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A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

POEMA AO ALENTEJO

Foto de Nova Portugalidade.


Há um poema ainda por escrever,
Ao Alentejo que me viu nascer.
Há um luar, lindo, de Agosto,
Banhando de ternura o nosso rosto,
Na quietude do anoitecer…
-Paradigma do sol-posto-
Saudade aconchegada no meu peito.
Há o som, sussurrado, do riacho,
Correndo sempre do seu jeito,
Refrescando o povo, exangue.
Há o gosto da açorda e do gaspacho.
O vermelho das papoilas, cor de sangue.
O bailado da seara a ondular.
A voz forte, dos homens a cantar,
Num som de súplica, dolente,
Dizendo do sentir da sua gente.
Há o sol quente do Verão,
A lembrar o cheiro do nosso pão.
Há uma força, tranquila,
Na vastidão do Alentejo.
Há um vento, morno, que sibila,
-Nostalgia dum Outono que desejo-
Olhando a planície, eu aprendi,
Que amar o Alentejo não se explica.
É coisa que acontece, coisa que fica.
É a síntese de tudo o que escrevi.

Lisette Alvarinho, LiberArti (liberarti.com)


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