-o-Anjo, nacionalizado em 1834, na sequência da extinção das ordens religiosas. O novo mercado passou a concentrar num mesmo espaço vários pequenos mercados e feiras espalhados pela cidade, respondendo às necessidades de uma população urbana em franco crescimento. O mercado tinha uma planta triangular com três entradas que coincidiam com os seus vértices. De cada uma das entradas partia uma larga alameda, convergindo as três para um grande chafariz central. O mercado estava sectorizado conforme os produtos comercializados: carnes fumadas e salgadas, carnes verdes, peixe (após a demolição do Mercado do Peixe, da Cordoaria), frutas e hortaliças, pão, flores, animais vivos, etc. Funcionava desde o nascer do sol até às 18 horas.

Tendo durado 113 anos, o mercado do Anjo acabou por ser demolido em 1952, com a abertura de um novo mercado municipal, o Bom Sucesso. Durante décadas, o terreno tornou-se um espaço desolador no centro da cidade. Foi local de venda ambulante, parque de estacionamento ao ar livre e, entre 1991 e 2006, acolheu um centro comercial que rapidamente entrou em decadência e acabou por falir. Desde 2013, o espaço parece ter reencontrado o seu lugar na vida da cidade, com a abertura do passeio dos Clérigos.




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[Ed. "Le Temps Perdu", col. "Porto Desaparecido", n.º 67]


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